Ato da Presidência foi publicado na edição desta quinta-feira no Diário da Justiça. O expediente no Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) e nas demais
unidades do Poder Judiciário na comarca de João Pessoa será das 7h às
14h, na próxima quarta-feira, dia 26 de fevereiro, devido aos festejos
carnavalescos do Folia de Rua, com a apresentação do tradicional Bloco
Muriçocas do Miramar na Capital. O Ato da Presidência nº 10/2014, assinado pelo presidente em
exercício do Tribunal, desembargador Romero Marcelo, publicado no Diário
Eletrônico da Justiça, edição desta quinta-feira (20), decreta ainda
ponto facultativo para todas as unidades judiciais do Estado no dia 3 de
março (segunda-feira) e feriado no dia 4 março (terça-feira). O
Tribunal de Justiça e as 76 comarcas voltam às atividades na
Quarta-feira de Cinzas (5), a partir das 14h. Durante o período de Carnaval, as instâncias de primeiro e segundo
graus do Estado funcionarão em regime de plantão. A escala das varas
plantonistas está disponibilizada no site do Tribunal, no link “Plantão
Judiciário”. Nesse período dos festejos de momo, as urgências deverão
ser encaminhadas aos plantonistas.
A
Ordem dos Adogados do Brasil, Seccional Paraíba (OAB-PB), formou uma
comissão especial para estudar e elaborar uma proposta de projeto de Lei
com vistas a estabelecer no Estado o piso salarial dos advogados
empregados, que será encaminhada a Assembleia Legislativa da Paraíba
(ALPB). O presidente da Comissão, o advogado Paulo Antonio Maia e Silva
(foto), ressalta que o número de advogados empregados, seja em empresas
privadas, seja em escritórios de advocacia, está aumentando muito nos
últimos anos, por isso se faz necessário uma regulamentação do piso
salarial da categoria na Paraíba, como ocorre em outros estados da
Federação. Paulo Maia revelou que já neste mês de fevereiro a OAB-PB irá
promover algumas audiências públicas, nas cidades de João Pessoa e
Campina Grande, para discutir com os interessados e envolvidos no
processo, os próprios advogados empregados e os empregadores, a questão. “Após estas discussões e obtido o valor do piso, a OAB-PB irá
encaminhar a Assembleia Legislativa os dados que possibilitem a
elaboração de um projeto de Lei que fixará o valor do piso salarial dos
advogados empregados na Paraíba”, declarou.
Odon visita três fóruns no Vale do Pianco.O presidente da Ordem dos Advogados do
Brasil na Paraíba, Odon Bezerra esteve visitando a nova sede da subseção
da OAB no Vale do Piancó em Itaporanga nesta sexta-feira (14).
O diretor da subseção em Itaporanga, Francisco Miguel e os advogados
da ordem recepcionaram Odon em um café da manhã servido no Fórum da
Comarca da Cidade. Após essas atividades, Odon Bezerra se dirigiu até a
cidade de Piancó onde inaugurou a sala dos advogados. Na oportunidade,
ele falou sobre os investimentos e condições para a subseção de
Itaporanga. Odon Bezerra visitou o fórum de Piancó e as futuras instalações do
fórum de Igaracy, onde se comprometeu em lutar para que esse venha a
funcionar. Odon falou sobre a ação que a ordem vai entrar no Supremo Tribunal
Federal para isentar os assalariados de imposto de renda e entregou as
carteiras dos novos advogados. Ele finalizou a visita falando da
instalação do centro de inclusão digital aqui na comarca.
O veterano atacante Túlio Maravilha, de 44 anos, encerrou na tarde
deste sábado a busca por seu milésimo gol na carreira. Em sua estreia
pelo Araxá, na segunda divisão do Campeonato Mineiro, o artilheiro
marcou de pênalti aos 29 minutos contra o Mamoré, após o zagueiro
adversário colocar a mão na bola.
A festa pelo gol 1000 de Túlio
aconteceu no meio da partida, sem invasão da torcida, mas com emoção
suficiente para encerrar a participação do atacante na partida. Depois,
ele dedicou o gol à família e aos "sonhadores". Logo após o gol,
Túlio pegou a bola que pela milésima vez balançou as redes e foi
erguido por companheiros e funcionários do Araxá, no Fausto Alvim, palco
da partida. Emocionado, ele foi para os vestiários logo depois de
comemorar, e foi substituído. No momento em que Túlio saiu de campo o
placar marcava 1 a 1. As contas são do próprio Túlio. Não há
registro oficial sobre os 1000 gols que o jogador tenha feito durante a
carreira. Desde 2001, quando passou a trocar de clubes com maior
frequência, em busca do milésimo gol, Túlio passou por quase 40
agremiações diferentes. Com a marca atingida, o atacante alcança feito
pelo qual Pelé e Romário ficaram marcados. Neste sábado Túlio
fez sua estreia pelo Araxá. Ele firmou um contrato de seis partidas com o
clube e agora terá mais cinco jogos para disputar, agora livre da busca
pelo milésimo gol. Dos vestiários, Túlio foi ao Twitter para dedicar o
gol à família e àqueles que acreditam nos sonhos, como o dele, de
atingir o milésimo gol.
O retorno do náufrago salvadorenho José Salvador Alvarenga das Ilhas
Marshall a seu país natal ou para o México foi adiado por motivos de
saúde, já que o paciente está "muito desidratado". O pescador de 37 anos, que afirmou ter passado 13 meses à deriva em uma
pequena embarcação pesqueira no Pacífico, deveria deixar as Ilhas
Marshall na sexta-feira, mas a equipe médica desaconselhou por causa da
desidratação. O encarregado de negócios da embaixada do México em Manila, Christian
Clay Mendoza, que fala em nome de Alvarenga, disse em Majuro que o
salvadorenho precisa de mais tempo de recuperaçãoO salvadorenho Jose Salvador Alvarenga durante entrevista coletiva nas Ilhas Marshall nesta quinta-feira. "Os médicos afirmam que está muito desidratado e não é uma boa ideia
viajar agora", disse Mendoza, que acredita na possibilidade de retorno
dentro de três ou quatro dias. O náufrago compareceu a uma entrevista coletiva nesta quinta-feira ao lado de dois homens, que o ajudaram no deslocamento. "Quero agradecer ao governo das Ilhas Marshall por tudo o que tem feito e
pelos amigos que me ajudaram", disse em um breve comentário, sem
responder perguntas e antes de ser levado para mais exames médicos. A porta-voz das Relações Exteriores das Ilhas Marshall, Anjanette
Kattil, afirmou que o mais provável seria o retorno de Alvarenga a El
Salvador. Mas não está descartada uma viagem ao México, onde ele morou por vários
anos e de onde zarpou no pequeno pesqueiro em dezembro de 2012. Alvarenga se recupera em um hospital de Majuro depois de ter sido
encontrado no atol remoto de Ebon na semana passada apenas de cueca, com
cabelo comprido e barba espessa.
"Fui à Embaixada dos Estados Unidos e apresentei meus papéis", disse à Folha a médica cubana Ramona Matos Rodriguez, 51, que deixou o programa Mais Médicos e se refugiou no Congresso Nacional. Clínica-geral, ela foi orientada por parlamentares da oposição a não
revelar detalhes do contato com a embaixada norte-americana. A Folha apurou, no entanto, que a representação diplomática teria pedido um tempo para dar uma reposta sobre a sua situação. A médica cubana Ramona Rodriguez, 51, anunciou que vai pedir asilo político ao Brasil. A ideia seria conseguir um visto para os Estados Unidos –assim como
fizeram médicos cubanos que trabalharam na Venezuela, também por meio de
acordo com Cuba. A embaixada foi o primeiro destino da cubana ao chegar a Brasília, no sábado, após deixar Pacajá, no Pará. Procurada, a embaixada dos Estados Unidos não negou nem confirmou o
pedido de visto de Ramona ou de outros profissionais selecionados pelo
Mais Médicos.
A MÉDICA - Ramona chegou a Brasília, no sábado, e passou pela Embaixada dos Estados Unidos. Depois foi orientada a aguardar uma resposta. A médica teve a ajuda de uma amiga para sair de Pacajá de carro no
último sábado. Na cidade, ela disse que tinha sido convidada para
conhecer a roça de um amigo e que por isso sairia cedo de casa. Por
volta das 7h, a amiga a buscou em casa e as duas partiram para Marabá,
de onde embarcou em um voo direto até Brasília no mesmo dia. Ao chegar
em Brasília, ela foi recebida por outra amiga. Ela conta que ficou na casa de um amigo esperando uma resposta do
governo americano, mas decidiu procurar o deputado Ronaldo Caiado
(DEM-GO) depois que foi informada que a Polícia Federal foi acionada
para encontrar informações sobre seu paradeiro e já teria indicações de
onde estava. A médica diz que decidiu abandonar a cidade no sábado e seguir para a
capital federal após descobrir que o valor de R$ 10 mil pago pelo
governo brasileiro a outros médicos estrangeiros era muito superior ao
que ela recebia pelos serviços prestados. "Em Cuba eu não tinha internet e aqui tem muita informação. Então fiquei
sabendo que fomos enganados. Fizeram um contrato para nós prometendo um
dinheiro, mas quando vim para cá foi que me deu conta que não era
assim", disse. Ramona mostrou um contrato com a Sociedade Mercantil Cubana
Comercializadora de Serviços Médicos Cubanos, indicando que não houve
acerto entre o Ministério da Saúde e a Opas (Organização Pan-Americana
de Saúde), conforme o governo brasileiro informou. Ela alega ainda que ter sido enganada sobre a possibilidade de trazer seus familiares ao país. A médica afirmou que já entrou em contato com sua filha, também médica, e
disse que a família está muito preocupada com a sua situação. Ela disse
temer também pela filha, que mora em Cuba. A médica chegou ao Brasil em outubro. Ontem, ela passou a primeira noite
no Congresso Nacional, na sala da liderança do DEM. Ela teria dormido
em um sofá e não teria tomado banho. "Eu pretendo ficar aqui [no Brasil]. E pedi a proteção do deputado
[Ronaldo Caiado, ex-líder do DEM], porque eu temo pela minha vida. Estou
certa que, se neste momento vou para Cuba, vou estar presa. Fui
enganada pelo governo cubano", disse a médica. Apesar de ter procurado a embaixada americana, a médica afirmou estar
esperançosa para obter o asilo e poder continuar trabalhando como médica
no Brasil e disse que faria o Revalida para poder atuar legalmente, mas
fora do programa Mais Médicos. No início da tarde de hoje, líderes do DEM, que abrigam a cubana, vão ao
Ministério da Justiça entregar o pedido de asilo. O ministro José
Eduardo Cardozo (Justiça) deve dar uma declaração à imprensa. Vitrine eleitoral da presidente Dilma Rousseff, o Mais Médicos tem o
objetivo de aumentar a presença desses profissionais no interior do
país, em postos de atenção básica, e para isso permite a atuação de
médicos sem diploma revalidado em território nacional. Atualmente, cerca
de 7.400 médicos cubanos estão selecionados para atuar no país, no
universo de 9.549 médicos inscritos.
NA VENEZUELA - Médicos cubanos em missão na Venezuela também buscaram ajuda junto ao
governo dos Estados Unidos. Há dez anos, Venezuela e Cuba firmaram
convênio de cooperação para o envio desses profissionais, como parte do
pagamento pelo petróleo venezuelano. Em entrevista à Folha no ano passado, o presidente da ONG
Solidariedade Sem Fronteiras, Julio Cesar Alfonso, afirmou que cerca de 4
mil profissionais já haviam obtido o documento norte-americano. A
entidade, sediada em Miami, reúne cubanos da área de saúde que deixaram
as missões em diferentes países. Desde 2006, os EUA oferecem um visto específico para esses
profissionais. O chamado CMPP (Cuban Medical Professional Parole
Program) é ofertado a todo médico cubano que esteja estudando ou
trabalhando em uma missão num terceiro país e que não possua "quaisquer
inelegibilidades que impediriam a admissão" nos Estados Unidos, segundo o
site oficial do programa. "O serviço de imigração dos Estados Unidos pode exercer sua autoridade
discricionária para permitir que cidadãos cubanos possam vir para os
Estados Unidos", informa o governo norte-americano. Além de médicos,
enfermeiros, fisioterapeutas e técnicos de laboratório, além de
treinadores esportivos, também estão habilitados a solicitar o visto.
Os desgastes causados por
uma obra raramente se resumem à bagunça, sujeira e ao desconforto de ter que
tirar tudo do lugar e depois ter que arrumar. Precisar lidar com pedreiros é,
para muita gente, sinônimo de muita dor de cabeça. O caso: Voltei ontem (02/02/2014) pra João Pessoa depois ficar por 4 dias em Igaracy a espera
do digníssimo pedreiro de nome Manoel
Pereira para terminar um serviço
pago antecipadamente. Pois não é que o ilustre pedreiro não deu à mínima. Na
contratação do serviço já chegou arrotando grandeza. Dizendo que era o melhor pedreiro de Igaracy,
não existia na cidade qualquer pedreiro que igualasse ao seu nível e que já
tinha trabalhado em diversas obras, etc. e tal. No meu caso, além do serviço que ficou muito mal feito uma
parte da parede teve quase toda cerâmica removida devido ao desalinhamento. Depois deste inesperado prejuízo retornei de João Pessoa com o restante do material e daí passei a procurar o
referido cidadão, quando consegui encontrar perguntei
quando ele poderia vir terminar o serviço, ele disse que viria no dia seguinte
e não apareceu, nem no primeiro, nem no segundo e muito menos no terceiro,
quando fui obrigado a retornar a João Pessoa. Por isso estou divulgando o nome deste
magnífico pedreiro para que não tenhamos mais vitimas e providências serão
tomadas.
Os
episódios da vida de José Honório de Sousa, melhor dizendo, Zeca da
Encarnação (foto), não cabem em um jornal inteiro e dariam um bom livro,
como ele próprio diz: “Eu vivi muito e tenho muitas histórias, umas
posso contar e outras, não”, disse Zeca à reportagem da Folha no final
da manhã do dia 21 de janeiro em seu gabinete na Câmara Municipal de
Itaporanga, poder que começou a presidir dia primeiro aos 84 anos de
idade, completados no último dia 15, o que o faz um dos presidentes
legislativos mais idosos do país. Para
começo de conversa, basta dizer que ele casou-se aos 16 anos com uma
prima de 14 depois de apenas dois dias de namoro, e, claro, contra a
vontade do pai dela, que só anos depois é que aceitou o matrimônio. “Eu
ia para a cidade ser padrinho de um menino, então aproveitei a ocasião
e perguntei se ela não queria se casar; ela aceitou e no mesmo dia nós
casamos, e foi um casamento muito feliz”, comenta Zeca, que é pai de
18 filhos. Com
a primeira esposa, Severina Leite de Sousa, de quem ficou viúvo uma
década e meia depois do casamento, foram 5 filhos. Com a segunda mulher,
Neuza Antas Barros, teve mais três; a terceira e atual mulher,
Francisca Alves dos Santos, lhe deu uma dezena de herdeiros. Zeca é itaporanguense do sítio Cafula. O nome Encarnação vem de sua mãe, Maria Antônia de Jesus, que era chamada de Encarnação. Seu
pai, Honório Francisco da Silva, criou toda a família na roça. “A
gente era nove irmãos, mas só eu, que era o caçula, estou vivo”, diz
sorridente. Hoje
todos conhecem Zeca pela política, mas quem primeiro lhe deu fama foi a
sanfona. Com seu grupo Asa Branca percorreu o Sertão inteiro tocando
festas: dos memoráveis forro de pé-de-serra aos grandes eventos
urbanos. “A gente tocava de tudo: choro, forró, bolero e tudo mais, e
ainda hoje, eu toco”, enfatiza Zeca, que em 1958 foi convidado por um
hotel de Brasília, à época ainda em construção, para animar os
candangos: “Eu passei nove meses lá e só voltei porque gostava muito da
mulher e ela vivia chorando e mandando recado para eu voltar”, conta. O
gosto de Zeca pela música nasceu ainda na infância. Vivendo em uma
área rural, que embora sendo município de Itaporanga, estava mais
próximo de Igaracy, ele foi aluno do mestre Valfredo, contratado pelo
prefeito igaraciense Clóvis Brasileiro para ensinar música aos jovens. Nessa
época também iniciou na sanfona: aprendeu a tocar olhando um
sanfoneiro do sítio onde morava. Passou a integrar o grupo musical do
homem e, aos poucos, foi aprendendo a dominar o instrumento. “Nas
festas, ele se embebedava e eu pegava a sanfona, e assim comecei a
tocar e o povo foi gostando, até que eu comprei a sanfona dele e montei
meu próprio grupo”, narra Zeca, que sofreu forte influência de Luiz
Gonzaga, artista que conheceu pessoalmente “e até fui convidado por ele
para acompanhá-lo, mas não aceitei porque gostava muito da mulher e
não queria deixar ela”. Com
a sanfona, Zeca criou a primeira família e chegou a construir um bom
patrimônio: “nunca faltou festa para eu tocar, e cheguei a comprar
casas e terras com o dinheiro que ganhei tocando”. Sai a sanfona; entra o fole. Zeca
perdeu a conta de quantas festas tocou ao longo da vida, mas uma, em
especial, guarda na memória pela angústia que lhe causou. Foi em
Conceição: durante o forró, uma moça negou dança a um rapaz, o que, na
época, era considerado uma afronta, principalmente se ela fosse dançar
com outro. Por
causa disso, uma grande confusão formou-se e uma tragédia deu lugar à
festa: foram dois mortos e muitos feridos. “Nesse dia, eu fiz uma prece
para não tocar mais e vendi a sanfona”, conta ele.
O
período que passou sem tocar dedicou-se à agricultura e à criação de
gado: e uma das secas mais difíceis que passou foi a de 1942, quando as
pessoas escaparam, conforme ele, “comendo batata de maniçoba, e outra
grande seca foi em 32: eu era muito pequeno, mas ainda lembro: nesse
tempo, o povo escapou comendo folha de bredo”. Foram
15 anos sem tocar, até que, um certo dia, um fole surgiu na sua vida:
“uma mulher ganhou um fole de oito baixos em uma rifa e veio me
oferecer: disse a ela que não queria, mas terminei comprando, então
comecei de novo a tocar”, diz. Com
o fole, reconquistou a fama de grande tocador: percorreu várias parte
do país, conquistou prêmios, festivais e muitos aplausos. Recentemente
foi convidado para uma apresentação em Patos e também esteve no Cariri.
Apesar de tanto sucesso, nunca gravou um CD, o que pretende fazer este
ano.
A política:
Zeca
da Encarnação entrou na política na década de 60 com a emancipação do
município de Igaracy: foi vereador por três legislaturas e lá também
foi vice-prefeito na gestão de Djaci Brasileiro, hoje prefeito de
Itaporanga. Na
década de 80 passou a residir em Itaporanga, onde já mantinha muitas
relações de amizade e de negócio, e aqui sequenciou a carreira
política: está no seu terceiro mandato e, em abril do ano passado, foi
eleito presidente da Câmara para o biênio 2011/2012. Zeca
sempre teve uma participação ativa na sociedade: além de político e
músico popular, também teve o seu momento de desportista: presidiu o
Mil Réis, quando o time participou da primeira divisão do campeonato
paraibano. Sempre
foi um homem prestativo e atencioso, o que o levou a se tornar
bem-sucedido na política: elegeu-se muitas vezes e foi decisivo na
eleição de muitos amigos e familiares. “Política para mim é uma coisa que traz alegria, mas também muito aborrecimento e tristeza, mas não podemos desistir”, comenta.folhadovali.com.br
Supervisor da GVT Oberdan
Canuto de Araújo leva TV para conserto prometendo devolver em 03 (três) dias. Passado mais de 70 dias, desde então nunca
mais me fizeram contato. Passo parte do dia no telefone e internet em busca de solução.
Lá na GVT a atendente não atende, o ouvidor não ouve e o técnico, sumiu, fugiu,
escafedeu-se. Sou me restou registrar um boletim policial para em breve
promover também uma Ação de Busca e Apreensão. Veja Por que: Sou mais uma vítima
da GVT que chegou
arrotando grandezas. São assaltantes dos nossos bolsos, pois cobram caríssimo
por um serviço de péssima qualidade. A Anatel? Outra porcaria que tem a obrigação de
fiscalizar essas operadoras, no entanto, parece mais uma madrinha. No duro,
mesmo, essas agências reguladoras mais parecem cabides de emprego para acomodar
os afilhados de políticos.(Por fim a GVT é a prova de que
o inferno existe e é aqui).
Dos Fatos: Assinei
recentemente com a GVT um plano que compreendia TV por assinatura + telefone +
banda larga, achando que seria melhor que a desastrada NET. As duas se
equivalem. Já no segundo dia de uso só tive problemas, prejuízos e decepções.
Todos os dias os canais pagos saiam do ar, o ponto adicional que fica no meu quarto,
logo de cara veio com defeito, pois dava panes frequentemente e o que é pior o
cabo HDMI do decodificador rompeu e queimou minha TV LCD 42 - Marca AOC de 42 polegadas comprada há pouco
mais de um ano. Parece
brincadeira mais é verdade, esta porcaria queimou minha TV pelo cabo HDMI.
Liguei para reclamar e fui informado que se o aparelho tivesse queimado por
minha culpa, eu teria de pagar a visita, mais se for confirmado que o aparelho
que danificou minha TV eu seria ressarcido. Pois
bem o técnico de nome ALEX veio e viu que o problema foi uma descarga de
superaquecimento no decodificador fez romper o cabo HDMI, queimando consequente
a TV e que entrasse em contato com a OUVIDORIA para ser ressarcido. O
técnico também confidenciou que este É UM PROBLEMA CRÔNICO DA GVT e que a determinação
da empresa é sempre colocar a culpa no usuário e caso o usuário persista com a
reclamação, a GVT leva o aparelho em oficinas que tem parceria com a GVT, com o
intuito de forçar laudos favoráveis a GVT e desfavorável ao usuário. É
ai que começa o verdadeiro inferno chamada GVT. Primeiro
o serviço de atendimento da OUVIDORIA não disponibiliza telefone 0800, qualquer
contato tem que ser feito através do site e ainda assim nunca funciona. Já
tentei diversas vezes entrar em contato pelo tal formulário da Ouvidoria, porém
o site diz que está enviando a mensagem e fica eternamente carregando. Em fim, tive
que deslocar a até a empresa localizada na Av. Epitácio Pessoa, e lá, depois de
levar um chá de cadeira conseguiu falar com o Ilustre OUVIDOR. Depois
de todo aquele blá, blá, blá, disse que mandaria um supervisor técnico para
fazer um relatório para que me fosse ressarcido meu aparelho de TV. Depois de
esperar por mais de uma semana, em fim, apareceu o supervisor de nome Oberdan
Canuto de Araújo. Depois
de toda aquela ladainha, confirmou com todas as letras que a causa realmente
foi ocasionada por superaquecimento no decodificador queimando de imediato o cabo
HDMI e consequentemente a TV. Após todo esse procedimento
pediu que lhe enviasse por Emil a nota fiscal da TV, e ainda levou consigo o
decodificador e o cabo HDMI totalmente destruído e queimado, e que aguardasse o
resultado que iria apresentar o relatório à empresa. Passado
dois dias, chego em casa meu filho me diz que o supervisor da
GVT Oberdan Canuto de Araújo havia levado a TV para o conserto e dentro de 3 dias
devolveria. Desde
então nunca mais me fizeram contato. Passo parte do dia no telefone e internet
em busca de solução. Mas lá na GVT a atendente não atende, o ouvidor não ouve e
o técnico, sumiu, fugiu, escafedeu-se e aqui estou eu pagando por um serviço
que não tenho, estou pagando para a GVT me causar estresse, transtorno, aborrecimentos,
humilhação.
A
Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Paraíba (OAB-PB), comunica,
com profundo pesar, o falecimento do advogado José Horácio Ramalho
Leite, 50 anos, ocorrido na manhã desta segunda-feira (27), em
decorrência de um infarto. Segundo familiares, ele se sentiu mal durante
o banho e morreu. Horácio Ramalho é irmão da juíza Maria de Fátima
Gadelha. O advogado será velado na Central de Velório São João Batista, em
João Pessoa, a partir das 12h00. Nesta terça-feira (28), o corpo será
levado para São José de Piranhas, sua terra natal, onde será sepultado.
Ele era advogado militante em João Pessoa. Atuava como advogado do
Bradesco, entre outras empresas. O presidente da OAB-PB, Odon Bezerra, lamentou a morte do advogado e
colocou a Ordem a disposição da família neste momento de dor. “A Paraíba
e em particular a nossa Seccional perdeu um grande advogado e excelente
companheiro que durante sua atividade profissional engrandeceu a nossa
categoria”, disse.
Assistir
grande parte dos jogos in loco, sentir a vibração do público, a energia
do local e transmitir isso para o telespectador. Estar presente em
momentos históricos do esporte, algo que tanto ama. Essas são algumas
das principais motivações que os narradores esportivos da TV têm em sua
longa, porém trabalhosa carreira. E ponha trabalho nisso. Apesar
de todos os pontos positivos, quem pensa que eles só têm regalias, ar
condicionado e vida boa está enganado. Após consulta com profissionais
de TVs como Band, ESPN, Sportv e BandSports, listamos aqui alguns dos
principais perrengues vividos pelas vozes que levam o esporte para a sua
tela. Não faltam reclamações quanto alguns problemas que parecem
comum para todos eles, principalmente a falta de educação de alguns
torcedores nas arquibancadas, que costumam descarregar nestes
profissionais as frustrações pela derrota de seu time.
Veja abaixo dez problemas apontados por narradores em sua profissão:
1 - Intimidação e falta de educação de torcedores. Em
muitos estádios, principalmente os mais antigos, as cabines de imprensa
ficam muito próximas à área onde transitam os torcedores. Isso gera não
só abordagens simples, que atrapalham a transmissão, como também
xingamentos e até intimidação se o tom de voz na narração do gol do time
rival for muito forte. Ou, simplesmente ali vira um ponto de descarrego
de xingamentos pela derrota. “A reação da torcida piorou muito nos
últimos tempos, está mais agressiva e sem respeito”, falou Téo José, da
Band.
2 - Cabine pequena e logística falha até para ir ao banheiro. Ter
que narrar próximo aos torcedores é um problema. Mas ter que fazer isso
em um espaço pequeno, com visibilidade ruim e falhas de saída para
outros lugares é ainda pior. Narradores dizem que a maioria dos estádios
têm cabines muito pequenas para todo o equipamento necessário, e sair
para ir ao banheiro chega a ser uma aventura, muitas vezes tendo que
passar no meio da torcida.
3 - Falta de estacionamento para os profissionais. Câmeras,
tripés, fios e várias caixas. Levar tudo isso para uma cabine não é
fácil. E, não tendo nem onde parar o carro para transportar tudo isso,
fica ainda pior. Sem estacionamento de imprensa na grande parte dos
estádios, muitas vezes a solução é parar o carro na porta e descarregar
tudo. O que atrapalha o trânsito se naquela porta de entrada estiver uma
rua cheia de carros na hora de jogo. “Poucos são estádios que acomodam a
imprensa e seus veículos'', falou Jota Júnior, do Sportv.
4 - Calor excessivo nas cabines. Criticar
a falta de ar condicionado pode parecer chatice por luxo desnecessário.
Mas não é bem assim não. Imagine narrar um jogo neste verão, com sol a
pino na cabeça, às 16 horas. Os profissionais da narração dizem que
ficam em um verdadeiro forno e ensopados para trabalhar onde não tem
ar, e quase nenhum deles têm.
5 - Falta de policiamento na saída. Os
narradores, na grande maioria das vezes, saem muito depois do fim de
uma partida. Horas depois. Quase sempre quanto tudo está escuro. E dizem
que inexiste policiamento nesse horário, em que a torcida já se foi. Se
a segurança para torcida já não é mais necessária ali, o risco de
ladrões para roubar equipamentos não deixa de existir, o que deixa os
profissionais apreensivos.
6 - Falta de sinal de telefone e internet. O
Pacaembu é quase unânime nessa crítica dos narradores, que dizem não
existir sinal de telefone e internet para poderem fazer pesquisas na
hora do jogo e falar com as bases de suas empresas.
7 - Começar a transmissão sem a escalação dos times. Esse
problema é apontado sobretudo em jogos de times pequenos da Copa
Libertadores da América. Jornalistas dizem que não existe um serviço de
assessoria de imprensa que confirma a escalação da equipe da casa,
ninguém diz saber nada, e o narrador tem que começar o jogo torcendo
para que o que está nos jornais e internet seja o que está em campo.
8 – Cadeiras e mesas improvisadas. Narradores
dizem que não existe material pronto e fixo para sentarem em alguns
locais, sobretudo em jogos no interior. Cadeiras e mesas de plástico, e
de ferro, são as soluções na maioria das vezes. Reclamar de mais? Passe
de duas a quatro horas sentado em uma cadeira dessas para trabalhar,
argumentam os cronistas da TV. “Já teve jogo que sentei até em mesinha
de bar”, contou Hugo Botelho, da ESPN.
9 – Esperar horas pelo link ao vivo e o sinal cai; Depois
das partidas, muitas das emissoras entram com seus programas de pós
jogo em que passam pelas várias cidades para chamar os narradores para
contar a história do jogo. Eles têm que ficar ali, em pé, aguardando
para serem chamados ao vivo a qualquer momento. E, muitas vezes, o sinal
cai e ficam frustrados. Isso não chega a ser um problema grande, mas é
motivo de irritação.
10 – Não poder entrar com garrafa de água plástica em estádios. Assim
como os torcedores, os narradores também não podem entrar com garrafas
de água de plástico nas arenas. Só que, nem todos estádios, segundo
eles, entregam água com frequência para os profissionais trabalharem.
A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) conseguiu cassar na
última segunda-feira uma liminar que um torcedor do Flamengo havia
obtido na 42ª Vara Cível de São Paulo e que exigia revisão em pena que o
STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) havia determinado para o
clube. Isso motivou uma mudança de estratégia para torcedores da
Portuguesa que também contestam decisão do tribunal esportivo. Depois de centenas de ações individuais, o movimento "Todos vamos à
luta", que reúne torcedores da Portuguesa, resolveu procurar entidades
de classe dispostas a processos coletivos. Eles já conseguiram adesões
de instituições de Curitiba, Guarulhos, Limeira e São Paulo. As
ações serão apresentadas a tribunais dessas cidades na próxima semana. O
grupo espera apenas o retorno de Daniel Neves, advogado que conseguiu
liminar para um torcedor da Portuguesa na 42ª Vara Cível de São Paulo –
ele está de férias e deve retomar o trabalho no início da próxima
semana. A mudança de estratégia do grupo (de ações individuais
para coletivas) é uma resposta à reação da CBF. Para cassar a liminar
obtida por um torcedor do Flamengo, a entidade questionou a legitimidade
dele para defender interesses do clube. Flamengo e Portuguesa
foram punidos pelo STJD por terem escalado jogadores em situação
irregular na última rodada do Campeonato Brasileiro de 2013. Cada time
perdeu quatro pontos, e isso motivou o rebaixamento da equipe
rubro-verde para a segunda divisão nacional. O que os torcedores
contestam, porém, é o dispositivo usado para essas punições. Flamengo e
Portuguesa receberam penas por terem infringido, de acordo com o STJD, o
artigo 133 do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva). O
problema é que, no entendimento do "Todos vamos à luta", esse
dispositivo foi revogado em 2010 pelo Estatuto do Torcedor, que tem
texto contraditório e é hierarquicamente superior. Portanto, o grupo
avalia que a CBF infringiu uma lei federal. Inicialmente, os
integrantes do coletivo apresentaram centenas de ações individuais com
essa argumentação. O Juizado Especial Cível de São Paulo emitiu liminar
favorável a um torcedor da Portuguesa, e a 42ª Vara Cível de São Paulo
teve decisões similares em processos relacionados à equipe paulista e ao
Flamengo. Até aqui, a CBF cassou apenas a decisão favorável ao
torcedor do Flamengo. No entanto, a expectativa do próprio "Todos vamos à
luta" é que a entidade use a mesma argumentação e consiga derrubar os
processos de representantes da Portuguesa. Como a defesa da CBF
tem sido totalmente focada em questionamentos sobre a legitimidade dos
autores da ação, o "Todos vamos à luta" decidiu priorizar iniciativas
coletivas. É aí que entram as entidades de classe. A punição do
STJD a Flamengo e Portuguesa também é alvo do Ministério Público de São
Paulo. A Promotoria do Consumidor instaurou inquérito sobre o caso no
início de janeiro, e a CBF foi chamada para uma reunião na próxima
semana. O promotor Roberto Senise Lisboa disse que pedirá à entidade a
assinatura de um termo de ajustamento de conduta. O teor exato desse
documento ainda é uma incógnita, mas o jurista assegurou que exigirá a
devolução dos pontos retirados das duas equipes.
Onze acusados denunciados na “Operação Squadre”,
realizada pela Polícia Federal e Ministério Público estadual, foram
condenados pelo Juízo da 7ª Vara Criminal da Capital, pelos crimes de
milícia privada; comércio ilegal de armas e munições; e porte ilegal de
armas. A primeira sentença emitida analisou o caso de 13 réus,
pertencentes ao Grupo 2 do processo, que foi priorizado pela Justiça por
haver réus presos. Dois deles foram absolvidos. A sentença do Grupo 2 foi proferida e publicada no dia 19 de
dezembro, véspera do recesso forense. As intimações estão sendo
realizadas com a volta da vigência dos prazos processuais, que
permaneceram suspensos até a última segunda-feira (20). De acordo com a sentença, as penas aplicadas variaram de 3 anos de
reclusão (regime aberto) a 17 anos e seis meses (em regime fechado). No
entanto ainda cabe recurso. O processo envolve 38 réus, acusados ainda de formação de quadrilha,
corrupção passiva, lavagem de dinheiro, entre outros delitos. Devido à
complexidade do caso, a denúncia oferecida pelo MP foi dividida em três
grupos. Em relação ao Grupo 1, a assessoria da 7ª Vara Criminal informou que
já foi encerrada a instrução, encontrando-se em fase de diligências. Em
seguida, serão feitas as alegações finais e a sentença. Já as audiências de instrução do Grupo 3 terão início em março, com
encerramento previsto para o mês de abril, conforme cronograma da 7ª
Vara. Operação Squadre – Ação conjunta
realizada no dia 9 de novembro de 2012 pelo Ministério Público Estadual e
Polícia Federal que resultou na prisão de 40 pessoas, sendo 20
policiais militares e civis, entre eles um major da Polícia Militar e
dois delegados da Polícia Civil. A ação aconteceu simultaneamente nas
cidades de João Pessoa, Bayeux, Cabedelo, Santa Rita, Alhandra, Mari e
Cajazeiras, na Paraíba, e ainda, em Recife e Petrolina, no estado de
Pernambuco. O objetivo foi desarticular grupos milicianos acusados de praticar
vários crimes na Paraíba, como tráfico e comércio ilegal de armas e
munições, segurança privada armada clandestina, extorsão, corrupção,
lavagem de dinheiro e extermínio de pessoas. Ao todo, foram expedidos 75
mandados, sendo 35 de prisão preventiva, dez de prisão temporária e
buscas, 11 de condução coercitiva de pessoas e 19 de busca e apreensão
de documentos.
Finalmente o verão chegou, e se
você é daqueles que tem o coração no mundo e o pé na estrada, não tem
época melhor para conhecer boas praias por aqui pelo Nordeste. A
Paraíba, estado vizinho a Pernambuco, dispõe de algumas praias
paradisíacas a poucas horas de viagem. Pouco conhecidas pelos
pernambucanos, elas são ótimos destinos para quem está à procura de um
local diferenciado sem precisar se ausentar por dias. Fizemos uma
seleção de praias entre Recife e João Pessoa que você precisa conhecer
já! Todas ficam entre Recife e João Pessoa – e pra chegar lá, apenas
duas horinhas de estrada indo pela BR 101.
Praia Bela
Praia Bela é daqueles destinos que fazem jus ao nome.
Em meio a coqueiros e mata nativa preservada, a praia tem um visual
único caracterizado pelo encontro entre o rio e o mar, que forma algumas
ilhotas – e ainda icônicos guarda-sóis de palha (que dependendo da maré
ficam dentro ou fora d’água). A praia possui estrutura de bares e
restaurantes, além de pousadas próximas. Ah, e suas ondas são boas para
praticantes de esportes como kitesurf! Depois de Praia Bela, o próximo destino é Coqueirinho. Entre falésias e corais, a praia tem um daqueles visuais de tirar o fôlego
– e ainda uma ótima estrutura para receber turistas, com restaurantes
na própria praia e pousadas próximas. Do lado norte da praia, uma
enseada com quiosques e mata nativa. Do lado sul, um canyon formado por
falésias e argila. Por lá, não deixe de tomar uma caipiroska de abacaxi
no Canyon de Coqueirinho, o lugar é o verdadeiro oásis
dentro do oásis, com ótima cozinha e ainda um ambiente super confortável
com sofás e espreguiçadeiras à beira mar. Boa também para os
praticantes de surf!
Praia de Tabatinga
Em Tabatinga, logo após Coqueirinho, enormes falésias, um mar calmo e morno – ótimo para tomar banho – e ainda um belo Maceió à beira mar,
formando um cenário bastante único. O lugar é muito utilizado para
veraneio, com casas e pousadas com fácil acesso à praia (ótimo para quem
quer passar mais de um dia). Por lá, você encontra o Bar dos Artista –
um lugarzinho com cerveja gelada, redes, espreguiçadeiras e uma
decoração super especial.
Um homem que mora no sul do Irã está há 60 anos sem tomar banho, segundo relatou a agência de notícias estatal Irna. Identificado como Amoo Hadji, 80, ele leva vida de forma primitiva,
dormindo numa cabana construída por moradores do vilarejo de Dezhgah, na
Província de Fars, situado próximo da área onde está instalado. Identificado como Amoo Hadji, tem 80 anos. Além da sujeira que forma grossas camadas de crosta em sua pele e barba,
o homem também é conhecido na região por gostar de fumar charuto
contendo esterco de animais que pastam na região. Hadji também fuma tabaco comum, principalmente em épocas de baixa
temperatura, quando ele acende vários cigarros ao mesmo tempo para se
esquentar. De acordo com a reportagem da Irna, Hadji se alimenta de pequenos
animais e gosta de descansar num buraco no chão que se parece com uma
cova. Não se sabe o que o levou a optar por esta vida.
A Suprema Corte chilena encerrou
definitivamente a investigação sobre a morte do ex-presidente socialista
Salvador Allende em 1973, estabelecendo que ele se suicidou no interior
da casa de governo em meio à revolta militar liderada por Augusto
Pinochet. Em uma decisão dividida datada de 6 de janeiro, a Sala
Penal do máximo tribunal chileno indeferiu dois recursos de cassação
(anulação) apresentados pelos autores da denúncia no caso, que
declaravam que o ex-presidente poderia ter sido assassinado. "Esta
tese foi indeferida pericialmente, comprovando-se que a magnitude da
energia cinética das lesões provocadas pelo tipo de arma usada explica
os ferimentos à distância existentes nos tecidos moles da face", afirma a
sentença dos juízes da Suprema Corte à qual a AFP teve acesso nesta
terça-feira. "O fato investigado não é constitutivo de crime, e
por esse motivo o caso é julgado total e definitivamente improcedente",
acrescenta a sentença. Em setembro de 2012, o juiz titular do
caso, Mario Carroza, estabeleceu por testemunhas, perícias e dados da
indagação que o presidente socialista se suicidou com um tiro de fuzil
no rosto. Durante a investigação, Carroza ordenou a exumação do
cadáver de Allende e submeteu seus restos à análise de uma comissão
internacional de especialistas. Em sua decisão, o juiz
estabeleceu que na terça-feira, dia 11 de setembro de 1973, "às 11h50
ocorreu o ataque aéreo e terrestre (contra o palácio presidencial de La
Moneda). O Presidente, depois de ordenar o abandono do local, se retira
(...) e se dirige ao 'Salão Independência', fechando a porta. Uma vez em
seu interior, se senta em um sofá, coloca o fuzil que segurava entre
suas pernas e, apoiando-se em seu queixo, o aciona, falecendo de forma
instantânea alvo do disparo recebido". Advogados do movimento
Socialista Allendista haviam pedido a anulação da decisão de Carroza e a
realização de uma nova investigação, ao considerar que Allende poderia
ter sido assassinado por militares que entraram na casa de governo
naquele dia. No dia 11 de setembro de 1973, quando Allende
completava 1.000 dias no poder, as Forças Armadas chilenas - lideradas
por Augusto Pinochet - se levantaram contra seu governo, bombardeando
por ar e terra o palácio presidencial onde estava Allende, que resistia
junto a um punhado de colaboradores. O regime do general Augusto
Pinochet, que foi instaurado neste mesmo dia - até 11 de março de 1990 -
deixou mais de 3.200 mortos e desaparecidos.
“No trevo, a 100 por hora” Edna Prometheu é o pseudônimo da produtora cultural Edna Assunção de
Araújo, de 46 anos. Morena, de cabelos encaracolados e baixa estatura,
não é uma mulher de beleza estonteante. Militante de organizações de
extrema-esquerda, é definida por seus amigos como “idealista utópica”.
No começo de 2005, ela estava em São Paulo, no ateliê do artista
plástico cearense Aldemir Martins, já morto, quando entrou pela porta o
músico Belchior. O cantor de “Paralelas” também pinta quadros e
frequenta o ambiente artístico. Edna queria organizar uma exposição de
Aldemir no Ceará. Belchior disse que tinha amigos por lá, poderia
ajudar. Trocaram telefones. Os dois acabaram organizando juntos a exposição em Fortaleza, naquele
mesmo ano. Na volta, Edna ligou para um amigo e contou a novidade:
“Estamos namorando”. A partir daí, a vida plácida de Belchior derrapou
no trevo a 100 por hora, como diz a letra de “Paralelas”. Para ficar com
Edna, ele abandonou a então mulher, Ângela, com quem estava casado
havia 35 anos, mãe de dois dos quatro filhos que tem. Afastou-se dos
amigos e foi gradativamente deixando de fazer shows, até sumir sem dar
explicações, em 2009. “Essa figura nefasta está fazendo uma lavagem
cerebral nele”, afirma Jackson Martins, ex-empresário de Belchior. “Depois dela, sua vida só andou para trás”, diz o artista plástico
cearense Tota, amigo de Belchior. O desaparecimento de Belchior, há cinco anos, surpreendeu a todos,
família e amigos. Ninguém poderia esperar tal atitude. Ele deixou para
trás a agenda de shows e todo o patrimônio, incluindo roupas,
documentos, quadros, automóveis e apartamento. O sumiço transformou
Belchior em figura cult. A pergunta “onde está Belchior?” ecoou na
internet e teve até repercussão internacional. Surgiram blogs sobre o
tema. Campanhas nas redes sociais pediram a volta do músico. E
apareceram montagens cômicas – “memes” – em que Belchior aparece em
locais inusitados como a ilha do seriado Lost. Suas músicas no YouTube, que antes tinham 5 mil acessos diários, hoje batem 500 mil. O sucesso no mundo virtual não trouxe nenhum benefício para o
Belchior de carne e osso. Aos 67 anos, ele vive escondido com Edna em
Porto Alegre. Não pode sair em público, pois é procurado pela polícia.
Pesam contra Belchior dois mandados de prisão pelo não pagamento de
pensões alimentícias. Uma devida à ex-mulher Ângela, com quem tem dois
filhos já maiores de idade, e outra à mãe de uma filha de 19 anos que
teve fora do casamento. Além das pensões, Belchior abandonou todos os
demais compromissos e é cobrado na Justiça em processos que correm à
revelia. O ex-secretário particular de Belchior, Célio Silva, ganhou um
processo trabalhista contra ele no valor de R$ 1 milhão. Não há mais
como recorrer. As contas de Belchior estão bloqueadas, e os imóveis que
tinha comprometidos. Sem dinheiro, ele já se abrigou numa instituição de
caridade no Rio Grande do Sul e morou de favor na casa de fãs que nem
conhecia. O mais intrigante na espantosa história de Belchior é que ele
aparentemente não agiu movido por depressão, dívidas ou golpe
publicitário, como se pensou no princípio. A influência da mulher é
apontada pela maioria dos amigos como o motivo do seu comportamento.
Ainda assim, não há unanimidade. “Edna não conseguiria sozinha virar a
cabeça de alguém inteligente como Belchior. São dois sonhadores,
juntaram suas utopias. Deixaram de acreditar neste mundo materialista,
objetivo e mesquinho e partiram para um caminho de desapego”, diz o
artista plástico José Roberto Aguilar, de 72 anos, amigo do casal. A história do cubano que viveu cinco meses no aeroporto de Guarulhos. Belchior nasceu numa família simples no interior do Ceará. Foi o mais
bem-sucedido entre 23 irmãos. Estudou medicina na capital. Abandonou o
curso depois de quatro anos, para ingressar na carreira artística.
Estourou nos festivais na década de 1970 e compôs músicas com letras
poderosas, como “A palo seco”. Seus sucessos foram gravados por Elis
Regina, Jair Rodrigues e Roberto Carlos. Belchior é um artista com vasta
cultura, domina cinco idiomas, conhece filosofia e gosta de física
quântica. Até os anos 2000, lançava em média um disco por ano. “Ele era
uma máquina, chegava a fazer três shows por noite. Era uma pessoa
completamente dedicada à carreira”, diz o parceiro e ex-sócio Jorge
Mello. Tudo isso ficou para trás. O sumiço de Belchior lembra o caso do
escritor russo Liev Tolstói. Aos 82 anos, ele abandonou tudo para viver
como camponês. Tolstói teve um fim trágico – morreu de pneumonia depois
de viajar na terceira classe de um trem durante o inverno soviético.
Belchior, quanto mais se afasta da vida em sociedade, mais se afunda em
dificuldades mundanas. Capítulo 2.
“Onde nada é eterno” Depois que conheceu Edna, Belchior percorreu uma trajetória descendente
em que, aos poucos, se despojou de todos os bens e obrigações. No final
de 2006, ainda com a carreira aquecida, pediu que o empresário Jackson
Martins parasse de agendar novos shows. Pretendia passar um tempo se
dedicando à pintura e à tradução do poema Divina comédia, de
Dante Alighieri, para uma linguagem popular. No início do ano seguinte,
deixou o apartamento em que vivia com Ângela, mas continuou morando em
São Paulo com Edna, num flat alugado. Desde então, a família diz não ter
mais notícias dele. Belchior não era um marido muito presente, ficava
até dois meses sem aparecer em casa. Teve duas filhas fora do casamento.
Uma delas com uma fã que morava em São Carlos, no interior de São
Paulo, com quem saiu uma única vez. A outra era fruto de um caso com uma
estudante de psicologia no Ceará. Belchior pagava pensão alimentícia
para a primeira. A família da segunda menina, hoje com 16 anos, não o
acionou na Justiça. As complicações começaram a aparecer em 2008. Ângela cobrava na
Justiça uma pensão mensal de R$ 7 mil. Belchior se recusou a pagar. Na
época, deixou de pagar também a outra pensão. Seus amigos notaram uma
diferença de comportamento. “Ele parecia estranho. Me ligou perguntando
sobre amigos que não vemos há 30 anos, num tom de voz que não era o
seu”, diz Jorge Mello. Em outubro daquele ano, abandonou um carro no
estacionamento do aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Belchior continuou em São Paulo até março de 2009, quando deixou o
flat sem quitar os últimos meses de aluguel. Na garagem, ele largou um
segundo carro, e em seu apartamento ficaram roupas, rascunhos de música,
cartões de crédito e o passaporte. Belchior também abandonou tudo na
casa alugada onde funcionava seu escritório: coleção de quadros, discos,
documentos e o computador onde estava parte da tradução da Divina
comédia, projeto que lhe consumira três anos. Seu secretário, Célio
Silva, continuou abrindo o escritório, na esperança de que retornasse.
Acima, a instituição em Cachoeirinha, Rio Grande do Sul, que abrigou
Belchior. Abaixo, o quarto no sítio do advogado Jorge Cabral onde ele ficou hospedado. viajara com Edna para o Uruguai, onde descansava num
vilarejo. Foi processado por Célio e por todos os credores que ficaram
em São Paulo. Não se defendeu. Foi representado por defensores públicos
até nos processos de pensão alimentícia. Como consequência, suas contas
foram bloqueadas, e apareceram dois mandados de prisão contra ele, já
que não pagar pensão é um crime passível de cadeia. “Como não tive
contato com ele, a defesa ficou restrita a questões formais”, diz a
defensora Claudia Tannuri, escolhida para defendê-lo no processo movido
pela ex-mulher Ângela. Belchior nem sequer se importou com o destino de
seus pertences. As roupas que estavam no flat foram doadas à caridade. A
filha mais velha recolheu os documentos. Os carros foram levados para
depósitos públicos. A dívida com os estacionamentos já ultrapassava seu
valor. O proprietário do imóvel onde funcionava o escritório lacrou o
lugar e recolheu os pertences. Seus quadros se perderam com a umidade. Como na música “Divina comédia humana”, “em que nada é eterno”,
Belchior e Edna perambularam durante todo esse período de hotel em hotel
– várias vezes, sem pagar a conta. Amigos culpam Edna pela iniciativa. O
primeiro hotel em que isso aconteceu foi o Gran Marquise, em Fortaleza.
Os dois ficaram hospedados ali ainda em 2006. Saíram sem pagar dois
meses de estadia, no valor de R$ 8 mil. Depois, repetiram a prática em
pelo menos quatro locais. No Icaraí Praia Hotel, em Niterói, deixaram
uma conta de R$ 4 mil. “Alguns funcionários tiveram de arcar com parte
da dívida, já que permitiram que ele ficasse hospedado mais de uma
semana sem pagar a conta”, diz o atual gerente, Germano Lopes. No Royal
Jardins Boutique, em São Paulo, a conta pendurada foi de R$ 12 mil.
“Eles deixaram um cheque caução, mas não tinha fundos”, diz Elly
Shimasaki, gerente na ocasião. O caso mais recente foi no hotel Cassino, na cidade de Artigas, no
Uruguai, onde o casal se hospedou entre julho de 2011 e novembro de
2012. Os últimos meses ficaram sem pagamento, restando uma dívida de R$
35 mil. Lá, Belchior deixou para trás roupas e um laptop. “É uma lástima que um artista brasileiro dessa importância tenha
agido assim”, diz o gerente uruguaio Ricardo Rodrigues. O hotel entrou
com uma queixa criminal contra o casal.
Capítulo 3. “Sou apenas um rapaz latino-americano sem dinheiro no banco”Nos últimos anos, Belchior se manteve à distância de qualquer atividade
remunerada. Em 2009, quando o desaparecimento ganhou repercussão
nacional, a montadora General Motors ofereceu um cachê milionário para
ele aparecer num comercial. Belchior deveria dizer que, com o novo carro
da GM, até ele voltava. Belchior recusou o convite e ficou bastante
chateado com o teor da proposta. O empresário Jackson Martins diz que
recebe constantes pedidos para shows, mas não consegue localizá-lo desde
2007. “Pago as dívidas dele se ele voltar”, diz. Outro empresário que
trabalhou com Belchior por quase 30 anos, Hélio Rodrigues, diz que o
desaparecimento fez aumentar o interesse do público. “Depois do
escândalo, ele consegue lotar qualquer casa de espetáculo. Com dois
shows em São Paulo, eliminaria as dívidas”, diz. Hoje, a maior pendência de Belchior é o processo trabalhista ganho
pelo secretário Célio, no valor de R$ 1 milhão. A causa está julgada. Um
apartamento de propriedade do músico em São Paulo está em execução. A
dívida da pensão para a ex-mulher Ângela soma cerca de R$ 300 mil. Mas
cresce a cada dia, já que Belchior continua obrigado a pagar R$ 7 mil
por mês. “O sumiço só agravou a situação dele. Se não tem dinheiro,
deveria enfrentar juridicamente o processo, argumentando que não pode
pagar”, diz Paulo Sato, advogado de Ângela. A pensão atrasada da filha
que mora em São Carlos gira em torno de R$ 90 mil. As dívidas com hotéis
cobradas na Justiça somam R$ 47 mil. Não são impagáveis, desde que
Belchior volte a se apresentar. A derradeira fonte de renda de Belchior eram os direitos autorais de
suas músicas. Segundo o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição
(Ecad), nos últimos cinco anos foram depositados R$ 367 mil referentes à
execução pública de suas obras. Parte do dinheiro ficou retida quando
as contas bancárias foram bloqueadas. Desde então, Belchior não contou
com nenhum outro tipo de renda.
Capítulo 4. “Saia do meu caminho, eu prefiro andar sozinho”Em janeiro deste ano, Edna e Belchior procuraram a Defensoria Pública em
Porto Alegre. A história ganhou ingredientes ainda mais estranhos. Os
dois alegavam que o bloqueio das contas e os mandados de prisão impediam
que ele trabalhasse e voltasse a ganhar dinheiro para pagar as dívidas.
Belchior aparentemente estava disposto a voltar. Mas o comportamento do
casal era confuso. Edna falava desbragadamente, enquanto Belchior
ficava quase sempre calado. “Durante um mês, me informei sobre os
processos que tramitam em São Paulo. Fizemos um pedido judicial para a
suspensão da execução, até que ele conseguisse se restabelecer. Nesse
meio-tempo, Belchior sumiu”, diz a defensora pública Luciana Kern, que o
atendeu. Nesse mesmo período, Edna ligou para o jornalista gaúcho Juremir
Machado, que não conhecia. Disse que Belchior estava escondido na cidade
e precisava de ajuda. Ela queria que Juremir os levasse à sede regional
da TV Record para fazer uma denúncia delirante. Juremir notou algo de
incomum no casal. Eles se escondiam atrás de pilastras e ficavam olhando
a movimentação nas ruas antes de entrar em algum lugar, como se fossem
seguidos. Na retransmissora da TV, Edna afirmou ter um dossiê contra a
TV Globo. O programa Fantástico noticiara o desaparecimento de
Belchior em 2009 e a fuga do hotel uruguaio, em 2012. “Ela dizia que
Belchior era difamado pela Globo e queria justiça. Falou até que havia
uma tentativa de matá-lo”, diz a jornalista Vânia Lain, que recebeu os
dois. Eles disseram que voltariam na semana seguinte trazendo os
documentos, mas desapareceram. CANTOR EM FUGA: À esq., com o advogado Jorge Cabral, que hospedou Belchior em seu sítio
em Guaíba, Rio Grande do Sul. Acima, à direita, na União Brasileira de
Compositores, abaixo, em hotel no Uruguai Belchior e Edna ficaram inicialmente hospedados num
hotel simples no centro, pago com ajuda dos funcionários do Tribunal de
Justiça, primeira porta em que o casal bateu quando chegou à capital
gaúcha. Depois, foram abrigados no Centro Infantojuvenil Luiz Itamar,
instituição de caridade na região metropolitana. Dali, foram levados ao
advogado Aramis Nacif, ex-desembargador do Estado, que poderia ajudar
Belchior com os processos. “Ele dizia que um agente apareceria, mas
nunca apareceu”, diz Nacif. Durante um mês, o casal ficou abrigado na
casa de praia do filho dele. “Eles não tinham dinheiro algum. Edna
apresentava um sentimento de perseguição muito grande, parecia ter algum
distúrbio psicológico”, diz. Foi nesse momento que Belchior conheceu o
advogado Jorge Cabral, na casa de quem se hospedou por quatro meses. Cabral tomou um susto ao perceber que um músico importante como
Belchior estava ali. E os convidou para ir a um sítio de sua
propriedade, em Guaíba, local mais agradável. Belchior e Edna
continuavam sem dinheiro. Nesse período, o advogado levou mantimentos,
roupas, itens de higiene pessoal e até tintura para Belchior pintar os
bigodes de preto. No sítio de Cabral, Belchior não bebia nem comia carne vermelha.
Passava os dias tomando chá, caminhando e cuidando das ovelhas. Fazia
muitas anotações em papéis, que escondia numa pasta. Durante esse
período, gastou duas canetas inteiras. Leu cerca de 40 livros. Não
apresentava sinais de depressão. Parecia, segundo Cabral, alheio aos
problemas que o cercavam. “Eu imaginava que ele era apenas um compositor
nordestino, mas encontrei um artista plástico, um pensador, um
filósofo”, diz Cabral. Ele pretende escrever um livro sobre a
experiência. Belchior só não gostava de falar sobre sua situação. Recusava-se a
tocar violão e cantar. Edna impedia que ele fosse fotografado. O casal
também não tomava nenhuma providência para resolver os problemas
jurídicos. “A gente esperava que a situação se resolvesse, mas não
acontecia nada. E aquilo não condizia com um homem lúcido, com memória
fantástica, que fala várias línguas e tem uma quantidade enorme de
músicas gravadas”, diz Jorge Cabral.
“Esse tempo que ele falou que daria na carreira já está longo demais. Só
queremos notícias dele”, diz a irmã, Ângela Belchior. Belchior não
apareceu nem no enterro da mãe, que morreu em 2011. Por telefone, a
ex-mulher Ângela soa reticente. Não gosta de falar sobre um assunto tão
delicado com a imprensa. Ela conta que, desde 2007, Belchior não entra
em contato nem com os filhos. “Não entendo. Os empresários dele não
entendem”, diz. Em julho deste ano, Cabral pediu que o casal saísse, dado que
Belchior e Edna não davam sinal de acabar com aquela situação de total
dependência. Ele os deixou na porta da sede regional da União Brasileira
de Compositores, com R$ 50 no bolso. Na União, Belchior tentou
desbloquear o pagamento de seus direitos autorais, comprometido pelos
processos na Justiça. Não conseguiu. Belchior foi visto pela última vez na entrada do prédio, um edifício
moderno num bairro de classe média de Porto Alegre, em frente a uma
avenida bastante movimentada. Carregava uma pequena mala nas mãos e
material de pintura debaixo do braço. Belchior – na belíssima letra de
“Comentário a respeito de John”, ele cantava “eu prefiro andar sozinho” –
estava, como sempre, ao lado de Edna.