sábado, 21 de maio de 2011

TJ já funciona com Malote Digital e virtualização deverá chegar a 80% até o final da gestão.


A virtualização dos processos no Poder Judiciário da Paraíba ganha expansão. Cinco varas começam a funcionar com o novo processo a partir de julho e serão pilotos para as demais em todo o Estado. Segundo o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Abraham Lincoln da Cunha Ramos, até o final da atual gestão, pelo menos 80% dos processos em todo o Estado estarão virtualizados. Hoje, o processo digital funciona apenas nos Juizados Especiais e nas varas criminais. No âmbito administrativo, o sistema de Malote Digital (envio de documentos de forma virtual) já funciona em todas as unidades da Justiça.
A troca de documentos entre órgãos do Judiciário, através do sistema eletrônico, começou a funcionar neste mês. Servidores e magistrados já estão utilizando o Sistema Hermes – Malote Digital, para envio de correspondências oficiais, como ofícios, memorandos, comunicações internas e cartas precatórias. Embora o sistema seja auto explicativo, a Gerência de Atendimento do Tribunal intensificará o treinamento na modalidade de ensino a distância (EAD). Os primeiros usuários já elencaram algumas vantagens da nova forma de comunicação, a exemplo do juiz-corregedor da Justiça Geraldo Emílio Porto. “Um sistema prático, simples, e sobretudo, rápido, pois, nos dias de hoje, não podemos perder tempo. Oferece, ainda, a certeza de que o documento emitido foi recebido. E em caso de dúvidas, há links, com vídeos explicativos. Muito bom”, avaliou o magistrado. O Malote Digital foi implantado pela Diretoria de Tecnologia da Informação (TI) do TJ e é utilizado através da Intranet, por meio do login e senha do usuário. De acordo com o gerente de Desenvolvimento do TJ, Ney Robson Pereira de Medeiros, o sistema é de fácil manuseio e garante a segurança das informações.
O desembargador Abraham Lincoln destacou as vantagens do malote Digital para o Poder Judiciário. “Trará mais eficiência e agilidade, além de redução de custos e segurança. Num primeiro momento, todos os magistrados foram previamente cadastrados ao software, assim como os diretores e gerentes das respectivas unidades judiciárias. Ainda estão em fase de cadastramento os servidores que também terão acesso ao malote digital, através da designação dos gerentes. O Malote Digital atende à Resolução nº 100 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que recomenda a sua utilização por todos os tribunais do país, e faz parte da política da atual gestão do Tribunal de Justiça da Paraíba, que é voltada para informatização e virtualização processual. Atende, também, à Resolução nº 9/2011, aprovada pelo Pleno do TJPB e publicada no Diário da Justiça de 12 de março de 2011.

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