quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Família Marinho volta à lista dos bilionários da Forbes

Fora da lista das pessoas mais ricas do mundo da revista “Forbes” desde 2003, ano em que Roberto Marinho morreu, os três filhos e herdeiros do jornalista – Roberto Irineu, João Roberto e José Roberto – vão estar no novo ranking de bilionários da publicação norte-americana, que será lançado em março.
* Com fortunas individuais próximas dos 5 bilhões de dólares, o trio conseguiu, segundo a “Forbes”, reverter a complicada situação financeira da Globo no início da década, quando parte da dívida do conglomerado de mídia precisou ser renegociada.


sábado, 26 de janeiro de 2013

Apesar de chuvas, Nordeste levará uma década para se recuperar de efeitos da seca, preveem especialistas

A volta das chuvas no semiárido nordestino trouxeram a esperança de dias melhores ao sertanejo, mas ainda estão longe de acabar com a devastação ambiental causada pela seca desde o início de 2012. Segundo especialistas e autoridades, a recuperação de um período de estiagem tão longo e intenso só deve acontecer em um década. Isso, caso as chuvas voltem à média nos próximos meses e ações governamentais sejam tomadas para garantir o abastecimento de água. A seca 2012-2013 já é considerada a pior em pelo menos 40 anos.Santa Maria da Boa Vista é uma das 72 cidades de Pernambuco que está em situação de emergência devido a seca. O Exército brasileiro atuará no transporte de milho para abastecer o semiárido nordestino afetado pela estiagem.  Em muitas regiões do sertão, a semana foi de chuva intensa, que chegaram a causar prejuízos e levaram municípios que sofriam com a seca a decretar emergência no Piauí e na Bahia. Porém, devido ao deficit hídrico acumulado, as chuvas não devem ser capazes de suprir toda a carência deixada nos últimos meses. É a chamada "seca verde", quando o pasto floresce, o chão fica úmido, mas não houve um bom acúmulo de água.  "As chuvas que caíram esses dias foram importantes, mas não foram suficientes para a regularização do deficit hídrico no Estado. O que tem chovido não corresponde a 10% do necessário para a normalização hídrica do Estado. É necessário que as chuvas continuem a cair", afirma o meteorologista da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Sergipe, Overland Amaral.  Mesma situação de "seca verde" é enfrentada na Bahia. "Essas chuvas deram uma aliviada, mas não resolvem o problema, pois o deficit é muito grande e vem de longo tempo. Há ainda um prejuízo muito grande para a agricultura, pois a retomada vai demorar muito tempo.", afirma o coordenador da Defesa Civil d Bahia, Salvador Brito.  
10 anos de recuperação. Em Alagoas, 37 municípios sofrem com a estiagem e a situação também é de caos. Para o ex-secretário de Estado da Agricultura e recém-empossado na cidade de Pão de Açúcar, Jorge Dantas (PSDB), é preciso que o governo federal participe de forma mais atuante no processo. Ele também acredita que a recuperação nordestina só ocorrerá a longo prazo.  "Serão 10 anos para recuperar os efeitos desta seca. Precisamos pensar em ações de médio e longo prazo, porque a seca é um efeito natural que sempre acontece. É necessário propor a criação de um órgão a nível federal específico para seca", disse.  Diante da necessidade de recuperação a médio e longo prazo, a AMA (Associação dos Municípios Alagoanos) preparou uma série de reivindicações que serão entregues, nos próximos dias, ao ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho. Entre as medidas solicitadas estão o fortalecimento do programa de segunda água, que prevê a construção de cisternas com capacidade para 52 mil litros (que serviria para consumo animal), recuperação de 100% dos poços artesianos e criação de um programa para plantio da palma (vegetação da mesma família do cacto, que sobrevive a longos períodos de seca, mas serve de alimento para o rebanho).  Na Paraíba, onde 195 municípios decretaram emergência, as chuvas caíram com menos intensidade nos últimos dias. A situação no Estado ainda é considerada bastante preocupante, especialmente no que diz respeito a questão pecuária. Segundo o presidente da Federação da Agricultura da Paraíba, Márcio Borba, 40% das cabeças de gado do Estado foram perdidas com a seca, seja por morte, transferência de Estado ou abate antecipado.  "A Paraíba tinha 1,2 milhão de reses [animais que se abatem para a alimentação] antes da seca, e hoje não temos 800 mil. Se continuar seco, além das 40% perdidas, 30% irão daqui para o final de 2013. Vamos levar de oito a 10 anos para recuperar esse índice, caso tenhamos anos normais e se houver incentivo do governo federal, que até agora tem feito algo quase que insignificante", disse.  Segundo um estudo do Etene (Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste), ligado ao Banco do Nordeste, os Estados também sofreram severamente com a perda de lavoura, o que levará um tempo para ser recuperado. Em 2012, por exemplo, houve uma queda da safra de 85% de milho e feijão no Ceará --foram 1,179 milhão de toneladas colhidas em 2011, contra 176 mil no ano passado. A perda foi a maior desde 1958.  Falta de chuva. Segundo dados da Ufal (Universidade Federal de Alagoas), o ano de 2012 foi marcado por uma queda considerável na precipitações. "Nos meses de fevereiro, março e abril de 2012, por exemplo, choveu entre 300 e 500 mm a menos do que o ano de 2011. É importante mencionar que, para o semiárido nordestino, o principal período chuvoso costuma iniciar entre fevereiro e março", afirmou o professor Humberto Barbosa, coordenador do Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélite da Ufal. Cada milímetro de chuva equivale a um litro de água em 1 m².  "A seca hídrica é ainda muito intensa e é o maior problema enfrentado hoje, pois o deficit é muito alto. Precisamos que, ao menos este ano, a chuva ocorra na média, para não piorar ainda mais a situação", complementou Barbosa. Propriedade entre Iaçu e Amargosa, na Bahia. Muitas famílias deixam suas terras para buscar recursos em outros municípios.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

OAB/PB solicita presença de juiz e mais servidores na Comarca de Itaporanga

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Paraíba, Odon Bezerra se reuniu nesta quarta-feira (23) com o presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba, Desembargador Abraham Lincoln, e apresentou a reivindicação pela presença juiz titular e mais servidores na Comarca de Itaporanga. O pleito foi encaminhado à OAB/PB pelo presidente da Subseção do Vale do Piancó, Francisco Miguel da Silva Filho e será atendido pelo TJ-PB.  Ainda em atenção ao pedido feito pela OAB/PB, o presidente do TJ-PB, Abraham Lincoln afirmou que existem duas soluções previstas para sanar o problema da ausência de um juiz titular em Itaporanga. “Eu acredito que a Comarca de Itaporanga vai ter um juiz fixo, quer seja ele substituto ou por remoção, porque lá existe uma zona eleitoral e com a remoção das juízas Andrea Maria Nunes Galdino e Juliana Duarte Maroja ela ficará vaga. Diante disso, com certeza, algum juiz vai pedir promoção ou se não, um desses juízes que tomaram posse agora em 2012 vai solicitar ser designado para Itaporanga”, completou. Com relação à outra vaga de juiz, o presidente do TJ-PB explicou ainda que irá designar o juiz da Comarca de Santana dos Garrotes para acumular as varas de Itaporanga.Já a questão das dificuldades enfrentadas pelos advogados do Vale do Piancó com o déficit de servidores na 1ª e 2ª Vara da Comarca de Itaporanga deverá ser amenizada pelo TJ-PB em atendimento ao pleito feito pela OAB/PB com a nomeação no próximo dia 29 de janeiro de servidores para as comarcas que estão vagas, entre elas, a de Itaporanga.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Gastos de primeira-dama da Paraíba serão apurados

Após serem consideradas irregulares pelo Tribunal de Contas da Paraíba, despesas realizadas pela residência oficial do governador do Estado, Ricardo Coutinho (PSB), entraram também no alvo do Ministério Público local. Reportagem da Folha no domingo passado mostrou que a Casa Civil da Paraíba --órgão responsável pela administração da residência-- comprou artigos de cama, banho, bebê e decoração no valor de R$ 18.575, sem licitação, segundo o TCE.   O que a própria primeira-dama, a ex-miss Pâmela Bório, pediu orçamentos a lojas e transportou produtos, ainda conforme o relatório. "Abrimos um procedimento administrativo e, uma vez confirmados os fatos, vamos transformar em inquérito civil", disse o promotor de Defesa do Patrimônio Público Rodrigo Pires de Sá. O promotor notificou a Casa Civil do Estado e pediu que o TCE envie a auditoria completa, inclusive com as notas fiscais e documentos comprobatórios. A secretária de Comunicação da Paraíba, Estelizabel Bezerra, negou irregularidades nas compras e disse que o governo não foi procurado pelo Ministério Público para prestar esclarecimentos.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Patrimônio de favorito à Câmara dobra em quatro anos

 Favorito para assumir a presidência da Câmara a partir do mês que vem, o deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) dobrou seu patrimônio declarado à Justiça Eleitoral entre 2006 e 2010. O crescimento --de R$ 2,8 milhões para R$ 5,6 milhões-- se deve principalmente a dois imóveis de luxo obtidos entre 2009 e 2010. Os aliados políticos --assim como o próprio Henrique Alves, que é líder do PMDB na Casa-- alegam que todo seu patrimônio é fruto da renda que tem como empresário. Ele declara ter 8,8% da TV Cabugi, retransmissora da TV Globo no Rio Grande do Norte, cotas do jornal Tribuna do Norte e de uma rádio. Nos últimos dias, o deputado fez um périplo pelo país para promover sua candidatura --incluindo encontros com os governadores de São Paulo, Rio e Minas Gerais.  Ao mesmo tempo, sofria desgaste diante das revelações da Folha de que destinou verbas de emendas parlamentares à empresa de um assessor do gabinete -- Aluizio Dutra de Almeida, que acabou pedindo demissão.  Por meio de contratos públicos, R$ 6 milhões foram parar nos últimos cinco anos na empresa --cuja sede era "guardada" por um bode no meio da semana passada. Alves nega ligação com essas contratações, ocorridas por meio de prefeituras. O líder do PMDB na Câmara é dono de uma casa a poucos passos do mar da famosa praia de Porto Mirim, nos arredores de Natal. Só um espaço de areia divide a água da suntuosa casa, construída em 2009 num terreno de 2.300 metros quadrados, com suítes, piscina, e espaçosa área de lazer. Na região, visitada pela Folha na última sexta-feira, qualquer morador sabe: ali é a "casa do deputado". Um dias após a inauguração da casa, ocorrida na virada daquele ano, Alves se separou da então mulher, Priscila Gimenez. Ela é quem usufrui hoje do imóvel, vizinho de um restaurante ponto de encontro turistas que passeiam de buggy pelas dunas. À Justiça Eleitoral, em 2010, ele declarou ser dono de 50% do imóvel, num valor de R$ 965 mil. Ele se negou a revelar à Folha quanto gastou na construção da casa e a origem dos recursos.  Segundo corretores da região, o imóvel vale hoje pelo menos R$ 3 milhões. Separado da mulher, Alves adquiriu então uma cobertura de 500 metros quadrados, com quatro suítes, na ladeira do Sol, na Areia Preta, região nobre de Natal. Declarou ter pago R$ 2,9 milhões. Segundo registro do cartório de Natal, esse imóvel não foi transferido para o nome do deputado até hoje. Ele não quis dizer à reportagem os motivos de ainda não ter feito essa transferência --nem como e quando pagou pelo imóvel e de quem o comprou. Alves tem ainda outra luxuosa casa de veraneio, esta na praia de Graçandu, em Extremoz, que de vez em quando empresta a amigos, como o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB).  Em 2006, o deputado declarou apenas os lotes dali, por R$ 15 mil. Na eleição seguinte, avaliou o imóvel em R$ 815 mil. Informou, na mesma época, ser proprietário de uma fazenda de 32 hectares em Ceará-Mirim. Alves é o deputado com mais mandatos na Câmara. Tem 42 anos de Casa. Recebeu apoio de partidos da base do governo e da oposição para a eleição de fevereiro. OUTRO LADO.  O deputado Henrique Eduardo Alves afirmou que seu patrimônio é compatível com a renda que possui. "A movimentação patrimonial e as quatro fontes de renda do deputado Henrique Eduardo Alves, seja como servidor público ou empresário da iniciativa privada, se encontram devidamente registradas na Receita Federal e na Justiça Eleitoral, sabidamente órgãos de fiscalização imprescindíveis para qualquer homem público", informou sua assessoria.  Ele não respondeu a perguntas da Folha sobre detalhes das aquisições dos imóveis, como os comprou, quanto pagou, de quem os adquiriu e porque a cobertura não foi transferida a seu nome.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Acidente com Shaolin completa dois anos; esposa diz que ele se esforça para falar.

Dois anos após o acidente que deixou em coma o humorista Francisco Jozenilton Veloso, o Shaolin, o  estado de saúde dele não passou por grandes mudanças, mas a família continua confiante de sua plena recuperação e retomada das atividades. Através das redes sociais, a esposa do artista, Laudicéia Veloso, procura sempre manter atualizados amigos e fãs acerca da evolução do tratamento do "guerreiro", como ela carinhosamente o chama. Nesta sexta-feira (18), comunicou que Shaolin está resistindo a utilizar o aparelho que ganhou da apresentadora Ana Hickman, através do qual poderia se comunicar pela leitura ótica. Para Laudicéia, esse é um sinal de que ele está se esforçando para utilizar a própria voz.  De acordo com a esposa, Shaolin fecha os olhos quando o aparelho é aproximado. Os médicos aconselharam a família a não forçá-lo, e Laudicéia afirmou que, pelo que conhece do marido, ele não deseja falar através de uma máquina. "É preciso respeitar o tempo dele. Eu sinto que ele está tirando forças do além para conseguir falar e, em algum momento, ele vai fazer isso", comentou em um de seus posts.  Durante a visita da amiga e apresentadora Ana Hickman, Shaolin chegou a se comunicar através do Tobii, aparelho que tem origem sueca e já é utilizado por muitos pacientes em estado de coma no mundo inteiro. Segundo o ex-empresário e cunhado de Shaolin, Ricardo Santos, ele mostrou ter reconhecido todos ao redor e ainda respondeu que está triste por não conseguir se comunicar como gostaria.

Aparelho é capaz de ler informações repassadas através do olhar do paciente (Foto: Reprodução/ Internet) Desde o acidente, Shaolin é acompanhado por uma equipe de mais de dez profissionais de saúde, entre neurologistas, neuropsicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, ortopedistas e nutricionistas. Ele se recupera em casa, na cidade natal de Campina Grande (PB) e, mesmo com o suporte médico, a esposa não sai de perto dele. JULGAMENTO - Em novembro de 2012, o motorista acusado de haver provocado o acidente que vitimou Shaolin, Jobson Clemente Benício, de 33 anos, foi julgado e condenado a dois anos de detenção, além de ter o direito de dirigir suspenso. Por ser réu primário, a pena de Jobson foi substituída por igual período de prestação de serviços comunitários. A família de Shaolin não quis recorrer da decisão.
Carro do humorista após a colisão (Foto: Reprodução/ Internet). O acidente aconteceu no dia 18 de janeiro de 2011 na BR-230, na região de Mutirão, município próxima a Campina Grande, na Paraíba, em 18 de janeiro de 2011.  O comediante dirigia no sentido São José da Mata quando o caminhão dirigido por Jobson Benício, que vinha na faixa oposta, invadiu a contramão e bateu contra o veículo dele.  Jobson só teria se apresentado à polícia dois dias após o fato. Como livrou o flagrante, prestou depoimento e foi liberado para responder em liberdade. Durante o processo de julgamento, foram ouvidos policiais rodoviários federais, médicos do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) que prestaram os primeiros socorros a Shaolin e pessoas da comunidade local que teriam presenciado o ocorrido. Todas as testemunhas afirmaram que o motorista foi o responsável pela colisão.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Chico Buarque revela ser o pai do governador Eduardo Campos

No começo da tarde de 17 de junho de 2011 veio a público a notícia de que o afamado cantor e compositor Chico Buarque, um dos ícones máximos da cultura brasileira, assumiu a paternidade do atual governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Em entrevista exclusiva, Chico nos falou sobre o acontecimento. “Quando jovem, fiz uma turnê bem extensa pelo Nordeste. Naquela época eu era deveras promíscuo e inconseqüente, assim, acabava dormindo com muitas moças”, revela sem arrependimentos. “Recordo-me de ter sido muito bem recebido no ano de 1964 na cidade do Recife. Fiquei hospedado na casa de um produtores locais. Era no Bairro de Casa Forte, é esse o nome? Os ares da ditadura já começavam a dar as caras, logo, a gente tinha que ficar em posição discreta. Na casa desse produtor habitava uma moça de beleza radiante, era a filha dele! Risos. Nós mantivemos um relacionamento intenso, rápido e oculto. Meses depois recebi uma carta dela dizendo que estava grávida. Eu, cretinamente, ignorei. Há uns anos atrás minha consciência apertou muito (coisas da meia-idade). Fui tomado de curiosidade muito forte em saber quem era o meu filho e, impressionantemente, fui impactado com uma surpreendente descoberta: ele é o Governador de Pernambuco! Que orgulho! Eu já era um admirador das terras pernambucanas, agora me sinto fazendo parte do DNA da Cidade Maurícia”, finalizou Chico. Antes que ele pedisse o desligamento do nosso gravador, questionamos os motivos de não ter assumido a criança logo na época da notícia. Ele diz: “Quando eu era jovem, o sentimento de eternidade habitava em mim, não via sentido em criar um filho e me sentir com uma responsabilidade tão grande. Espero que ele possa me perdoar”, completou emocionado.
Ligamos para a residência do Governador Eduardo Campos no Recife. Ao nos atender, já tinha tomado conhecimento do fato há aproximadamente 48 horas. Deu-nos poucas palavras e demonstrou pouco conforto em tratar publicamente do caso. “Há anos procurava minha identidade paterna. Minha mãe escondeu durante todos esses anos e agora me sinto aliviado (ainda que triste) em saber quem é o meu progenitor”, afirma o político em tom melancólico. “Saber que sou filho de uma personalidade tão imortal me assusta um pouco. Ao menos a partir de agora, quem sabe, ele não faz mais shows aqui em Recife e com preços mais acessíveis?”, tentou minimizar bem humoradamente Eduardo.   Mãe desmente que governador de PE seja filho de Chico Buarque. A deputada federal Ana Arraes (PSB-PE), filha do ex-governador Miguel Arraes, divulgou nesta segunda-feira nota negando que o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), seja filho do compositor e cantor Chico Buarque. Foi a primeira vez que Ana Arraes, mãe do governador, abordou publicamente o assunto. O boato circula em Recife há um certo tempo, mas no fim de semana ganhou as redes sociais, depois que um site divulgou que o artista teria descoberto ser o pai do político. O assunto acabou sendo replicado em redes sociais como o Twitter e Facebook. Nesta segunda-feira, Ana Arraes decidiu dar um basta à boataria. Divulgou uma nota afirmando ser a notícia "inverídica e criminosa" e contando que tomou todas "as providências legais, no sentido de fazer cessar e punir policial e judicialmente tal aberração". Ela ainda encaminhou uma queixa à Secretaria de Defesa Social, pedindo que o crime seja investigado pela Polícia Civil. O inquérito foi aberto ainda nesta segunda-feira. A notícia circulou no site "Diário Pernambucano", que, de acordo com o advogado Antônio Campos, funciona no município de Taquaritinga do Norte, no agreste de Pernambuco.  Antônio é irmão do governador e disse que polícia já teria identificado três pessoas responsáveis pela divulgação da notícia falsa. Os seus nomes, no entanto, eram mantidos em sigilo até o início da noite. Segundo a nota da deputada, o governador é filho dela "e do escritor Maximiano Campos, já falecido e de saudosa e respeitável memória". Ana informou, ainda, que só conheceu o cantor, na casa do pai, o ex-governador Miguel Arraes, quando Eduardo já tinha 21 anos.  "São, portanto, alegações criminosas que já estamos tomando as providências legais cabíveis. Quem leu a matéria que circulou pela internet a tenha como apócrifa, inverídica e criminosa, que agride a dignidade da família pernambucana", insistiu a deputada. O advogado informou que o Google também foi acionado para que retire do ar as informações caluniosas. O fato é que a informação gerou "um twitaço" no final de semana, o que levou a família a se reunir, fazer uma avaliação e decidir procurar a polícia. A notícia publicada no site "Diário Pernambucano" é atribuída a "Jarbinhas D'Adelaide" e dizia que, durante uma turnê bem extensa pelo Nordeste, quando o cantor era jovem, teve um relacionamento "rápido e oculto" com uma "moça de beleza radiante". Nesta segunda-feira à tarde o site retirou do ar as alusões à família. Segundo o advogado Antônio Campos, os responsáveis podem ser acusados de calúnia, injúria de difamação. A assessoria de imprensa do cantor e compositor Chico Buarque informou que o caso vem sendo encarado como uma "piada da internet" e que ele, que está viajando, nada comentaria.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Rubens Paiva foi assassinado no Exército', diz membro de comissão.

O coordenador da Comissão Nacional da Verdade, Claudio Fonteles, divulgará em fevereiro ou março um texto de sua autoria segundo o qual há provas documentais de que o deputado federal Rubens Paiva foi morto por agentes da ditadura militar no interior de um prédio do Exército no Rio.  Critico da ditadura, Paiva desapareceu em janeiro de 1971, aos 41 anos de idade.  A versão oficial que o Exército mantém até hoje é que Paiva fugiu das mãos dos militares no Rio. Papéis que têm vindo a público ao longo dos anos e depoimentos testemunhais, contudo, indicam que Paiva foi morto sob tortura nas mãos do Exército. Fonteles afirmou ao programa da jornalista Miriam Leitão, no canal GloboNews, e ao portal "iG" que há documentos no Arquivo Nacional que apontam para o assassinato de Paiva no interior do DOI-Codi, um dos principais centros da repressão militar à esquerda na época da ditadura (1964-1985). O coordenador reconheceu que ainda não há pistas do destino dado ao corpo pelos militares nem os nomes dos autores do crime. Em novembro, a Folha revelou que documentos entregues à Polícia Civil do Rio Grande do Sul pela família do coronel Júlio Miguel Molinas Dias, morto a tiros quando chegava em sua casa em Porto Alegre (RS), ajudariam a confirmar a morte de Paiva nas mãos da ditadura militar. Dias comandou o DOI-Codi do Rio no fim da década de 70 e no início dos anos 80. Um dos documentos confirmou que Paiva chegou a dar entrada no DOI-Codi.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Presidente do TJPB instala três novas varas judiciais em Mangabeira e implanta projeto piloto do cartório unificado

Dando cumprimento ao calendário de implementação das novas unidades judiciárias, criadas pela Lei de Organização e Divisão Judiciárias – Loje, o desembargador Abraham Lincoln da Cunha Ramos, presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba, entregou à população de Mangabeira as 4ª, 5ª e 6ª Varas Regionais. As novas unidades passarão a funcionar em um cartório unificado e fazem parte de um projeto piloto que tem por meta propiciar maior celeridade na tramitação processual.A solenidade aconteceu no final da manhã desta segunda-feira (7), no Fórum Regional de Mangabeira, e contou com a presença de várias autoridades, entre elas, os desembargadores Arnóbio Alves Teodósio e João Benedito da Silva, o presidente da OAB/PB, advogado Odon Bezerra, os juízes, Manoel Abrantes (diretor do Fórum Regional de Mangabeira), Horácio Ferreira (presidente da Associação dos Magistrados da Paraíba), José Edvaldo Albuquerque e Sílvio José da Silva. Além de diretores e gerentes do TJ, advogados e servidores. Ao declarar a instalação das novas varas, o desembargador-presidente, Abraham Lincoln, destacou a importância do cartório unificado como um projeto inovador e pioneiro em todo o Estado. Ele também ressaltou o fato de sua gestão ter como meta prioritária atender não só aos anseios dos jurisdicionados, como também, melhorar as condições de trabalho para magistrados e servidores.

 “Desde o dia 5 de março de 2011, com a vigência da nova Lei de Organização Judiciária do Estado, quando foram criados 69 cargos de magistrados, e, centenas de cargos de técnicos e analistas judiciários, esta gestão, que se encerra no dia 31 de janeiro próximo, está cumprindo o calendário de implementação dessas novidades criadas na Loje, Hoje, primeiro dia após o recesso, em 2013, estamos cumprindo a promessa de instalar aqui no Fórum de Mangabeira, mais três varas regionais, e simultaneamente, a especialização das seis varas regionais agora existentes, o que se dará através do projeto piloto do cartório unificado”, enfatizou o presidente.  O presidente destacou ainda que o projeto do cartório unificado foi uma ideia do desembargador Márcio Murilo, criado durante a reestruturação da Loje, em 2011, e que com as seis varas regionais de Mangabeira, ao invés de cada vara ter um cartório isolado, haverá apenas um unificado, funcionando em média, com 30 servidores. “Esperamos que o cartório unificado seja semente, o alicerce de um projeto que se espalhe para todo o Estado da Paraíba. Além dos magistrados, com a agilidade nos despachos e cumprimento dos processos, com este projeto ganha também a população de Mangabeira que tem atualmente cerca de 15 mil processos com somente três juízes e 15 servidores. Agora terá mais três juízes e mais trinta servidores”, enfatizou Abraham Lincoln.  O presidente da OAB/PB, advogado Odon Bezerra, enalteceu a instalação das novas unidades judiciárias e a implantação do cartório unificado, que também favorecerá a classe dos advogados. Ele parabenizou o presidente do TJPB pela iniciativa, destacando a importância do projeto. “A data de hoje é bastante significativa pois dá início a um novo ano para o Judiciário paraibano, começando aqui por Mangabeira, onde será aplicada uma Justiça célere e justa”, destacou.   Para o juiz Manoel Abrantes, diretor do Fórum Regional de Mangabeira, a instalação e a unificação das varas vai desafogar a tramitação processual nos cartórios. “Esse é um grande sonho do Fórum de Mangabeira. Nós tínhamos aqui três varas com competência mista, com a instalação das outras três varas tudo será especializado. Isso vai racionalizar os trabalhos, melhorando para o juiz, para o servidor e, principalmente, para a população, pois haverá uma maior agilidade processual”, disse.  Já na opinião do juiz Horácio Ferreira, presidente da Associação dos Magistrados da Paraíba, a instalação das novas varas e a unificação delas melhora as condições do juiz no desempenho de suas funções, além de dignificar a categoria, pois os processos serão julgados, não por apenas três magistrados, mas por seis. “Isto faz com que cada juiz preste uma maior resposta ao jurisdicionado e ao final de tudo à população, que será beneficiada com uma resposta rápida, eficaz e com maior celeridade”, acrescentou.
 Editais – Conforme explicou o presidente do TJPB, desembargador Abraham Lincoln, com a instalação das três varas regionais, serão publicados, no Diário da Justiça eletrônico desta terça-feira (8),  editais de remoção de juízes, com uma vaga para cada cartório, e também de servidores, com vagas para cinco técnicos judiciários, em média para cada vara instalada. Os servidores, que irão trabalhar no mesmo ambiente, serão lotados no banco de recursos humanos da Capital . Os que tiverem interesse e forem removidos serão designados para trabalhar no cartório unificado do Fórum Regional de Mangabeira.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Detalhes mostram o funcionamento de grupos criminosos da Paraíba

Os grupos criminosos eram formados por oficiais da Polícia Militar, policiais civis, e presidiários. Ao menos 40 acusados foram identificados e presos na operação Squadre, da Polícia Federal. Imagens mostram homens se reunindo para planejar assassinatos. Através das escutas telefônicas, autorizadas pela Justiça, os policiais federais identificaram três organizações criminosas que agiam em João Pessoa.
  

domingo, 30 de dezembro de 2012

FILME: O Caso dos Irmãos Naves

O Caso dos Irmãos Naves, o maior erro Judiciário do Brasil. Não deixe de assistir e veja que tremenda injustiça. Os Irmãos Naves, foram acusados injustamente de matar um rapaz, não se achou corpo nenhum e depois de 20 anos a pretensa vitima apareceu vivinha da silva. Assista, é importante!


sábado, 29 de dezembro de 2012

Jogadores elegem Muller como o pior comentarista de TV em pesquisa do UOL Esporte

O ex-jogador Muller, atualmente no canal Sportv, foi eleito, com sobras, o pior comentarista do Brasil em pesquisa feita pelo UOL Esporte com 100 jogadores de 15 equipes do país. O ex-atacante da seleção brasileira teve 35% dos votos, quase o triplo do segundo colocado, Neto, da TV Bandeirantes, que ficou com 12%. Na terceira colocação ficou Paulo César Vasconcelos, do Sportv, com 9%. Casagrande, da TV Globo, com 6%, foi o quarto. Renato Maurício Prado, da Fox Sports, teve 3%. Edmundo, da Band, Bob Farias e Roger Flores, do Sportv, tiveram 2%. Maurício Noriega, do Sportv, Paulo Vinícius Coelho, da ESPN, e o CQC, da Band, tiveram 1%.  Sob anonimato, atletas de São Paulo, Corinthians, Santos, Palmeiras, Cruzeiro, Atlético-MG, Flamengo, Vasco, Fluminense, Botafogo, Grêmio, Internacional, Figueirense, Goiás e Vitória votaram em 13 quesitos, que serão publicados ao longo dos próximos dias em uma série com dez edições. 
Na última quinta-feira, o UOL Esporte mostrou qual é a dupla perfeita para a transmissão de um jogo de futebol na opinião dos jogadores.  Milton Leite foi eleito o melhor narrador, com 25% dos votos. Superou por pouco o companheiro global Cleber Machado, que teve 23%. Outro nome da emissora ficou na terceira colocação: Galvão Bueno, com 18%. Luiz Roberto, outro da Globo, foi o quarto, com 15%.  Luiz Carlos Junior, do Sportv, teve 7%. Pedro Ernesto Denardim, da Rádio Gaúcha, teve 2%, um a mais do que o uruguaio Alberto Kesman.  Como comentarista, Caio Ribeiro deu uma lavada na concorrência e foi escolhido o melhor com 49%. O ex-jogador Junior teve 16%. Completando o pódio global, Casagrande ficou em terceiro, com 9%. Lédio Carmona, do Sportv, teve 7%. Rafael Rezende, do Sportv, e Paulo Vinícius Coelho, da ESPN, tiveram 4%. Mauro Beting, da Bandeirantes, teve 1%.
Abel Braga, do Fluminense, foi o preferido entre os jogadores brasileiro como o melhor treinador de 2012. Ele venceu com 38% dos votos. Muricy Ramalho, do Santos, foi o preferido de 19% dos entrevistados. Vanderlei Luxemburgo, do Grêmio, teve 9%, um a mais do que Tite, do Corinthians. 

Calendário do Pesquisão:

  • 31/12 - Qual time gostaria de jogar
  • 01/01 - Melhor e pior árbitro
  • 02/01 - Pior treinador
  • 03/01 - Jogador mais violento
  • 04/01 - jogador mais irritante
Na quinta colocação, uma surpresa entre os boleiros brasileiros: Pep Guardiola, ex-Barcelona e agora desempregado, com 6%. Na mesma pesquisa, Neymar foi eleito o melhor jogador em atividade no futebol brasileiro, com 89% dos votos.  Já Fred foi eleito o melhor jogador do Campeonato Brasileiro. Artilheiro da competição com 20 gols marcados, o atacante do Fluminense recebeu 27% dos votos, seguido muito de perto por Ronaldinho Gaúcho, com 23% e Neymar, com 19%.  Explica-se: o jogador do Santos participou apenas de 17 partidas das 38 da equipe no campeonato, e por isso não foi escolhido, apesar de ser o melhor do país na opinião dos companheiros.  Além dos três, também foram lembrados Juninho Pernambucano (8%), Diego Cavalieri (6%), Bernard (4%), Wellington Nem (3%), Lucas (2%), Paulinho (2%) e Seedorf (2%). Outros atletas juntos somaram 4%.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Quem é José Dirceu

José Dirceu de Oliveira e Silva (Passa-Quatro, 16 de março de 1946) é um político e advogado brasileiro, com base política em São Paulo.  Foi líder estudantil entre 1965 e 1968, ano em que foi preso em Ibiúna, no interior de São Paulo, durante uma tentativa de realização do XXX Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE). Em setembro de 1969, com mais quatorze presos políticos, deportados do país, em troca da libertação do embaixador norte-americano Charles Burke Elbrick, foi deportado para o México. Posteriormente exilou-se em Cuba. Fez plásticas e mudou de nome para não ser reconhecido em suas tentativas de voltar ao Brasil após ser exilado, e voltou definitivamente ao país em 1971, vivendo um período clandestinamente em São Paulo e em algumas cidades do Nordeste e, quando teve novamente sua segurança ameaçada, retornou a Cuba. Em 1975 retornou ao Brasil, estabelecendo-se clandestinamente em Cruzeiro do Oeste, no interior do Paraná.  Com a redemocratização, em 1980, ajudou a fundar o Partido dos Trabalhadores, do qual foi presidente nacional durante a década de 1990. Exerceu vários mandatos: entre 1987 a 1990 foi deputado estadual constituinte por São Paulo, e, em 1991, 1998 e 2002 elegeu-se deputado federal. Em janeiro de 2003, após tomar posse na Câmara dos Deputados, licenciou-se para assumir o cargo de Ministro-Chefe da Casa Civil da Presidência da República, onde permaneceu até junho de 2005, quando deixou o Governo Federal acusado, por Roberto Jefferson de ser o mentor do Escândalo do Mensalão. Retornando à Câmara para se defender, Dirceu teve seu mandato de deputado federal cassado no dia 1º de dezembro de 2005, tornando-se inelegível até 2015.
José Dirceu iniciou sua militância política no movimento estudantil em 1965, ano em que iniciou seus estudos de Direito na PUC-SP, sendo vice-presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE) no período de 1965-66. Ainda em 1966 rompeu com o Partido Comunista Brasileiro (PCB) e ajudou na formação paulista das chamadas "Dissidências", em São Paulo a sigla era "DI-SP" (esta organização acabou tendo enorme afinidade política com o grupo de Carlos Marighella, que mais tarde viria formar a Ação Libertadora Nacional). No entanto, Dirceu nunca fez parte dos quadros da ALN. Em 1967 Dirceu, que era conhecido pelo codinome de "Daniel", presidiu a União Estadual de Estudantes (UEE), firmando-se como líder estudantil. Em 1968 foi preso em Ibiúna, no interior de São Paulo, durante uma tentativa de realização do XXX Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE). Em 1969 os grupos guerrilheiros marxistas-lenistas conhecidos como MR-8 e ALN seqüestraram o embaixador dos Estados Unidos da América, Charles Burke Elbrick. Os revolucionários exigiram a libertação de uma lista de prisioneiros políticos, entre eles José Dirceu. O incidente do seqüestro do embaixador foi contado no livro "O Que É Isso, Companheiro?" (1979), de autoria do deputado Fernando Gabeira (PV), posteriormente transformado em filme (Bruno Barreto, 1997). Em 2007, o diretor Silvio-Da-Rin lançou o documentário "Hércules 56", onde os protagonistas relatam em detalhes sobre o episódio do sequestro e da libertação dos 15 presos. O filme dá voz também a todos os que foram trocados pelo embaixador norte-americano e que ainda estão vivos.  Os presos trocados pelo embaixador, deportados do Brasil, seguiram para o México, a bordo do avião da Força Aérea modelo C-130 Hércules, matricula 2456. De lá seguiram para Cuba e Paris. Dirceu foi para Cuba. Durante o exílio, trabalhou, recebeu treinamento militar, estudou na ilha.
José Dirceu (o segundo em pé, da esquerda para a  direita), junto com os demais prisioneiros políticos libertados em troca do embaixador norte-americano. Fotografia efetuada antes do embarque do grupo para o exílio.
Retorno ao Brasil.
Retornou ao Brasil em 1971, vivendo clandestino em São Paulo e em algumas cidades do Nordeste. Em 1975, em Cuba, alterou sua aparência através de uma cirurgia plástica e retornou ao Brasil, com o nome falso de "Carlos Henrique Gouveia de Mello", instalando-se na cidade de Cruzeiro do Oeste, no Paraná. Lá casou-se com sua primeira esposa, Clara Becker, e passou a viver em total clandestinidade, omitindo seu passado e sua verdadeira identidade até mesmo de sua esposa. Em Cruzeiro, reservadamente, acompanhava os acontecimentos políticos do país.  Em 1979, com a anistia, retornou a Cuba, desfez a cirurgia plástica e, em dezembro de 1979, voltou definitivamente para o Brasil, onde passou a participar das atividades políticas em curso, que deram origem ao PT.

Participações políticas

Em 1986 foi eleito deputado estadual constituinte em São Paulo pelo PT, exercendo mandato entre 1987 e 1991. No período, notabilizou-se pela forte oposição à administração do então  governador Orestes QuérciaEm 1992, no exercício do mandato de deputado federal, foi o autor — ao lado do senador Eduardo Suplicy — do pedido para a instalação da CPI que levou o então presidente Fernando Collor de Mello ao impeachment. Dois anos depois foi o candidato petista ao governo de São Paulo, mas acabou ficando em terceiro lugar atrás de Mário Covas (PSDB) e Francisco Rossi (então no PDT).  Em 1995 foi indicado por Lula para disputar o encontro nacional do partido e ganhar a presidência nacional do Partido dos Trabalhadores, cargo para o qual se reelegeria em 1997 e 2001 (esta por eleições diretas entre filiados do PT).

Apogeu e queda.

José Dirceu foi Ministro-Chefe da Casa Civil no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de 1 de janeiro de 2003 até 16 de junho de 2005, quando pediu demissão do cargo de ministro, e voltou a seu antigo cargo de deputado federal por São Paulo (era até então deputado licenciado) do Partido dos TrabalhadoresOcupou o principal posto da coordenação política do governo, sendo tratado pela imprensa como o homem forte da administração federal, a quem caberiam efetivamente as decisões, um super-ministro ou "primeiro-ministro".  Sua demissão ocorreu em meio à crise política que surgiu após denúncias de corrupção nos Correios e em outras empresas estatais, vindas à tona após acusações do deputado Roberto Jefferson. Reassumiu, então, seu mandato de deputado federal.  Embora a oposição tenha afirmado diversas vezes que o presidente tenha demitido o ministro por reconhecer a culpa do mesmo, Lula nunca assumiu publicamente a hipótese.  No dia 1 de dezembro de 2005, aproximadamente à meia-noite e meia, José Dirceu teve seu mandato cassado por quebra de decoro parlamentar. O placar da votação foi de 293 votos a favor da cassação e 192 contra; com isso, José Dirceu ficou inelegível até 2015. O relator do processo de cassação de José Dirceu no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados foi Júlio DelgadoNo dia 30 de março de 2006, o procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, denunciou ao Supremo Tribunal Federal (STF), quarenta pessoas, entre políticos e empresários, participantes do esquema do mensalão. O procurador indiciou por crimes graves, como corrupção ativa, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e peculato os ex-ministros do governo Lula José Dirceu (Casa Civil), Anderson Adauto (ministro dos transportes) e o ex-ministro dos transportes Luiz Gushiken (Comunicação Estratégica). Dirceu saiu do governo federal por ser insustentável a sua permanência na Casa Civil, pressão esta exercida pelo escândalo em que estava envolvido. O relator do caso no Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa (nomeado por Lula), atribuiu a liderança no esquema do "mensalão" a José Dirceu, José Genoino, Delúbio Soares e Sílvio PereiraApós ser o principal alvo das investigações do mensalão do PT, Zé Dirceu tornou-se — para o público interno do PT — um símbolo de resistência por reproduzir a imagem de perseguido.[1]   Mesmo cassado, voltou à direção do PT, ignorou as decisões do partido, criou confusão com aliados, foi repreendido por Lula, alegando que "isso não tinha importância".[2]   Em 23 de fevereiro de 2010 a Folha de S.Paulo citou que Dirceu foi contratado por ao menos R$ 620 mil pela principal empresa do grupo empresarial privado beneficiado com reativação da estatal Telebrás. O dinheiro teria sido pago entre 2007 e 2009 pelo dono de uma companhia sediada nas Ilhas Virgens Britânicas.[3] A oposição defende que a reativação da estatal teria sido comandada por Dirceu para beneficiá-lo.[4]   Em seu blog, Zé Dirceu comentou que "a Folha joga sujo para atacar plano de banda larga do governo e me atingir".[5]  Em palestra em 13 de setembro de 2010 para sindicalistas do setor petroleiro em Salvador, José Dirceu teria declarado que "o problema do Brasil é o monopólio das grandes mídias, o excesso de liberdade e do direito de expressão e da imprensa".[6] A fala, divulgada no site do diretório do PT da Bahia, foi posteriormente desmentida por Dirceu, que negou ser de sua autoria. O presidente do diretório baiano atribuiu sua divulgação a um "equívoco da assessoria de imprensa do partido".[7]  Em 9 de outubro de 2012 foi condenado por corrupção ativa, junto com José Genoíno e Delúbio Soares, pelo Supremo Tribunal Federal, colocando um hiato em sua carreira política.  Em 22 de outubro de 2012 foi condenado por formação de quadrilha pelo Supremo Tribunal Federal, por 6 votos a 4.  Já no dia 12 de novembro de 2012 foi condenado a 10 anos e 10 meses de prisão, devendo cumprir a pena em regime fechado, por conta da sua participação no esquema do mensalão. Ele também foi condenado pela corte a pagar multa no valor de R$ 676 mil.[8]. Recentemente foi envolvido em outro escândalo de corrupção e de tráfico de influência devido a sua proximidade com a Rosemary Noronha, pivô do escândalo.[9]

sábado, 15 de dezembro de 2012

Filme Luiz Gonzaga "de pai pra filho"


Seca na PB: Secretário Nacional de Irrigação recebe Pe. Djacy mas não virá ao Estado

Religioso lamenta não ter sido procurado pela bancada fedeal paraibana. O padre Djacy Brasileiro esteve na tarde desta quarta-feira (12) em Brasília, sendo recebido pelo secretário Nacional de Irrigação, Guilherme Augusto Orair. Na pauta, a discussão sobre a seca no semiárido paraibano e a transposição do rio São Francisco. Mesmo ouvindo que o Governo Federal tem intenção e recursos para terminar as obras, nada de concreto foi definido, não havendo compromisso do secretário em vir à Paraíba a fim de ver, in locu, a situação das regiões afetadas pela estiagem.  O religioso lamentou que, mesmo estando em Brasília, nenhum parlamentar da banca paraibana o procurou. “Eu estou aqui, mas nenhum deputado ou senador me procurou”, lamentou Djacy Brasileiro, explicando que retornará à Paraíba nesta quinta-feira (13).  Sobre a reunião com Guilherme Orair, o padre disse ter levado fotos da realidade dos que sofrem com a seca. “Eu mostrei imagens da seca, da fome e da sede que afetam 12 milhões de nordestinos em quatro estados que precisam, de maneira urgente, das águas do São Francisco”, disse Djacy Brasileiro, referindo-se os estados da Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Ceará. Brasileiro disse que, ao longo da reunião, cobrou do governo mais celeridade na conclusão da transposição. “Como havia dito, eu levei o grito dos que estão em estado de calamidade e perguntei o motivo do governo ter tanta pressa no melhoramento de aeroportos, construção de estádios para a Copa, esquecendo o  povo nordestino”, relatou. Como resposta o secretário informou que existe dotação orçamentária para a transposição do rio São Francisco mas, em virtude da burocracia, as obras acabam atrasando. Ao final, ele fez um balanço da reunião, considerando válida. “Eu vi o secretário muito sensibilizado com a situação da seca. Espero que haja, realmente, a vontade do Governo Federal em concluir a transposição”, finalizou.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

“De Volta Pro Meu Aconchego”: Gugu da Record visita o Sertão paraibano

Apresentador traz família de volta para o município de Santana de Mangueira.
O apresentador Gugu Liberato, da TV Record, estará nesta sexta-feira (14) visitando o município de Santana de Mangueira, no Sertão paraibano. Ele vem à cidade para gravar o quadro “De Volta Pro Meu Aconchego”, do programa do Gugu, com família que retorna de São Paulo para a cidade que tem pouco mais de cinco mil habitantes.
Segundo informações do portal Diário do Sertão, o apresentador chegará à Santana de Mangueira em helicóptero no início da tarde. Em seguida, ele desfilará nas principais ruas da cidade em um trio elétrico com animação da Banda Pagodão Sensuart e Élson Pressão de Itaporanga, ao lado da família beneficiada pelo programa.  “A cidade está toda no aguardo da vinda do Gugu”, disse Dona Maria Pessoa, moradora da cidade. Já Seu Pessoa afirmou que nunca viu a cidade tão movimentada, “Meu filho durante a reforma dessa casa e quando chegou o caminhão do Lojão Rio do Peixe cheio de móveis, fiquei encantado, pois sei que é filho dessa terra que está voltando para sua terra e vai ser presenteado com muitos presentes. Ei, Gugu arrochado”, disse em tom de contentamento.  O quadro será exibido na primeira semana do mês de janeiro de 2013, no Programa do Gugu na Rede Record.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Veja os reais motivos da Ação Popular



Excelentíssimo Senhor Douto Juiz de Direito da (  ) Vara  Cível Comarca de Piancó/PB.





  
                     Manoel Nouzinho da Silva, brasileiro, casado, advogado, inscrito na OAB/PB sob o nº. 6.080, portador do titulo eleitoral nº. 2763385012/28, registrado no CPF sob o n 151.914.781-34, residente e  domiciliado na Rua – Presidente Getúlio Vargas, s/n – Centro – Igaracy/PB, advogando em causa própria, vem à presença de Vossa Excelência, com fulcro no Art. 5º, LXXIII, da Constituição Federal e na Lei 4.717/65 propor a presente,   
AÇÃO POPULAR com pedido de liminar
contra o Município de Igaracy/Pb, pessoa jurídica de direito público interno, que se faz  representar pela pessoa do Prefeito Municipal, que poderá ser encontrado na Sede da Edilidade localizada no centro da Cidade, com base nos fatos e fundamentos adiante transcritos
Da Legitimidade Ativa e Passiva: Para o feito estão previstas pela Constituição Federal, artigo 5º, inciso LXXIII, inclusive com previsão de isenção de custas – o que ora se requer – e na Lei nº 4.717/65, artigos. 1º e 6º. “verbis”:
 “Art. 5°, LXXIII - Qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesiva ao patrimônio publico ou de entidade de que o Estado participe; à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada a má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência.”
A Lei nº 4.717/65 – Lei da Ação Popular – em seu art. 1° e 6° estabelece que:
Art. 1º Qualquer cidadão será parte legítima para pleitear a anulação ou a declaração de nulidade de atos lesivos ao patrimônio da União, do Distrito Federal, dos Estados, dos Municípios, de entidades autárquicas, de sociedades de economia mista, de sociedades mútuas de seguro nas quais a União represente os segurados ausentes, de empresas públicas, de serviços sociais autônomos, de instituições ou fundações para cuja criação ou custeio o tesouro público haja concorrido ou concorra com mais de cinquenta por cento do patrimônio ou da receita ânua, de empresas incorporadas ao patrimônio da União, do Distrito Federal, dos Estados e dos Municípios, e de quaisquer pessoas jurídicas ou entidades subvencionadas pelos cofres públicos.
“Art. 6°” - A ação popular será proposta contra as pessoas públicas ou privadas e as entidades referidas no art. 1° contra as autoridades, funcionários ou administradores que houverem autorizado, aprovado, ratificado ou praticado o ato impugnado, ou seja, por omissas, tiverem dado oportunidade à lesão e, contra os beneficiários diretos do mesmo.
§ 1º Se não houver benefício direto do ato lesivo, ou se for ele indeterminado ou desconhecido, a ação será proposta somente contra as outras pessoas indicadas neste artigo.
Do Autor:
O Autor, advogado regularmente inscrito na OAB/PB, residente e domiciliado no Município de Igaracy, no regular gozo dos seus direitos perante a Justiça Eleitoral, com amparo no art. 5°, LXXIII da Constituição Federal, é parte legítima para o ajuizamento da presente AÇÃO POPULAR, para proteger o patrimônio publico contra ato lesivo praticado pelo Prefeito Municipal como ficará demostrado.
Do Objetivo:
Com a presente ação, o objetivo do Autor é obter provimento judicial para determinar ao Réu a paralisação da demolição da QUADRA DE ESPORTES parte integrante do PATROMONIO MUNICIPAL, determinando-se, ainda, a reconstrução da parte já demolida.  
Do Cabimento da Ação:
A Ação Popular é o remédio constitucional que o legislador colocou à disposição do cidadão para acionamento do Poder Judiciário dentro da visão democrática participativa dos jurisdicionados pátrios, para que fiscalizem e ataquem atos lesivos ao patrimônio público e à moralidade administrativa, com a condenação dos agentes responsáveis no ressarcimento ao erário. Estão configurados, na espécie, todos os pressupostos da Ação Popular, quais sejam: condição de eleitor; ilegalidade dos pagamentos e a lesividade da medida, como ofensa ao patrimônio público.
Da Isenção das Custas: A Ação Popular tem sua apreciação independentemente do recolhimento de custas, não sendo necessário qualquer pagamento para sua propositura ou ao longo de sua tramitação, tudo em face da importância conferida pelo constituinte originário à referida modalidade de ação. A Carta Magna estabelece em seu artigo 1º, § único: “todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta constituição”. O que, de logo, afasta qualquer exigência de despesas processuais a teor do Art. 5º inciso LXXIII da Constituição Federal. Desta feita, inicialmente, o Autor requer a concessão dos benefícios da isenção de custas.
Dos Fatos:
Ao raiar do dia 25/10/2012, a população de Igaracy/PB foi surpreendida com um ato truculento do Senhor Prefeito Municipal. Sem qualquer consulta prévia a população como também a Câmara de Vereadores, o Senhor Gestor mandou demolir a única quadra publica de esportes onde as crianças, jovens e adolescentes praticavam seus esportes. (fotos anexas)
 Construída na década de 1970, palco de eventos festivos e de grandes atividades esportivas da cidade, de repente transformou-se em um amontado de entulhos.   A documentação fotográfica ora juntada demonstra claramente o dano ao erário público, já ocasionado e o que acarretará inevitavelmente com a necessária recuperação deste patrimônio.  Este fato, somando a outros tantos, tem deixado a população indignada.
Não é a primeira vez que o administrador Municipal tem destruído patrimônio publico em vez de construir. Primeiro foi o Parque Infantil, que deu lugar ao UBN (Unidade Básica de Saúde). Não é que a população seja contra a construção desses órgãos. É que poderia construir em outro espaço. 
Com relação à truculenta demolição da quadra a revolta da população é muito forte, porque ao demolir o espaço das crianças e praticantes de esportes, o Indigno Prefeito pretende ocupar o lugar para instalar o comércio de vendas de bebidas alcoólicas, ou seja, retirar todos aos barracos que hoje ocupam a praça e instalar no local.  Isto é um contra senso. 
As politicas públicas hoje se destinam para a educação e na educação esta a pratica esportiva cujo objetivo maior é tirar os jovens das drogas, mas o Senhor Prefeito quer fazer o caminho inverso ao estimular o consumo de bebidas alcoólicas. 
Da Ausência de Autorização Legislativa: Não houve consulta popular, estudos ou pesquisas elaborados para se avaliar a necessidade ou interesse publico a justificar a demolição do centro de esportes para que lá se instale o comercio de bebidas alcoólicas  Não foi concedido autorização legislativa para a demolição referida área de laser. A ação popular visa combater o ato ilegal ou imoral, lesivo ao patrimônio público, sem configurar a ultima ratio, ou seja, não se exige o esgotamento de todos os meios administrativos.  A Lei 4.717/65 determina em seu artigo as hipóteses de nulidade que podem ser objeto da Ação Popular, quais sejam:
                        “Art. 2º São nulos os atos lesivos ao patrimônio das entidades mencionadas no artigo anterior, nos casos;  
a) incompetência;
b) vício de forma;
c) ilegalidade do objeto;
d) inexistência dos motivos;
e) desvio de finalidade.
Pretende-se, aí, não só a anulação dos atos lesivos, como também a condenação dos responsáveis ao ressarcimento do dano, como se vê na Lei nº 4..717/65: 
Art. 11. A sentença que, julgando procedente a ação popular, decretar a Invalidade do ato impugnado, condenará ao pagamento de perdas e danos os responsáveis pela sua prática e os beneficiários dele, ressalvada a ação regressiva contra os funcionários causadores de dano, quando incorrerem em culpa.
Prática Esportiva x Bebidas Alcoólicas:  Os benefícios do esporte para a criança e o adolescente são fundamentais para a saúde e bem-estar do ser humano. Ela ensina valores fundamentais, como a autoconfiança, a inclusão social, o trabalho em equipe e o respeito pelas outras pessoas. Na infância e na adolescência, essas atividades ganham uma importância maior para o desenvolvimento de meninos e meninas. Por isso, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) determina que é responsabilidade do poder público oferecer áreas de esporte e lazer para esse público.
Especialistas alertam que o esporte na infância e na adolescência deve ser, antes de tudo, um prazer, uma brincadeira. Deve ser o momento de encontrar os amigos, se divertir e, junto com isso, aprender uma modalidade esportiva e desenvolver habilidades físicas.  No momento em que a criança inicia a prática esportiva, ela obtém também benefícios sociais e psicológicos. Por meio do esporte, meninos e meninas aprendem tanto a reagir em diferentes situações, como também a se tornarem mais atentos aos processos de seu comportamento.
Além disso, há ainda vantagens físicas como a prevenção de doenças cardíacas, diabetes, obesidade ou outros males crônicos que aparecem na idade adulta. Apesar de o esporte trazer grandes benefícios para crianças e adolescentes, ele tem que ser orientado de uma forma correta e saudável para que não haja uma obsessão pela competição. Um programa de estímulo ao esporte que tem dado resultado é o Programa Esporte e Lazer da Cidade, implantado pela Secretaria Nacional de Desenvolvimento do Esporte e do Lazer (SNDEL), do Ministério do Esporte. A iniciativa pretende suprir a falta de políticas públicas e sociais que atendam às necessidades e demandas da população por esporte recreativo e lazer.
                          Do Pedido de Liminar:
                    Por seu turno, a liminar em ação popular, está prevista no artigo 5º, § 4º, da já citada Lei n° 4.717/65, introduzido pelo artigo 34 da Lei n° 6.513/1977, que assim dispõe:
"Na defesa do patrimônio público caberá à suspensão liminar do ato lesivo impugnado".
É sabido que para a concessão da liminar é necessário estar presente o periculum in mora e o fumus boni juris. Sobre esses requisitos, colhe-se da doutrina:
"A concessão da Medida Liminar obedece sempre aos pressupostos comuns e aos dois requisitos legais específicos, já repetidas vezes lembrados neste trabalho: a relevância dos motivos em que está fundado o pedido da inicial e a possibilidade do dano ameaçador do direito do requerente mostrar-se irreparável no instante da prolação da decisão de mérito." (FRIEDE, Roy Reis. Aspectos fundamentais das medidas liminares. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1993. p. 267)
Demonstrados os relevantes motivos da ação e em defesa do patrimônio público e da moralidade, faz-se necessária a concessão de medida liminar, a fim de evitar danos de enorme gravidade e de difícil reparação, ainda mais no caso vertente em que está presente também o requisito do periculum in mora.  A situação em voga possui contornos de típica cognição sumária, uma vez que comporta fatos e conteúdo probatório a dar azo a um juízo de probabilidade. Em outras palavras, quer-se dizer que, em face de prova pré-constituída, pode surgir um juízo de probabilidade suficiente para a decretação de uma medida sumária antecipatória, e, como ficou evidenciado, desde logo, a existência do periculum in mora,  facilmente verificado pelas regras de experiência do julgador. À luz dos fatos suso declinados, eloquente se manifesta o fumus boni juris e ofuscante o periculum in mora.
Com efeito, a fumaça do bom direito encontra-se na evidência das provas  assim como no manifesto erro da Administração Municipal. De outra parte, é fato inegável de que tal medida, por sua violência, radicalismo e evidente lesão ao patrimônio público, já é suficiente para caracterizar a urgência da medida, pois do contrário, ao final do processo, ter-se-á que passar pelo longo e traumático processo de recomposição dos valores aos cofres do Município.
No presente caso, basta um exame prefacial da lide, em torno da referida demolição, para ver demonstrado o fumus boni iuris, na medida em que conquanto caiba ao Município o poder de utilização e o dever de conservação dos bens municipais, todavia, para mudar a destinação, aliená-los ou destruí-los dependerá de lei autorizativa.  Por tais considerações, entendo que num juízo sumário de cognição própria dessa fase, é patente a conclusão de que há fumus boni juris para a concessão da medida liminar. Cabe ressaltar que pelos elementos coligidos nos autos, denota-se também que se encontra presente o perigo de lesão irreparável ou de difícil reparação, pois no caso de ser totalmente demolida a construção erigida na Quadra Poliesportiva enquanto se aguarda o julgamento final desta ação, nada mais poderá ser feito para recuperá-lo, se for reconhecido como patrimônio público do Município de Igaracy/PB.
Em última análise, verifica-se que há ainda o periculum in mora inverso, ou seja, prejuízos maiores poderão advir ao interesse público no caso de não ser deferida a liminar. A compensação pecuniária não interessa mais ao direito cultural, ou seja, não existe o direito de aniquilar o meio cultural, sob o pagamento de determinada quantia ao Poder Público. Hoje, o que se pretende, é a prevenção e a precaução por parte de todos, a fim de proteger o patrimônio cultural, como no presente caso.
                        Dos Pedidos:
                        Ante o exposto, requer: 
1) Seja concedida LIMINAR “inaudita altera pars” para determinar a suspensão imediata da demolição da quadra poliesportiva, determinando-se, ainda, a reconstrução da parte já demolida.
2) Seja determinado embargo de imediato caso tenha iniciado ou venha iniciar qualquer obra ou outra construção, afastando-se o perigo de danos maiores e irreversíveis ao patrimônio publico cultural, com a imposição de multa diária no valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais).
3) Após a apreciação do pedido liminar, firme na defesa da ética e moralidade, pede-se que sejam citado o Prefeito Municipal para  comparecer em audiência a ser designada, na qual deverão aduzir suas defesas, sob pena de revelia e confissão, bem como, acompanhar a presente Ação até sentença final, que, esperamos na mais pura forma de Justiça, venha satisfazer os pedidos acima especificados, pois “O Poder Judiciário não é a primeira opção, mais com certeza restringe-se a nossa última esperança”.
4) Que seja determinado o bloqueio judicial dos bens do Requerido para garantir a efetividade da medida de ressarcimento dos valores gastos de modo  indevido e imoral na demolição do espaço esportivo, sem a devida e exigida autorização legislativa;
5) Pede-se, ainda, a isenção de custas e demais benefícios da ação popular e a intimação do Ministério Público Estadual para manifestar-se no feito. Requer, ainda, a condenação do Réu no pagamento de custas e honorários advocatícios, estes em razão do art. 133 da CF/88, art. 20 do CPC e da Lei nº 8.906/94.
6) Que o promovido apresente exposição de motivos, estudos ou pesquisas elaborados para se avaliar a necessidade ou interesse publico à justificar a demolição do centro de esportes para que lá se instale o comercio de bebidas alcoólicas
7) Que o promovido apresente eventual autorização legislativa para a demolição referida quadra de esportes;
8) Seja  JULGADA PROCEDENTE A AÇÃO, acolhendo o pedido do suplicante para determinar e declarar a nulidade dos atos de demolição da quadra poliesportiva, a adotar medidas de proteção, restauração, promoção e preservação do patrimônio histórico-cultural;
9) Requer, a produção de todos os meios de prova em direito admitidos, sem exclusão de nenhuma delas, especialmente oitiva do depoimento pessoal dos representante legal do réu, bem como depoimentos de testemunhas, cujo rol será oferecido oportunamente.
                        Dá-se à causa o valor de R$ 20.000,00 (vinte mil reais).
                        Termos em que,
                        Pede Deferimento.
                        Igaracy/PB, 28 de outubro de 2012.
 
                        Manoel Nouzinho  da Silva
                                OAB/PB 6.080