quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Da música à política: A vida de Zeca da Encarnação.

Os episódios da vida de José Honório de Sousa, melhor dizendo, Zeca da Encarnação (foto), não cabem em um jornal inteiro e dariam um bom livro, como ele próprio diz: “Eu vivi muito e tenho muitas histórias, umas posso contar e outras, não”, disse Zeca à reportagem da Folha no final da manhã do dia 21 de janeiro em seu gabinete na Câmara Municipal de Itaporanga, poder que começou a presidir dia primeiro aos 84 anos de idade, completados no último dia 15, o que o faz um dos presidentes legislativos mais idosos do país. Para começo de conversa, basta dizer que ele casou-se aos 16 anos com uma prima de 14 depois de apenas dois dias de namoro, e, claro, contra a vontade do pai dela, que só anos depois é que aceitou o matrimônio. “Eu ia para a cidade ser padrinho de um menino, então aproveitei a ocasião e perguntei se ela não queria se casar; ela aceitou e no mesmo dia nós casamos, e foi um casamento muito feliz”, comenta Zeca, que é pai de 18 filhos. Com a primeira esposa, Severina Leite de Sousa, de quem ficou viúvo uma década e meia depois do casamento, foram 5 filhos. Com a segunda mulher, Neuza Antas Barros, teve mais três; a terceira e atual mulher, Francisca Alves dos Santos, lhe deu uma dezena de herdeiros.  Zeca é itaporanguense do sítio Cafula. O nome Encarnação vem de sua mãe, Maria Antônia de Jesus, que era chamada de Encarnação. Seu pai, Honório Francisco da Silva, criou toda a família na roça. “A gente era nove irmãos, mas só eu, que era o caçula, estou vivo”, diz sorridente. Hoje todos conhecem Zeca pela política, mas quem primeiro lhe deu fama foi a sanfona. Com seu grupo Asa Branca percorreu o Sertão inteiro tocando festas: dos memoráveis forro de pé-de-serra aos grandes eventos urbanos. “A gente tocava de tudo: choro, forró, bolero e tudo mais, e ainda hoje, eu toco”, enfatiza Zeca, que em 1958 foi convidado por um hotel de Brasília, à época ainda em construção, para animar os candangos: “Eu passei nove meses lá e só voltei porque gostava muito da mulher e ela vivia chorando e mandando recado para eu voltar”, conta.  O gosto de Zeca pela música nasceu ainda na infância. Vivendo em uma área rural, que embora sendo município de Itaporanga, estava mais próximo de Igaracy, ele foi aluno do mestre Valfredo, contratado pelo prefeito igaraciense Clóvis Brasileiro para ensinar música aos jovens. Nessa época também iniciou na sanfona: aprendeu a tocar olhando um sanfoneiro do sítio onde morava. Passou a integrar o grupo musical do homem e, aos poucos, foi aprendendo a dominar o instrumento. “Nas festas, ele se embebedava e eu pegava a sanfona, e assim comecei a tocar e o povo foi gostando, até que eu comprei a sanfona dele e montei meu próprio grupo”, narra Zeca, que sofreu forte influência de Luiz Gonzaga, artista que conheceu pessoalmente “e até fui convidado por ele para acompanhá-lo, mas não aceitei porque gostava muito da mulher e não queria deixar ela”. Com a sanfona, Zeca criou a primeira família e chegou a construir um bom patrimônio: “nunca faltou festa para eu tocar, e cheguei a comprar casas e terras com o dinheiro que ganhei tocando”. 
Sai a sanfona; entra o fole.   
Zeca perdeu a conta de quantas festas tocou ao longo da vida, mas uma, em especial, guarda na memória pela angústia que lhe causou. Foi em Conceição: durante o forró, uma moça negou dança a um rapaz, o que, na época, era considerado uma afronta, principalmente se ela fosse dançar com outro.  Por causa disso, uma grande confusão formou-se e uma tragédia deu lugar à festa: foram dois mortos e muitos feridos. “Nesse dia, eu fiz uma prece para não tocar mais e vendi a sanfona”, conta ele.
O período que passou sem tocar dedicou-se à agricultura e à criação de gado: e uma das secas mais difíceis que passou foi a de 1942, quando as pessoas escaparam, conforme ele, “comendo batata de maniçoba, e outra grande seca foi em 32: eu era muito pequeno, mas ainda lembro: nesse tempo, o povo escapou comendo folha de bredo”. Foram 15 anos sem tocar, até que, um certo dia, um fole surgiu na sua vida: “uma mulher ganhou um fole de oito baixos em uma rifa e veio me oferecer: disse a ela que não queria, mas terminei comprando, então comecei de novo a tocar”, diz. Com o fole, reconquistou a fama de grande tocador: percorreu várias parte do país, conquistou prêmios, festivais e muitos aplausos. Recentemente foi convidado para uma apresentação em Patos e também esteve no Cariri. Apesar de tanto sucesso, nunca gravou um CD, o que pretende fazer este ano.
A política:
Zeca da Encarnação entrou na política na década de 60 com a emancipação do município de Igaracy: foi vereador por três legislaturas e lá também foi vice-prefeito na gestão de Djaci Brasileiro, hoje prefeito de Itaporanga.  Na década de 80 passou a residir em Itaporanga, onde já mantinha muitas relações de amizade e de negócio, e aqui sequenciou a carreira política: está no seu terceiro mandato e, em abril do ano passado, foi eleito presidente da Câmara para o biênio 2011/2012. Zeca sempre teve uma participação ativa na sociedade: além de político e músico popular, também teve o seu momento de desportista: presidiu o Mil Réis, quando o time participou da primeira divisão do campeonato paraibano.  Sempre foi um homem prestativo e atencioso, o que o levou a se tornar bem-sucedido na política: elegeu-se muitas vezes e foi decisivo na eleição de muitos amigos e familiares. “Política para mim é uma coisa que traz alegria, mas também muito aborrecimento e tristeza, mas não podemos desistir”, comenta.folhadovali.com.br 

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

GVT DE JOÃO PESSOA VIRA CASO DE POLICIA. Supervisor da GVT desaparece com TV de usuário.

Supervisor da GVT Oberdan Canuto de Araújo leva TV para conserto prometendo devolver em 03 (três) dias.  Passado mais de 70 dias, desde então nunca mais me fizeram contato. Passo parte do dia no telefone e internet em busca de solução. Lá na GVT a atendente não atende, o ouvidor não ouve e o técnico, sumiu, fugiu, escafedeu-se. Sou me restou registrar um boletim policial para em breve promover também uma Ação de Busca e Apreensão. 
Veja Por que:
Sou mais uma vítima da GVT que chegou arrotando grandezas. São assaltantes dos nossos bolsos, pois cobram caríssimo por um serviço de péssima qualidade. A Anatel?  Outra porcaria que tem a obrigação de fiscalizar essas operadoras, no entanto, parece mais uma madrinha. No duro, mesmo, essas agências reguladoras mais parecem cabides de emprego para acomodar os afilhados de políticos. (Por fim a GVT é a prova de que o inferno existe e é aqui). 
Dos Fatos:
Assinei recentemente com a GVT um plano que compreendia TV por assinatura + telefone + banda larga, achando que seria melhor que a desastrada NET. As duas se equivalem. Já no segundo dia de uso só tive problemas, prejuízos e decepções. Todos os dias os canais pagos saiam do ar, o ponto adicional que fica no meu quarto, logo de cara veio com defeito, pois dava panes frequentemente e o que é pior o cabo HDMI do decodificador rompeu e queimou minha TV LCD 42 - Marca AOC de 42 polegadas comprada há pouco mais de um ano. Parece brincadeira mais é verdade, esta porcaria queimou minha TV pelo cabo HDMI. Liguei para reclamar e fui informado que se o aparelho tivesse queimado por minha culpa, eu teria de pagar a visita, mais se for confirmado que o aparelho que danificou minha TV eu seria ressarcido. Pois bem o técnico de nome ALEX veio e viu que o problema foi uma descarga de superaquecimento no decodificador fez romper o cabo HDMI, queimando consequente a TV e que entrasse em contato com a OUVIDORIA para ser ressarcido.  O técnico também confidenciou que este É UM PROBLEMA CRÔNICO DA GVT e que a determinação da empresa é sempre colocar a culpa no usuário e caso o usuário persista com a reclamação, a GVT leva o aparelho em oficinas que tem parceria com a GVT, com o intuito de forçar laudos favoráveis a GVT e desfavorável ao usuário. É ai que começa o verdadeiro inferno chamada GVT.  Primeiro o serviço de atendimento da OUVIDORIA não disponibiliza telefone 0800, qualquer contato tem que ser feito através do site e ainda assim nunca funciona. Já tentei diversas vezes entrar em contato pelo tal formulário da Ouvidoria, porém o site diz que está enviando a mensagem e fica eternamente carregando. Em fim, tive que deslocar a até a empresa localizada na Av. Epitácio Pessoa, e lá, depois de levar um chá de cadeira conseguiu falar com o Ilustre OUVIDOR.  Depois de todo aquele blá, blá, blá, disse que mandaria um supervisor técnico para fazer um relatório para que me fosse ressarcido meu aparelho de TV. Depois de esperar por mais de uma semana, em fim, apareceu o supervisor de nome Oberdan Canuto de Araújo.  Depois de toda aquela ladainha, confirmou com todas as letras que a causa realmente foi ocasionada por superaquecimento no decodificador queimando de imediato o cabo HDMI e consequentemente a TV.  Após todo esse procedimento pediu que lhe enviasse por Emil a nota fiscal da TV, e ainda levou consigo o decodificador e o cabo HDMI totalmente destruído e queimado, e que aguardasse o resultado que iria apresentar o relatório à empresa.  Passado dois dias, chego em casa meu filho me diz que o supervisor da GVT Oberdan Canuto de Araújo havia levado a  TV para o conserto e dentro de 3 dias devolveria.  Desde então nunca mais me fizeram contato. Passo parte do dia no telefone e internet em busca de solução. Mas lá na GVT a atendente não atende, o ouvidor não ouve e o técnico, sumiu, fugiu, escafedeu-se e aqui estou eu pagando por um serviço que não tenho, estou pagando para a GVT me causar estresse, transtorno, aborrecimentos, humilhação.

OAB-PB lamenta morte do advogado Horácio Ramalho

A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Paraíba (OAB-PB), comunica, com profundo pesar, o falecimento do advogado José Horácio Ramalho Leite, 50 anos, ocorrido na manhã desta segunda-feira (27), em decorrência de um infarto. Segundo familiares, ele se sentiu mal durante o banho e morreu. Horácio Ramalho é irmão da juíza Maria de Fátima Gadelha. O advogado será velado na Central de Velório São João Batista, em João Pessoa, a partir das 12h00. Nesta terça-feira (28), o corpo será levado para São José de Piranhas, sua terra natal, onde será sepultado.  Ele era advogado militante em João Pessoa. Atuava como advogado do Bradesco, entre outras empresas. O presidente da OAB-PB, Odon Bezerra, lamentou a morte do advogado e colocou a Ordem a disposição da família neste momento de dor. “A Paraíba e em particular a nossa Seccional perdeu um grande advogado e excelente companheiro que durante sua atividade profissional engrandeceu a nossa categoria”, disse.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

10 dificuldades da rotina dos narradores que você talvez não suspeite

Assistir grande parte dos jogos in loco, sentir a vibração do público, a energia do local e transmitir isso para o telespectador.  Estar presente em momentos históricos do esporte, algo que tanto ama. Essas são algumas das principais motivações que os narradores esportivos da TV têm em sua longa, porém trabalhosa carreira. E ponha trabalho nisso.  Apesar de todos os pontos positivos, quem pensa que eles só têm regalias, ar condicionado e vida boa está enganado. Após consulta com profissionais de TVs como Band, ESPN, Sportv e BandSports, listamos aqui alguns dos principais perrengues vividos pelas vozes que levam o esporte para a sua tela.  Não faltam reclamações quanto alguns problemas que parecem comum para todos eles, principalmente a falta de educação de alguns torcedores nas arquibancadas, que costumam descarregar nestes profissionais as frustrações pela derrota de seu time.  
Veja abaixo dez problemas apontados por narradores em sua profissão:
1 - Intimidação e falta de educação de torcedores.
Em muitos estádios, principalmente os mais antigos, as cabines de imprensa ficam muito próximas à área onde transitam os torcedores. Isso gera não só abordagens simples, que atrapalham a transmissão, como também xingamentos e até intimidação se o tom de voz na narração do gol do time rival for muito forte. Ou, simplesmente ali vira um ponto de descarrego de xingamentos pela derrota.  “A reação da torcida piorou muito nos últimos tempos, está mais agressiva e sem respeito”, falou Téo José, da Band.
2 - Cabine pequena e logística falha até para ir ao banheiro.
Ter que narrar próximo aos torcedores é um problema. Mas ter que fazer isso em um espaço pequeno, com visibilidade ruim e falhas de saída para outros lugares é ainda pior. Narradores dizem que a maioria dos estádios têm cabines muito pequenas para todo o equipamento necessário, e sair para ir ao banheiro chega a ser uma aventura, muitas vezes tendo que passar no meio da torcida.
3 - Falta de estacionamento para os profissionais.
Câmeras, tripés, fios e várias caixas. Levar tudo isso para uma cabine não é fácil. E, não tendo nem onde parar o carro para transportar tudo isso, fica ainda pior. Sem estacionamento de imprensa na grande parte dos estádios, muitas vezes a solução é parar o carro na porta e descarregar tudo. O que atrapalha o trânsito se naquela porta de entrada estiver uma rua cheia de carros na hora de jogo. “Poucos são estádios que acomodam a imprensa e seus veículos'', falou Jota Júnior, do Sportv.
4 - Calor excessivo nas cabines.
Criticar a falta de ar condicionado pode parecer chatice por luxo desnecessário. Mas não é bem assim não. Imagine narrar um jogo neste verão, com sol a pino na cabeça, às 16 horas. Os profissionais da narração dizem que ficam em um verdadeiro forno e ensopados para  trabalhar onde não tem ar, e quase nenhum deles têm.
5 - Falta de policiamento na saída.
Os narradores, na grande maioria das vezes, saem muito depois do fim de uma partida. Horas depois. Quase sempre quanto tudo está escuro. E dizem que inexiste policiamento nesse horário, em que a torcida já se foi. Se a segurança para torcida já não é mais necessária ali, o risco de ladrões para roubar equipamentos não deixa de existir, o que deixa os profissionais apreensivos.
6 - Falta de sinal de telefone e internet.
O Pacaembu é quase unânime nessa crítica dos narradores, que dizem não existir sinal de telefone e internet para poderem fazer pesquisas na hora do jogo e falar com as bases de suas empresas.
7 - Começar a transmissão sem a escalação dos times.
Esse problema é apontado sobretudo em jogos de times pequenos da Copa Libertadores da América. Jornalistas dizem que não existe um serviço de assessoria de imprensa que confirma a escalação da equipe da casa, ninguém diz saber nada, e o narrador tem que começar o jogo torcendo para que o que está nos jornais e internet seja o que está em campo.
8 – Cadeiras e mesas improvisadas.
Narradores dizem que não existe material pronto e fixo para sentarem em alguns locais, sobretudo em jogos no interior. Cadeiras e mesas de plástico, e de ferro, são as soluções na maioria das vezes. Reclamar de mais? Passe de duas a quatro horas sentado em uma cadeira  dessas para trabalhar, argumentam os cronistas da TV.  “Já teve jogo que sentei até em mesinha de bar”, contou Hugo Botelho, da ESPN.
9 –  Esperar horas pelo link ao vivo e o sinal cai;
Depois das partidas, muitas das emissoras entram com seus programas de pós jogo em que passam pelas várias cidades para chamar os narradores para contar a história do jogo. Eles têm que ficar ali, em pé, aguardando para serem chamados ao vivo a qualquer momento. E, muitas vezes, o sinal cai e ficam frustrados. Isso não chega a ser um problema grande, mas é motivo de irritação.
10 – Não poder entrar com garrafa de água plástica em estádios.
Assim como os torcedores, os narradores também não podem entrar com garrafas de água de plástico nas arenas. Só que, nem todos estádios, segundo eles, entregam água com frequência para os profissionais trabalharem.

domingo, 26 de janeiro de 2014

Torcedores da Portuguesa mudam plano contra STJD e focam ações coletivas 74

A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) conseguiu cassar na última segunda-feira uma liminar que um torcedor do Flamengo havia obtido na 42ª Vara Cível de São Paulo e que exigia revisão em pena que o STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) havia determinado para o clube. Isso motivou uma mudança de estratégia para torcedores da Portuguesa que também contestam decisão do tribunal esportivo.  Depois de centenas de ações individuais, o movimento "Todos vamos à luta", que reúne torcedores da Portuguesa, resolveu procurar entidades de classe dispostas a processos coletivos. Eles já conseguiram adesões de instituições de Curitiba, Guarulhos, Limeira e São Paulo.  As ações serão apresentadas a tribunais dessas cidades na próxima semana. O grupo espera apenas o retorno de Daniel Neves, advogado que conseguiu liminar para um torcedor da Portuguesa na 42ª Vara Cível de São Paulo – ele está de férias e deve retomar o trabalho no início da próxima semana.  A mudança de estratégia do grupo (de ações individuais para coletivas) é uma resposta à reação da CBF. Para cassar a liminar obtida por um torcedor do Flamengo, a entidade questionou a legitimidade dele para defender interesses do clube.  Flamengo e Portuguesa foram punidos pelo STJD por terem escalado jogadores em situação irregular na última rodada do Campeonato Brasileiro de 2013. Cada time perdeu quatro pontos, e isso motivou o rebaixamento da equipe rubro-verde para a segunda divisão nacional. O que os torcedores contestam, porém, é o dispositivo usado para essas punições. Flamengo e Portuguesa receberam penas por terem infringido, de acordo com o STJD, o artigo 133 do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva). O problema é que, no entendimento do "Todos vamos à luta", esse dispositivo foi revogado em 2010 pelo Estatuto do Torcedor, que tem texto contraditório e é hierarquicamente superior. Portanto, o grupo avalia que a CBF infringiu uma lei federal. Inicialmente, os integrantes do coletivo apresentaram centenas de ações individuais com essa argumentação. O Juizado Especial Cível de São Paulo emitiu liminar favorável a um torcedor da Portuguesa, e a 42ª Vara Cível de São Paulo teve decisões similares em processos relacionados à equipe paulista e ao Flamengo. Até aqui, a CBF cassou apenas a decisão favorável ao torcedor do Flamengo. No entanto, a expectativa do próprio "Todos vamos à luta" é que a entidade use a mesma argumentação e consiga derrubar os processos de representantes da Portuguesa. Como a defesa da CBF tem sido totalmente focada em questionamentos sobre a legitimidade dos autores da ação, o "Todos vamos à luta" decidiu priorizar iniciativas coletivas. É aí que entram as entidades de classe.  A punição do STJD a Flamengo e Portuguesa também é alvo do Ministério Público de São Paulo. A Promotoria do Consumidor instaurou inquérito sobre o caso no início de janeiro, e a CBF foi chamada para uma reunião na próxima semana. O promotor Roberto Senise Lisboa disse que pedirá à entidade a assinatura de um termo de ajustamento de conduta. O teor exato desse documento ainda é uma incógnita, mas o jurista assegurou que exigirá a devolução dos pontos retirados das duas equipes.

sábado, 25 de janeiro de 2014

Onze réus denunciados pela Operação Squadre são condenados pela 7ª Vara Criminal da Capital

Onze acusados denunciados na “Operação Squadre”, realizada pela Polícia Federal e Ministério Público estadual, foram condenados pelo Juízo da 7ª Vara Criminal da Capital, pelos crimes de milícia privada; comércio ilegal de armas e munições; e porte ilegal de armas. A primeira sentença emitida analisou o caso de 13 réus, pertencentes ao Grupo 2 do processo, que foi priorizado pela Justiça por haver réus presos. Dois deles foram absolvidos. A sentença do Grupo 2 foi proferida e publicada no dia 19 de dezembro, véspera do recesso forense. As intimações estão sendo realizadas com a volta da vigência dos prazos processuais, que permaneceram suspensos até a última segunda-feira (20). De acordo com a sentença, as penas aplicadas variaram de 3 anos de reclusão (regime aberto) a 17 anos e seis meses (em regime fechado). No entanto ainda cabe recurso. O processo envolve 38 réus, acusados ainda de formação de quadrilha, corrupção passiva, lavagem de dinheiro, entre outros delitos. Devido à complexidade do caso, a denúncia oferecida pelo MP foi dividida em três grupos. Em relação ao Grupo 1, a assessoria da 7ª Vara Criminal informou que já foi encerrada a instrução, encontrando-se em fase de diligências. Em seguida, serão feitas as alegações finais e a sentença. Já as audiências de instrução do Grupo 3 terão início em março, com encerramento previsto para o mês de abril, conforme cronograma da 7ª Vara. Operação Squadre – Ação conjunta realizada no dia 9 de novembro de 2012 pelo Ministério Público Estadual e Polícia Federal que resultou na prisão de 40 pessoas, sendo 20 policiais militares e civis, entre eles um major da Polícia Militar e dois delegados da Polícia Civil. A ação aconteceu simultaneamente nas cidades de João Pessoa, Bayeux, Cabedelo, Santa Rita, Alhandra, Mari e Cajazeiras, na Paraíba, e ainda, em Recife e Petrolina, no estado de Pernambuco. O objetivo foi desarticular grupos milicianos acusados de praticar vários crimes na Paraíba, como tráfico e comércio ilegal de armas e munições, segurança privada armada clandestina, extorsão, corrupção, lavagem de dinheiro e extermínio de pessoas. Ao todo, foram expedidos 75 mandados, sendo 35 de prisão preventiva, dez de prisão temporária e buscas, 11 de condução coercitiva de pessoas e 19 de busca e apreensão de documentos.

domingo, 12 de janeiro de 2014

Praias paraibanas que você precisa conhecer

vista  Aérea de Coqueirinho
Finalmente o verão chegou, e se você é daqueles que tem o coração no mundo e o pé na estrada, não tem época melhor para conhecer boas praias por aqui pelo Nordeste. A Paraíba, estado vizinho a Pernambuco, dispõe de algumas praias paradisíacas a poucas horas de viagem. Pouco conhecidas pelos pernambucanos, elas são ótimos destinos para quem está à procura de um local diferenciado sem precisar se ausentar por dias. Fizemos uma seleção de praias entre Recife e João Pessoa que você precisa conhecer já! Todas ficam entre Recife e João Pessoa – e pra chegar lá, apenas duas horinhas de estrada indo pela BR 101.
Praia Bela
Praia Bela é daqueles destinos que fazem jus ao nome. Em meio a coqueiros e mata nativa preservada, a praia tem um visual único caracterizado pelo encontro entre o rio e o mar, que forma algumas ilhotas – e ainda icônicos guarda-sóis de palha (que dependendo da maré ficam dentro ou fora d’água). A praia possui estrutura de bares e restaurantes, além de pousadas próximas. Ah, e suas ondas são boas para praticantes de esportes como kitesurf! Depois de Praia Bela, o próximo destino é Coqueirinho. Entre falésias e corais, a praia tem um daqueles visuais de tirar o fôlego – e ainda uma ótima estrutura para receber turistas, com restaurantes na própria praia e pousadas próximas. Do lado norte da praia, uma enseada com quiosques e mata nativa. Do lado sul, um canyon formado por falésias e argila. Por lá, não deixe de tomar uma caipiroska de abacaxi no Canyon de Coqueirinho, o lugar é o verdadeiro oásis dentro do oásis, com ótima cozinha e ainda um ambiente super confortável com sofás e espreguiçadeiras à beira mar. Boa também para os praticantes de surf!  
Praia de Tabatinga
Em Tabatinga, logo após Coqueirinho, enormes falésias, um mar calmo e morno – ótimo para tomar banho – e ainda um belo Maceió à beira mar, formando um cenário bastante único. O lugar é muito utilizado para veraneio, com casas e pousadas com fácil acesso à praia (ótimo para quem quer passar mais de um dia). Por lá, você encontra o Bar dos Artista – um lugarzinho com cerveja gelada, redes, espreguiçadeiras e uma decoração super especial.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Homem iraniano está há 60 anos sem tomar banho

Um homem que mora no sul do Irã está há 60 anos sem tomar banho, segundo relatou a agência de notícias estatal Irna. Identificado como Amoo Hadji, 80, ele leva vida de forma primitiva, dormindo numa cabana construída por moradores do vilarejo de Dezhgah, na Província de Fars, situado próximo da área onde está instalado. Identificado como Amoo Hadji, tem 80 anos. Além da sujeira que forma grossas camadas de crosta em sua pele e barba, o homem também é conhecido na região por gostar de fumar charuto contendo esterco de animais que pastam na região. Hadji também fuma tabaco comum, principalmente em épocas de baixa temperatura, quando ele acende vários cigarros ao mesmo tempo para se esquentar. De acordo com a reportagem da Irna, Hadji se alimenta de pequenos animais e gosta de descansar num buraco no chão que se parece com uma cova. Não se sabe o que o levou a optar por esta vida.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Suprema Corte encerra investigação por morte de Allende e ratifica suicídio

A Suprema Corte chilena encerrou definitivamente a investigação sobre a morte do ex-presidente socialista Salvador Allende em 1973, estabelecendo que ele se suicidou no interior da casa de governo em meio à revolta militar liderada por Augusto Pinochet. Em uma decisão dividida datada de 6 de janeiro, a Sala Penal do máximo tribunal chileno indeferiu dois recursos de cassação (anulação) apresentados pelos autores da denúncia no caso, que declaravam que o ex-presidente poderia ter sido assassinado.
"Esta tese foi indeferida pericialmente, comprovando-se que a magnitude da energia cinética das lesões provocadas pelo tipo de arma usada explica os ferimentos à distância existentes nos tecidos moles da face", afirma a sentença dos juízes da Suprema Corte à qual a AFP teve acesso nesta terça-feira.
"O fato investigado não é constitutivo de crime, e por esse motivo o caso é julgado total e definitivamente improcedente", acrescenta a sentença.
Em setembro de 2012, o juiz titular do caso, Mario Carroza, estabeleceu por testemunhas, perícias e dados da indagação que o presidente socialista se suicidou com um tiro de fuzil no rosto.
Durante a investigação, Carroza ordenou a exumação do cadáver de Allende e submeteu seus restos à análise de uma comissão internacional de especialistas.
Em sua decisão, o juiz estabeleceu que na terça-feira, dia 11 de setembro de 1973, "às 11h50 ocorreu o ataque aéreo e terrestre (contra o palácio presidencial de La Moneda). O Presidente, depois de ordenar o abandono do local, se retira (...) e se dirige ao 'Salão Independência', fechando a porta. Uma vez em seu interior, se senta em um sofá, coloca o fuzil que segurava entre suas pernas e, apoiando-se em seu queixo, o aciona, falecendo de forma instantânea alvo do disparo recebido".
Advogados do movimento Socialista Allendista haviam pedido a anulação da decisão de Carroza e a realização de uma nova investigação, ao considerar que Allende poderia ter sido assassinado por militares que entraram na casa de governo naquele dia.
No dia 11 de setembro de 1973, quando Allende completava 1.000 dias no poder, as Forças Armadas chilenas - lideradas por Augusto Pinochet - se levantaram contra seu governo, bombardeando por ar e terra o palácio presidencial onde estava Allende, que resistia junto a um punhado de colaboradores.
O regime do general Augusto Pinochet, que foi instaurado neste mesmo dia - até 11 de março de 1990 - deixou mais de 3.200 mortos e desaparecidos.

domingo, 29 de dezembro de 2013

Procurado pela policia; cantor Belchior vive escondido de favor na casa de fãs e em total decadência

“No trevo, a 100 por hora” Edna Prometheu é o pseudônimo da produtora cultural Edna Assunção de Araújo, de 46 anos. Morena, de cabelos encaracolados e baixa estatura, não é uma mulher de beleza estonteante. Militante de organizações de extrema-esquerda, é definida por seus amigos como “idealista utópica”. No começo de 2005, ela estava em São Paulo, no ateliê do artista plástico cearense Aldemir Martins, já morto, quando entrou pela porta o músico Belchior. O cantor de “Paralelas” também pinta quadros e frequenta o ambiente artístico. Edna queria organizar uma exposição de Aldemir no Ceará. Belchior disse que tinha amigos por lá, poderia ajudar. Trocaram telefones.  Os dois acabaram organizando juntos a exposição em Fortaleza, naquele mesmo ano. Na volta, Edna ligou para um amigo e contou a novidade: “Estamos namorando”. A partir daí, a vida plácida de Belchior derrapou no trevo a 100 por hora, como diz a letra de “Paralelas”. Para ficar com Edna, ele abandonou a então mulher, Ângela, com quem estava casado havia 35 anos, mãe de dois dos quatro filhos que tem. Afastou-se dos amigos e foi gradativamente deixando de fazer shows, até sumir sem dar explicações, em 2009. “Essa figura nefasta está fazendo uma lavagem cerebral nele”, afirma Jackson Martins, ex-empresário de Belchior.
“Depois dela, sua vida só andou para trás”, diz o artista plástico cearense Tota, amigo de Belchior.  O desaparecimento de Belchior, há cinco anos, surpreendeu a todos, família e amigos. Ninguém poderia esperar tal atitude. Ele deixou para trás a agenda de shows e todo o patrimônio, incluindo roupas, documentos, quadros, automóveis e apartamento. O sumiço transformou Belchior  em figura cult. 
A pergunta “onde está Belchior?” ecoou na internet e teve até repercussão internacional. Surgiram blogs sobre o tema. Campanhas nas redes sociais pediram  a volta do músico. E apareceram montagens cômicas – “memes” – em que Belchior aparece em locais inusitados como a ilha do seriado Lost. Suas músicas no YouTube, que antes tinham 5 mil acessos diários, hoje batem 500 mil.  O sucesso no mundo virtual não trouxe nenhum benefício para o Belchior de carne e osso. Aos 67 anos, ele vive escondido com Edna em Porto Alegre. Não pode sair em público, pois é procurado pela polícia. Pesam contra Belchior dois mandados de prisão pelo não pagamento de pensões alimentícias. Uma devida à ex-mulher Ângela, com quem tem dois filhos já maiores de idade, e outra à mãe de uma filha de 19 anos que teve fora do casamento. Além das pensões, Belchior abandonou todos os demais compromissos e é cobrado na Justiça em processos que correm à revelia. O ex-secretário particular de Belchior, Célio Silva, ganhou um processo trabalhista contra ele no valor de R$ 1 milhão. Não há mais como recorrer. As contas de Belchior estão bloqueadas, e os imóveis que tinha comprometidos. Sem dinheiro, ele já se abrigou numa instituição de caridade no Rio Grande do Sul e morou de favor na casa de fãs que nem conhecia.  O mais intrigante na espantosa história de Belchior é que ele aparentemente não agiu movido por depressão, dívidas ou golpe publicitário, como se pensou no princípio. A influência da mulher é apontada pela maioria dos amigos como o motivo do seu comportamento. Ainda assim, não há unanimidade. 
“Edna não conseguiria sozinha virar a cabeça de alguém inteligente como Belchior. São dois sonhadores, juntaram suas utopias. Deixaram de acreditar neste mundo materialista, objetivo e mesquinho e partiram para um caminho de desapego”, diz o artista plástico José Roberto Aguilar, de 72 anos, amigo do casal. A história do cubano que viveu cinco meses no aeroporto de Guarulhos.  Belchior nasceu numa família simples no interior do Ceará. Foi o mais bem-sucedido entre 23 irmãos. Estudou medicina na capital. Abandonou o curso depois de quatro anos, para ingressar na carreira artística. Estourou nos festivais na década de 1970 e compôs músicas com letras poderosas, como “A palo seco”. Seus sucessos foram gravados por Elis Regina, Jair Rodrigues e Roberto Carlos. Belchior é um artista com vasta cultura, domina cinco idiomas, conhece filosofia e gosta de física quântica. Até os anos 2000, lançava em média um disco por ano. “Ele era uma máquina, chegava a fazer três shows por noite. Era uma pessoa completamente dedicada à carreira”, diz o parceiro e ex-sócio Jorge Mello.  Tudo isso ficou para trás. O sumiço de Belchior lembra o caso do escritor russo Liev Tolstói. Aos 82 anos, ele abandonou tudo para viver como camponês. Tolstói teve um fim trágico – morreu de pneumonia depois de viajar na terceira classe de um trem durante o inverno soviético. Belchior, quanto mais se afasta da vida em sociedade, mais se afunda em dificuldades mundanas.  Capítulo 2.
“Onde nada é eterno” Depois que conheceu Edna, Belchior percorreu uma trajetória descendente em que, aos poucos, se despojou de todos os bens e obrigações. No final de 2006, ainda com a carreira aquecida, pediu que o empresário Jackson Martins parasse de agendar novos shows. Pretendia passar um tempo se dedicando à pintura e à tradução do poema Divina comédia, de Dante Alighieri, para uma linguagem popular. No início do ano seguinte, deixou o apartamento em que vivia com Ângela, mas continuou morando em São Paulo com Edna, num flat alugado. Desde então, a família diz não ter mais notícias dele. Belchior não era um marido muito presente, ficava até dois meses sem aparecer em casa. Teve duas filhas fora do casamento. Uma delas com uma fã que morava em São Carlos, no interior de São Paulo, com quem saiu uma única vez. A outra era fruto de um caso com uma estudante de psicologia no Ceará. Belchior pagava pensão alimentícia para a primeira. A família da segunda menina, hoje com 16 anos, não o acionou na Justiça.  As complicações começaram a aparecer em 2008. Ângela cobrava na Justiça uma pensão mensal de R$ 7 mil. Belchior se recusou a pagar. Na época, deixou de pagar também a outra pensão. Seus amigos notaram uma diferença de comportamento.
“Ele parecia estranho. Me ligou perguntando sobre amigos que não vemos há 30 anos, num tom de voz que não era o seu”, diz Jorge Mello. Em outubro daquele ano, abandonou um carro no estacionamento do aeroporto de Congonhas, em São Paulo.  Belchior continuou em São Paulo até março de 2009, quando deixou o flat sem quitar os últimos meses de aluguel. Na garagem, ele largou um segundo carro, e em seu apartamento ficaram roupas, rascunhos de música, cartões de crédito e o passaporte. Belchior também abandonou tudo na casa alugada onde funcionava seu escritório: coleção de quadros, discos, documentos e o computador onde estava parte da tradução da Divina comédia, projeto que lhe consumira três anos. Seu secretário, Célio Silva, continuou abrindo o escritório, na esperança de que retornasse. 
ele ficou hospedado. viajara com Edna para o Uruguai, onde descansava num vilarejo. Foi processado por Célio e por todos os credores que ficaram em São Paulo. Não se defendeu. Foi representado por defensores públicos até nos processos de pensão alimentícia. Como consequência, suas contas foram bloqueadas, e apareceram dois mandados de prisão contra ele, já que não pagar pensão é um crime passível de cadeia.
“Como não tive contato com ele, a defesa ficou restrita a questões formais”, diz a defensora Claudia Tannuri, escolhida para defendê-lo no processo movido pela ex-mulher Ângela. Belchior nem sequer se importou com o destino de seus pertences. As roupas que estavam no flat foram doadas à caridade. A filha mais velha recolheu os documentos. Os carros foram levados para depósitos públicos. A dívida com os estacionamentos já ultrapassava seu valor. O proprietário do imóvel onde funcionava o escritório lacrou o lugar e recolheu os pertences. Seus quadros se perderam com a umidade.  Como na música “Divina comédia humana”, “em que nada é eterno”, Belchior e Edna perambularam durante todo esse período de hotel em hotel – várias vezes, sem pagar a conta. Amigos culpam Edna pela iniciativa. O primeiro hotel em que isso aconteceu foi o Gran Marquise, em Fortaleza. Os dois ficaram hospedados ali ainda em 2006. Saíram sem pagar dois meses de estadia, no valor de R$ 8 mil. Depois, repetiram a prática em pelo menos quatro locais. No Icaraí Praia Hotel, em Niterói, deixaram uma conta de R$ 4 mil. “Alguns funcionários tiveram de arcar com parte da dívida, já que permitiram que ele ficasse hospedado mais de uma semana sem pagar a conta”, diz o atual gerente, Germano Lopes.
No Royal Jardins Boutique, em São Paulo, a conta pendurada foi de R$ 12 mil. “Eles deixaram um cheque caução, mas não tinha fundos”, diz Elly Shimasaki, gerente na ocasião.  
O caso mais recente foi no hotel Cassino, na cidade de Artigas, no Uruguai, onde o casal se hospedou entre julho de 2011 e novembro de 2012. Os últimos meses ficaram sem pagamento, restando uma dívida de R$ 35 mil. Lá, Belchior deixou para trás roupas e um laptop. 
“É uma lástima que um artista brasileiro dessa importância tenha agido assim”, diz o gerente uruguaio Ricardo Rodrigues. O hotel entrou com uma queixa criminal contra o casal.
Capítulo 3. “Sou apenas um rapaz latino-americano sem dinheiro no banco”  Nos últimos anos, Belchior se manteve à distância de qualquer atividade remunerada. Em 2009, quando o desaparecimento ganhou repercussão nacional, a montadora General Motors ofereceu um cachê milionário para ele aparecer num comercial. Belchior deveria dizer que, com o novo carro da GM, até ele voltava. Belchior recusou o convite e ficou bastante chateado com o teor da proposta. O empresário Jackson Martins diz que recebe constantes pedidos para shows, mas não consegue localizá-lo desde 2007.
“Pago as dívidas dele se ele voltar”, diz. Outro empresário que trabalhou com Belchior por quase 30 anos, Hélio Rodrigues, diz que o desaparecimento fez aumentar o interesse do público.
“Depois do escândalo, ele consegue lotar qualquer casa de espetáculo. Com dois shows em São Paulo, eliminaria as dívidas”, diz. Hoje, a maior pendência de Belchior é o processo trabalhista ganho pelo secretário Célio, no valor de R$ 1 milhão. A causa está julgada. Um apartamento de propriedade do músico em São Paulo está em execução. A dívida da pensão para a ex-mulher Ângela soma cerca de R$ 300 mil. Mas cresce a cada dia, já que Belchior continua obrigado a pagar R$ 7 mil por mês.
“O sumiço só agravou a situação dele. Se não tem dinheiro, deveria enfrentar juridicamente o processo, argumentando que não pode pagar”, diz Paulo Sato, advogado de Ângela. A pensão atrasada da filha que mora em São Carlos gira em torno de R$ 90 mil. As dívidas com hotéis cobradas na Justiça somam R$ 47 mil. Não são impagáveis, desde que Belchior volte a se apresentar.  A derradeira fonte de renda de Belchior eram os direitos autorais de suas músicas. Segundo o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), nos últimos cinco anos foram depositados R$ 367 mil referentes à execução pública de suas obras. Parte do dinheiro ficou retida quando as contas bancárias foram bloqueadas. Desde então, Belchior não contou com nenhum outro tipo de renda.
Capítulo 4. “Saia do meu caminho, eu prefiro andar sozinho”  Em janeiro deste ano, Edna e Belchior procuraram a Defensoria Pública em Porto Alegre. A história ganhou ingredientes ainda mais estranhos. Os dois alegavam que o bloqueio das contas e os mandados de prisão impediam que ele trabalhasse e voltasse a ganhar dinheiro para pagar as dívidas. Belchior aparentemente estava disposto a voltar. Mas o comportamento do casal era confuso. Edna falava desbragadamente, enquanto Belchior ficava quase sempre calado.
“Durante um mês, me informei sobre os processos que tramitam em São Paulo. Fizemos um pedido judicial para a suspensão da execução, até que ele conseguisse se restabelecer. Nesse meio-tempo, Belchior sumiu”, diz a defensora pública Luciana Kern, que o atendeu. 
Nesse mesmo período, Edna ligou para o jornalista gaúcho Juremir Machado, que não conhecia. Disse que Belchior estava escondido na cidade e precisava de ajuda. Ela queria que Juremir os levasse à sede regional da TV Record para fazer uma denúncia delirante. Juremir notou algo de incomum no casal. Eles se escondiam atrás de pilastras e ficavam olhando a movimentação nas ruas antes de entrar em algum lugar, como se fossem seguidos. Na retransmissora da TV, Edna afirmou ter um dossiê contra a TV Globo. 
O programa Fantástico noticiara o desaparecimento de Belchior em 2009 e a fuga do hotel uruguaio, em 2012. 
“Ela dizia que Belchior era difamado pela Globo e queria justiça. Falou até que havia uma tentativa de matá-lo”, diz a jornalista Vânia Lain, que recebeu os dois. 
Eles disseram que voltariam na semana seguinte trazendo os documentos, mas desapareceram.em hotel no Uruguai Belchior e Edna ficaram inicialmente hospedados num hotel simples no centro, pago com ajuda dos funcionários do Tribunal de Justiça, primeira porta em que o casal bateu quando chegou à capital gaúcha. Depois, foram abrigados no Centro Infantojuvenil Luiz Itamar, instituição de caridade na região metropolitana.
Dali, foram levados ao advogado Aramis Nacif, ex-desembargador do Estado, que poderia ajudar Belchior com os processos. “Ele dizia que um agente apareceria, mas nunca apareceu”, diz Nacif. 
Durante um mês, o casal ficou abrigado na casa de praia do filho dele. “Eles não tinham dinheiro algum. Edna apresentava um sentimento de perseguição muito grande, parecia ter algum distúrbio psicológico”, diz. 
Foi nesse momento que Belchior conheceu o advogado Jorge Cabral, na casa de quem se hospedou por quatro meses.  Cabral tomou um susto ao perceber que um músico importante como Belchior estava ali. E os convidou para ir a um sítio de sua propriedade, em Guaíba, local mais agradável. Belchior e Edna continuavam sem dinheiro. Nesse período, o advogado levou mantimentos, roupas, itens de higiene pessoal e até tintura para Belchior pintar os bigodes de preto.  No sítio de Cabral, Belchior não bebia nem comia carne vermelha. Passava os dias tomando chá, caminhando e cuidando das ovelhas. Fazia muitas anotações em papéis, que escondia numa pasta. Durante esse período, gastou duas canetas inteiras. Leu cerca de 40 livros. Não apresentava sinais de depressão. Parecia, segundo Cabral, alheio aos problemas que o cercavam. “Eu imaginava que ele era apenas um compositor nordestino, mas encontrei um artista plástico, um pensador, um filósofo”, diz Cabral. 
Ele pretende escrever um livro sobre a experiência.  Belchior só não gostava de falar sobre sua situação. Recusava-se a tocar violão e cantar. Edna impedia que ele fosse fotografado. O casal também não tomava nenhuma providência para resolver os problemas jurídicos. “A gente esperava que a situação se resolvesse, mas não acontecia nada. E aquilo não condizia com um homem lúcido, com memória fantástica, que fala várias línguas e tem uma quantidade enorme de músicas gravadas”, diz Jorge Cabral.
“Esse tempo que ele falou que daria na carreira já está longo demais. Só queremos notícias dele”, diz a irmã, Ângela Belchior. Belchior não apareceu nem no enterro da mãe, que morreu em 2011. Por telefone, a ex-mulher Ângela soa reticente. Não gosta de falar sobre um assunto tão delicado com a imprensa. Ela conta que, desde 2007, Belchior não entra em contato nem com os filhos. “Não entendo. Os empresários dele não entendem”, diz.  Em julho deste ano, Cabral pediu que o casal saísse, dado que Belchior e Edna não davam sinal de acabar com aquela situação de total dependência. Ele os deixou na porta da sede regional da União Brasileira de Compositores, com R$ 50 no bolso. Na União, Belchior tentou desbloquear o pagamento de seus direitos autorais, comprometido pelos processos na Justiça. Não conseguiu. Belchior foi visto pela última vez na entrada do prédio, um edifício moderno num bairro de classe média de Porto Alegre, em frente a uma avenida bastante movimentada. Carregava uma pequena mala nas mãos e material de pintura debaixo do braço. Belchior – na belíssima letra de “Comentário a respeito de John”, ele cantava “eu prefiro andar sozinho” – estava, como sempre, ao lado de Edna.

sábado, 28 de dezembro de 2013

Número de emigrantes transforma Cuba na ilha do "adeus definitivo", diz blogueira Yoani Sánchez

Organizar a agenda de endereços é sempre uma tarefa ingrata. Todo ano tenho que checar a minha, página por página, para conferir os nomes e dados dos meus contatos pessoais e profissionais. É como se  estivesse na frente de uma tapeçaria, olhando os fios que ficaram e os que se perderam, só para perceber, com certo alarme, que a lista de nomes que tenho que riscar não para de crescer. Eu vivo, como muita gente, num país de fuga. Uma ilha da qual saímos rumo a todas as direções, com um adeus definitivo, uma nação cujo número de emigrantes é cada vez maior do que o daqueles que decidem voltar. "Volver" ("voltar") é um verbo conjugado por poucos aqui. Embora a rota de exílio geralmente leve aos EUA, os cubanos estão indo para todo lugar. Um dia me surpreendi ao receber um e-mail de um grupo de conterrâneos que leem meu blog na Papua Nova Guiné. Trocaram uma ilha por outra. Se eu tivesse um mapa na parede da minha sala com um alfinete vermelho marcando todos os lugares do mundo onde meus amigos estão morando, daria a impressão de que o planeta pegou sarampo.  E os cubanos, é claro, não são os únicos. Este ano a ONU anunciou que há mais gente vivendo fora de seus países de origem do que nunca. As razões são muitas, entre elas a guerra - como no Afeganistão e na Síria - as dificuldades econômicas e a opressão dos Estados totalitários. Alguns, como os mais de 300 africanos que morreram afogados na ilha de Lampedusa há poucos meses, fazem parte da mesma estatística dos cubanos que perderam a vida no Estreito da Flórida, aqueles que abandonaram tudo através de meios precários, mas nunca conquistaram a chance de recomeçar.  Quando falamos de imigração, quase sempre pensamos nas circunstâncias que a pessoa vai enfrentar no país novo: as dificuldades com o idioma, seu estabelecimento na cultura, a obtenção dos documentos para legalização de sua situação; geralmente minimizamos o efeito na família e nos amigos que ficam para trás e meio que ignoramos a eterna questão do "e se…?"
"E se o Pedro ainda estivesse aqui?"
"E se a Maritza não tivesse ido para Nova York (ou Berlim), o que será que estaria fazendo?"

Em um momento de lazer em Feira de Santana (BA), a blogueira cubana Yoani Sánchez, 37, caiu no forró na tarde de terça-feira (19). Yoani confirmou uma visita ao Congresso para falar de sua luta pela liberdade em Cuba.   Eu vivi em exílio sob ambas as perspectivas: a daqueles que partiram e a daqueles que se despediram dos que foram e ficaram no aeroporto -- e podem acreditar, as duas experiências são emocionais e difíceis. Sempre refutei a ideia de ser julgada em relação a detalhes sobre os quais não tenho nenhum controle: o fato de ser mulher, branca, baixinha, cubana e falar espanhol, por exemplo, mas foi minha a decisão de ser filóloga, de lançar um blog, de ter um filho, de aprender um pouco de alemão e até de voltar ao meu país dois anos depois de viver nas montanhas nevadas da Suíça.  À eventualidade de ter nascido em Cuba, agreguei minha decisão pessoal de viver aqui para ver meus netos crescerem nessas ruas e praças, mas há muita gente nesse mundo que tem a impressão de ter nascido no lugar errado. O dilema é antigo: ficar no lugar de nossa identidade, onde conhecemos os costumes profundamente? Ou ir para terras distantes e desconhecidas, com a esperança de alcançar grandes conquistas pessoais -- Frutos ou raízes? Parece que para os mais de 232 milhões de imigrantes que há no planeta no momento -- de acordo com a ONU, mais de 3% da população mundial -- a escolha são os frutos.  Em Cuba, ter um parente no exílio é muito mais útil que um diploma universitário. Uma brincadeira de duplo sentido muito comum no país é perguntar para alguém: "Você tem 'fé'?" sem, na verdade, querer saber a religião da outra pessoa, mas sim se ela tem "familia (en el) extranjero" ? ou "familiar no estrangeiro", cujas iniciais são FE, ou "fé" em espanhol. Quem tem pode comer um pouco melhor e se vestir com um pouco mais de estilo. Minha família teve "fé" durante os dois anos que morei na Suíça, país onde me estabeleci com a ideia de fugir do meu. Embora as separações sejam sempre difíceis, há também os benefícios. Eu me lembro de ter dividido todos os pertences que acumulei ao longo dos anos entre meus parentes e amigos. Os 22 quilos permitidos pela companhia aérea não me permitiam levar muita coisa, então comecei a distribuir parte das minhas roupas, sapatos, livros e até as plantas da minha sacada. Cada peça era recebida como uma benção naqueles anos de dificuldades econômicas. Ah, sim, a imigração também desatravanca sua casa -- seja para doar aquela cama em que outros podem dormir ou o computador de que tanto precisa o sobrinho, o primo ou o vizinho. 
Ao voltar do meu exílio autoimposto, fui recebida com alguns olhares tortos, como se aquelas pessoas temessem que fosse reclamar minhas coisas de volta. Foi assim que entendi que muitos daqueles que partem ajudam a família não só mandando dinheiro e presentes, mas também permitindo que quem ficou para trás aproveite tudo o que deixaram. Nenhum relatório de nenhuma organização internacional vai poder definir esse aspecto tão pessoal da imigração ? nem refletir a vida dupla, dividida em dois, com que aqueles que deixam seu país têm que lidar, sabendo que somente escolhendo os frutos para si é que poderão expandir suas raízes.  Eu chamo esse fenômeno de "síndrome da imigração", que se manifesta com mais força nos primeiros anos. Os meus sintomas se mostraram claramente, fazendo com que comparasse o tempo todo o que estava vivendo na minha cidade nova com o que meus familiares estavam sentindo naquele exato momento em Cuba. Sentar-me à frente de um prato farto e apetitoso era um dos momentos mais dolorosos do dia. O que será que a minha mãe estava comendo? Será que ela já tinha provado kiwi? Será que ia dormir de estômago vazio?
Nos meus devaneios diários, estabelecia um "câmbio permanente" que me fazia calcular o valor de cada franco suíço em termos de pesos cubanos -- e na minha obsessão, traduzia esse valor em horas de trabalho que meus familiares e conhecidos teriam que cumprir para ter o que eu tinha no "país do chocolate": uma cerveja, dois dias para o meu pai, engenheiro ferroviário; uma maçã, oito horas para o meu vizinho que era cinegrafista de TV; uma barra de Toblerone, uma semana inteira para a minha irmã, que era farmacêutica.  Os frutos estavam ao meu alcance, suculentos, atraentes -- mas tão doloroso foi o processo de transplante de minhas raízes que não conseguia aproveitar o que tinha conquistado. Fiz as malas e mais uma vez espremi minha vida em 22 quilos. No último dia, deixei um livro de T.S. Eliot, companheiro de mais de quinze anos, num dos bancos da estação de trem de Zurique.
Sim, eu sou uma das poucas a voltar para essa ilha de fuga onde vivo. (Só em 2012, 46.662 cubanos imigraram, de acordo com o relatório demográfico anual da Agência Nacional de Estatísticas.)  Em 2014, essa tendência de buscar novos horizontes -- do sul ao norte, ou mesmo do sul para o sul -- sem dúvida deve continuar e crescer. É da natureza humana, está no nosso código genético procurar horizontes mais amplos e não nos confinarmos aos limites estreitos a que ficamos sujeitos pelo destino: um país, um idioma, uma cor de pele, uns centímetros a mais ou a menos na estatura.  Aqueles que partem, porém, devem saber que deixam para trás sentimentos contraditórios: saudade, preocupação, alegria, alívio -- e um mar de gente com pontinhos vermelhos no mapa da parede, com as melhores roupas separadas para o dia em que a pessoa querida voltar; gente que, ao final de cada ano, tem que refazer seus cadernos de endereços e apagar, apagar, apagar.  *Yoani Sánchez é jornalista e autora do blog Generación Y. Tradutor: Mary Jo Porter

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Justiça Federal concede pensão à dona de casa de Igaracy que perdeu filho em acidente aos 18 anos

A dona de Cícera Maria Leite, residente em Igaracy, conseguiu na Justiça Federal o direito de receber a pensão por morte de seu filho mais velho Cícero Pereira Leite, falecido em acidente de moto quando contava com apenas 18 anos.  A genitora foi assistida pelo Advogado Manoel Nouzinho da Silva após ter o pedido negado junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que alegou a falta de comprovação de sua dependência financeira com o segurado. De acordo com o relato da genitora, que tem outros três filhos, o sustento da família era feito pelo seu primogênito. Para provar essa condição, durante a audiência, foram usadas como provas Certidão de Óbito onde consta o endereço do falecido como sendo o mesmo da parte autora, Certidão de Nascimento, Comprovante de residência em que evidenciam o domicilio comum e documentos pessoais do locador, Alvará judicial em nome da mãe para levantamento dos saldos das contas de PIS/PASEP e FGTS, Alvará judicial para levantamento de cotas do seguro desemprego, Contrato de locação entre o falecido e Ivanildo, Saque FGTS (CEF), Termo de Rescisão de contrato de trabalho, Guia Seguro Desemprego e Declaração Anual de Isento (IR), Extrato FGTS, Escritura do Imóvel Locado, Documentos pessoais do falecido e autora  e o depoimento do Senhor José Cândido, proprietário de uma loja de eletrodomésticos afirmando que o falecido mensalmente enviava dinheiro de São Paulo através de deposito bancário em seu nome para que repassasse a sua mãe para as compras da casa. Convencido da veracidade dessas informações, o INSS sugeriu um acordo, aceito pela genitora de concessão da pensão por morte. “O acordo judicial é muito importante, pois oportuniza às partes a resolução antecipada da demanda, evitando-se a continuidade do processo “, comenta o defensor, responsável pelo caso.

Parabéns a esse rapaz Kleverson Lopes

O jovem Kleverson Lopes decidiu dar um presente aos turistas que visitarem a cidade de Igaracy neste final de ano. Kleverson instalou um sistema wi fi na pracinha central que fica em frente à Igreja Matriz, um dos pontos mais visitados esta época, para aqueles que frequentarem o local possam ter acesso à internet sem fio de graça. Todo o equipamento foi comprado pelo próprio jovem, que inovou e surpreendeu todo mundo com a possibilidade de passear na pracinha e ao mesmo tempo poder acessar as redes sociais ou qualquer outro tipo de site pela internet. jovem ainda contou com o apoio da LGNET, que sempre apoia este tipo de ideia e está sempre a disposição quando o assunto é inovação e tecnologia a serviço de clientes, amigos e da comunidade em geral. O equipamento foi instalado no barraco de Kalunga Cd’s, próximo ao Pilotão, que é um marco no centro da cidade e claro, o blog hugoigaracy não poderia deixar de está junto nesta ação de recepção aos amigos que visitam cidade.
A menos de dois meses, esse mesmo jovem que este final de ano surpreende ao instalar do próprio bolso internet de graça para os filhos de Igaracy, ajudou na transmissão ao vivo das missas da Festa de Nossa Senhora dos Remédios pelo blog hugoigaracy, o que fez várias famílias que moram em outras cidades, reviverem a alegria de participar da festa da Padroeira mesmo de longe. Parabéns Kleverson pela atitude, audácia e por pensar grande, ao fazer isso mesmo sem nenhuma ajuda de qualquer órgão público.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Mundial resgata feito histórico do Atlético nos gramados gelados da Europa




Estreante no Mundial de Clubes, o Atlético-MG resgata com sua inédita participação no torneio organizado pela Fifa, feito histórico, ocorrido há 63 anos,e que está marcado até mesmo no hino oficial do clube. Jogando em terras estrangeiras e geladas, o alvinegro mineiro tornou-se o "campeão do gelo", façanha cantada com orgulho pelos torcedores atleticanos. Em 1950, o alvinegro mineiro foi a primeira equipe do Brasil a viajar para realizar um torneio na Europa, contra adversários tradicionais e temidos, enfrentando times como Munique 1860, Hamburgo, Werder Bremen, Schalke 04, todos da Alemanha, além de clubes da Áustria, Bélgica, França e um combinado de Luxemburgo. Curiosamente, o alvinegro mineiro não foi a primeira equipe convidada a participar da excursão. Entretanto, foi a única a aceitar viajar para países que viviam momentos difíceis e de reconstrução, cinco anos após o término da Segunda Guerra Mundial, em 1945. A excursão europeia, que tomou ares épicos pelas condições adversas enfrentadas, aconteceu de 1º de novembro a 7 de dezembro daquele ano, e foi batizada como campeonato de inverno, por causa da época do ano e das baixas temperaturas. Os países pelos quais o esquadrão alvinegro passou foram Alemanha, Áustria, Bélgica, Luxemburgo e França. Além da força das equipes europeias, o Atlético enfrentou o forte frio como obstáculo. As partidas aconteceram em gramados cobertos por camadas de gelo, situação que batizou o alvinegro mineiro de 'campeão do gelo'. Temperaturas como 12 e 15 graus negativos fizeram parte do dia a dia de treinos e jogos do time atleticano. "Lembro de ouvir relatos na época, de que os jogadores tinham de procurar formas para se esquentar, pois os pés ficavam quase congelados, as mãos. Os membros do Atlético esquentavam água para ajudar a evitar os problemas do forte frio", contou o engenheiro aposentado Sebastião Garcia Silva, 75 anos, torcedor atleticano e que tinha 12 anos na ocasião. O clube alvinegro estava pouco preparado para enfrentar o frio intenso que enfrentou na excursão. O grupo viajou com o uniforme que usava no Brasil, de algodão. Para tentar amenizar o clima adverso, os atletas passaram a jogar com agasalhos, mais de um par de meia e luvas de lã, artigos adquiridos na Europa. Lutar, Lutar, Lutar Pelos gramados do mundo pra vencer Clube Atlético Mineiro Uma vez até morrer. Nós somos Campeões do Gelo O nosso time é imortal Nós somos Campeões dos Campeões Somos o orgulho do esporte nacional. TRECHO DO HINO DO ATLÉTICO-MG AUTOR VICENTE MOTTA. Além das temperaturas baixas, os jogadores atleticanos conviveram ao longo da excursão, com boa presença de torcedores, que ainda viviam com temor da guerra, gramados em diferentes estados, como no duelo contra o Schalke 04, na Prússia, aonde o campo não possuía grama, com os atletas jogando em um campo de terra.  Foi contra o Stade Francais que o Atlético se sentiu mais em casa, mesmo com o frio intenso na França. Ao entrarem em campo, os jogadores logo escutaram o barulho de baterias músicas de samba e marchas de carnaval, tocado por estudantes brasileiros. O Atlético venceu por 2 a 1.  A campanha atleticana teve altos e baixos. Ao todo, foram dez jogos em pouco mais de 30 dias. O time mineiro venceu seis vezes, tendo o triunfo sobre o Hamburgo, por 4 a 0, como a maior goleada, duas derrotas, para o Werder Bremen e Rapid Viena e dois empates, com a seleção de Luxemburgo e Eintracht Braunschweig.  "O Atlético viajou desacreditado, muitos achavam que era loucura viajar para a Alemanha naquela época. Para muitos, o time iria apenas passear, ninguém acreditava em um sucesso do time, que era pouco conhecido", comentou Sebastião Silva. Kafunga, Mão de Onça; Afonso, Osvaldo, Juca, Moreno, Vicente, Zé do Monte, Haroldo, Barbatana, Vicente Perez e Márcio; Lucas, Lauro, Zezinho, Alvinho, Nívio, Vavá, Murilinho e Vaguinho participaram da excursão e dos jogos nos cinco países diferentes. Os artilheiros do time foram Vaguinho e Lucas, com 6 gols cada um. Vavá é o único dos 'heróis' atleticanos da campanha no gelo que está vivo.  De volta a uma competição internacional, desta vez no Marrocos, o time mineiro encontra situação diferente, longe do frio enfrentado na competição do gelo, mas curiosamente, podendo enfrentar um time alemão, o Bayern de Munique, em uma possível final do Mundial de Clubes.  "Mais de 60 anos depois e o Atlético volta a representar o Brasil fora do país. Hoje, todos terão a oportunidade de acompanhar o time, ver os jogos, ver Ronaldinho Gaúcho, Diego Tardelli. É uma situação muito diferente, mas de importância enorme para o Atlético", observou o ex-jogador do alvinegro mineiro, Paulo Isidoro.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

TRE determina afastamento da governadora do RN e posse de vice

Rosalba Ciarlini, do DEM, foi condenada por abuso do poder econômico e político após usar mais de 50 vezes avião do governo para apoiar aliada na eleição para a prefeitura de Mossoró. Prefeita foi cassada dez vezes apenas este ano e foi afastada semana passada do cargo. Apenas em setembro de 2012, Rosalba usou avião do estado 56 vezes para visitar Mossoró, onde apoiava Cláudia Regina. Por cinco votos a um, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio Grande do Norte decidiu, nesta tarde, afastar a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) do cargo por abuso de poder econômico e político na campanha eleitoral de 2012. A decisão do TRE prevê a notificação da Assembleia Legislativa para dar posse ao vice-governador, Robinson Faria (PSD), pai do deputado Fábio Faria (PSD-RN), logo após a publicação do acórdão. Mas ainda cabe recurso. Para o tribunal, ficou comprovado que Rosalba utilizou indevidamente a máquina do Estado para beneficiar a campanha da prefeita de Mossoró, Cláudia Regina (DEM), e seu vice, Wellington Filho (PMDB), em 2012. A governadora foi acusada de usar indiscriminadamente o avião oficial do governo potiguar para participar de atos de apoio à correligionária. Segundo dados do Departamento de Aviação Civil (DAC), a aeronave pousou 56 vezes no Aeroporto Dix-sept Rosado, em Mossoró, no mês que antecedeu a eleição de Cláudia Regina.  Aliada do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) e do líder do DEM no Senado, José Agripino (RN), a prefeita de Mossoró teve o mandato cassado dez vezes pela Justiça eleitoral somente neste ano por abuso do poder econômico e político e caixa dois. Mesmo assim, só foi afastada do cargo semana passada.  As acusações contra a prefeita afastada vão desde o uso de servidores da prefeitura na campanha até as dezenas de visitas da governadora à cidade durante o período eleitoral no avião do governo. Votaram pelo afastamento de Rosalba os juízes eleitorais Nilson Cavalcanti, Carlo Virgílio, Artur Cortez, Verlano Medeiros e o desembargador Virgílio Medeiros. A assessoria do governo do Rio Grande do Norte informa que só vai se manifestar sobre o assunto quando a governadora for notificada pela Justiça da decisão.  O mesmo julgamento manteve afastados da prefeitura de Mossoró a prefeita Cláudia Regina e o vice Wellington Filho. Pela segunda vez, eles tiveram rejeitado recurso para derrubada de decisão de primeiro grau. O TRE-RN confirmou a cassação, a inelegibilidade por oito anos e o afastamento do cargo dos dois.
Em família:
O grupo da governadora e de seu marido, o ex-deputado Carlos Augusto Rosado, ganha as eleições municipais de Mossoró desde 1996, quando Rosalba se elegeu prefeita. Ela já havia comandado o município entre 1988 e 1992. Em 2004, o casal venceu com Fafá Rosado, prima de Carlos Augusto. Fafá se reelegeu quatro anos depois.  Ex-chefe de gabinete de Rosalba e ex-secretária de Ação Social de Mossoró, Cláudia Regina foi eleita vice-prefeita em 2004 e vereadora em 2008, antes de alcançar a prefeitura no ano passado. Nas eleições de 2012, a candidata da governadora superou nas urnas a deputada estadual Larissa Rosado (PSB), filha da deputada federal Sandra Rosado (PSB) e também prima de Carlos Eduardo, o marido de Rosalba. Apesar de serem da mesma família, Sandra e Carlos Eduardo são adversários políticos.