Os
episódios da vida de José Honório de Sousa, melhor dizendo, Zeca da
Encarnação (foto), não cabem em um jornal inteiro e dariam um bom livro,
como ele próprio diz: “Eu vivi muito e tenho muitas histórias, umas
posso contar e outras, não”, disse Zeca à reportagem da Folha no final
da manhã do dia 21 de janeiro em seu gabinete na Câmara Municipal de
Itaporanga, poder que começou a presidir dia primeiro aos 84 anos de
idade, completados no último dia 15, o que o faz um dos presidentes
legislativos mais idosos do país. Para
começo de conversa, basta dizer que ele casou-se aos 16 anos com uma
prima de 14 depois de apenas dois dias de namoro, e, claro, contra a
vontade do pai dela, que só anos depois é que aceitou o matrimônio. “Eu
ia para a cidade ser padrinho de um menino, então aproveitei a ocasião
e perguntei se ela não queria se casar; ela aceitou e no mesmo dia nós
casamos, e foi um casamento muito feliz”, comenta Zeca, que é pai de
18 filhos. Com
a primeira esposa, Severina Leite de Sousa, de quem ficou viúvo uma
década e meia depois do casamento, foram 5 filhos. Com a segunda mulher,
Neuza Antas Barros, teve mais três; a terceira e atual mulher,
Francisca Alves dos Santos, lhe deu uma dezena de herdeiros. Zeca é itaporanguense do sítio Cafula. O nome Encarnação vem de sua mãe, Maria Antônia de Jesus, que era chamada de Encarnação. Seu
pai, Honório Francisco da Silva, criou toda a família na roça. “A
gente era nove irmãos, mas só eu, que era o caçula, estou vivo”, diz
sorridente. Hoje
todos conhecem Zeca pela política, mas quem primeiro lhe deu fama foi a
sanfona. Com seu grupo Asa Branca percorreu o Sertão inteiro tocando
festas: dos memoráveis forro de pé-de-serra aos grandes eventos
urbanos. “A gente tocava de tudo: choro, forró, bolero e tudo mais, e
ainda hoje, eu toco”, enfatiza Zeca, que em 1958 foi convidado por um
hotel de Brasília, à época ainda em construção, para animar os
candangos: “Eu passei nove meses lá e só voltei porque gostava muito da
mulher e ela vivia chorando e mandando recado para eu voltar”, conta. O
gosto de Zeca pela música nasceu ainda na infância. Vivendo em uma
área rural, que embora sendo município de Itaporanga, estava mais
próximo de Igaracy, ele foi aluno do mestre Valfredo, contratado pelo
prefeito igaraciense Clóvis Brasileiro para ensinar música aos jovens. Nessa
época também iniciou na sanfona: aprendeu a tocar olhando um
sanfoneiro do sítio onde morava. Passou a integrar o grupo musical do
homem e, aos poucos, foi aprendendo a dominar o instrumento. “Nas
festas, ele se embebedava e eu pegava a sanfona, e assim comecei a
tocar e o povo foi gostando, até que eu comprei a sanfona dele e montei
meu próprio grupo”, narra Zeca, que sofreu forte influência de Luiz
Gonzaga, artista que conheceu pessoalmente “e até fui convidado por ele
para acompanhá-lo, mas não aceitei porque gostava muito da mulher e
não queria deixar ela”. Com
a sanfona, Zeca criou a primeira família e chegou a construir um bom
patrimônio: “nunca faltou festa para eu tocar, e cheguei a comprar
casas e terras com o dinheiro que ganhei tocando”. Sai a sanfona; entra o fole. Zeca
perdeu a conta de quantas festas tocou ao longo da vida, mas uma, em
especial, guarda na memória pela angústia que lhe causou. Foi em
Conceição: durante o forró, uma moça negou dança a um rapaz, o que, na
época, era considerado uma afronta, principalmente se ela fosse dançar
com outro. Por
causa disso, uma grande confusão formou-se e uma tragédia deu lugar à
festa: foram dois mortos e muitos feridos. “Nesse dia, eu fiz uma prece
para não tocar mais e vendi a sanfona”, conta ele.
O
período que passou sem tocar dedicou-se à agricultura e à criação de
gado: e uma das secas mais difíceis que passou foi a de 1942, quando as
pessoas escaparam, conforme ele, “comendo batata de maniçoba, e outra
grande seca foi em 32: eu era muito pequeno, mas ainda lembro: nesse
tempo, o povo escapou comendo folha de bredo”. Foram
15 anos sem tocar, até que, um certo dia, um fole surgiu na sua vida:
“uma mulher ganhou um fole de oito baixos em uma rifa e veio me
oferecer: disse a ela que não queria, mas terminei comprando, então
comecei de novo a tocar”, diz. Com
o fole, reconquistou a fama de grande tocador: percorreu várias parte
do país, conquistou prêmios, festivais e muitos aplausos. Recentemente
foi convidado para uma apresentação em Patos e também esteve no Cariri.
Apesar de tanto sucesso, nunca gravou um CD, o que pretende fazer este
ano.
A política:
Zeca
da Encarnação entrou na política na década de 60 com a emancipação do
município de Igaracy: foi vereador por três legislaturas e lá também
foi vice-prefeito na gestão de Djaci Brasileiro, hoje prefeito de
Itaporanga. Na
década de 80 passou a residir em Itaporanga, onde já mantinha muitas
relações de amizade e de negócio, e aqui sequenciou a carreira
política: está no seu terceiro mandato e, em abril do ano passado, foi
eleito presidente da Câmara para o biênio 2011/2012. Zeca
sempre teve uma participação ativa na sociedade: além de político e
músico popular, também teve o seu momento de desportista: presidiu o
Mil Réis, quando o time participou da primeira divisão do campeonato
paraibano. Sempre
foi um homem prestativo e atencioso, o que o levou a se tornar
bem-sucedido na política: elegeu-se muitas vezes e foi decisivo na
eleição de muitos amigos e familiares. “Política para mim é uma coisa que traz alegria, mas também muito aborrecimento e tristeza, mas não podemos desistir”, comenta.folhadovali.com.br
Supervisor da GVT Oberdan
Canuto de Araújo leva TV para conserto prometendo devolver em 03 (três) dias. Passado mais de 70 dias, desde então nunca
mais me fizeram contato. Passo parte do dia no telefone e internet em busca de solução.
Lá na GVT a atendente não atende, o ouvidor não ouve e o técnico, sumiu, fugiu,
escafedeu-se. Sou me restou registrar um boletim policial para em breve
promover também uma Ação de Busca e Apreensão. Veja Por que: Sou mais uma vítima
da GVT que chegou
arrotando grandezas. São assaltantes dos nossos bolsos, pois cobram caríssimo
por um serviço de péssima qualidade. A Anatel? Outra porcaria que tem a obrigação de
fiscalizar essas operadoras, no entanto, parece mais uma madrinha. No duro,
mesmo, essas agências reguladoras mais parecem cabides de emprego para acomodar
os afilhados de políticos.(Por fim a GVT é a prova de que
o inferno existe e é aqui).
Dos Fatos: Assinei
recentemente com a GVT um plano que compreendia TV por assinatura + telefone +
banda larga, achando que seria melhor que a desastrada NET. As duas se
equivalem. Já no segundo dia de uso só tive problemas, prejuízos e decepções.
Todos os dias os canais pagos saiam do ar, o ponto adicional que fica no meu quarto,
logo de cara veio com defeito, pois dava panes frequentemente e o que é pior o
cabo HDMI do decodificador rompeu e queimou minha TV LCD 42 - Marca AOC de 42 polegadas comprada há pouco
mais de um ano. Parece
brincadeira mais é verdade, esta porcaria queimou minha TV pelo cabo HDMI.
Liguei para reclamar e fui informado que se o aparelho tivesse queimado por
minha culpa, eu teria de pagar a visita, mais se for confirmado que o aparelho
que danificou minha TV eu seria ressarcido. Pois
bem o técnico de nome ALEX veio e viu que o problema foi uma descarga de
superaquecimento no decodificador fez romper o cabo HDMI, queimando consequente
a TV e que entrasse em contato com a OUVIDORIA para ser ressarcido. O
técnico também confidenciou que este É UM PROBLEMA CRÔNICO DA GVT e que a determinação
da empresa é sempre colocar a culpa no usuário e caso o usuário persista com a
reclamação, a GVT leva o aparelho em oficinas que tem parceria com a GVT, com o
intuito de forçar laudos favoráveis a GVT e desfavorável ao usuário. É
ai que começa o verdadeiro inferno chamada GVT. Primeiro
o serviço de atendimento da OUVIDORIA não disponibiliza telefone 0800, qualquer
contato tem que ser feito através do site e ainda assim nunca funciona. Já
tentei diversas vezes entrar em contato pelo tal formulário da Ouvidoria, porém
o site diz que está enviando a mensagem e fica eternamente carregando. Em fim, tive
que deslocar a até a empresa localizada na Av. Epitácio Pessoa, e lá, depois de
levar um chá de cadeira conseguiu falar com o Ilustre OUVIDOR. Depois
de todo aquele blá, blá, blá, disse que mandaria um supervisor técnico para
fazer um relatório para que me fosse ressarcido meu aparelho de TV. Depois de
esperar por mais de uma semana, em fim, apareceu o supervisor de nome Oberdan
Canuto de Araújo. Depois
de toda aquela ladainha, confirmou com todas as letras que a causa realmente
foi ocasionada por superaquecimento no decodificador queimando de imediato o cabo
HDMI e consequentemente a TV. Após todo esse procedimento
pediu que lhe enviasse por Emil a nota fiscal da TV, e ainda levou consigo o
decodificador e o cabo HDMI totalmente destruído e queimado, e que aguardasse o
resultado que iria apresentar o relatório à empresa. Passado
dois dias, chego em casa meu filho me diz que o supervisor da
GVT Oberdan Canuto de Araújo havia levado a TV para o conserto e dentro de 3 dias
devolveria. Desde
então nunca mais me fizeram contato. Passo parte do dia no telefone e internet
em busca de solução. Mas lá na GVT a atendente não atende, o ouvidor não ouve e
o técnico, sumiu, fugiu, escafedeu-se e aqui estou eu pagando por um serviço
que não tenho, estou pagando para a GVT me causar estresse, transtorno, aborrecimentos,
humilhação.
A
Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Paraíba (OAB-PB), comunica,
com profundo pesar, o falecimento do advogado José Horácio Ramalho
Leite, 50 anos, ocorrido na manhã desta segunda-feira (27), em
decorrência de um infarto. Segundo familiares, ele se sentiu mal durante
o banho e morreu. Horácio Ramalho é irmão da juíza Maria de Fátima
Gadelha. O advogado será velado na Central de Velório São João Batista, em
João Pessoa, a partir das 12h00. Nesta terça-feira (28), o corpo será
levado para São José de Piranhas, sua terra natal, onde será sepultado.
Ele era advogado militante em João Pessoa. Atuava como advogado do
Bradesco, entre outras empresas. O presidente da OAB-PB, Odon Bezerra, lamentou a morte do advogado e
colocou a Ordem a disposição da família neste momento de dor. “A Paraíba
e em particular a nossa Seccional perdeu um grande advogado e excelente
companheiro que durante sua atividade profissional engrandeceu a nossa
categoria”, disse.
Assistir
grande parte dos jogos in loco, sentir a vibração do público, a energia
do local e transmitir isso para o telespectador. Estar presente em
momentos históricos do esporte, algo que tanto ama. Essas são algumas
das principais motivações que os narradores esportivos da TV têm em sua
longa, porém trabalhosa carreira. E ponha trabalho nisso. Apesar
de todos os pontos positivos, quem pensa que eles só têm regalias, ar
condicionado e vida boa está enganado. Após consulta com profissionais
de TVs como Band, ESPN, Sportv e BandSports, listamos aqui alguns dos
principais perrengues vividos pelas vozes que levam o esporte para a sua
tela. Não faltam reclamações quanto alguns problemas que parecem
comum para todos eles, principalmente a falta de educação de alguns
torcedores nas arquibancadas, que costumam descarregar nestes
profissionais as frustrações pela derrota de seu time.
Veja abaixo dez problemas apontados por narradores em sua profissão:
1 - Intimidação e falta de educação de torcedores. Em
muitos estádios, principalmente os mais antigos, as cabines de imprensa
ficam muito próximas à área onde transitam os torcedores. Isso gera não
só abordagens simples, que atrapalham a transmissão, como também
xingamentos e até intimidação se o tom de voz na narração do gol do time
rival for muito forte. Ou, simplesmente ali vira um ponto de descarrego
de xingamentos pela derrota. “A reação da torcida piorou muito nos
últimos tempos, está mais agressiva e sem respeito”, falou Téo José, da
Band.
2 - Cabine pequena e logística falha até para ir ao banheiro. Ter
que narrar próximo aos torcedores é um problema. Mas ter que fazer isso
em um espaço pequeno, com visibilidade ruim e falhas de saída para
outros lugares é ainda pior. Narradores dizem que a maioria dos estádios
têm cabines muito pequenas para todo o equipamento necessário, e sair
para ir ao banheiro chega a ser uma aventura, muitas vezes tendo que
passar no meio da torcida.
3 - Falta de estacionamento para os profissionais. Câmeras,
tripés, fios e várias caixas. Levar tudo isso para uma cabine não é
fácil. E, não tendo nem onde parar o carro para transportar tudo isso,
fica ainda pior. Sem estacionamento de imprensa na grande parte dos
estádios, muitas vezes a solução é parar o carro na porta e descarregar
tudo. O que atrapalha o trânsito se naquela porta de entrada estiver uma
rua cheia de carros na hora de jogo. “Poucos são estádios que acomodam a
imprensa e seus veículos'', falou Jota Júnior, do Sportv.
4 - Calor excessivo nas cabines. Criticar
a falta de ar condicionado pode parecer chatice por luxo desnecessário.
Mas não é bem assim não. Imagine narrar um jogo neste verão, com sol a
pino na cabeça, às 16 horas. Os profissionais da narração dizem que
ficam em um verdadeiro forno e ensopados para trabalhar onde não tem
ar, e quase nenhum deles têm.
5 - Falta de policiamento na saída. Os
narradores, na grande maioria das vezes, saem muito depois do fim de
uma partida. Horas depois. Quase sempre quanto tudo está escuro. E dizem
que inexiste policiamento nesse horário, em que a torcida já se foi. Se
a segurança para torcida já não é mais necessária ali, o risco de
ladrões para roubar equipamentos não deixa de existir, o que deixa os
profissionais apreensivos.
6 - Falta de sinal de telefone e internet. O
Pacaembu é quase unânime nessa crítica dos narradores, que dizem não
existir sinal de telefone e internet para poderem fazer pesquisas na
hora do jogo e falar com as bases de suas empresas.
7 - Começar a transmissão sem a escalação dos times. Esse
problema é apontado sobretudo em jogos de times pequenos da Copa
Libertadores da América. Jornalistas dizem que não existe um serviço de
assessoria de imprensa que confirma a escalação da equipe da casa,
ninguém diz saber nada, e o narrador tem que começar o jogo torcendo
para que o que está nos jornais e internet seja o que está em campo.
8 – Cadeiras e mesas improvisadas. Narradores
dizem que não existe material pronto e fixo para sentarem em alguns
locais, sobretudo em jogos no interior. Cadeiras e mesas de plástico, e
de ferro, são as soluções na maioria das vezes. Reclamar de mais? Passe
de duas a quatro horas sentado em uma cadeira dessas para trabalhar,
argumentam os cronistas da TV. “Já teve jogo que sentei até em mesinha
de bar”, contou Hugo Botelho, da ESPN.
9 – Esperar horas pelo link ao vivo e o sinal cai; Depois
das partidas, muitas das emissoras entram com seus programas de pós
jogo em que passam pelas várias cidades para chamar os narradores para
contar a história do jogo. Eles têm que ficar ali, em pé, aguardando
para serem chamados ao vivo a qualquer momento. E, muitas vezes, o sinal
cai e ficam frustrados. Isso não chega a ser um problema grande, mas é
motivo de irritação.
10 – Não poder entrar com garrafa de água plástica em estádios. Assim
como os torcedores, os narradores também não podem entrar com garrafas
de água de plástico nas arenas. Só que, nem todos estádios, segundo
eles, entregam água com frequência para os profissionais trabalharem.
A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) conseguiu cassar na
última segunda-feira uma liminar que um torcedor do Flamengo havia
obtido na 42ª Vara Cível de São Paulo e que exigia revisão em pena que o
STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) havia determinado para o
clube. Isso motivou uma mudança de estratégia para torcedores da
Portuguesa que também contestam decisão do tribunal esportivo. Depois de centenas de ações individuais, o movimento "Todos vamos à
luta", que reúne torcedores da Portuguesa, resolveu procurar entidades
de classe dispostas a processos coletivos. Eles já conseguiram adesões
de instituições de Curitiba, Guarulhos, Limeira e São Paulo. As
ações serão apresentadas a tribunais dessas cidades na próxima semana. O
grupo espera apenas o retorno de Daniel Neves, advogado que conseguiu
liminar para um torcedor da Portuguesa na 42ª Vara Cível de São Paulo –
ele está de férias e deve retomar o trabalho no início da próxima
semana. A mudança de estratégia do grupo (de ações individuais
para coletivas) é uma resposta à reação da CBF. Para cassar a liminar
obtida por um torcedor do Flamengo, a entidade questionou a legitimidade
dele para defender interesses do clube. Flamengo e Portuguesa
foram punidos pelo STJD por terem escalado jogadores em situação
irregular na última rodada do Campeonato Brasileiro de 2013. Cada time
perdeu quatro pontos, e isso motivou o rebaixamento da equipe
rubro-verde para a segunda divisão nacional. O que os torcedores
contestam, porém, é o dispositivo usado para essas punições. Flamengo e
Portuguesa receberam penas por terem infringido, de acordo com o STJD, o
artigo 133 do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva). O
problema é que, no entendimento do "Todos vamos à luta", esse
dispositivo foi revogado em 2010 pelo Estatuto do Torcedor, que tem
texto contraditório e é hierarquicamente superior. Portanto, o grupo
avalia que a CBF infringiu uma lei federal. Inicialmente, os
integrantes do coletivo apresentaram centenas de ações individuais com
essa argumentação. O Juizado Especial Cível de São Paulo emitiu liminar
favorável a um torcedor da Portuguesa, e a 42ª Vara Cível de São Paulo
teve decisões similares em processos relacionados à equipe paulista e ao
Flamengo. Até aqui, a CBF cassou apenas a decisão favorável ao
torcedor do Flamengo. No entanto, a expectativa do próprio "Todos vamos à
luta" é que a entidade use a mesma argumentação e consiga derrubar os
processos de representantes da Portuguesa. Como a defesa da CBF
tem sido totalmente focada em questionamentos sobre a legitimidade dos
autores da ação, o "Todos vamos à luta" decidiu priorizar iniciativas
coletivas. É aí que entram as entidades de classe. A punição do
STJD a Flamengo e Portuguesa também é alvo do Ministério Público de São
Paulo. A Promotoria do Consumidor instaurou inquérito sobre o caso no
início de janeiro, e a CBF foi chamada para uma reunião na próxima
semana. O promotor Roberto Senise Lisboa disse que pedirá à entidade a
assinatura de um termo de ajustamento de conduta. O teor exato desse
documento ainda é uma incógnita, mas o jurista assegurou que exigirá a
devolução dos pontos retirados das duas equipes.
Onze acusados denunciados na “Operação Squadre”,
realizada pela Polícia Federal e Ministério Público estadual, foram
condenados pelo Juízo da 7ª Vara Criminal da Capital, pelos crimes de
milícia privada; comércio ilegal de armas e munições; e porte ilegal de
armas. A primeira sentença emitida analisou o caso de 13 réus,
pertencentes ao Grupo 2 do processo, que foi priorizado pela Justiça por
haver réus presos. Dois deles foram absolvidos. A sentença do Grupo 2 foi proferida e publicada no dia 19 de
dezembro, véspera do recesso forense. As intimações estão sendo
realizadas com a volta da vigência dos prazos processuais, que
permaneceram suspensos até a última segunda-feira (20). De acordo com a sentença, as penas aplicadas variaram de 3 anos de
reclusão (regime aberto) a 17 anos e seis meses (em regime fechado). No
entanto ainda cabe recurso. O processo envolve 38 réus, acusados ainda de formação de quadrilha,
corrupção passiva, lavagem de dinheiro, entre outros delitos. Devido à
complexidade do caso, a denúncia oferecida pelo MP foi dividida em três
grupos. Em relação ao Grupo 1, a assessoria da 7ª Vara Criminal informou que
já foi encerrada a instrução, encontrando-se em fase de diligências. Em
seguida, serão feitas as alegações finais e a sentença. Já as audiências de instrução do Grupo 3 terão início em março, com
encerramento previsto para o mês de abril, conforme cronograma da 7ª
Vara. Operação Squadre – Ação conjunta
realizada no dia 9 de novembro de 2012 pelo Ministério Público Estadual e
Polícia Federal que resultou na prisão de 40 pessoas, sendo 20
policiais militares e civis, entre eles um major da Polícia Militar e
dois delegados da Polícia Civil. A ação aconteceu simultaneamente nas
cidades de João Pessoa, Bayeux, Cabedelo, Santa Rita, Alhandra, Mari e
Cajazeiras, na Paraíba, e ainda, em Recife e Petrolina, no estado de
Pernambuco. O objetivo foi desarticular grupos milicianos acusados de praticar
vários crimes na Paraíba, como tráfico e comércio ilegal de armas e
munições, segurança privada armada clandestina, extorsão, corrupção,
lavagem de dinheiro e extermínio de pessoas. Ao todo, foram expedidos 75
mandados, sendo 35 de prisão preventiva, dez de prisão temporária e
buscas, 11 de condução coercitiva de pessoas e 19 de busca e apreensão
de documentos.
Finalmente o verão chegou, e se
você é daqueles que tem o coração no mundo e o pé na estrada, não tem
época melhor para conhecer boas praias por aqui pelo Nordeste. A
Paraíba, estado vizinho a Pernambuco, dispõe de algumas praias
paradisíacas a poucas horas de viagem. Pouco conhecidas pelos
pernambucanos, elas são ótimos destinos para quem está à procura de um
local diferenciado sem precisar se ausentar por dias. Fizemos uma
seleção de praias entre Recife e João Pessoa que você precisa conhecer
já! Todas ficam entre Recife e João Pessoa – e pra chegar lá, apenas
duas horinhas de estrada indo pela BR 101.
Praia Bela
Praia Bela é daqueles destinos que fazem jus ao nome.
Em meio a coqueiros e mata nativa preservada, a praia tem um visual
único caracterizado pelo encontro entre o rio e o mar, que forma algumas
ilhotas – e ainda icônicos guarda-sóis de palha (que dependendo da maré
ficam dentro ou fora d’água). A praia possui estrutura de bares e
restaurantes, além de pousadas próximas. Ah, e suas ondas são boas para
praticantes de esportes como kitesurf! Depois de Praia Bela, o próximo destino é Coqueirinho. Entre falésias e corais, a praia tem um daqueles visuais de tirar o fôlego
– e ainda uma ótima estrutura para receber turistas, com restaurantes
na própria praia e pousadas próximas. Do lado norte da praia, uma
enseada com quiosques e mata nativa. Do lado sul, um canyon formado por
falésias e argila. Por lá, não deixe de tomar uma caipiroska de abacaxi
no Canyon de Coqueirinho, o lugar é o verdadeiro oásis
dentro do oásis, com ótima cozinha e ainda um ambiente super confortável
com sofás e espreguiçadeiras à beira mar. Boa também para os
praticantes de surf!
Praia de Tabatinga
Em Tabatinga, logo após Coqueirinho, enormes falésias, um mar calmo e morno – ótimo para tomar banho – e ainda um belo Maceió à beira mar,
formando um cenário bastante único. O lugar é muito utilizado para
veraneio, com casas e pousadas com fácil acesso à praia (ótimo para quem
quer passar mais de um dia). Por lá, você encontra o Bar dos Artista –
um lugarzinho com cerveja gelada, redes, espreguiçadeiras e uma
decoração super especial.
Um homem que mora no sul do Irã está há 60 anos sem tomar banho, segundo relatou a agência de notícias estatal Irna. Identificado como Amoo Hadji, 80, ele leva vida de forma primitiva,
dormindo numa cabana construída por moradores do vilarejo de Dezhgah, na
Província de Fars, situado próximo da área onde está instalado. Identificado como Amoo Hadji, tem 80 anos. Além da sujeira que forma grossas camadas de crosta em sua pele e barba,
o homem também é conhecido na região por gostar de fumar charuto
contendo esterco de animais que pastam na região. Hadji também fuma tabaco comum, principalmente em épocas de baixa
temperatura, quando ele acende vários cigarros ao mesmo tempo para se
esquentar. De acordo com a reportagem da Irna, Hadji se alimenta de pequenos
animais e gosta de descansar num buraco no chão que se parece com uma
cova. Não se sabe o que o levou a optar por esta vida.
A Suprema Corte chilena encerrou
definitivamente a investigação sobre a morte do ex-presidente socialista
Salvador Allende em 1973, estabelecendo que ele se suicidou no interior
da casa de governo em meio à revolta militar liderada por Augusto
Pinochet. Em uma decisão dividida datada de 6 de janeiro, a Sala
Penal do máximo tribunal chileno indeferiu dois recursos de cassação
(anulação) apresentados pelos autores da denúncia no caso, que
declaravam que o ex-presidente poderia ter sido assassinado. "Esta
tese foi indeferida pericialmente, comprovando-se que a magnitude da
energia cinética das lesões provocadas pelo tipo de arma usada explica
os ferimentos à distância existentes nos tecidos moles da face", afirma a
sentença dos juízes da Suprema Corte à qual a AFP teve acesso nesta
terça-feira. "O fato investigado não é constitutivo de crime, e
por esse motivo o caso é julgado total e definitivamente improcedente",
acrescenta a sentença. Em setembro de 2012, o juiz titular do
caso, Mario Carroza, estabeleceu por testemunhas, perícias e dados da
indagação que o presidente socialista se suicidou com um tiro de fuzil
no rosto. Durante a investigação, Carroza ordenou a exumação do
cadáver de Allende e submeteu seus restos à análise de uma comissão
internacional de especialistas. Em sua decisão, o juiz
estabeleceu que na terça-feira, dia 11 de setembro de 1973, "às 11h50
ocorreu o ataque aéreo e terrestre (contra o palácio presidencial de La
Moneda). O Presidente, depois de ordenar o abandono do local, se retira
(...) e se dirige ao 'Salão Independência', fechando a porta. Uma vez em
seu interior, se senta em um sofá, coloca o fuzil que segurava entre
suas pernas e, apoiando-se em seu queixo, o aciona, falecendo de forma
instantânea alvo do disparo recebido". Advogados do movimento
Socialista Allendista haviam pedido a anulação da decisão de Carroza e a
realização de uma nova investigação, ao considerar que Allende poderia
ter sido assassinado por militares que entraram na casa de governo
naquele dia. No dia 11 de setembro de 1973, quando Allende
completava 1.000 dias no poder, as Forças Armadas chilenas - lideradas
por Augusto Pinochet - se levantaram contra seu governo, bombardeando
por ar e terra o palácio presidencial onde estava Allende, que resistia
junto a um punhado de colaboradores. O regime do general Augusto
Pinochet, que foi instaurado neste mesmo dia - até 11 de março de 1990 -
deixou mais de 3.200 mortos e desaparecidos.
“No trevo, a 100 por hora” Edna Prometheu é o pseudônimo da produtora cultural Edna Assunção de
Araújo, de 46 anos. Morena, de cabelos encaracolados e baixa estatura,
não é uma mulher de beleza estonteante. Militante de organizações de
extrema-esquerda, é definida por seus amigos como “idealista utópica”.
No começo de 2005, ela estava em São Paulo, no ateliê do artista
plástico cearense Aldemir Martins, já morto, quando entrou pela porta o
músico Belchior. O cantor de “Paralelas” também pinta quadros e
frequenta o ambiente artístico. Edna queria organizar uma exposição de
Aldemir no Ceará. Belchior disse que tinha amigos por lá, poderia
ajudar. Trocaram telefones. Os dois acabaram organizando juntos a exposição em Fortaleza, naquele
mesmo ano. Na volta, Edna ligou para um amigo e contou a novidade:
“Estamos namorando”. A partir daí, a vida plácida de Belchior derrapou
no trevo a 100 por hora, como diz a letra de “Paralelas”. Para ficar com
Edna, ele abandonou a então mulher, Ângela, com quem estava casado
havia 35 anos, mãe de dois dos quatro filhos que tem. Afastou-se dos
amigos e foi gradativamente deixando de fazer shows, até sumir sem dar
explicações, em 2009. “Essa figura nefasta está fazendo uma lavagem
cerebral nele”, afirma Jackson Martins, ex-empresário de Belchior. “Depois dela, sua vida só andou para trás”, diz o artista plástico
cearense Tota, amigo de Belchior. O desaparecimento de Belchior, há cinco anos, surpreendeu a todos,
família e amigos. Ninguém poderia esperar tal atitude. Ele deixou para
trás a agenda de shows e todo o patrimônio, incluindo roupas,
documentos, quadros, automóveis e apartamento. O sumiço transformou
Belchior em figura cult. A pergunta “onde está Belchior?” ecoou na
internet e teve até repercussão internacional. Surgiram blogs sobre o
tema. Campanhas nas redes sociais pediram a volta do músico. E
apareceram montagens cômicas – “memes” – em que Belchior aparece em
locais inusitados como a ilha do seriado Lost. Suas músicas no YouTube, que antes tinham 5 mil acessos diários, hoje batem 500 mil. O sucesso no mundo virtual não trouxe nenhum benefício para o
Belchior de carne e osso. Aos 67 anos, ele vive escondido com Edna em
Porto Alegre. Não pode sair em público, pois é procurado pela polícia.
Pesam contra Belchior dois mandados de prisão pelo não pagamento de
pensões alimentícias. Uma devida à ex-mulher Ângela, com quem tem dois
filhos já maiores de idade, e outra à mãe de uma filha de 19 anos que
teve fora do casamento. Além das pensões, Belchior abandonou todos os
demais compromissos e é cobrado na Justiça em processos que correm à
revelia. O ex-secretário particular de Belchior, Célio Silva, ganhou um
processo trabalhista contra ele no valor de R$ 1 milhão. Não há mais
como recorrer. As contas de Belchior estão bloqueadas, e os imóveis que
tinha comprometidos. Sem dinheiro, ele já se abrigou numa instituição de
caridade no Rio Grande do Sul e morou de favor na casa de fãs que nem
conhecia. O mais intrigante na espantosa história de Belchior é que ele
aparentemente não agiu movido por depressão, dívidas ou golpe
publicitário, como se pensou no princípio. A influência da mulher é
apontada pela maioria dos amigos como o motivo do seu comportamento.
Ainda assim, não há unanimidade. “Edna não conseguiria sozinha virar a
cabeça de alguém inteligente como Belchior. São dois sonhadores,
juntaram suas utopias. Deixaram de acreditar neste mundo materialista,
objetivo e mesquinho e partiram para um caminho de desapego”, diz o
artista plástico José Roberto Aguilar, de 72 anos, amigo do casal. A história do cubano que viveu cinco meses no aeroporto de Guarulhos. Belchior nasceu numa família simples no interior do Ceará. Foi o mais
bem-sucedido entre 23 irmãos. Estudou medicina na capital. Abandonou o
curso depois de quatro anos, para ingressar na carreira artística.
Estourou nos festivais na década de 1970 e compôs músicas com letras
poderosas, como “A palo seco”. Seus sucessos foram gravados por Elis
Regina, Jair Rodrigues e Roberto Carlos. Belchior é um artista com vasta
cultura, domina cinco idiomas, conhece filosofia e gosta de física
quântica. Até os anos 2000, lançava em média um disco por ano. “Ele era
uma máquina, chegava a fazer três shows por noite. Era uma pessoa
completamente dedicada à carreira”, diz o parceiro e ex-sócio Jorge
Mello. Tudo isso ficou para trás. O sumiço de Belchior lembra o caso do
escritor russo Liev Tolstói. Aos 82 anos, ele abandonou tudo para viver
como camponês. Tolstói teve um fim trágico – morreu de pneumonia depois
de viajar na terceira classe de um trem durante o inverno soviético.
Belchior, quanto mais se afasta da vida em sociedade, mais se afunda em
dificuldades mundanas. Capítulo 2.
“Onde nada é eterno” Depois que conheceu Edna, Belchior percorreu uma trajetória descendente
em que, aos poucos, se despojou de todos os bens e obrigações. No final
de 2006, ainda com a carreira aquecida, pediu que o empresário Jackson
Martins parasse de agendar novos shows. Pretendia passar um tempo se
dedicando à pintura e à tradução do poema Divina comédia, de
Dante Alighieri, para uma linguagem popular. No início do ano seguinte,
deixou o apartamento em que vivia com Ângela, mas continuou morando em
São Paulo com Edna, num flat alugado. Desde então, a família diz não ter
mais notícias dele. Belchior não era um marido muito presente, ficava
até dois meses sem aparecer em casa. Teve duas filhas fora do casamento.
Uma delas com uma fã que morava em São Carlos, no interior de São
Paulo, com quem saiu uma única vez. A outra era fruto de um caso com uma
estudante de psicologia no Ceará. Belchior pagava pensão alimentícia
para a primeira. A família da segunda menina, hoje com 16 anos, não o
acionou na Justiça. As complicações começaram a aparecer em 2008. Ângela cobrava na
Justiça uma pensão mensal de R$ 7 mil. Belchior se recusou a pagar. Na
época, deixou de pagar também a outra pensão. Seus amigos notaram uma
diferença de comportamento. “Ele parecia estranho. Me ligou perguntando
sobre amigos que não vemos há 30 anos, num tom de voz que não era o
seu”, diz Jorge Mello. Em outubro daquele ano, abandonou um carro no
estacionamento do aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Belchior continuou em São Paulo até março de 2009, quando deixou o
flat sem quitar os últimos meses de aluguel. Na garagem, ele largou um
segundo carro, e em seu apartamento ficaram roupas, rascunhos de música,
cartões de crédito e o passaporte. Belchior também abandonou tudo na
casa alugada onde funcionava seu escritório: coleção de quadros, discos,
documentos e o computador onde estava parte da tradução da Divina
comédia, projeto que lhe consumira três anos. Seu secretário, Célio
Silva, continuou abrindo o escritório, na esperança de que retornasse.
Acima, a instituição em Cachoeirinha, Rio Grande do Sul, que abrigou
Belchior. Abaixo, o quarto no sítio do advogado Jorge Cabral onde ele ficou hospedado. viajara com Edna para o Uruguai, onde descansava num
vilarejo. Foi processado por Célio e por todos os credores que ficaram
em São Paulo. Não se defendeu. Foi representado por defensores públicos
até nos processos de pensão alimentícia. Como consequência, suas contas
foram bloqueadas, e apareceram dois mandados de prisão contra ele, já
que não pagar pensão é um crime passível de cadeia. “Como não tive
contato com ele, a defesa ficou restrita a questões formais”, diz a
defensora Claudia Tannuri, escolhida para defendê-lo no processo movido
pela ex-mulher Ângela. Belchior nem sequer se importou com o destino de
seus pertences. As roupas que estavam no flat foram doadas à caridade. A
filha mais velha recolheu os documentos. Os carros foram levados para
depósitos públicos. A dívida com os estacionamentos já ultrapassava seu
valor. O proprietário do imóvel onde funcionava o escritório lacrou o
lugar e recolheu os pertences. Seus quadros se perderam com a umidade. Como na música “Divina comédia humana”, “em que nada é eterno”,
Belchior e Edna perambularam durante todo esse período de hotel em hotel
– várias vezes, sem pagar a conta. Amigos culpam Edna pela iniciativa. O
primeiro hotel em que isso aconteceu foi o Gran Marquise, em Fortaleza.
Os dois ficaram hospedados ali ainda em 2006. Saíram sem pagar dois
meses de estadia, no valor de R$ 8 mil. Depois, repetiram a prática em
pelo menos quatro locais. No Icaraí Praia Hotel, em Niterói, deixaram
uma conta de R$ 4 mil. “Alguns funcionários tiveram de arcar com parte
da dívida, já que permitiram que ele ficasse hospedado mais de uma
semana sem pagar a conta”, diz o atual gerente, Germano Lopes. No Royal
Jardins Boutique, em São Paulo, a conta pendurada foi de R$ 12 mil.
“Eles deixaram um cheque caução, mas não tinha fundos”, diz Elly
Shimasaki, gerente na ocasião. O caso mais recente foi no hotel Cassino, na cidade de Artigas, no
Uruguai, onde o casal se hospedou entre julho de 2011 e novembro de
2012. Os últimos meses ficaram sem pagamento, restando uma dívida de R$
35 mil. Lá, Belchior deixou para trás roupas e um laptop. “É uma lástima que um artista brasileiro dessa importância tenha
agido assim”, diz o gerente uruguaio Ricardo Rodrigues. O hotel entrou
com uma queixa criminal contra o casal.
Capítulo 3. “Sou apenas um rapaz latino-americano sem dinheiro no banco”Nos últimos anos, Belchior se manteve à distância de qualquer atividade
remunerada. Em 2009, quando o desaparecimento ganhou repercussão
nacional, a montadora General Motors ofereceu um cachê milionário para
ele aparecer num comercial. Belchior deveria dizer que, com o novo carro
da GM, até ele voltava. Belchior recusou o convite e ficou bastante
chateado com o teor da proposta. O empresário Jackson Martins diz que
recebe constantes pedidos para shows, mas não consegue localizá-lo desde
2007. “Pago as dívidas dele se ele voltar”, diz. Outro empresário que
trabalhou com Belchior por quase 30 anos, Hélio Rodrigues, diz que o
desaparecimento fez aumentar o interesse do público. “Depois do
escândalo, ele consegue lotar qualquer casa de espetáculo. Com dois
shows em São Paulo, eliminaria as dívidas”, diz. Hoje, a maior pendência de Belchior é o processo trabalhista ganho
pelo secretário Célio, no valor de R$ 1 milhão. A causa está julgada. Um
apartamento de propriedade do músico em São Paulo está em execução. A
dívida da pensão para a ex-mulher Ângela soma cerca de R$ 300 mil. Mas
cresce a cada dia, já que Belchior continua obrigado a pagar R$ 7 mil
por mês. “O sumiço só agravou a situação dele. Se não tem dinheiro,
deveria enfrentar juridicamente o processo, argumentando que não pode
pagar”, diz Paulo Sato, advogado de Ângela. A pensão atrasada da filha
que mora em São Carlos gira em torno de R$ 90 mil. As dívidas com hotéis
cobradas na Justiça somam R$ 47 mil. Não são impagáveis, desde que
Belchior volte a se apresentar. A derradeira fonte de renda de Belchior eram os direitos autorais de
suas músicas. Segundo o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição
(Ecad), nos últimos cinco anos foram depositados R$ 367 mil referentes à
execução pública de suas obras. Parte do dinheiro ficou retida quando
as contas bancárias foram bloqueadas. Desde então, Belchior não contou
com nenhum outro tipo de renda.
Capítulo 4. “Saia do meu caminho, eu prefiro andar sozinho”Em janeiro deste ano, Edna e Belchior procuraram a Defensoria Pública em
Porto Alegre. A história ganhou ingredientes ainda mais estranhos. Os
dois alegavam que o bloqueio das contas e os mandados de prisão impediam
que ele trabalhasse e voltasse a ganhar dinheiro para pagar as dívidas.
Belchior aparentemente estava disposto a voltar. Mas o comportamento do
casal era confuso. Edna falava desbragadamente, enquanto Belchior
ficava quase sempre calado. “Durante um mês, me informei sobre os
processos que tramitam em São Paulo. Fizemos um pedido judicial para a
suspensão da execução, até que ele conseguisse se restabelecer. Nesse
meio-tempo, Belchior sumiu”, diz a defensora pública Luciana Kern, que o
atendeu. Nesse mesmo período, Edna ligou para o jornalista gaúcho Juremir
Machado, que não conhecia. Disse que Belchior estava escondido na cidade
e precisava de ajuda. Ela queria que Juremir os levasse à sede regional
da TV Record para fazer uma denúncia delirante. Juremir notou algo de
incomum no casal. Eles se escondiam atrás de pilastras e ficavam olhando
a movimentação nas ruas antes de entrar em algum lugar, como se fossem
seguidos. Na retransmissora da TV, Edna afirmou ter um dossiê contra a
TV Globo. O programa Fantástico noticiara o desaparecimento de
Belchior em 2009 e a fuga do hotel uruguaio, em 2012. “Ela dizia que
Belchior era difamado pela Globo e queria justiça. Falou até que havia
uma tentativa de matá-lo”, diz a jornalista Vânia Lain, que recebeu os
dois. Eles disseram que voltariam na semana seguinte trazendo os
documentos, mas desapareceram. CANTOR EM FUGA: À esq., com o advogado Jorge Cabral, que hospedou Belchior em seu sítio
em Guaíba, Rio Grande do Sul. Acima, à direita, na União Brasileira de
Compositores, abaixo, em hotel no Uruguai Belchior e Edna ficaram inicialmente hospedados num
hotel simples no centro, pago com ajuda dos funcionários do Tribunal de
Justiça, primeira porta em que o casal bateu quando chegou à capital
gaúcha. Depois, foram abrigados no Centro Infantojuvenil Luiz Itamar,
instituição de caridade na região metropolitana. Dali, foram levados ao
advogado Aramis Nacif, ex-desembargador do Estado, que poderia ajudar
Belchior com os processos. “Ele dizia que um agente apareceria, mas
nunca apareceu”, diz Nacif. Durante um mês, o casal ficou abrigado na
casa de praia do filho dele. “Eles não tinham dinheiro algum. Edna
apresentava um sentimento de perseguição muito grande, parecia ter algum
distúrbio psicológico”, diz. Foi nesse momento que Belchior conheceu o
advogado Jorge Cabral, na casa de quem se hospedou por quatro meses. Cabral tomou um susto ao perceber que um músico importante como
Belchior estava ali. E os convidou para ir a um sítio de sua
propriedade, em Guaíba, local mais agradável. Belchior e Edna
continuavam sem dinheiro. Nesse período, o advogado levou mantimentos,
roupas, itens de higiene pessoal e até tintura para Belchior pintar os
bigodes de preto. No sítio de Cabral, Belchior não bebia nem comia carne vermelha.
Passava os dias tomando chá, caminhando e cuidando das ovelhas. Fazia
muitas anotações em papéis, que escondia numa pasta. Durante esse
período, gastou duas canetas inteiras. Leu cerca de 40 livros. Não
apresentava sinais de depressão. Parecia, segundo Cabral, alheio aos
problemas que o cercavam. “Eu imaginava que ele era apenas um compositor
nordestino, mas encontrei um artista plástico, um pensador, um
filósofo”, diz Cabral. Ele pretende escrever um livro sobre a
experiência. Belchior só não gostava de falar sobre sua situação. Recusava-se a
tocar violão e cantar. Edna impedia que ele fosse fotografado. O casal
também não tomava nenhuma providência para resolver os problemas
jurídicos. “A gente esperava que a situação se resolvesse, mas não
acontecia nada. E aquilo não condizia com um homem lúcido, com memória
fantástica, que fala várias línguas e tem uma quantidade enorme de
músicas gravadas”, diz Jorge Cabral.
“Esse tempo que ele falou que daria na carreira já está longo demais. Só
queremos notícias dele”, diz a irmã, Ângela Belchior. Belchior não
apareceu nem no enterro da mãe, que morreu em 2011. Por telefone, a
ex-mulher Ângela soa reticente. Não gosta de falar sobre um assunto tão
delicado com a imprensa. Ela conta que, desde 2007, Belchior não entra
em contato nem com os filhos. “Não entendo. Os empresários dele não
entendem”, diz. Em julho deste ano, Cabral pediu que o casal saísse, dado que
Belchior e Edna não davam sinal de acabar com aquela situação de total
dependência. Ele os deixou na porta da sede regional da União Brasileira
de Compositores, com R$ 50 no bolso. Na União, Belchior tentou
desbloquear o pagamento de seus direitos autorais, comprometido pelos
processos na Justiça. Não conseguiu. Belchior foi visto pela última vez na entrada do prédio, um edifício
moderno num bairro de classe média de Porto Alegre, em frente a uma
avenida bastante movimentada. Carregava uma pequena mala nas mãos e
material de pintura debaixo do braço. Belchior – na belíssima letra de
“Comentário a respeito de John”, ele cantava “eu prefiro andar sozinho” –
estava, como sempre, ao lado de Edna.
Organizar a agenda de endereços é sempre uma tarefa ingrata. Todo
ano tenho que checar a minha, página por página, para conferir os nomes e
dados dos meus contatos pessoais e profissionais. É como se estivesse
na frente de uma tapeçaria, olhando os fios que ficaram e os que se
perderam, só para perceber, com certo alarme, que a lista de nomes que
tenho que riscar não para de crescer. Eu vivo, como muita gente,
num país de fuga. Uma ilha da qual saímos rumo a todas as direções, com
um adeus definitivo, uma nação cujo número de emigrantes é cada vez
maior do que o daqueles que decidem voltar. "Volver" ("voltar") é um
verbo conjugado por poucos aqui. Embora a rota de exílio
geralmente leve aos EUA, os cubanos estão indo para todo lugar. Um dia
me surpreendi ao receber um e-mail de um grupo de conterrâneos que leem
meu blog na Papua Nova Guiné. Trocaram uma ilha por outra. Se eu tivesse
um mapa na parede da minha sala com um alfinete vermelho marcando todos
os lugares do mundo onde meus amigos estão morando, daria a impressão
de que o planeta pegou sarampo. E os cubanos, é claro, não são
os únicos. Este ano a ONU anunciou que há mais gente vivendo fora de
seus países de origem do que nunca. As razões são muitas, entre elas a
guerra - como no Afeganistão e na Síria - as dificuldades econômicas e a
opressão dos Estados totalitários. Alguns, como os mais de 300
africanos que morreram afogados na ilha de Lampedusa há poucos meses,
fazem parte da mesma estatística dos cubanos que perderam a vida no
Estreito da Flórida, aqueles que abandonaram tudo através de meios
precários, mas nunca conquistaram a chance de recomeçar. Quando
falamos de imigração, quase sempre pensamos nas circunstâncias que a
pessoa vai enfrentar no país novo: as dificuldades com o idioma, seu
estabelecimento na cultura, a obtenção dos documentos para legalização
de sua situação; geralmente minimizamos o efeito na família e nos amigos
que ficam para trás e meio que ignoramos a eterna questão do "e se…?"
"E se o Pedro ainda estivesse aqui?"
"E se a Maritza não tivesse ido para Nova York (ou Berlim), o que será que estaria fazendo?"
Em um momento de lazer em Feira de Santana (BA), a blogueira cubana
Yoani Sánchez, 37, caiu no forró na tarde de terça-feira (19). Yoani
confirmou uma visita ao Congresso para falar de sua luta pela liberdade
em Cuba. Eu vivi em exílio sob ambas as perspectivas: a daqueles que partiram e a
daqueles que se despediram dos que foram e ficaram no aeroporto -- e
podem acreditar, as duas experiências são emocionais e difíceis. Sempre refutei a ideia de ser julgada em relação a detalhes sobre os
quais não tenho nenhum controle: o fato de ser mulher, branca, baixinha,
cubana e falar espanhol, por exemplo, mas foi minha a decisão de ser
filóloga, de lançar um blog, de ter um filho, de aprender um pouco de
alemão e até de voltar ao meu país dois anos depois de viver nas
montanhas nevadas da Suíça. À eventualidade de ter nascido em
Cuba, agreguei minha decisão pessoal de viver aqui para ver meus netos
crescerem nessas ruas e praças, mas há muita gente nesse mundo que tem a
impressão de ter nascido no lugar errado. O dilema é antigo:
ficar no lugar de nossa identidade, onde conhecemos os costumes
profundamente? Ou ir para terras distantes e desconhecidas, com a
esperança de alcançar grandes conquistas pessoais -- Frutos ou raízes?
Parece que para os mais de 232 milhões de imigrantes que há no planeta
no momento -- de acordo com a ONU, mais de 3% da população mundial -- a
escolha são os frutos. Em Cuba, ter um parente no exílio é muito
mais útil que um diploma universitário. Uma brincadeira de duplo
sentido muito comum no país é perguntar para alguém: "Você tem 'fé'?"
sem, na verdade, querer saber a religião da outra pessoa, mas sim se ela
tem "familia (en el) extranjero" ? ou "familiar no estrangeiro", cujas
iniciais são FE, ou "fé" em espanhol. Quem tem pode comer um pouco
melhor e se vestir com um pouco mais de estilo. Minha família
teve "fé" durante os dois anos que morei na Suíça, país onde me
estabeleci com a ideia de fugir do meu. Embora as separações sejam
sempre difíceis, há também os benefícios. Eu me lembro de ter dividido
todos os pertences que acumulei ao longo dos anos entre meus parentes e
amigos. Os 22 quilos permitidos pela companhia aérea não me permitiam
levar muita coisa, então comecei a distribuir parte das minhas roupas,
sapatos, livros e até as plantas da minha sacada. Cada peça era recebida
como uma benção naqueles anos de dificuldades econômicas. Ah, sim, a
imigração também desatravanca sua casa -- seja para doar aquela cama em
que outros podem dormir ou o computador de que tanto precisa o sobrinho,
o primo ou o vizinho.
Ao voltar do meu exílio autoimposto, fui
recebida com alguns olhares tortos, como se aquelas pessoas temessem que
fosse reclamar minhas coisas de volta. Foi assim que entendi que muitos
daqueles que partem ajudam a família não só mandando dinheiro e
presentes, mas também permitindo que quem ficou para trás aproveite tudo
o que deixaram. Nenhum relatório de nenhuma organização
internacional vai poder definir esse aspecto tão pessoal da imigração ?
nem refletir a vida dupla, dividida em dois, com que aqueles que deixam
seu país têm que lidar, sabendo que somente escolhendo os frutos para si
é que poderão expandir suas raízes. Eu chamo esse fenômeno de
"síndrome da imigração", que se manifesta com mais força nos primeiros
anos. Os meus sintomas se mostraram claramente, fazendo com que
comparasse o tempo todo o que estava vivendo na minha cidade nova com o
que meus familiares estavam sentindo naquele exato momento em Cuba.
Sentar-me à frente de um prato farto e apetitoso era um dos momentos
mais dolorosos do dia. O que será que a minha mãe estava comendo? Será
que ela já tinha provado kiwi? Será que ia dormir de estômago vazio?
Nos meus devaneios diários, estabelecia um "câmbio permanente" que me
fazia calcular o valor de cada franco suíço em termos de pesos cubanos
-- e na minha obsessão, traduzia esse valor em horas de trabalho que
meus familiares e conhecidos teriam que cumprir para ter o que eu tinha
no "país do chocolate": uma cerveja, dois dias para o meu pai,
engenheiro ferroviário; uma maçã, oito horas para o meu vizinho que era
cinegrafista de TV; uma barra de Toblerone, uma semana inteira para a
minha irmã, que era farmacêutica. Os frutos estavam ao meu
alcance, suculentos, atraentes -- mas tão doloroso foi o processo de
transplante de minhas raízes que não conseguia aproveitar o que tinha
conquistado. Fiz as malas e mais uma vez espremi minha vida em 22
quilos. No último dia, deixei um livro de T.S. Eliot, companheiro de
mais de quinze anos, num dos bancos da estação de trem de Zurique.
Sim, eu sou uma das poucas a voltar para essa ilha de fuga onde vivo.
(Só em 2012, 46.662 cubanos imigraram, de acordo com o relatório
demográfico anual da Agência Nacional de Estatísticas.) Em 2014,
essa tendência de buscar novos horizontes -- do sul ao norte, ou mesmo
do sul para o sul -- sem dúvida deve continuar e crescer. É da natureza
humana, está no nosso código genético procurar horizontes mais amplos e
não nos confinarmos aos limites estreitos a que ficamos sujeitos pelo
destino: um país, um idioma, uma cor de pele, uns centímetros a mais ou a
menos na estatura. Aqueles que partem, porém, devem saber que
deixam para trás sentimentos contraditórios: saudade, preocupação,
alegria, alívio -- e um mar de gente com pontinhos vermelhos no mapa da
parede, com as melhores roupas separadas para o dia em que a pessoa
querida voltar; gente que, ao final de cada ano, tem que refazer seus
cadernos de endereços e apagar, apagar, apagar. *Yoani Sánchez é jornalista e autora do blog Generación Y. Tradutor: Mary Jo Porter
A dona de Cícera Maria Leite, residente em Igaracy, conseguiu na Justiça Federal o direito de receber a pensão por morte de seu filho mais velho Cícero Pereira Leite, falecido em acidente de moto quando contava com apenas 18 anos. A genitora foi assistida pelo Advogado Manoel Nouzinho da Silva após ter o pedido negado junto ao Instituto Nacional do
Seguro Social (INSS), que alegou a falta de comprovação de sua
dependência financeira com o segurado. De acordo com o relato da genitora, que
tem outros três filhos, o sustento da família era feito pelo seu
primogênito. Para provar essa condição, durante a audiência, foram
usadas como provas Certidão de Óbito onde consta o endereço do
falecido como sendo o mesmo da parte autora, Certidão de Nascimento, Comprovante de residência em que evidenciam
o domicilio comum e documentos pessoais do locador, Alvará judicial em nome da mãe para
levantamento dos saldos das contas de PIS/PASEP e FGTS, Alvará judicial para levantamento de cotas
do seguro desemprego, Contrato de locação entre o falecido e
Ivanildo, Saque
FGTS (CEF), Termo de Rescisão de contrato de trabalho, Guia Seguro Desemprego e Declaração Anual
de Isento (IR), Extrato FGTS, Escritura do Imóvel Locado, Documentos pessoais do
falecido e autora e o depoimento do Senhor José Cândido, proprietário de
uma loja de eletrodomésticos afirmando que o falecido mensalmente enviava dinheiro de São Paulo através de deposito bancário em seu nome para que repassasse a sua mãe para as compras
da casa. Convencido da veracidade dessas
informações, o INSS sugeriu um acordo, aceito pela genitora de
concessão da pensão por morte.
“O acordo judicial é muito importante, pois oportuniza às partes a
resolução antecipada da demanda, evitando-se a continuidade do processo
“, comenta o defensor, responsável pelo caso.
O jovem Kleverson
Lopes decidiu dar um presente aos turistas que visitarem a cidade de Igaracy
neste final de ano. Kleverson instalou um sistema wi fi na pracinha central que
fica em frente à Igreja Matriz, um dos pontos mais visitados esta época, para
aqueles que frequentarem o local possam ter acesso à internet sem fio de graça.
Todo o equipamento foi comprado pelo próprio jovem, que inovou e surpreendeu
todo mundo com a possibilidade de passear na pracinha e ao mesmo tempo poder
acessar as redes sociais ou qualquer outro tipo de site pela internet. jovem
ainda contou com o apoio da LGNET, que sempre apoia este tipo de ideia e está
sempre a disposição quando o assunto é inovação e tecnologia a serviço de
clientes, amigos e da comunidade em geral. O equipamento foi instalado no
barraco de Kalunga Cd’s, próximo ao Pilotão, que é um marco no centro da cidade
e claro, o blog hugoigaracy não poderia deixar de está junto nesta ação de
recepção aos amigos que visitam cidade.
A menos de
dois meses, esse mesmo jovem que este final de ano surpreende ao instalar do
próprio bolso internet de graça para os filhos de Igaracy, ajudou na
transmissão ao vivo das missas da Festa de Nossa Senhora dos Remédios pelo blog
hugoigaracy, o que fez várias famílias que moram em outras cidades, reviverem a
alegria de participar da festa da Padroeira mesmo de longe. Parabéns
Kleverson pela atitude, audácia e por pensar grande, ao fazer isso mesmo sem
nenhuma ajuda de qualquer órgão público.
Estreante no Mundial de Clubes, o Atlético-MG resgata com sua inédita
participação no torneio organizado pela Fifa, feito histórico, ocorrido
há 63 anos,e que está marcado até mesmo no hino oficial do clube.
Jogando em terras estrangeiras e geladas, o alvinegro mineiro tornou-se o
"campeão do gelo", façanha cantada com orgulho pelos torcedores
atleticanos. Em 1950, o alvinegro mineiro foi a primeira equipe
do Brasil a viajar para realizar um torneio na Europa, contra
adversários tradicionais e temidos, enfrentando times como Munique 1860,
Hamburgo, Werder Bremen, Schalke 04, todos da Alemanha, além de clubes
da Áustria, Bélgica, França e um combinado de Luxemburgo. Curiosamente, o alvinegro mineiro não foi a primeira equipe convidada a
participar da excursão. Entretanto, foi a única a aceitar viajar para
países que viviam momentos difíceis e de reconstrução, cinco anos após o
término da Segunda Guerra Mundial, em 1945. A excursão
europeia, que tomou ares épicos pelas condições adversas enfrentadas,
aconteceu de 1º de novembro a 7 de dezembro daquele ano, e foi batizada
como campeonato de inverno, por causa da época do ano e das baixas
temperaturas. Os países pelos quais o esquadrão alvinegro passou foram
Alemanha, Áustria, Bélgica, Luxemburgo e França. Além da força
das equipes europeias, o Atlético enfrentou o forte frio como obstáculo.
As partidas aconteceram em gramados cobertos por camadas de gelo,
situação que batizou o alvinegro mineiro de 'campeão do gelo'.
Temperaturas como 12 e 15 graus negativos fizeram parte do dia a dia de
treinos e jogos do time atleticano. "Lembro de ouvir relatos na
época, de que os jogadores tinham de procurar formas para se esquentar,
pois os pés ficavam quase congelados, as mãos. Os membros do Atlético
esquentavam água para ajudar a evitar os problemas do forte frio",
contou o engenheiro aposentado Sebastião Garcia Silva, 75 anos, torcedor
atleticano e que tinha 12 anos na ocasião. O clube alvinegro
estava pouco preparado para enfrentar o frio intenso que enfrentou na
excursão. O grupo viajou com o uniforme que usava no Brasil, de algodão.
Para tentar amenizar o clima adverso, os atletas passaram a jogar com
agasalhos, mais de um par de meia e luvas de lã, artigos adquiridos na
Europa. Lutar, Lutar, Lutar Pelos gramados do mundo pra vencer Clube Atlético
Mineiro Uma vez até morrer. Nós somos Campeões do Gelo O nosso time é
imortal Nós somos Campeões dos Campeões Somos o orgulho do esporte
nacional. TRECHO DO HINO DO ATLÉTICO-MG AUTOR VICENTE MOTTA.Além das temperaturas baixas, os jogadores atleticanos conviveram ao
longo da excursão, com boa presença de torcedores, que ainda viviam com
temor da guerra, gramados em diferentes estados, como no duelo contra o
Schalke 04, na Prússia, aonde o campo não possuía grama, com os atletas
jogando em um campo de terra. Foi contra o Stade Francais que o
Atlético se sentiu mais em casa, mesmo com o frio intenso na França. Ao
entrarem em campo, os jogadores logo escutaram o barulho de baterias
músicas de samba e marchas de carnaval, tocado por estudantes
brasileiros. O Atlético venceu por 2 a 1. A campanha atleticana
teve altos e baixos. Ao todo, foram dez jogos em pouco mais de 30 dias. O
time mineiro venceu seis vezes, tendo o triunfo sobre o Hamburgo, por 4
a 0, como a maior goleada, duas derrotas, para o Werder Bremen e Rapid
Viena e dois empates, com a seleção de Luxemburgo e Eintracht
Braunschweig. "O Atlético viajou desacreditado, muitos achavam
que era loucura viajar para a Alemanha naquela época. Para muitos, o
time iria apenas passear, ninguém acreditava em um sucesso do time, que
era pouco conhecido", comentou Sebastião Silva. Kafunga, Mão de
Onça; Afonso, Osvaldo, Juca, Moreno, Vicente, Zé do Monte, Haroldo,
Barbatana, Vicente Perez e Márcio; Lucas, Lauro, Zezinho, Alvinho,
Nívio, Vavá, Murilinho e Vaguinho participaram da excursão e dos jogos
nos cinco países diferentes. Os artilheiros do time foram Vaguinho e
Lucas, com 6 gols cada um. Vavá é o único dos 'heróis' atleticanos da
campanha no gelo que está vivo. De volta a uma competição internacional, desta vez no Marrocos, o time
mineiro encontra situação diferente, longe do frio enfrentado na
competição do gelo, mas curiosamente, podendo enfrentar um time alemão, o
Bayern de Munique, em uma possível final do Mundial de Clubes. "Mais de 60 anos depois e o Atlético volta a representar o Brasil fora
do país. Hoje, todos terão a oportunidade de acompanhar o time, ver os
jogos, ver Ronaldinho Gaúcho, Diego Tardelli. É uma situação muito
diferente, mas de importância enorme para o Atlético", observou o
ex-jogador do alvinegro mineiro, Paulo Isidoro.
Rosalba Ciarlini, do DEM, foi
condenada por abuso do poder econômico e político após usar mais de 50
vezes avião do governo para apoiar aliada na eleição para a prefeitura
de Mossoró. Prefeita foi cassada dez vezes apenas este ano e foi
afastada semana passada do cargo. Apenas em setembro de 2012, Rosalba usou avião do estado 56 vezes para visitar Mossoró, onde apoiava Cláudia Regina. Por cinco votos a um, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio
Grande do Norte decidiu, nesta tarde, afastar a governadora Rosalba
Ciarlini (DEM) do cargo por abuso de poder econômico e político na
campanha eleitoral de 2012. A decisão do TRE prevê a notificação da
Assembleia Legislativa para dar posse ao vice-governador, Robinson Faria
(PSD), pai do deputado Fábio Faria (PSD-RN), logo após a publicação do
acórdão. Mas ainda cabe recurso. Para o tribunal, ficou comprovado que Rosalba utilizou indevidamente a
máquina do Estado para beneficiar a campanha da prefeita de Mossoró,
Cláudia Regina (DEM), e seu vice, Wellington Filho (PMDB), em 2012. A
governadora foi acusada de usar indiscriminadamente o avião oficial do
governo potiguar para participar de atos de apoio à correligionária. Segundo dados do Departamento de Aviação Civil (DAC), a aeronave
pousou 56 vezes no Aeroporto Dix-sept Rosado, em Mossoró, no mês que
antecedeu a eleição de Cláudia Regina. Aliada do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) e do
líder do DEM no Senado, José Agripino (RN), a prefeita de Mossoró teve o
mandato cassado dez vezes pela Justiça eleitoral somente neste ano por
abuso do poder econômico e político e caixa dois. Mesmo assim, só foi
afastada do cargo semana passada. As acusações contra a prefeita afastada vão desde o uso de servidores
da prefeitura na campanha até as dezenas de visitas da governadora à
cidade durante o período eleitoral no avião do governo. Votaram pelo afastamento de Rosalba os juízes eleitorais Nilson
Cavalcanti, Carlo Virgílio, Artur Cortez, Verlano Medeiros e o
desembargador Virgílio Medeiros. A assessoria do governo do Rio Grande
do Norte informa que só vai se manifestar sobre o assunto quando a
governadora for notificada pela Justiça da decisão. O mesmo julgamento manteve afastados da prefeitura de Mossoró a
prefeita Cláudia Regina e o vice Wellington Filho. Pela segunda vez,
eles tiveram rejeitado recurso para derrubada de decisão de primeiro
grau. O TRE-RN confirmou a cassação, a inelegibilidade por oito anos e o
afastamento do cargo dos dois.
Em família:
O grupo da governadora e de seu marido, o ex-deputado Carlos
Augusto Rosado, ganha as eleições municipais de Mossoró desde 1996,
quando Rosalba se elegeu prefeita. Ela já havia comandado o município
entre 1988 e 1992. Em 2004, o casal venceu com Fafá Rosado, prima de Carlos Augusto. Fafá
se reelegeu quatro anos depois. Ex-chefe de gabinete de Rosalba e
ex-secretária de Ação Social de Mossoró, Cláudia Regina foi eleita
vice-prefeita em 2004 e vereadora em 2008, antes de alcançar a
prefeitura no ano passado. Nas eleições de 2012, a candidata da
governadora superou nas urnas a deputada estadual Larissa Rosado (PSB),
filha da deputada federal Sandra Rosado (PSB) e também prima de Carlos
Eduardo, o marido de Rosalba. Apesar de serem da mesma família, Sandra e
Carlos Eduardo são adversários políticos.