terça-feira, 30 de julho de 2013

Retrato do descaso.

Irresponsabilidade, comodismo, desídia, desrespeito aos cidadãos, desprezo pelo patrimônio público. Qualquer dessas expressões retratará com perfeição o comportamento das autoridades municipais de Igaracy nos últimos anos.  É impressionante mais é uma realidade! A que ponto chegou o descaso administrativo. Nem o que se refere ao nosso esporte escapou da destruição.
Destruíram a quadra.  "Cometeu-se um crime patrimonial mesmo de tamanho pequeno, mas monumental para Igaracy. Trata-se, de fato, de um crime patrimonial, praticado continuamente pelas autoridades municipais durante anos.  E até agora essas autoridades não estão dispostas a corrigir os males que causaram. Embora sua gestão não possa ser responsabilizada pelo dano praticado pelo ex-prefeito, a atual prefeita, já poderia ter resolvido o problema há mais tempo, pois está no cargo desde o início de 2013. É provável que, mais do que consciência patrimonial ou talvez demonstração de senso de responsabilidade, o que move as autoridades igaracienses  seja um raciocínio eminentemente político.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Justiça de SP remarca julgamento de acusado de matar cunhada

DE SÃO PAULO
A Justiça de São Paulo remarcou o julgamento do motoboy Sandro Dota, acusado de matar a cunhada, Bianca Consoli, para 18 de setembro deste ano. Na manhã desta quinta-feira (25), o júri foi dissolvido. Com isso, novos jurados serão escolhidos e o julgamento voltará à estaca zero. Logo no início do terceiro dia de júri, Dota disse que não confiava mais em seu defensor, o advogado Ricardo Martins, e pediu que ele fosse retirado do caso. A juíza Fernanda Afonso de Almeida precisou dissolver o conselho de sentença. O julgamento começou na terça-feira, quando foram ouvidos a mãe de Bianca, a delegada Gisele Priscila Capello Lelo e o investigador Mauríciu Vestyik. Eles também afirmaram durante os depoimentos que Dota assediava Bianca e que ele apresentava arranhões nos braços após o crime.
O motoboy Sandro Dota é acusado da morte da estudante Bianca Ribeiro Consoli, de 19 anos, em setembro de 2011

Ontem, foi ouvida a perita criminal Margarete Mitiko, que voltou a apontar a compatibilidade entre o sangue do réu e o encontrado em Bianca após o crime. "O sangue encontrado debaixo das unhas da vítima é compatível com o colhido na calça usada pelo réu", afirmou. Antes dela, já tinha sido ouvida a perita Ana Cláudia Pacheco, que também apontou compatibilidade. Ela foi ainda questionada sobre uma possível fraude no exame, mas afirmou que "isso só existe em novela." Também foram ouvidos a papiloscopista policial Alaide Mariano, uma amiga de Bianca e um pedreiro que teria trabalhado na casa da jovem na época do crime. Mais cedo, foi ouvida irmã da jovem e mulher do réu, Daiana Consoli. Ela afirmou que o acusado "era possessivo e não gostava de ser contrariado." Disse que acreditava na inocência de Dota logo após o crime, mas acabou percebendo que havia "algo errado", quando ele se negou a fornecer material para o DNA. Também depôs nesta terça-feira, o namorado de Bianca, que disse que o réu já tinha "mexido" com a jovem, e a perita Angélica de Almeida, que disse que ela morreu por asfixia e havia lesões no corpo da jovem que indicava luta corporal entre ela e seu assassino.




A estudante Bianca Ribeiro Consoli, 19, foi assassinada em sua casa, em 2011, na zona leste de São Paulo
A estudante Bianca Ribeiro Consoli, 19, foi assassinada em sua casa, em 2011, na zona leste de São Paulo.

O CASO

Bianca foi morta na noite de 13 de setembro de 2011, na casa onde vivia com seus pais, na zona leste de São Paulo. Ela foi encontrada com um saco plástico na cabeça e sinais de enforcamento. Os pais de Bianca estavam trabalhando e ela estava sozinha em casa quando foi assassinada. A tia dela, que mora ao lado, estranhou ao ver as janelas da casa abertas, com todas as luzes e TVs ligadas. O portão estava trancado. Quando a mãe da jovem chegou, chamou um primo de Bianca, de 10 anos, para pular o portão e abri-lo por dentro. Os familiares, então, entraram na casa e encontraram a jovem estendida na sala, perto de uma porta que dá acesso à sacada. Alguns móveis da casa estavam revirados, mas nada foi roubado.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Deu no blog do Tião Lucena. Raí deixa a mulher para se amancebar com Zeca Camargo.

Raí, ex-jogador do São Paulo e forte símbolo sexual entre as mulheres, chocou os holofotes com a notícia do seu suposto relacionamento com Zeca Camargo. Segundo boatos, o casal já está junto há uns dois anos. Já o apresentador todo mundo sabe que só fica no armário durante os programas da TV. Nas baladas gay em Sampa, Zeca sempre bomba! Agora, de Raí, pouca gente desconfiava. Segundo a colunista Fabiola Reipert, do R7, a Globo, que sempre surpreende pela manutenção de estereótipos conservadores, proibiu qualquer vinculação dos nomes de Raí e Zeca Camargo em programas da emissora. A colunista ainda revelou que Zeca ficou bastante irritado com isso, pois os dois têm passado por várias saias justas.

domingo, 21 de julho de 2013

Anderson Silva chora na TV e diz que deve desculpas ao povo brasileiro

O ex-campeão dos médios do UFC Anderson Silva afirmou que o erro cometido na derrota para o norte-americano Chris Weidman, que custou o cinturão dos médios da organização, foi "ridículo". O lutador brasileiro explicou que errou no jogo de pernas no momento em que tomou o golpe, com a guarda aberta, que custou os socos que renderam o nocaute de Weidman no combate. Anderson foi o convidado do programa Legendários, da TV Record. Depois, ainda chorou ao ser questionado se entregou a luta. "Às vezes acaba não saindo como a gente quer. Foi um erro técnico que se não acontecesse agora, poderia sair outra de forma pior. Foi um erro técnico ridículo. Eu não poderia parar com as pernas paralelas e deveria ter dado passo atrás", falou.
"Se tem uma coisa que mexe comigo e me entristece é falar isso (que perdeu de propósito). Jamais faria isso com o povo brasileiro", falou, depois de escorrer uma lágrima e abraçar o apresentador Marcos Mion. O lutador ainda pediu desculpas ao povo brasileiro pelo revés no combate. "Devo desculpa a todo brasileiro sim, quando subo lá não represento só meu time, mas todo o povo brasileiro. A pessoas que eu consegui dar um pouco mais de esperança."
Anderson ainda disse que sentiu que Weidman estava frustrado no fim do primeiro round, quando estava vencendo a luta, mas ainda assim caiu nas provocações do então campeão.
"Ele estava ganhando a luta porque me colocou pra baixo, mas estava começando a mudar. Eu acho que ele estava frustrado. Deu pra perceber que ele estava bem treinado e aproveitou."
Apesar da revanche marcada com Weidman para o dia 28 de dezembro, em Las Vegas, Anderson voltou a dizer que quer uma luta contra o boxeador Roy Jones Jr., sem especificar se no boxe ou no MMA.
"O cara (Roy Jones Jr.) é fantástico. Sou muito fã dele e do Mohamed Ali, tento copiar um pouco. Gostaria muito de poder fazer essa luta. É um sonho que tenho de lutar com ele, um desejo pessoal. Que não demore muito."

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Justiça determina que prefeitura pague salários de servidores até o 5º dia útil do mês subsequente

O Município de Pitimbú, localizado no litoral sul do estado da Paraíba, terá que efetuar o pagamento dos salários dos servidores municipais até o 5º dia útil subsequente ao mês trabalhado. A decisão, unânime, foi tomada pela 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça da Paraíba , na sexta-feira (12), e atendeu a uma Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público Estadual. A sentença é do juiz substituto Marcos Coelho de Salles, relator do apelo nº 002.2009.000441-3/001. A ação corria em grau de recurso na Justiça estadual em face da inconformidade da sentença de primeiro grau, que julgou improcedente o pedido do MP, sob o argumento da impossibilidade de bloqueio de verbas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) para pagamento de remuneração de servidores, nem a obrigação de proceder com pagamento até o 5º dia útil do mês subsequente ao trabalhado. Em seu voto, o juiz Marcos Salles esclareceu que o salário é um direito constitucional, previsto em lei, constituindo-se crime sua retensão dolosa. “Assim sendo, em consonância com o art. 459 da Consolidação das Leis Trabalhistas, o município deve fixar a data-limite para o pagamento de remuneração de seus servidores, considerando que a verba visa, unicamente, a sobrevivência do cidadão”, argumentou. Por tais razões, segundo o relator, “a retenção salarial constitui uma ilegalidade, já que o salário trata-se de verba de natureza alimentar, indispensável à sobrevivência dos servidores públicos, daí porque, impõe-se ao pagamento em período determinado”. No voto, o relator esclareceu ainda que “já é firme o entendimento jurisprudencial no sentido de vedar o bloqueio de verbas públicas, notadamente, das contas do FPM para o pagamento de salários. Nesse caso, em harmonia com o parecer da Procuradoria de Justiça, dou provimento parcial ao apelo para determinar que o Município de Pitimbu passe a pagar o salário de seus servidores até o 5º dia útil do mês subsequente ao trabalhado, mantendo, no entanto, o indeferimento do bloqueio das contas do FPM”, concluiu.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Dia 11 vai começar a 2ª onda de protestos que promete elevar a pressão sobre o poder central

 

O que promete ser a mãe de todas as manifestações realizadas até aqui – na próxima quinta-feira, dia 11 – já pauta as preocupações dos ocupantes do poder. O que as ruas irão pedir mais? Novos conflitos acontecerão? Concessões feitas foram suficientes? Haverá sobreviventes entre os políticos queimados no Dia Nacional de Lutas com Greves e Manifestações que vai sendo maciçamente convocado pela internet? Na terça-feira, dia 9, em Curitiba, todas as centrais sindicais se reunirão para organizar os protestos no Paraná. 
A que promete ser a mãe de todas as manifestações, marcando uma segunda onda de protestos coordenados nacionalmente, já pressiona os mais altos ocupantes da estrutura de poder no País. Do Palácio do Planalto ao Congresso Nacional, passando pelas sedes de governos estaduais e prefeituras de grandes cidades, quem têm cargo eletivo têm medo. Já é possível ter uma ideia do que irá acontecer na quinta-feira 11, quando a maior parte do conjunto de organizações, grupos e entidades que tomou parte na primeira leva de marchas estudantis e populares da últimas semanas estará unida no Dia Nacional de Lutas com Greves e Manifestações. Dessa vez, os estudantes aglutinados inicialmente pelo Movimento Passe Livre, nas principais cidades do país, estarão acompanhados de públicos arregimentados pelas centrais sindicais CUT e Força e pelo MST, o que desde logo garante protestos em centenas de rincões do País. Os atos estão marcados para começar às 9h00, atingindo todas as capitais e milhares de cidades ao longo do dia. A previsão, por mais pacíficas que sejam as manifestações, é de caos nos transportes e, assim, em toda a cadeia produtiva. Todas as estruturas de segurança do País já vão sendo mobilizadas para salvaguardar endereços oficiais de ataques e depredações. Nas manifestações anteriores mais numerosas, centros de poder como o Congresso Nacional, em Brasília, e o Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, foram atacados.
CONCESSÕES FORAM SUFICIENTES? – Mais que fisicamente, o que se verá, mais ainda, é a quantas anda o termômetro das massas sobre os políticos. As marchas se darão na esteira de concessões feitas pelo Congresso Nacional a reivindicações identificadas, como a derrubada da PEC 37. Mas o mesmo Congresso não chegou a ponto algum sobre a realização de um plebiscito, um referendo ou mesmo uma reforma política mínima na direção do que pedem as ruas.
Como a praça vai reagir? Na economia, as manifestações causaram novos temores, associados à piora das condições globais – e a segunda onda tende a provocar mais estragos em negócios, especialmente para o comércio, e nas projeções, o que toca ao volátil mercado financeiro. Na prática, o que se espera é que o País viva uma espécie de feriado sob forte tensão.

Como se livrar de um flanelinha


sexta-feira, 14 de junho de 2013

Pleno rejeita embargos de declaração da juíza Lúcia Ramalho e processo disciplinar segue normalmente

O Pleno do Tribunal de Justiça da Paraíba, por unanimidade, rejeitou na manhã desta sexta-feira (14) os embargos de declaração proposto pela defesa da juíza Maria de Fátima Lúcia Ramalho. A magistrada foi afastada de suas funções, no dia 2 de maio de 2012, para responder a processo administrativo disciplinar, em virtude de ter a magistrada proferido sentença fora da sua competência. Segundo o relator do processo, desembargador Márcio Murilo da Cunha Ramos, o recurso apresentado pela defesa da juíza pretendia rediscutir a matéria apreciada no acórdão, já que não apontou omissão, obscuridade, contradição ou erro material na espécie. Destaca-se ainda, que a decisão embargada limitou-se a determinar a instauração do processo administrativo disciplinar, ou seja, o julgamento do mérito ocorrerá em momento oportuno, após investigação e ampla defesa. A embargante afirmou, nos autos nº 2012.2009-0109-7, que o acórdão deveria ser anulado porque não houve a oitiva prévia do Ministério Público. Além disso, ela considerava que a decisão do colegiada não possuía fundamentação. O desembargador Márcio Murilo advertiu que a Resolução nº 135/2011 disciplina que o relator determinará a oitiva do MP durante o transcurso do processo administrativo, e não na fase de instauração. “Logo, não há nulidade decorrente de atropelo do rito processual”, frisou. Em relação a falta de fundamentação, “melhor sorte não assiste à embargante, uma vez que o acórdão apresenta as razões que fundamentaram a instauração do processo administrativo, tratando, inclusive das questões preliminares levantadas pela magistrada”, ressaltou o corregedor-geral de Justiça. Congratulações – O Pleno aprovou, ainda, e por unanimidade, voto de congratulações ao procurador de Justiça Valberto Lira, recém-promovido na Procuradoria Geral de Justiça do Estado da Paraíba. A propositura foi do desembargador Marcos Cavalcanti de Albuquerque, que parabenizou, também, a presidente do TJPB Fátima Bezerra Cavalcanti e o desembargador Abraham Lincoln da Cunha Ramos, pela nova sala de sessões do Tribunal Pleno.
Gecom – Gabriela Guedes
 

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Hulk no Chelsea

No início da preparação da seleção brasileira para a Copa das Confederações, o amistoso contra a Inglaterra, no Maracanã, Hulk foi o primeiro jogador a ouvir vaias no empate. Disputando vaga no time com Lucas, ouviu o nome do ex-são-paulino gritado pelos torcedores. A desconfiança, segundo o meia-atacante, é uma questão de tempo. "A desconfiança é normal. Nem todos me conhecem como jogador, porque não me acompanham. Saio sempre de cabeça erguida. Apesar dos torcedores não me conhecerem, normal ter uma crítica ou outro", afirmou o jogador. Hulk saiu do Brasil ainda com 18 anos e foi jogar no Japão. Depois, o paraibano teve passagem pelo Porto, de Portugal, onde se destacou, ganhou títulos, chegou à seleção e foi vendido para o Zenit, da Rússia.  O meia-atacante já era presença constante na seleção desde o início da era Mano Menezes. A primeira convocação aconteceu até antes disso, quando Dunga era o treinador. Com Felipão, ganhou mais espaço no time titular. Foi assim nos dois primeiros amistosos contra Inglaterra, derrota em Wembley, e Itália, no empate em 2 a 2, na Suíça. No amistoso contra a Rússia em março, foi para o banco para Kaká ser testado. No treinamento coletivo desta quarta-feira, Felipão indicou que vai manter o mesmo time que começou o jogo contra a Inglaterra no amistoso contra a França, no domingo, com Hulk entre os titulares. Inscrito com a camisa 19 na Copa das Confederações.  "Eu procuro convencer o treinador, que é quem escala o time. A torcida vai ser conquistada com os jogos. Cada dia que passa vão respeitar os jogadores. Se tiver que morrer lá dentro de campo, vou morrer", afirmou.  No Brasil, Hulk sofre com a pressão da torcida por Lucas no time. Contemporâneo de Neymar, o jogador do PSG ainda não conseguiu se firmar na equipe titular da seleção.
 

  

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Pleno do TJPB afasta juiz de suas funções judicantes até o julgamento final de processos administrativos disciplinar

O Pleno do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) afastou, por unanimidade, o juiz José Edvaldo Albuquerque de Lima de suas funções judicantes no 2º Juizado Especial Misto Distrital de Mangabeira, na comarca da Capital. O afastamento ocorreu, nesta sexta-feira (24), após o colegiado receber cinco procedimentos administrativos interposto pela Corregedoria-Geral de Justiça contra supostas fraudes praticadas pelo magistrado em processos judiciais.  Antes do desembargador-corregedor Márcio Murilo da Cunha Ramos, relator dos procedimentos administrativos, discorrer sobre o relatório e voto, o advogado de defesa, Augusto Sérgio Santiago de Brito Pereira, apresentou questão de ordem.  O bacharel solicitou a suspensão do julgamento desta sexta-feira e de todos os procedimentos administrativos que tramitam na Corregedoria, inclusive, os processos de investigações preliminares (sindicância), sob a alegação de que o magistrado encontra-se de licença médica de 120 dias. Segundo o advogado, só depois desse período, para tratamento de saúde, é que o juiz José Edvaldo teria condições de acompanhar o julgamento dos processos e exercer sua defesa. Porém, o corregedor Márcio Murilo votou pelo indeferimento da questão de ordem, por entender que o magistrado já teve o direito à ampla defesa e ao contraditório, na fase de instauração dos procedimentos administrativos. Os demais membros do Pleno do TJPB acompanharam o entendimento do relator. A sessão extraordinária foi presidida pelo desembargador Romero Marcelo da Fonseca Oliveira, vice-presidente do Tribunal de Justiça.

sábado, 18 de maio de 2013

Presidente Mujica do Uruguai rejeita título de “presidente mais pobre do mundo”

Para chefe de Estado uruguaio, "pobre é quem precisa muito para viver"
O presidente do Uruguai, José Mujica, afirmou em entrevista concedida nesta sexta-feira (17/05) à rede estatal chinesa Xinhua que não concorda com o título que lhe foi atribuído pela imprensa internacional de “presidente mais pobre do mundo”, em razão de seu estilo de vida simples. Segundo ele, esse título é incorreto porque “pobres são aqueles que precisam de muito para viver”. Segundo ele, sua vida austera tem como objetivo “manter-se livre”. “Eu não sou pobre. Pobre são aqueles que precisam de muito para viver, esses são os verdadeiros pobres, eu tenho o suficiente”, afirmou. "Sou austero, sóbrio, carrego poucas coisas comigo, porque para viver não preciso muito mais do que tenho. Luto pela liberdade e liberdade é ter tempo para fazer o que se gosta”, disse o presidente. Ele considera que o indivíduo não é livre quando trabalha, porque está submetido à lei da necessidade. "Deve-se trabalhar muito, mas não me venham com essa história de que a vida é só isso". Presidente uruguaio recebe jornalistas em sua propriedade rural nos arredores de Montevidéu.
Assim como já fez com outros correspondentes internacionais, Mujica recebeu a equipe de reportagem chinesa em sua modesta propriedade rural em Rincón del Cierro, nos arredores de Montevidéu, ao lado dos cães e galinhas que cria e alimenta todos os dias.
Aos 77 anos, Mujica doa 90 % de seu salário de 260.000 pesos uruguaios (quase 28 mil reais) a instituições de caridade. Não possui cartão de crédito nem conta bancária. Sua lista de bens em 2012 inclui um terreno de sua propriedade e dois com os quais conta com 50% de participação, todos na mesma área rural – diz ter alma de camponês, e se orgulha de sua plantação de acelgas, e já pensa em voltar a cultivar flores. Possui dois velhos automóveis dos anos 1980 (entre eles um Fusca com o qual vai ao trabalho) e três tratores.   
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Segundo o presidente uruguaio, essa opção de vida foi gestada durante os anos em que viveu preso sob duras condições (1972-1985) em razão de sua atividade como guerrilheiro como membro do MLN-T (Movimento de Libertação Nacional - Tupamaru), movimento que lutou contra a ditadura militar.
"Por que cheguei a esse ponto? Porque vivi muitos anos em que, quando recebia um colchão à noite para dormir já me dava por contente. Foi quando passei a valorizar as coisas de maneira diferente”, disse ele sobre seus tempos de cárcere, quando disse ter passado a conversar com rãs e formigas para “não enlouquecer”.
Ele afirmou duvidar que a próxima eleição presidencial, marcada para 2014, vá atrapalhar sua gestão, e se diz animado com um projeto pessoal para quando deixar o Executivo, em março de 2015: "Quando terminar esse trampo (changa em espanhol, referindo-se à Presidência) que tenho agora, vou me dedicar a fazer uma escola de trabalhos rurais nesta região”.
"O governo funcionará até o último dia, mas já adianto que após as eleições os governos uruguaios costumam tomar medidas de impacto”, quando espera avançar medidas de infraestrutura sobre portos em águas profundas e a renovação da rede ferroviária, além da lei de regulação da mídia.
Quando perguntado se após deixar o governo ele tentará acumular fortuna, ele disse: “Depois terei de gastar tempo para cuidar do dinheiro e muito mais tempo da minha vida para ver se estou perdendo ou ganhando. Não, isso não é vida”, enfatizou.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Israel completa 65 anos sob os dilemas de uma sociedade murada

O país, apesar de vigoroso e sólido, vive complexas e profundas contradições desde sua fundação, em 14 de maio de 1948.
Clique no banner para ler a série completa em português e espanhol. O aeroporto Ben-Gurion, principal porta de entrada para Israel, fica encravado no meio do caminho entre Jerusalém e Tel Aviv. Uma auto-estrada ampla, de quatro pistas, asfaltada com requinte, conduz os recém-chegados para qualquer um dos lados. A leste, para quem se destina ao centro religioso do planeta. A oeste, para uma cidade mediterrânea e cosmopolita.   Cena cotidiana à beira do mar em Tel Aviv. Economia da cidade israelense cresceu, na última década, a um ritmo médio de 3,4%/ano.  Quase dez anos após a onda de ataques executados por homens-bombas, o ambiente da principal cidade judaica do mundo pouco faz lembrar um dos mais longos e tensos conflitos do pós-guerra. Ou de que se está em um Estado confessional, no qual a religião desempenha função primordial de identidade e regulação da vida privada. Leia também: Sionismo, apesar das divisões, permanece como doutrina oficial Judeus e palestinos confrontam narrativas sobre independência. Novos edifícios, vários de alto luxo, nascem como espigões no chão de Tel Aviv, a maioria destinada a estrangeiros, especialmente judeus ricos, que buscam um rincão da terra prometida, mas de frente para o mar. Bulevares arborizados recortam movimentadas avenidas e servem de passarela para observar o quase onipresente acervo arquitetônico de estilo Bauhaus. O branco toma conta da paisagem. Restaurantes elegantes e bem decorados parecem sempre cheios.  Moças de vestido curto e shorts, rapazes de calças jeans ou bermudas, aproveitando o tempo quente e seco da primavera, inundam as ruas centrais. Raramente se encontra um rabino ou sequer alguém usando quipá. Salpicam alguns recantos históricos, como os mercados a céu aberto ou a cidade árabe de Jaffo, incorporada como distrito depois de 1948. Mas Tel Aviv, com região metropolitana superior a três milhões de habitantes, exala um hálito de modernidade. Jovem soldado israelense em Tel Aviv, cidade mais cosmopolita do país, caracterizada por seus arranha-céus e amplos bulevares. O município é a locomotiva de uma economia que cresceu, na última década, a um ritmo médio de 3,4% ao ano, apesar da crise internacional que abalou os Estados Unidos e a Europa a partir de 2008. Israel passou a receber crescentes investimentos diretos em suas plantas industriais.  As principais empresas dessa escalada produtiva são companhias de alta tecnologia, concentradas em informática, equipamentos militares e produtos farmacêuticos. As chamadas hi-tech respondem por quase 50% das exportações do país. Instaladas majoritariamente no cinturão periférico de Tel Aviv, viraram a meca das pessoas que se formam nas universidades e sonham em fazer seu pé-de-meia. Leia mais: 
China tenta aumentar protagonismo no Oriente Médio ao receber Abbas e Nethanyahu. 
Stephen Hawking boicota Conferência Acadêmica israelense. 
Netanyahu se reuniará com Putin para discutir fornecimento de armas à Síria.
Ao atrativo da pujança econômica, somou-se o reforço das condições de segurança, depois que os territórios palestinos ocupados foram fisicamente isolados. As contas externas também são beneficiadas por recursos destinados a Autoridade Palestina passarem obrigatoriamente pelo Banco Central israelense, onde dólares e euros são convertidos em schekels. As reservas cresceram aceleradamente, valorizando a moeda nacional e criando oportunidades para empresários locais expandirem suas atividades no exterior. Custo social: Esse dinamismo, contudo, teve pesado custo social. Além das despesas com as forças armadas representarem cerca de 30% do orçamento nacional, esse item também sobrecarrega as importações, provocando saldos negativos na balança comercial. Mesmo com os EUA arcando, a fundo perdido, com 20% dos gastos em segurança (aproximadamente 3,5 bilhões de dólares anuais), Israel só sai do vermelho atraindo novos capitais.
Atualmente 23,9% dos israelenses vivem com menos de 27 dólares diários, apesar da taxa de desemprego estar em 6,3%. Enormes subsídios e isenções fiscais são concedidos, com esse propósito, para o mundo dos negócios. A contrapartida, para combater o déficit interno, é uma forte redução das verbas alocadas em programas sociais e serviços públicos, agravada pela desregulamentação de direitos trabalhistas. A economia cresce, mas a riqueza se concentra e a pobreza se expande. O número de pessoas cuja renda é inferior a 40% do salário médio subiu, desde 2003, de 7,8 para 12,1%. Abaixo de 50%, de 15 para 19,8%. Se o corte for de 60%, de 23,3 para 26,8%. Os dados são da OCDE (Organização para Cooperação Econômica e Desenvolvimento). Há 15 anos, 16% dos israelenses viviam abaixo da linha da pobreza, segundo relatório do Instituto Nacional de Seguros, órgão governamental. Atualmente 23,9% dos cidadãos vivem com menos de 27 dólares diários, apesar da taxa de desemprego estar em 6,3%. A onda de protestos que varreu Tel Aviv e outras cidades, em 2011, foi uma resposta a essa situação. Mais de 500 mil pessoas participaram de protestos, cuja reivindicação principal era a redução dos aluguéis e do preço das moradias. A renda média dos israelenses dificilmente suporta o custo habitacional, em um mercado imobiliário que se voltou para  o topo da pirâmide. Cerca étnica: O muro social vai ficando cada vez mais alto, mas ainda não compete com a cerca étnica. Os árabes-israelenses representam cerca de 22% da população nacional, de 7,5 milhões. O salário médio entre esse grupo, de 1,5 mil dólares mensais, é 32% inferior ao de trabalhadores judeus. Mais de 53% das famílias palestinas vivem na pobreza, entre as quais o desemprego passa dos 10%. Das 40 cidades israelenses com maior quantidade de moradores sem trabalho, 36 são de maioria árabe.  Nos territórios ocupados da Cisjordânia e Jerusalém Oriental as cifras são ainda mais severas, ainda que as estatísticas sejam inexatas ou contraditórias. O problema se agrava, contudo, porque essas populações não possuem sequer direitos civis e eleitorais. Essas áreas foram isoladas por um sistema de muralhas e alambrados, sob a justificativa de deter a onda de atentados em solo israelense.
Muro da Cisjordânia, ou "muro do apartheid" para os palestinos, construído pelo Estado de Israel por questões de segurança.  Aparentemente esse objetivo foi alcançado, apesar do lançamento de mísseis provenientes da Faixa de Gaza continuar desafiando a segurança do país. Mas o custo econômico e social para os palestinos é estrondoso. Não podem mais buscar empregos nas fronteiras oficiais do Estado sionista. Sua mobilidade está fortemente limitada. As perdas de propriedades e plantios são expressivas. Esse cenário estabeleceu uma parede entre Israel e a comunidade internacional. As Nações Unidas consideram ilegais tanto a ocupação destes territórios quanto o sistema de segregação espacial. Resoluções recentes também condenam o processo de colonização judaica dessas áreas, que deveriam pertencer ao Estado palestino. Assentamentos na Cisjordânia são oficialmente estimulados, recebem subsídios e têm sua guarda garantida pelo exército, além de serem encapsulados pelo muro da separação. Alguns intelectuais e líderes sionistas mais à esquerda passaram a declarar, nos últimos anos, que Israel estava perigosamente caminhando para um modelo inspirado pelo apartheid sul-africano, por conta da estratégia que conduz em relação à questão palestina. As correntes mais à direita, atualmente no governo, rejeitam a comparação e afirmam que as medidas respondem apenas às necessidades de combate ao terror.  Os críticos desse ponto de vista afirmam que a solução para a paz não está no erguimento de muros, mas na negociação de um acordo permanente para a existência de um Estado palestino viável e autônomo. A maioria das lideranças relevantes, incluindo o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, discursa a favor dessa saída. Mas há muitas dúvidas se alguns dos protagonistas não estão apostando em fazer, do transitório, uma eternidade.  O fato é que Israel chega aos 65 anos de sua independência, celebrados nesse 14 de maio, como uma nação vigorosa e sólida, mas espetada por contradições. Exibe vitalidade econômica e poderio tecnológico. Vive, contudo, os conflitos de um sistema que produz desigualdade social, discriminação étnica e tentação colonial.  Para que o leitor possa conhecer um pouco mais desse país e seus dilemas, Opera Mundi inicia hoje a publicação de reportagem especial sobre Israel.

sábado, 11 de maio de 2013

Único tetra legítimo, Paulistano esquece feito perseguido pelo Santos

Cartolas e torcedores dos grandes de São Paulo têm por hábito exaltar cada taça que seus rivais não possuem. Mas o tetracampeonato estadual, mais rara conquista no Campeonato Paulista, é até agora exclusividade de um clube que abandonou o futebol há décadas, quer distância de qualquer aglomeração característica dos estádios e cujos associados dão de ombros ao feito que nem o Santos de Pelé foi capaz de alcançar.  “Eles (sócios) não têm a dimensão da magnitude que foram esses títulos. A imprensa tem procurado muito mais as nossas taças e fotos do que os sócios do clube. Ficou tudo muito esquecido. É uma pena”, afirma a  historiadora Ana Paula Fernandes, 24 anos, responsável pelo museu do Paulistano, campeão paulista de 1916 a 1919.  A exclusividade pode cair este ano, caso o Santos, agora liderado por Neymar, vença o Corinthians na decisão. O primeiro jogo da final está marcado este este domingo, às 16h (horário de Brasília), no Pacaembu. O Paulistano venceu 48 das 62 partidas que disputou naqueles quatro anos, com seis empates e oito derrotas. Um aproveitamento de 82,26% (à época, vitória valia dois pontos). Um time que marcou 211 gols e sofreu 67. Paulistano, o único tetracampeão Paulista da história. Equipe campeã de 1916. Em pé: 1º Orlando Pereira, 2º Cunha Bueno, 3º Manoel Carlos Aranha (Carlito). Agachados: 1º Sérgio Pereira, 2º Rubens de Moraes Salles, 3º Benedito Ferreira (Basilicão). Sentados: 1º Agnello Bastos, 2º Mário Andrada e Silva, 3º Mariano Procópio, 4º Madureira , 5º Maurício Villela. Centro Pró-Memória do Paulistano.  Poderia ser chamado de o time de Arthur Friedenreich – o maior jogador brasileiro do início do século passado – mas era mais do que isso. Mesmo porque o grande jogador somente se incorporou ao esquadrão em 1918, quando foi artilheiro com 25 gols. “O Paulistano foi o grande campeão em uma época em que o futebol se fortalece como o esporte mais popular do país, basta lembrar que há relatos de 40 mil pessoas assistindo aos jogos decisivos em 1919 e que aparecem as primeiras grandes rivalidades com o Trio de Ferro – Paulistano, Palestra Itália, hoje Palmeiras, e Corinthians – e que o futebol paulista é reconhecidamente o mais forte do Brasil”, diz o jornalista Luiz Carlos Duarte, autor do livro “Friedenreich, a saga de um craque nos primeiro tempos do futebol brasileiro”. Em 1916, o vice campeão foi o São Bento. Em 1917, o Palestra Itália. Em 1918, o vice-campeão foi o Corinthians, em uma competição marcada por uma tragédia e a primeira grande polêmica envolvendo grandes times de São Paulo. Houve a epidemia de gripe espanhola que, segundo dados oficiais, matou 2756 pessoas em São Paulo. Por isso, alguns jogos – que não influenciavam na classificação final – foram cancelados. E o Palestra reclamou muito após uma derrota por 3 a 1 para o Paulistano. Seus dirigentes argumentaram que o árbitro não marcou três pênaltis contra o rival e que seus jogadores eram vítimas de ofensas raciais por parte dos adversários, que os chamavam de “carcamanos e italianada”. Abandonaram o campo e o campeonato. Em 1919, o campeonato, emocionante, foi decidido na última rodada. O Palestra dominou a competição desde o início. No primeiro turno, empatou apenas um jogo, contra o Paulistano. No segundo, perdeu para o Ypiranga por 6 a 1, em jogo que seus jogadores ficaram muito abalados com uma contusão grave do jogador Bertolini, que deixou o campo ensangüentado, diretamente para o hospital. Não havia substituição. O Paulistano foi reagindo e aproveitou-se de uma derrota do Palestra para o Corinthians e chegou na penúltima rodada com chances de ser campeão. Venceu o Palestra por 2 a 1, de virada, e assumiu a liderança. Na última rodada, o Paulistano venceu o Corinthians por 4 a 1 com dois gols de Friedenreich, um de Zito e outro de Agnelo.  No Paulistano, Friedenreich teve um grande parceiro: o atacante Mario Andrada, artilheiro do campeonato de 1919, com 22 gols. O jornalista Max Valentim, no livro “O Futebol e Sua Técnica", o definia como um dos grandes dribladores da época, ao lado de Neco, do Corinthians. Mario Andrada nunca foi da seleção brasileira. O Paulistano tinha dois titulares no time de 1919, que conquistou o Campeonato Sul-americano, primeiro título internacional do Brasil: o médio Sérgio Pires e Friedenreich.As escalações do Paulistano são ditas com uma facilidade incrível por Ana Paula Fernandes. Ela mostra fotos e recita nomes como se tivesse vivido as grandes glórias do clube. “Não conheço muito sobre futebol mas me dediquei muito a esse trabalho aqui. Vejo uma foto, comparo com outra de anos depois e vejo se é o mesmo jogador. É preciso ter muito cuidado para fazer as legendas corretamente. Sou são-paulina, não sei a escalação do São Paulo de hoje, mas do Paulistano eu sei muita coisa”, afirma ela sobre o clube que, hoje, é um símbolo da elite da cidade.  EQUIPE CAMPEÃ EM 1916.


Em pé: 1º Orlando Pereira, 2º Cunha Bueno, 3º Manoel Carlos Aranha (Carlito). Agachados: 1º Sérgio Pereira, 2º Rubens de Moraes Salles, 3º Benedito Ferreira (Basilicão). Sentados: 1º Agnello Bastos, 2º Mário Andrada e Silva, 3º Mariano Procópio, 4º Madureira , 5º Maurício Villela.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Justiça condena antigo IPEP a indenizar servidor público em R$ 10 mil por danos morais

A Quarta Câmara Cível do TJPB, por unanimidade, decidiu nesta quinta-feira(9), prover o recurso impetrado por um servidor público do antigo IPEP ( Instituto de Previdência do Estado da Paraíba), hoje IASS (Instituto de Assistência à Saúde do Servidor ) para determinar a devolução de R$ 18.895,71 paga pelo servidor com despesas médicas e R$ 10.000 ( Dez mil reais) por danos moais pela negativa, reiterada, na devolução dos valores, bem como a angústia e perturbação da paz do servidor que vinha passando por tratamento médico por problema sério de saúde. A ação – Apelação Cível ( nº 200.2008.031940-9/001) – foi interposta por um servidor público estadual que precisou se submeter a tratamento cardíaco não disponível no Estado da Paraíba. Na ocasião, foi aconselhado pela presidência do órgão a proceder com o pagamento das despesas médicas e pedir o recibo em nome do IPEP, com posterior garantia de ressarcimento. Após o tratamento, o servidor protocolou o pedido administrativo do reembolso das quantias pagas o que foi rejeitado sob a alegação de indisponibilidade de recurso. Consta nos autos da ação que o processo, após se arrastar por vários anos sem definição, o antigo IPEP além de se recusar a devolver as despesas médicas pagas pelo servidor (após negar ressarcimento por falta de dotação orçamentária), passou a sustentar em juízo que nada devia, visto que os recibos emitidos em nome do órgão provariam quitação do débito, requirido como devolução pelo servidor.  Para o relator da ação, o desembargador João Alves da Silva, “essa tese não se sustenta”, tendo em vista que a autarquia não questionou este fato na via administrativa, o que reforça a tese do servidor de que os recibos emitidos em nome do IPEP, por força de orientação do então superintendente do próprio órgão, inclusive sobre a promessa do órgão arcar com todas as despesas, demonstra claramente que o débito foi pago pelo servidor e não pela autarquia, como quis alegar. O magistrado disse, ainda, que a indenização ao servidor público se faz perfeitamente cabível, pela aflição psicológica e sentimento de insegurança causadas, o que contribuiu, sobremaneira, para o agravamento da dor sofrida pela vítima. “Neste caso, a quantia de R$10.000 ( Dez mil) parece razoável a reparação do dano”, concluiu.

sábado, 4 de maio de 2013

Um em cada 10 assinantes da TV paga faz pirataria de canal premium

Ao menos 10% dos cerca de 17 milhões de assinantes da TV paga no Brasil em todas as modalidades usa um aparelho "decoder" pirata com o objetivo de ter acesso a mais canais do que paga em seu pacote com a operadora. A constatação é da ABTA (Associação Brasileira de TVs por Assinatura). A "pirataria" se faz por meio de equipamentos que são instalados na casa dos assinantes, em conexões legalizadas. Em outras palavras: o assinante paga, por exemplo, o pacote mais básico de qualquer operadora. Em seguida, compra na rua ou na internet um aparelho "decoder" que consegue romper a proteção e o sinal que ele recebe em sua casa. Instalado o aparelho por um "técnico" enviado pelo vendedor e "voilà"  Como mágica, o assinante passa a ter acesso a todo o cardápio da operadora, por mais premium que seja: dos caros canais esportivos Premiere ao pacote HBO; dos mais fechados canais pornôs até os que exibem lutas de UFC mediante pagamento. E tudo isso pelo valor da assinatura básica. "Nós calculamos que operadoras e canais tenham hoje no Brasil por volta de R$ 100 milhões em prejuízo com essa prática", diz Antonio Salles Neto, 60, vice-coordenador de antipirataria da ABTA. "Estamos muito atentos e preocupados com a curva de assinantes que adquirem esses aparelhos. Ela está crescendo de forma veloz."
PIRATARIA ASIÁTICA:
A compra e a venda das caixas "decoder" são proibidas no Brasil desde 2012. Muitas são projetadas na Coreia do Sul e montadas na China. Elas foram importadas durante muito tempo sob a chancela de serem "decoders" para antenas parabólicas. Mas os técnicos da ABTA descobriram um desvio de finalidade para os aparelhos. Apesar da proibição, vários estabelecimentos e comerciantes que ficam na rua Santa Ifigênia, região central de São Paulo, vendem o equipamento sem muitas perguntas e ainda indicam um técnico para fazer a instalação.  Salles calcula que haja entre 1,6 milhão e 2 milhões de caixas em operação no país. "Se a curva da pirataria continuar no ritmo atual, em cinco anos metade das assinaturas já fará uso dela." O custo desses aparelhos "piratas" caem vertiginosamente. Uma caixa AZbox "topo de linha", vendida por até R$ 899 há um ano e meio, hoje é comercializada por R$ 299. Para Salles, a pirataria não é estimulada pelos altos preços dos serviços e pelo atendimento ao cliente. "A indústria passou, sim, por um mau momento, mas ela agora está em um nível ascendente, e os preços também estão melhores", afirma.
COMO FUNCIONA A PIRATARIA:
Opção A:
1- Usuário vai a um centro de comércio pirata ou na internet e adquire um decoder (caixa) ilegal; é preciso ter uma conexão de Internet no local de instalação;
2- O vendedor da caixa envia um funcionário que instala o aparelho, conectando-o à Internet e à fonte de sinal de TV por assinatura usando "portas" diferente
3- Pela porta conectada à Internet, a rede pirata fornece, graças a seu software próprio, a chave de abertura ilegal da programação. Por meio da rede de uma das operadoras de TV, o usuário recebe o sinal ilegal de qualquer canal que não faça parte do seu pacote. O usuário recebe o sinal de TV paga, mas fica online com uma rede privada de dados ilegal
Opção B:
Usuários que não têm acesso à Internet podem "piratear" com a modalidade de caixa conectada aos satélites por duas antenas. A primeira antena é apontada ao satélite de serviços de TV por assinatura e uma segunda antena - menor e dedicada a dados - é conectada a um satélite. Esse caminho é usado alternativamente para fornecer as chaves de acesso extraídas pela rede pirata. Essa ação, porém, é mais fácil de ser descoberta e combatida. Operadoras do mundo já conseguem tirá-las do ar.
Opção C:
A caixa pirata usada exclusivamente no caso de TV a acabo similar à anterior, só que em vez de se conectar à antena de satélite, conecta-se na rede de cabo. Muitos usuários, para disfarçar, mantêm o pagamento de um pacote mínimo com acesso à Internet.
Opção D:
A caixa que desbloqueia HD funciona de forma similar, apenas recebendo a chave correspondente ao serviço.
Informações importantes. Todo usuário de decoder (decodificador) ilegal está conectado a uma rede legal e isso o expõe à Justiça e corre o risco de ser indiciado por associação para produzir danos a alguém; trata-se de um crime.
Fonte: ABTA (Associação Brasileiras das TVs por Assinatura)

terça-feira, 30 de abril de 2013

Tribunal de Justiça bloqueia as contas da Prefeitura de Igaracy

Dando continuidade ao bloqueio de contas bancárias de prefeituras paraibanas para pagamentos de precatórios, o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) determinou, nesta terça-feira (30), o sequestro de 20 novas contas bancárias de municípios. Os débitos somados das edilidades chegam ao valor de R$ 1.209.997,22, e são referentes ao execícios financeiros de 2010 e 2011. No último dia 22, o Poder Judiciário estadual já havia feito o sequestro em 21 prefeituras. Segundo o  juiz auxiliar da Presidência do TJPB, Carlos Eduardo Leite Lisboa, o sequestro das contas foi necessário para garantir o pagamento dos precatórios. Ele explicou que emenda constitucional n° 62/2009 determinou que os municípios poderiam escolher entre duas opções para regularizar o pagamento de precatórios, o regime especial de 15 anos, quando os débitos seriam somados e divididos em 15 anos, ou a adesão de 1% da receita corrente líquida da prefeitura, com desconto mensal. “As prefeituras que escolheram o regime especial simplesmente ignoraram os repasses e os credores ficaram sem receber o seu dinheiro”, afirmou o magistrado responsável no Tribunal para conduzir os processos de precatórios junto aos municípios e governo do Estado. Desta forma, o Tribunal, então, abriu um processo administrativo contra cada município e informou que durante o período de 2010 e 2011 não haviam sido feito nenhum depósito pelas edilidades. Conforme a publicação, disponibilizado na edição eletrônica do Diário de Justiça, os municípios que não depositaram os respectivos valores constitucionais referentes aos precatórios são: Algodão de Jandaíra, Campo de Santana, Lastro, Cabaceiras, Umbuzeiro, Riacho dos Cavalos, Barra de Santana,  Cubati, Gurinhém, São João do Rio do Peixe, Monte Horebe, Queimadas, Rio Tinto, Igaracy, Triunfo, São José de Piranhas, Cuitegi, Sapé, Boa Ventura e Picuí. As três prefeituras com os maiores valores são: Sapé (R$ 473.159,87), Lastro (R$ 112.093,25) e Triunfo (R$ 107.786,26). Já os municípios que possuem menores débitos são: Igaracy (R$ 2.000,00), Umbuzeiro (R$ 2.116,31) e Riacho dos Cavalos (R$ 2.636,14). Abaixo a relação dos municípios e débitos:
1. Algodão de Jandaíra – R$ 11.405,27
2. Campo de Santana – R$ 47.676,87
3. Lastro – R$ 112.093,25
4. Cabaceiras – R$ 7.693,46
5. Umbuzeiro – R$ 2.116,31
6. Riacho dos Cavalos – R$ 2.636,14
7. Barra de Santana – R$ 7.914,80
8. Cubati – R$ 3.545,60
9. Gurinhém – R$ 78.247,83
10. São João do Rio do Peixe – R$ 31.446,83
11. Monte Horebe – R$ 13.767,04
12. Queimadas – R$ 16.596,35
13. Rio Tinto – 37.499,61
14. Igaracy – R$ 2.000,00
15. Triunfo – R$ 107.786,26
16. São José de Piranhas – R$ 152.366,04
17. Cuitegi – R$ 14.550,94
18. Sapé – R$ 473.159,87
19. Boa Ventura – R$ 9.190,65
20. Picuí – R$ 78.304,1

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Flamengo X Campinense na próxima quarta-feira. ingresso ao custo de R$ 120,00 (cento e vinte reais)

Sem tempo para descanso após um fim de semana inteiro de treinos, o time do Flamengo voltou ao campo do CT Ninho do Urubu na manhã desta segunda-feira. Na última atividade antes da viagem para Campina Grande, na Paraíba, onde encara o Campinense na quarta, o rubro-negro, pela primeira vez, liberou os “renegados” Ibson, Alex Silva, Mattheus, Frauches e Lucas. Fora dos planos da comissão técnica, os cinco ganharam folga nesta segunda e só voltam a trabalhar na terça, quando treinarão sozinhos no Centro de Treinamento. Enquanto Mattheus acertou com a Juventus-ITA, Alex Sliva e Ibson estão liberados para negociar uma transferência e os jovens Frauches e Lucas serão emprestados. Sem folga, os outros jogadores participaram de uma atividade técnica sob o comando de Jorginho. Preocupado, o treinador vetou imagens e registros dos últimos preparativos antes do confronto pela segunda fase da Copa do Brasil.
Força máxima:
E os treinos técnico e tático de Jorginho contaram com uma novidade. O volante Amaral se recuperou de dores musculares na coxa direita, treinou normalmente e ficou à disposição para a viagem à Paraíba. Com isso, o rubro-negro terá força máxima para o confronto. Mesmo sem comandar um coletivo, Jorginho deu pistas da equipe que deve iniciar a partida ao comandar um treino de posicionamento. O Flamengo deve entrar em campo com Felipe; Léo Moura, Renato Santos, González e Ramon; Amaral, Elias, Renato Abreu e Gabriel; Rafinha e Hernane. Após eliminar o Remo na primeira fase da Copa do Brasil, o time carioca busca uma vitória por dois ou mais gols de diferença para eliminar uma possível partida de volta no Rio de Janeiro.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Se Hugo falou, eu acredito. Noite de quinta-feira chuvosa em Igaracy

A noite desta quinta-feira (18) foi de muita chuva na cidade de Igaracy, Vale do Piancó. Segundo informações passadas ao blog foram contabilizados quase 70 mm de chuva, desta vez riachos ficaram cheios e o açude que abastece a cidade está recebendo muita água pelos riachos e córregos que caem dentro do mesmo. O blog visitou hoje pela manhã, por volta das 09:00 horas o riacho do boqueirão, que é conhecido como Riacho do Beco e fez algumas fotos. Segundo um morador, a enchente pela manhã estava ainda maior do que aparece nas fotos. Vejam: