terça-feira, 10 de junho de 2014

São Paulo que deixou saudades.



Largo da Sé - 1904
Largo da Sé - 1904
Em destaque a antiga Igreja de São Pedro das Pedras, na esquina da rua Floriano Peixoto. No fim desta rua, parte do Solar da Marquesa de Santos. A rua Floriano Peixoto teve o nome primitivo de rua da Fundição pois abrigava os fundos da Casa da Fundição dos Reais Quintos de São Paulo, que tinha entrada pelo Pátio do Colégio. A instituição começou a funcionar no local em 1730. Fechada e reerguida em 1751, manteve-se em atividade até 1762, foi abolida e depois reaberta, para ser desativada definitivamente em 1818. A troca de nome da rua, homenagem ao presidente da República Floriano Peixoto, deu-se a 1º de agosto de 1907. A Igreja de São Pedro da Pedra (ou dos Clérigos) foi demolida em 1911 e em seu lugar foi construído o edifício Rolim, existente até hoje.
Vista da Estação da Luz - 1902. Tomada da Igreja de São Cristóvão, à época integrada ao Seminário Episcopal. No primeiro plano, à esquerda, vê-se a passagem dos trilhos da São Paulo Railway sob o nível do pontilhão que leva à rua Brigadeiro Tobias, e as edificações da rua da Estação (depois rua Mauá). No centro, ao fundo, pode-se ver a torre da Igreja do Sagrado Coração de Jesus, situada à alameda Glete, nos Campos Elíseos. E, à direita, em primeiro plano o largo do Jardim, ponto inicial da avenida Tiradentes, seguido de parte do Liceu de Artes e Ofícios, obra de Ramos de Azevedo atualmente ocupada pela Pinacoteca do Estado, e o Jardim da Luz.
Clube de Regatas São Paulo

Clube de Regatas São Paulo. Situado nas imediações da Ponte Grande (atual Ponte das Bandeiras). Fundado em 1903 às margens do rio Tietê, foi um dos primeiros centros esportivos da cidade, sendo sucedido em 1907 pelo Clube de Regatas Tietê

Teatro Municipal - 1920

Teatro Municipal - 1920
Vista do Teatro Municipal e da praça Ramos de Azevedo, provavelmente a partir do edifício da Light. Com as obras iniciadas em junho/1903, foi inaugurado em 12/setembro/1911 com apresentação da ópera Hamlet, diante de seus 1.816 lugares lotados e grande congestionamento de automóveis nos arredores.
Rua 15 de Novembro - 1920
Rua 15 de Novembro - 1920. Em direção à praça da Sé, tomada da praça Antonio Prado. Uma das principais vias públicas da cidade, onde se achavam luxuosos comércios, os mais elegantes pontos de encontro além de grande número de estabelecimentos bancários e profissionais, formava com as ruas Direita e São Bento o chamado “triângulo”, região de grande concentração de lazer e negócios.
Avenida Paulista - 1902
Avenida Paulista - 1902
Vista da avenida Paulista, no sentido da Consolação, a partir do palacete de Adam von Bülow, situado entre as alamedas Campinas, que se vê no primeiro plano, e a Joaquim Eugênio de Lima. O palacete foi substituído pelo edifício Paulicéia, existente ainda hoje no local. No horizonte, o Morro do Jaraguá. A avenida foi inaugurada em 1891 com seus quase 3 km de extensão e 30 m de largura, por vários anos sem energia elétrica e sem calçamento e, em pouco tempo, tornou-se o ponto mais aristocrático da capital, reunindo a elite paulista,  que ali construiu suas sofisticadas mansões.
Mosteiro de São Bento - 1920
Mosteiro de São Bento - 1920. Vista frontal do Mosteiro de São Bento e do largo de mesmo nome. O novo edifício, que substituiu o primitivo mosteiro, teve sua pedra fundamental lançada em 13 de novembro de 1910 e sua cerimônia de sagração em 1922. À direita pode-se ver o início da rua Florêncio de Abreu.

Largo de São Bento - 1920
Vista do largo de São Bento, em direção à rua São Bento e à Igreja de São Francisco, cujo frontão pode-se vislumbrar ao fundo. O casario que se vê à esquerda mantém-se até os dias de hoje com as mesmas características, da mesma forma ocupado por estabelecimentos comerciais.  No centro, à esquerda, na esquina com a rua Boa Vista, vê-se o prédio do famoso Hotel d’Oeste, reconstruído após incêndio de 1901 e, à direita, área que fora do jardim, agora tomada pelos automóveis.
Ponte Metallica na Rua da Republica 1915
Ponte Metallica na Rua da Republica 1915.
Vista de uma das pontes metálicas da praça da República, ainda lá existente, apesar das inúmeras transformações ocorridas na praça. 
 
Palacete Prates - 1920


Palacete Prates - 1920. Vista em perspectiva do Palacete Prates, a partir do Viaduto do Chá. Construído em 1911 e adaptado em 1913 para abrigar o Automovel Club, foi demolido em 1950. Atualmente, no local está o edifício Conde Prates, inaugurado em 1957.

Rua 15 de Novembro em 1912
Rua 15 de Novembro em 1912.  Vista da rua 15 de Novembro, na confluência com o largo da Sé.  No centro da imagem está o edifício da Casa Lebre, na esquina com a rua Direita, e a Casa Baruel, no edifício com a cúpula. No edifício da direita, funcionava o antigo Café Girondino. Por Guilherme Gaensly. O artista suíço (1843-1928) foi um dos principais fotógrafos da entrada do século XX em São Paulo, quando, a serviço de companhias como a São Paulo Tramway, Light & Power, documentou as intensas mudanças urbanas. Mesmo tendo iniciado suas atividades em Salvador, estão em terras paulistas as imagens que se multiplicaram com sua assinatura, como casarões cafeeiros do interior e mansões dos emergentes bairros da belle époque, premiadas em mostras como a Louisiana Purchase Exposition, em Saint Louis (EUA), no ano de 1904. Fonte: Coleção  Folha São Paulo Antiga.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

"Meu coração fica triste", diz Russo sobre ser barrado na portaria da Globo.

Depois de 46 anos de trabalho na Globo, Antônio Pedro de Souza e Silva, o Russo, de 83 anos, não vai mais todos os dias ao Projac. Isso porque, no final de março, ele chegou para trabalhar normalmente e, no final do expediente, foi informado: "Seu Russo, você está dispensado". Desde então, só voltou ao complexo de estúdios da emissora, na zona oeste do Rio, duas vezes para resolver questões burocráticas.  "Não posso mais ir ao Projac. Agora só com autorização. Não posso mais entrar lá, meu crachá foi cancelado. Passo mal quando chego na portaria e tento passar meu crachá na roleta e não consigo entrar porque me proibiram. Vou para um canto e desabafo comigo mesmo. E me perguntam: 'Russo, por que você está chorando aí?'. E digo que é porque não posso mais ver meus colegas e os estúdios. Meu coração fica triste. Gosto muito de trabalhar. Não gosto de ficar parado", disse ao UOL.  Desde que deixou de trabalhar, Russo - que mora em Inhaúma, na zona norte da cidade, com a mulher Adriana, de 32 anos, e os dois filhos dela: Laryssa, de 11, e Yuri, de 9 - passa os dias em frente à TV. E só assiste à Globo. "Quando eu saio não sei o que eles assistem, mas quando estou aqui a televisão só fica na Globo", confirmou ele, que começou a ser animador de plateia com Chacrinha e depois trabalhou com Faustão, Luciano Huck, Angélica e Xuxa. Atualmente, ele vive com o dinheiro da aposentadoria, que é de R$ 1,2 mil, além de plano de saúde e uma ajuda de custo que a Globo prometeu dar a ele e à família durante cinco anos, no valor de R$ 2,4 mil. Só com o aluguel, ele gasta R$ 950. E ainda tem que comprar os remédios – que custam R$ 430 – que toma diariamente para o coração desde que sofreu um infarto dentro do Projac, em outubro de 2011. "Minha vida está boa. O ruim é não ter uma casa. Fico meio nervoso. Meu sonho é ter uma moradia e deixar de pagar aluguel", afirmou ele, que quando estava empregado na emissora ganhava aproximadamente R$ 5 mil.  Apesar de ter anos de amizade com os apresentadores, Russo confessou ficar sem graça de pedir ajuda. "A Globo é uma mãe, mas os apresentadores não me procuram mais. Quem eu sinto mais falta é o Luciano Huck. Ele é legal para caraca. Ele não sabe da minha situação. Se soubesse me ajudaria. Ele é muito amigo, um cara que ajuda muito. A Angélica e a Xuxa também me adoram. Só o Faustão que não gosta muito de carioca. Ele gosta mais dos paulistas", disse. Marco Antonio Cavalcanti/UOL A Globo é uma mãe, mas os apresentadores não me procuram mais. Quem eu sinto mais falta é o Luciano Huck. Ele é legal para caraca. Ele não sabe da minha situação. Se soubesse me ajudaria. Ele é muito amigo, um cara que ajuda muito. A Angélica e a Xuxa também me adoram. Só o Faustão que não gosta muito de carioca. Ele gosta mais dos paulistas. Russo, sobre pedir ajuda. Quando não está em frente à TV, Russo passeia pelo bairro e cuida da cadela Babalu e dos passarinhos. "Quando saio, as pessoas me param e perguntam: 'Russo, como é que você está?'. Muita gente me pede autógrafo, bate papo comigo na rua. As pessoas são muito carinhosas comigo. E me dizem: 'você sumiu!'. Digo: 'sumi não, me mandaram embora!'", contou. Melancólico, ele relembrou do dia em que Chacrinha o convidou para ser animador de palco do seu programa. "Ele viu que eu era um cara brincalhão e me levou para ser coordenador de palco. Dava microfone para cantor, batia palma para cantor, batia palma para os artistas, para as famílias", disse, confessando que de vez em quando assiste às reprises do "Cassino do Chacrinha", no canal Viva. "Dá muita saudade. O Chacrinha foi meu melhor amigo. Um cara muito legal, muito carinhoso com o público. Igual a aquele velho nunca vi. Acho que só o Luciano Huck poderia ficar no lugar dele. Ele é muito bom, faz aquele negócio de carro, de casa... Ajuda muita gente. Quem dera que ele me desse uma casa", contou, envergonhado.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

PREFEITURA DE JOÃO PESSOA NÃO PAGA O ALUGUEL. Entra Prefeito, sai Prefeito e tudo continua do mesmo jeito.

Alugar um imóvel a Prefeitura Municipal de João Pessoa pode significar uma tremenda dor de cabeça para o proprietário. 8 meses de inadimplência  E ainda usa, abusa, destrói, não reajusta não paga o aluguel e nem desocupa. Esta casa da foto está alugada a Prefeitura de João Pessoa através da Secretaria de Saúde onde funciona o Distrito Sanitário II localizado no bairro do Cristo Redentor. A locação iniciou-se em (2006), entretanto, a Prefeitura jamais pagou em dia uma vez sequer. Apesar de toda essa contumácia nos atrasos dos alugueis, nunca lhe foi cobrada multa nem juros. Afora isso ainda sou obrigado a pagar o IPTU e a TCR da própria residência locada. Quanto ao IPTU, tudo bem, é um imposto. Agora, quanto a TCR, é uma taxa a obrigação do pagamento dessa taxa seria daquele que produz o lixo, assim como a taxa de água e luz. Por diversas vezes procurei as autoridades a procura de uma solução amigável. Tudo em vão. O pior de tudo é que na residência durante esses 8 anos de ocupação, não passaram sequer uma mão de cal. A casa está desmoronando sem que a Prefeitura tome qualquer providencias. 

 É o calote   oficial. Adm. Luciano Cartaxo

domingo, 1 de junho de 2014

Lateral da seleção de 74, Marinho Chagas morre aos 62 anos em João Pessoa

O ex-lateral Marinho Chagas, que defendeu o Brasil na Copa de 1974, morreu neste sábado. Ele estava internado no Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa, na Paraíba. Ele passou mal no domingo e, no hospital, foi diagnosticado com hemorragia digestiva. Neste sábado, não resistiu. De acordo com informações da assessoria de imprensa do hospital, ele morreu por volta das 3h da manhã, aos 62 anos. Marinho, que também fez história no Botafogo, foi internado na tarde deste sábado primeiramente em um pronto-socorro. O ex-jogador chegou ao local vomitando sangue após passar mal durante um evento de troca de figurinhas da Copa do Mundo, em uma banca de jornal da capital paraibana. Marinho dava autógrafos e conversava com os presentes quando teve o problema. Recentemente, ele foi internado com problemas de alcoolismo e chegou a passar dez dias no hospital para se recuperar, como conta o site Que Fim Levou, de Milton Neves. RELEMBRE A TRAJETÓRIA DE UM DOS GRANDES JOGADORES DA SELEÇÃO DE 74. Marinho Chagas teve uma das ascensões mais fenomenais do futebol brasileiro. Nascido em Natal em 1952 como Francisco Chagas Marinho, aos 17 anos já se destacava em um pequeno time local, o Riachuelo, e atraía a atenção de um dos grandes clubes do futebol potiguar, o ABC. Em 1971, já arrasava na lateral-esquerda do Náutico, a potência do futebol pernambucano na virada da década de 1960 para os anos 70. Sem nenhuma consciência tática defensiva, Marinho Chagas acabaria sendo um revolucionário da posição do lateral. Seus rompantes ofensivos viraram sua marca. E sua personalidade forte e ousada, aliada aos cabelos loiros compridos que o renderam o apelido de 'bruxa loira', seu legado. Em 1972, encarou em um campo de futebol pela primeira vez seu grande ídolo, Pelé. Um chapéu aplicado sobre o 10 do Santos virou notícia no Brasil inteiro e sua contratação por um clube do eixo Rio-SP, questão de tempo. Bastou o cantor Aguinaldo Timóteo, botafoguense fanático e que fazia muito sucesso na época, ligar para o presidente do clube carioca implorando para contratar "um monstro" que ele já conhecia por suas viagens ao Nordeste. No Botafogo, explodiu e virou ídolo imediato. Em menos de dois anos, estava garantido como titular da seleção brasileira que iria para a Alemanha buscar o tetracampeonato. Seu desempenho foi um resumo da sua carreira: em campo, foi eleito o melhor jogador da Copa de 1974; fora dele, entrou para a história do futebol brasileiro pelo episódio da briga com o goleiro da equipe, Leão.  Chamado pelo lendário comentarista João Saldanha de "Avenida Marinho Chagas" por atacar demais e descuidar da marcação, o lateral foi apontado por Leão por ser culpado pelo gol da Polônia marcado por Lato que tirou do Brasil o terceiro lugar da Copa da Alemanha. Os dois, segundo conta a história e nenhum dos dois desmente, trocaram porrada no vestiário. As passagens de Marinho Chagas fora das quatro linhas, aliás, formam um histórico dos mais ricos e folclóricos do futebol brasileiro. Ainda nos tempos de Náutico, o jogador brilhou em um amistoso na Jamaica. Cantor no intervalo da partida disputada em Kingston, um tal Bob Marley, que ainda era um desconhecido no resto do mundo, ficou fascinado com a forma de jogar e com o visual desgrenhado de Marinho. No vestiário, o brasileiro levou três discos do mito do reggae, em troca de uma camiseta da equipe pernambucana. Suas lendas, porém, acabaram fazendo de Marinho Chagas um jogador questionado quando não estava jogando. Tratado como um profissional pouco disciplinado, ele mesmo admitia em entrevistas que gastou demais o caminhão de dinheiro que ganhou no seu auge como jogador. E que os abusos com a bebida prejudicaram muito a sua saúde e suas relações familiares. Durante os anos 70, entretanto, Marinho Chagas não parava de brilhar. Transferido do Botafogo para o Fluminense, enlouqueceu o então presidente do tricolor carioca, Francisco Horta, ao cobrar pênaltis de maneira peculiar durante a disputa do Torneio Teresa Herrera, em 1977: ele corria para a bola, dava uma paradinha, fazia um giro de 360 graus com o corpo e, quando o goleiro já estava no chão, rolava para a rede.  Nesta mesma excursão, Marinho Chagas teve seus maiores dias como superstar. Em uma festa em um palácio em Nice, na costa mediterrânea da França, o lateral contava – era confirmado pelos presentes – que dançou sensualmente com Grace Kelly, a estrela hollywoodiana dos filmes de Alfred Hithcock e que já era a princesa de Mônaco desde 1956.  A passagem pelo Fluminense foi trampolim para outra aventura internacional de Marinho. Contratado pelo Cosmos de Nova York, o potiguar atuou ao lado do maior craque alemão, Franz Beckenbauer. Transferido para uma equipe menor do futebol dos Estados Unidos (Strikers), voltaria em 1981 para o Brasil, onde defenderia e conquistaria o título paulista pelo São Paulo, encerrando um jejum de conquistas, já que saiu do Rio de Janeiro ser ter vencido nenhum título. Marinho Chagas passaria ainda por Bangu, Fortaleza e América-RN antes de voltar mais uma experiência nos EUA e o encerramento da carreira na Alemanha, pelo Augsburg, em 1988.

sábado, 31 de maio de 2014

Folha de São Paulo diz que Cássio está inelegível em 2014 e lançará Pedro Cunha Lima candidato

Agora não são apenas juristas de fora - imunes a paixão política que envolve os paraibanos, ao ponto de fazê-los perder a noção do que é digno e decente -, que afirmam a inelegibilidade de Cássio Cunha Lima. Veículos de comunicação do porte e da credibilidade da Folha de São Paulo também listam o tucano como ficha suja e inelegível para essas eleições.
Em matéria de destaque, o jornal paulista, um dos de maior circulação no país, lista Cássio entre os políticos do país, atingidos pela Lei Ficha Limpa, que, impedidos pela legislação preparam herdeiros para tocar o projeto político que lhes deu a dimensão que ostentam hoje em dia.
Para o Jornal paulista, Cássio não pode disputar a eleição, caso a legislação eleitoral que entrou em vigor agora em 2014 seja mantida na sua essência. Duplamente cassado em decisões que não cabem mais recursos, Cássio estaria enquadrado na Lei Complementar 135 de 2010, apesar de poder tentar concorrer ao pleito mesmo correndo o risco de ter o registro de sua candidatura indeferido ao final.
De acordo com a edição desta segunda-feira do jornal Folha de São Paulo, algumas lideranças políticas estão lançando familiares à disputa eleitoral de 2014 em função da inelegibilidade.
É citado o caso de Pedro Cunha Lima, 25, filho do senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), que tentará vaga na Câmara dos Deputados. "Sempre cultivei o sonho de me tornar professor, mas percebi que posso contribuir com a Paraíba", disse Pedro.
Conforme o jornal, Cássio foi cassado quando era governador da Paraíba e está inelegível até o próximo ano.
Impedidos de disputar as eleições no próximo ano, políticos enquadrados na Lei da Ficha Limpa têm um plano B: muitos deles tentarão eleger parentes e afilhados ao Legislativo em 2014.
Até quem diz que estará na disputa –todos ainda poderão brigar na Justiça para participar do pleito– já prepara algum herdeiro para o caso de ter a candidatura barrada. Em geral, os sucessores são jovens e disputarão a primeira eleição. Formado em direito, Pedro Cunha Lima, 25, filho do senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), tentará vaga na Câmara dos Deputados. “Sempre cultivei o sonho de me tornar professor, mas percebi que posso contribuir com a Paraíba”, disse Pedro.
Cássio Cunha Lima foi cassado quando era governador da Paraíba e está inelegível até o próximo ano. Eleito senador em 2010, só foi empossado no ano seguinte após o Supremo Tribunal Federal definir que a Lei da Ficha Limpa não teve validade para aquela eleição. A regra que torna os políticos “fichas-sujas” inelegíveis começou a valer nas eleições municipais de 2012 e será aplicada pela primeira vez em 2014 nas disputas para presidente, governadores, deputados e senadores.
Pela lei, não podem se candidatar políticos condenados em decisão final, quando não cabem recursos, ou colegiada -mais de um juiz. Também fica impedido quem teve contas rejeitadas, mandato cassado ou renunciou para escapar de cassação. A legislação não impede que parentes de fichas-sujas participem das eleições. Em 2012, alguns desses políticos que elegeram afilhados acabaram integrando as gestões ou mesmo exercendo os mandatos na prática. Seria um grande avanço se essas pessoas [com ficha suja] fossem proibidas de participar da administração, diz o juiz Márlon Reis, um dos autores da Lei da Ficha Limpa.
Em Rondônia, parentes do deputado Natan Donadon (ex-PMDB) e do senador Ivo Cassol (PP) preparam-se para seguir os padrinhos, que tiveram mandato preservado mesmo após condenados pelo STF, mas estão inelegíveis. Preso há cinco meses, Donadon espera eleger o sobrinho Junior, 36, deputado federal. Donadon foi condenado a mais de 13 anos de prisão por desvio de recursos do Legislativo estadual. Cassol, condenado a mais de quatro anos em regime semiaberto por fraude em licitações, quer ver a filha Karine, 23, na Assembleia de RO.
Condenado no julgamento do mensalão, o ex-deputado Pedro Corrêa (PP-PE) prepara a volta do filho Fábio Corrêa Neto, 41. Advogado afastado da vida pública desde 2000, quando foi deputado estadual, Fábio poderá disputar para deputado federal.
Também trabalham para eleger sucessores o deputado federal João Pizzolatti (PP-SC) e o estadual José Riva (PSD-MT), ambos condenados por improbidade administrativa, e o ex-senador Expedito Júnior (PSDB-RO), cassado por compra de votos, mas com esperança de reverter a decisão. É lógico que sou candidato, não há nada que possa impedir. Mas estou preparando meu filho para o Congresso, caso haja impedimento para a gente, disse Expedito.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Do blog Hugo Igaracy. Morre em São Paulo Fausto Tomaz de Lima.

Fausto Tomaz de Lima e Alda  Maria Antonio
Faleceu na noite desta segunda-feira (26) na cidade de São Paulo, um dos filhos mais ilustre de Igaracy. 
Fausto Tomaz ao lado de Oreste Quercia
Trata-se de Fausto Tomaz de Lima que tinha 96 anos, um dos primeiros homens aqui do Vale do Piancó a ir buscar melhorias de vida na capital bandeirantes.

Fausto Tomaz como é conhecido por São Paulo, foi Vereador e chegou a ser eleito deputado pelo estado de São Paulo, onde foi um dos deputados cassados pela Ditadura Militar na década de 70.
Fausto Tomaz junto o Prefeito Gilberto Kassab
O enterro aconteceu nesta terça-feira (27) em São Miguel Paulista. O blog se solidariza com a família deste homem que fez e deixou história no Brasil.

domingo, 25 de maio de 2014

OAB-PB convoca advogados para participarem de sessão do TJ que julgará mudança no horário do Judiciário

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Paraíba (OAB-PB),Odon Bezerra, convoca todos os advogados paraibanos a participarem, na próxima quarta-feira (28), a partir das 14h00, da sessão administrativa do pleno do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) e tentar sensibilizar os membros da corte a não aprovarem resolução que altera o horário de expediente nos fóruns de João Pessoa, Santa Rita, Cabedelo e Campina Grande.  A intenção do TJPB é adotar o regime corrido único das 07h00 às 14h00, como desejam funcionários e setores do Tribunal. “O Conselho Seccional já se posicionou contra, inclusive oficiamos o TJ, mostrando as várias dificuldades com o atual horário, mas que, havendo modificação, amargaremos mais prejuízos. Desta forma, convoco toda classe para se fazer presente, na sessão administrativa do pleno e com isso tentar sensibilizar seus componentes a não aprovar a medida”, disse Odon.  Lembrou que a OAB-PB já acionou o Conselho Federal da OAB para vetar qualquer tentativa de alteração no horário. O posicionamento da diretoria ratifica a decisão do Conselho Estadual da instituição, que deliberou, à unanimidade, na sessão do último dia 31/3, “que combaterá veementemente qualquer modificação no já exíguo regime atualmente empreendido”, e em especial por que conforme decisão liminar na ADIn 4.598, concedida pelo ministro Luiz Fux, os Tribunais estão, até ulterior deliberação, impedidos de modificarem seus horários. “Portanto, em decorrência não só do prejuízo que causará à categoria e aos jurisdicionados, mas em face da necessária e intransigente defesa da legalidade e do cumprimento às decisões judiciais, tendo em vista a liminar concedida na Ação movida pela Associação dos Magistrados do Brasil, na qual o Conselho Federal da OAB também é parte, a Ordem é contra a mudança”, ressalta o presidente da OAB-PB.  Odon enfatiza também que a liminar do ministro Fux determina que “os tribunais brasileiros devem manter, até decisão definitiva do STF, o horário de atendimento ao público que já está sendo adotado nos seus respectivos âmbitos, sob pena de eventual prejuízo aos usuários do serviço público da Justiça, em particular para a classe dos advogados”.  Além do impedimento legal, devido a ADIn no STF, Odon Bezerra elenca outros problemas para mudança, a exemplo da dificuldade de estabelecer rotina para funcionários, advogados, jurisdicionados, juízes e promotores, já que muitos tem filhos e não terão como deixá-los nas escolas no período da manhã; do fato deem João Pessoa e Campina Grande existir juízes que substituem em comarcas circunvizinhas, viabilizando audiências pela manhã e voltando a tarde para as comarcas de origem; e da coincidência de horário com a Justiça do Trabalho, que já funciona pela manhã e os advogados não terão como atuar nas duas Justiças ao mesmo tempo.
 “Tem também a dificuldade do horário das 12 às 14 horas, onde as pessoas naturalmente sentem a necessidade fisiológica de fazerem suas refeições. Fatalmente irão parar pelo menos uma hora neste intervalo de tempo. Então, por estes vários motivos há como o horário das 07hàs 14 horas dar certo”, acrescentou.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Do blog do Tião Lucena. O feitiço virou contra o feiticeiro

Os deputados que fazem oposição ao Governo da Paraíba poderiam ter se livrado do vexame que deram hoje na OAB, mas queriam a todo custo montar um circo para chafurdar as contas de 2011 do governador Ricardo Coutinho e o feitiço terminou virando contra o feiticeiro. Em vez de plateia para ouvir e aplaudir a erudição deles, o que se viu foi uma multidão invadir os espaços e partir para as vaias em cima dos parlamentares. Teve gente exaltada que quase se abufela com o deputado Raniery Paulino, um dos mais ardorosos defensores da reprovação das contas do governador. Esse vídeo, disponibilizado no Youtube, mostra como foi a zorra total de hoje e como o deputado Raniery, pálido e medroso, é retirado do local por seguranças da Assembleia Legislativa.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

HISTÓRIA & ESTÓRIAS - O SÓSIA DO PISTOLEIRO LUQUINHA - Por LACY CARVALHO

O conterrâneo “Dadá de João Olímpio” media 1,50 m de altura, pesava 50 kg, tinha o corpo muito franzino, mas um narigão que dava pra duas pessoas do tamanho dele. Dadá era metido a valente. Procurava briga com todo mundo. Mas nunca lesionou ninguém. Só levava muita peia. Filho caçula da família.  Ficou órfão no dia que nasceu. Na hora que Belinha Parteira conseguiu sacá-lo, pediu a Seu João Olímpio para acender a vela (Nos trabalhos de parto lá no bairro do Rosário, por precaução, a vela e a caixa de fósforos já ficavam apostos). A finada Francisca não chegou nem a ouvir o choro do bebê porque morreu segundos antes daquelas tradicionais tapinhas na bunda. A família morava distante da cidade uns 3 km. Todo fim de semana Dadá selava o cavalo e vinha pra rua só beber cachaça. Na festa de Senhor do Bonfim de Icó, no dia 1º de janeiro de 1968, um paraibano da cidade de Aguiar - Vale do Piancó - ficou estarrecido com a semelhança física entre "Dadá de João Olímpio" e o famoso pistoleiro "Luquinha da Paraíba". Luquinha era muito temido na nossa região porque muitos crimes de pistolagens, acontecidos no Vale do Jaguaribe, eram atribuídos a ele. As proezas de Luquinha da Paraíba chegaram a ser publicadas em cordéis. O nome dele era muito badalado. Os mais idosos diziam que Luquinha tinha o corpo fechado. Bala e peixeira não penetravam nas veias sanguíneas dele; Comentava-se que Luquinha quando recebia a foto de uma futura vítima, dizia ao contratante do serviço: “Eu já estou com ódio desse sujeito”. A mãe de Luquinha era feiticeira e tinha poderes sobrenaturais. Ela benzia os revólveres, as balas e ficava rezando no exato momento em que ele estava efetuando os disparos (Vale lembrar que nesse tempo não existia telefone celular moderno como os que Fernandinho Beiramar utiliza hoje em dia); Ela falava para os quatro cantos do mundo ouvir: “Enquanto eu viver polícia nenhuma prenderá Luquinha...” As histórias sobre Luquinha eram impressionantes. Quando Manoel Guabiraba ficava contando, gesticulando, mostrando a gente as posições que Luquinha atirava, montado no cavalo, com um revólver em cada mão, todo mundo ouvia atento, de boca aberta. Eram dois disparos simultâneos. E às vezes um tiro na vítima que estava na frente e outro no segurança que estava por atrás. E o principal: Depois do serviço feito Luquinha se “invultava”. Desaparecia misteriosamente do local do crime transformado em pequenos animais domésticos. Todos esses sincretismos giravam em torno do nome desse marginal. Quando a polícia tinha informações de que Luquinha tinha fugido para o lado do Norte, todas as diligências policiais seguiam no rumo da região Sul. Eu, ainda adolescente, ouvi e aprendi tantas histórias de Luquinha que ele se tornou um dos meus ídolos.  Eu tinha a maior curiosidade de conhecê-lo pessoalmente.  A primeira vez que eu fui fazer seresta na Cidade de Aguiar, em 1989, saí nas ruas perguntando ao povo sobre Luquinha. Fui informado de que ele morava num Sítio distante 3 km da sede do Município. Só desisti de conhecê-lo porque me falaram que ele estava débil mental, e que era muito perigoso, porque embora idoso (quase aos 70 anos, na época) ele ainda era violento e permanecia com aquela idéia fixa de matador. Tinha sentido essa preocupação das pessoas da cidade. Alguns anos mais tarde ele morreu esfaqueado por um cidadão que agiu em legítima defesa. Mistérios e sincretismos à parte, o que é verdade é que Luquinha viveu mais de 80 anos, praticou mais de 100 assassinatos e jamais passou um dia na prisão.Pois bem, meus amigos, o aguiaense viu Dadá apeando do cavalo em frente a barraca de Francinete Laurentino, próxima a Igreja, chegou perto dele assustado e perguntou: “Luquinha, que diabo tu veio fazer no Icó, Luquinha? Tu tá ficando doido? Aqui é boca quente, homem.  Se tu veio fazer algum serviço aqui arregale bem os olhos, se não tu vai se lascar”. Dadá estava meio embriagado. Surpreso, ele estranhou aquela preocupação do cidadão. Mas dialogando descobriu que estava na verdade sendo confundido com o pistoleiro Luquinha da Paraíba. 20 dias se passaram.  E na festa de São Sebastião do Distrito de Lima Campos, depois de encher a pança de cervejas e desfrutar das comidas da peixada de “Zé da Barragem”, acompanhado por uma moça que ele tinha trazido da Rua da Palha, na hora de pagar a conta, sem uma prata no bolso, Dadá perguntou a Zé se ele já tinha ouvido falar em Luquinha da Paraíba. Zé respondeu: “Já ouvi sim, Senhor.” Dadá deu meia volta, colocou o pé no estribo do cavalo, montou, ordenou que a quenga pulasse na garupa, e disse: “Pois muito prazer. Você está falando com Luquinha da Paraíba em carne e osso”. O coitado de Zé da Barragem tinha ingerido uma xícara de chá de quebra-pedra (Remédio caseiro para doenças dos rins), quando ouviu essa prosa deu uma mijada que fez biqueira nas pernas da bermuda. Perdeu a fala por alguns minutos. E quando entrou em órbita disse: “Seu Luquinha a casa aqui é sua. Faça o que quiser.” Deu tudo certo. Dadá sentiu firmeza e foi fazendo o mesmo nos outros bares e peixadas do lugarejo. Por algumas horas ele causou terror. A curiosidade do povo era para descobrir quem seria o candidato a defunto (Comentava-se que Luquinha não perdia viagem. Algumas vítimas ele conduzia na garupa do cavalo para prestar contas com o mandante). A tradicional festa de São Sebastião poderia se acabar a qualquer momento, com intenso tiroteio. A felicidade foi que Anselmo Camelô, de Icozinho, estava vendendo a banha do peixe boi na calçada da Igreja e ficou intrigado ao perceber que os seus fregueses estavam fugindo assustados. Observou aquela movimentação. Viu quando umas velhinhas se benzeram ao cruzar com Dadá montado naquele cavalo. Anselmo entrou em cena, descobriu a farsa, e anunciou: “Que conversa de Luquinha da Paraíba. Esse cu de cana é Dadá de João Olímpio, lá do Sitio Carro-Quebrado, de Icó.” Meus amigos, os comerciantes se organizaram, derrubaram Dadá, tomaram o cavalo, deram uma surra nele daquelas que se dá em gente grande.  Naquela dimensão que deixa o caboclo mais moído do que Judas na semana santa. O miserável só escapou porque quando Zé da Barragem lhe acertou uma paulada no lombo ele caiu emborcado no buraco do esgoto, e se fingiu de morto. Foi a estréia e também a última vez que Dadá se impostou de “Luquinha da Paraíba”. Nota de Saudade: Meu amigo, meu conterrâneo, meu ex-colega de trabalho na oficina do saudoso mestre Assis fèlix, grande contador de piadas e de causos "Manoel Guabiraba” me informou que “Dadá de João Olímpio” faleceu recentemente. Só agora fiquei sabendo. Que Deus o tenha num bom lugar.
Extraído do Livro, Histórias, Estórias, Crônicas e "causos". De João Dino.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Morre aos 75 anos o cantor Jair Rodrigues

 O cantor Jair Rodrigues morreu nesta quinta-feira (8), aos 75 anos, em sua casa em Cotia, na Grande São Paulo. Exame preliminar do IML (Instituto Médico Legal) apontou que a causa da morte foi um infarto do miocárdio. O assessor de imprensa do artista, Giuliano Spadari, afirmou ao UOL que Jair foi encontrado por funcionários da família, por volta das 10h, na sauna de sua casa. O velório do corpo do cantor --conhecido por sucessos como "Deixa Isso Pra Lá" e por suas parcerias com Elis Regina-- será realizado na Assembleia Legislativa de São Paulo, com início previsto para as 19h. O enterro está marcado para as 11h de sexta-feira no cemitério do Morumbi.
Ainda de acordo com sua assessoria, Jair Rodrigues não apresentava problemas de saúde e cumpria normalmente a agenda de shows. Uma de suas últimas apresentações foi no dia 5 de abril no Auditório do Ibirapuera, em São Paulo, com ingressos esgotados. Indiretamente, o músico também estava "em cartaz" em São Paulo, interpretado pelo ator Ícaro Silva, em "Elis, A Musical". O elenco prepara uma homenagem a ele na apresentação desta noite. 
Jair Rodrigues deixa a mulher Clodine, dois filhos (os também cantores Luciana Mello e Jairzinho) e quatro netos, que estão reunidos na casa do artista. Parentes e amigos, entre eles o cantor Simoninha, filho de Wilson Simonal, também chegaram para confortar a família. Em mensagem em sua página no Facebook, Luciana Mello descreveu a morte como um "momento difícil e sofrido" e agradeceu o carinho recebido. A notícia da morte do cantor repercutiu imediatamente nas redes sociais entre os colegas do samba, do rap e até da música sertaneja, à qual Rodrigues também se associou ao cantar "Disparada", na TV nos anos 60. "Foram muitos anos que a gente se relacionou em eventos. Ele irradiava alegria", comentou Chitãozinho à TV Globo nesta manhã.  
Jair, filho da bossa e pai do rap.
Jair Rodrigues de Oliveira nasceu no dia 6 de fevereiro de 1939 em Igarapava, interior de São Paulo. Ele iniciou a carreira musical nos anos de 1950 e, na década seguinte, atingiu o sucesso em programas de calouros na televisão. Em 1964 gravou seu disco de estreia, "Vou de Samba com Você, que já apresentava um de seus maiores sucessos, "Deixa Isso Pra Lá", considerado como uma das músicas precursoras do rap, que só viria a nascer duas décadas depois. O álbum traz também "Brasil Sensacional" e "Marechal da Vitória", canções que embalaram a vitória da seleção brasileira de futebol na Copa do Chile.  Ao lado de Elis Regina, Jair Rodrigues se tornou um dos grandes nomes do samba ao participar do notório "O Fino da Bossa", programa da TV Record que foi ao ar entre 1965 e 1967.
Com jeito brincalhão de malandro e voz potente, Jair ficou nacionalmente conhecido através dos duetos com a "Pimentinha". O trabalho rendeu três discos: "Dois na Bossa" nos volumes 1, 2 e 3, gravados ao vivo. Na época, foi um dos primeiros registros a atingir mais de 1 milhão de cópias.  A interpretação de Jair ganhou dimensão que ressoa até hoje principalmente com a canção "Disparada", de Geraldo Vandré e Théo de Barros. A canção sertaneja foi sensação no Festival da Música em 1966, principalmente pelo fato de Jair ter ficado conhecido como um artista do samba. "Disparada" acabou empatada com "A Banda", de Chico BuarqueJair realizou turnês pela Europa, Estados Unidos e Japão. Em 1971, gravou o samba-enredo "Festa para um Rei Negro", da Acadêmicos do Salgueiro.  Carismático, Jair Rodrigues revisitou o disco "Dois na Bossa" no palco dedicado a Elis Regina na Virada Cultural de 2012, em São Paulo. Na ocasião, ele afirmou que Elis havia sido um "grande amor". Ele voltaria a relembrar da época ao assistir o espetáculo "Elis, a Musical", quando aplaudiu de pé e foi homenageado pelo público.  Em julho do ano passado, Rodrigues se viu envolvido em uma polêmica após aparecer em Brasília ao lado de artistas que se declaravam contrários à aprovação de um projeto de lei que criou regras mais rígidas para o funcionamento do Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição). Posteriormente, o cantor negou ao UOL que estivesse do lado do Ecad: "Eu não represento o Ecad e o Ecad não me representa", disse. O último trabalho, o disco duplo "Samba Mesmo", é uma homenagem do cantor ao samba e à seresta, e foi lançado em fevereiro.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Do blog do Tião Lucena. A tristeza de Cicero Lucena.

Um amigo encontrou Cicero Lucena anteontem, numa doceria localizada na orla, e teve pena. De bermuda, camisa amassada, barba por fazer, o senador parecia o próprio retrato da tristeza. Quem não o conhecesse, disse o amigo, era bem capaz de dar uma esmola, tamanho o desleixo e a melancolia que lhe cobriam o semblante e o corpo.  Cícero está com desgosto e não o recrimino por isso. A desilusão é um sentimento muito forte. Quem não for resistente aos traumas emocionais, corre o risco de não resistir. Da desilusão pode resultar a depressão, que não é mais um estado de espírito e sim uma doença que pode levar à morte. O senador, se deprimido ainda não está, corre um sério risco de entrar em parafuso. Foi traído pelos dois maiores amigos – Cássio Cunha Lima e Ruy Carneiro – e, como se não bastasse, não recebeu a solidariedade de ninguém.Não se viu na mídia, na imprensa, em canto nenhum, um só suspiro de apoio ao senador, ninguém tomou suas dores, ele ficou sozinho no meio do tiroteio, abandonado na rua da amargura.Logo ele, que tanto favor fez a uma certa turma de aproveitadores.E, achando pouco o que fizeram, os dois maiores amigos (ou ex-amigos) ainda espezinharam. Ruy Carneiro, o menino que Cícero segurou pela mão e botou na política, sugere que se candidate a deputado. E Cássio, por quem Cicero renunciou duas vezes -numa delas, seria o candidato de consenso apoiado até por Maranhão -, chega a desafiá-lo a bater chapa com ele na convenção dos tucanos.Não foi sem motivos que Raimundo Rezende, amigo de Cícero e testemunha ocular do seu martírio, afirmou, ao ser perguntado como via essas traições praticadas contra o senador pelos seus quase amigos/irmãos:Um cachorro fica perto do dono, um mendigo, mesmo depois de morto, justamente porque o cachorro desconhece o que venha a ser covardia. 

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Pleno declara inconstitucional lei municipal que instituiu pagamento vitalício a ex-prefeito

O Pleno do Tribunal de Justiça da Paraíba declarou a inconstitucionalidade a Lei municipal nº 11/1979, que instituiu o pagamento mensal e vitalício de subsídio a ex-prefeitos do município de Boa Ventura; bem como assegurou a legalidade do artigo 741, parágrafo único, do Código de Processo Civil (CPC). O incidente de Inconstitucionalidade nº 0905809-40.2009.815.0000 foi apreciado pelo desembargador Marcos Cavalcanti de Albuquerque, nesta quarta-feira (23).  Em relação à lei municipal que trata do pagamento vitalício para ex-chefes do Executivo de Boa ventura, o desembargador afirmou ser desnecessária uma análise aprofundada, uma vez que o Supremo Tribunal Federal já se manifestou sobre a matéria, reconhecendo a inconstitucionalidade do subsídio mensal e vitalício a ex-prefeitos, bem como a toda a Administração Pública dos Estados e Municípios. Conforme o desembargador, a determinação está contida no artigo 102, parágrafo 2º, da Constituição Federal, combinado com o artigo 28, parágrafo único, da Lei nº 9.868 de 10 de novembro de 1999.  Já em relação ao artigo 741, do CPC, o desembargador afirma que se trata de um dispositivo que permite ao executado alegar a inexigibilidade do título judicial, ainda que transitado em julgado, e possui claro objetivo de harmonizar o instituto da coisa julgada como o da segurança jurídica.  A discussão foi levantada pela Primeira Câmara Cível do TJPB, nos autos da Apelação Cível interposta pelo espólio de Pedro Deocleciano Pinto e Antônio Alvarenga, contra o município de Boa Ventura. Após a apreciação do incidente de inconstitucionalidade, os autos foram remetidos ao órgão fracionário, para julgamento das matérias remanescentes.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Filho de ‘Fernandinho Beira Mar” tem Habeas Corpus negado pelo Tribunal de Justiça da Paraíba

Por unanimidade, a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) negou o pedido de Habeas Corpus em favor de Luan Medeiros da Costa. Ele é filho de Luiz Fernando da Costa – o ‘Fernandinho Beira-Mar’. A decisão foi tomada na manhã desta terça-feira (15), e o relator do recurso (2004261-92.2014.815.0000) foi desembargador Joás de Brito Pereira Filho.  Luan Medeiros foi preso em agosto de 2010, no centro da cidade de Campina Grande, com 4 kg de cocaína. A prisão se deu a partir de uma operação conjunta das polícias Federal, Rodoviária Federal e Militar da Paraíba.  No Primeiro Grau, o acusado foi condenado a uma pena de sete anos de reclusão, em regime inicialmente fechado, por tráfico de drogas. Ele foi preso em flagrante no dia 1º de agosto de 2010. A denúncia tipificou a prática do crime praticado por Luan da Costa, como descrito no artigo 33, 35 e 40, V, da Lei 11.343/2006.  No recurso, a defesa alega que até a presente data não foi prolatada a sentença, razão pela qual requer a concessão da liminar, com vistas à imediata soltura.  O relator afirmou que, embora o processo esteja demorando mais do que desejável, não se pode dizer que tal delonga se deva exclusivamente ao Juízo da Vara de Entorpecentes da comarca de Campina Grande, mas sim, à necessidade de elementos essenciais ao deslinde da causa.  “Com efeito, é inaceitável eventual dilação, devido à observância de trâmites processuais sabidamente complexos, sendo certo que o prazo para a conclusão da instrução criminal não é absoluto e o constrangimento ilegal por excesso de prazo só pode ser reconhecido quando a demora for injustificada, o que não se vislumbra no presente caso, principalmente devido à complexidade do crime organizado de tráfico ilícito de entorpecentes e sua associação, bem como do evidente excesso de réus”., ressaltou o relator.

sábado, 5 de abril de 2014

Justiça oficializa 'queda' de Rosilene e empossa interventores na FPF

Oficiais de justiça vão à sede da entidade para iniciar transição. Ex-presidente Rosilene Gomes não foi notificada, mas isto não impediu a posse dos sucessores. Oficiais de justiça assinam a transição; Rosilene Gomes a partir de agora é oficialmente ex-presidente da FPF.A Federação Paraibana de Futebol já está sob nova direção. Três oficiais de justiça da Paraíba foram na tarde desta sexta-feira até a sede da entidade e deram posse à Junta Administrativa nomeada pela juíza Renata Câmara (da 8ª vara Cível de João Pessoa), em substituição a Rosilene Gomes, agora oficialmente ex-presidente da FPF. Segundo o oficial Holimar Medeiros da Costa, a entidade máxima do futebol paraibano fica a partir de agora sob as ordens dos interventores Ariano Wanderley, João Máximo Malheiros Feliciano e Eduardo Faustino Diniz, que terão 90 dias para concluir a transição. Destes, apenas os dois primeiros estavam presentes. O oficial de justiça, inclusive, informou que a posse acontece independente de qualquer notificação da decisão à ex-presidente Rosilene Gomes, que até agora não foi encontrada. A posse é em obediência à decisão da Justiça da Paraíba. E pode acontecer independente de Rosilene Gomes ser notificada – declarou.  E os primeiros momentos dos novos dirigentes na sede da FPF mostraram que a transição não vai ser fácil. Por exemplo, eles tiveram que chamar um chaveiro para abrir a sala da presidência, que estava trancada, sem que nenhum funcionário da Federação tivesse chaves para abri-la. O chaveiro trocou a fechadura da porta e a sala agora será lacrada, com acesso restrito exclusivamente aos três interventores. Depois, por precaução, a nova Junta Administrativa contratou uma empresa de segurança, que vai deixar um homem armado 24 horas por dia na porta da entidade. Está proibida a entrada e saída de qualquer documento da Federação Paraibana de Futebol sem a prévia ciência dos interventores. Após a posse formal, os dois novos dirigentes mandaram reunir todos os funcionários da Federação Paraibana para uma reunião na recepção da entidade. E mais uma vez houve dificuldade, já que alguns disseram que não poderiam descer por estarem em meio a trabalhos. Ainda presente à sede da entidade, o oficial de justiça lembrou que os interventores estavam na FPF por determinação da justiça paraibana, de forma que todos os funcionários a partir de agora estavam subordinados a eles. E ameaçou: O funcionário que descumprir as determinações dos interventores pode ser autuado na Justiça por crime de desobediência – resumiu. Sala da presidência é aberta por chaveiro e fechadura é trocada.  E depois de algumas tentativas, a reunião começou. Com Ariano Wanderley deixando claro que a princípio a ordem é dar continuidade às ações da Federação Paraibana de Futebol: Estamos aqui para colaborar com a Justiça. Todos os funcionários podem ficar tranquilos porque não haverá perseguições. A rodada do final de semana está mantida e as coisas continuam de onde pararam. Paralelo a isto vamos dar início às investigações sobre a atual situação da FPF. 
Entenda o caso: 
Rosilene Gomes foi afastada nesta quinta-feira do cargo de presidente da Federação Paraibana de Futebol por uma determinação da juíza Renata Câmara. Documento que passa a FPF para interventores. 
A decisão foi baseada em uma Ação Cautelar de Exibição de Documentos, que foi transitada em julgado no Tribunal de Justiça da Paraíba, e que foi movida pelo Auto Esporte Clube. Segundo a juíza, são claras as evidências “de que os clubes e ligas votantes no último pleito (da FPF) não estavam constituídos de forma regular ou mesmo de que, embora possivelmente constituídas com CNPJ e demais exigências legais, os seus supostos representantes legais não foram eleitos na forma estatutária”.  A suspeita é de que ao menos 23 das 53 entidades que votaram no pleito, realizado em 23 de junho de 2010, e reelegeram a diretoria, estavam em situação irregular no dia do pleito, o que tornaria todo o processo eleitoral nulo.