sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

TJPB terá expediente alterado na próxima quarta-feira e no Carnaval

Ato da Presidência foi publicado na edição desta quinta-feira no Diário da Justiça. O expediente no Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) e nas demais unidades do Poder Judiciário na comarca de João Pessoa será das 7h às 14h, na próxima quarta-feira,  dia 26 de fevereiro, devido aos festejos carnavalescos do Folia de Rua, com a apresentação do tradicional Bloco Muriçocas do Miramar na Capital. O Ato da Presidência nº 10/2014, assinado pelo presidente em exercício do Tribunal, desembargador Romero Marcelo, publicado no Diário Eletrônico da Justiça, edição desta quinta-feira (20), decreta ainda ponto facultativo para todas as unidades judiciais do Estado no dia 3 de março (segunda-feira) e feriado no dia 4 março (terça-feira). O Tribunal de Justiça e as 76 comarcas voltam às atividades na Quarta-feira de Cinzas (5), a partir das 14h. Durante o período de Carnaval, as instâncias de primeiro e segundo graus do Estado funcionarão em regime de plantão. A escala das varas plantonistas está disponibilizada no site do Tribunal, no link “Plantão Judiciário”. Nesse período dos festejos de momo, as urgências deverão ser encaminhadas aos plantonistas.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

OAB-PB forma comissão para elaborar projeto de Lei do piso salarial dos advogados

A Ordem dos Adogados do Brasil, Seccional Paraíba (OAB-PB), formou uma comissão especial para estudar e elaborar uma proposta de projeto de Lei com vistas a estabelecer no Estado o piso salarial dos advogados empregados, que será encaminhada a Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB). O presidente da Comissão, o advogado Paulo Antonio Maia e Silva (foto), ressalta que o número de advogados empregados, seja em empresas privadas, seja em escritórios de advocacia, está aumentando muito nos últimos anos, por isso se faz necessário uma regulamentação do piso salarial da categoria na Paraíba, como ocorre em outros estados da Federação.  Paulo Maia revelou que já neste mês de fevereiro a OAB-PB irá promover algumas audiências públicas, nas cidades de João Pessoa e Campina Grande, para discutir com os interessados e envolvidos no processo, os próprios advogados empregados e os empregadores, a questão.  “Após estas discussões e obtido o valor do piso, a OAB-PB irá encaminhar a Assembleia Legislativa os dados que possibilitem a elaboração de um projeto de Lei que fixará o valor do piso salarial dos advogados empregados na Paraíba”, declarou.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Presidente da OAB ! Odon Bezerra visitou as futuras instalações do fórum de Igaracy, onde se comprometeu em lutar para que esse venha a funcionar.

Odon visita três fóruns no Vale do Pianco. O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil na Paraíba, Odon Bezerra esteve visitando a nova sede da subseção da OAB no Vale do Piancó em Itaporanga nesta sexta-feira (14).
O diretor da subseção em Itaporanga, Francisco Miguel e os advogados da ordem recepcionaram Odon em um café da manhã servido no Fórum da Comarca da Cidade. Após essas atividades, Odon Bezerra se dirigiu até a cidade de Piancó onde inaugurou a sala dos advogados. Na oportunidade, ele falou sobre os investimentos e condições para a subseção de Itaporanga. Odon Bezerra visitou o fórum de Piancó e as futuras instalações do fórum de Igaracy, onde se comprometeu em lutar para que esse venha a funcionar. Odon falou sobre a ação que a ordem vai entrar no Supremo Tribunal Federal para isentar os assalariados de imposto de renda e entregou as carteiras dos novos advogados. Ele finalizou a visita falando da instalação do centro de inclusão digital aqui na comarca.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Túlio disse ter feito o milésimo GOL. Assista o lance.

O veterano atacante Túlio Maravilha, de 44 anos, encerrou na tarde deste sábado a busca por seu milésimo gol na carreira. Em sua estreia pelo Araxá, na segunda divisão do Campeonato Mineiro, o artilheiro marcou de pênalti aos 29 minutos contra o Mamoré, após o zagueiro adversário colocar a mão na bola. 
 A festa pelo gol 1000 de Túlio aconteceu no meio da partida, sem invasão da torcida, mas com emoção suficiente para encerrar a participação do atacante na partida. Depois, ele dedicou o gol à família e aos "sonhadores". Logo após o gol, Túlio pegou a bola que pela milésima vez balançou as redes e foi erguido por companheiros e funcionários do Araxá, no Fausto Alvim, palco da partida. Emocionado, ele foi para os vestiários logo depois de comemorar, e foi substituído. No momento em que Túlio saiu de campo o placar marcava 1 a 1.  As contas são do próprio Túlio. Não há registro oficial sobre os 1000 gols que o jogador tenha feito durante a carreira. Desde 2001, quando passou a trocar de clubes com maior frequência, em busca do milésimo gol, Túlio passou por quase 40 agremiações diferentes. Com a marca atingida, o atacante alcança feito pelo qual Pelé e Romário ficaram marcados.  Neste sábado Túlio fez sua estreia pelo Araxá. Ele firmou um contrato de seis partidas com o clube e agora terá mais cinco jogos para disputar, agora livre da busca pelo milésimo gol. Dos vestiários, Túlio foi ao Twitter para dedicar o gol à família e àqueles que acreditam nos sonhos, como o dele, de atingir o milésimo gol.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Retorno de náufrago salvadorenho é adiado por problemas de saúde.

O retorno do náufrago salvadorenho José Salvador Alvarenga das Ilhas Marshall a seu país natal ou para o México foi adiado por motivos de saúde, já que o paciente está "muito desidratado". O pescador de 37 anos, que afirmou ter passado 13 meses à deriva em uma pequena embarcação pesqueira no Pacífico, deveria deixar as Ilhas Marshall na sexta-feira, mas a equipe médica desaconselhou por causa da desidratação.  O encarregado de negócios da embaixada do México em Manila, Christian Clay Mendoza, que fala em nome de Alvarenga, disse em Majuro que o salvadorenho precisa de mais tempo de recuperaçãoO salvadorenho Jose Salvador Alvarenga durante entrevista coletiva nas Ilhas Marshall nesta quinta-feira.   "Os médicos afirmam que está muito desidratado e não é uma boa ideia viajar agora", disse Mendoza, que acredita na possibilidade de retorno dentro de três ou quatro dias. O náufrago compareceu a uma entrevista coletiva nesta quinta-feira ao lado de dois homens, que o ajudaram no deslocamento. "Quero agradecer ao governo das Ilhas Marshall por tudo o que tem feito e pelos amigos que me ajudaram", disse em um breve comentário, sem responder perguntas e antes de ser levado para mais exames médicos. A porta-voz das Relações Exteriores das Ilhas Marshall, Anjanette Kattil, afirmou que o mais provável seria o retorno de Alvarenga a El Salvador.  Mas não está descartada uma viagem ao México, onde ele morou por vários anos e de onde zarpou no pequeno pesqueiro em dezembro de 2012. Alvarenga se recupera em um hospital de Majuro depois de ter sido encontrado no atol remoto de Ebon na semana passada apenas de cueca, com cabelo comprido e barba espessa.


quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Cubana que desistiu do Mais Médicos pede visto aos Estados Unidos

"Fui à Embaixada dos Estados Unidos e apresentei meus papéis", disse à Folha a médica cubana Ramona Matos Rodriguez, 51, que deixou o programa Mais Médicos e se refugiou no Congresso Nacional. Clínica-geral, ela foi orientada por parlamentares da oposição a não revelar detalhes do contato com a embaixada norte-americana. A Folha apurou, no entanto, que a representação diplomática teria pedido um tempo para dar uma reposta sobre a sua situação. A médica cubana Ramona Rodriguez, 51, anunciou que vai pedir asilo político ao Brasil.  A ideia seria conseguir um visto para os Estados Unidos –assim como fizeram médicos cubanos que trabalharam na Venezuela, também por meio de acordo com Cuba.  A embaixada foi o primeiro destino da cubana ao chegar a Brasília, no sábado, após deixar Pacajá, no Pará. Procurada, a embaixada dos Estados Unidos não negou nem confirmou o pedido de visto de Ramona ou de outros profissionais selecionados pelo Mais Médicos.
A MÉDICA - Ramona chegou a Brasília, no sábado, e passou pela Embaixada dos Estados Unidos. Depois foi orientada a aguardar uma resposta. A médica teve a ajuda de uma amiga para sair de Pacajá de carro no último sábado. Na cidade, ela disse que tinha sido convidada para conhecer a roça de um amigo e que por isso sairia cedo de casa. Por volta das 7h, a amiga a buscou em casa e as duas partiram para Marabá, de onde embarcou em um voo direto até Brasília no mesmo dia. Ao chegar em Brasília, ela foi recebida por outra amiga. Ela conta que ficou na casa de um amigo esperando uma resposta do governo americano, mas decidiu procurar o deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO) depois que foi informada que a Polícia Federal foi acionada para encontrar informações sobre seu paradeiro e já teria indicações de onde estava.  A médica diz que decidiu abandonar a cidade no sábado e seguir para a capital federal após descobrir que o valor de R$ 10 mil pago pelo governo brasileiro a outros médicos estrangeiros era muito superior ao que ela recebia pelos serviços prestados.  "Em Cuba eu não tinha internet e aqui tem muita informação. Então fiquei sabendo que fomos enganados. Fizeram um contrato para nós prometendo um dinheiro, mas quando vim para cá foi que me deu conta que não era assim", disse. Ramona mostrou um contrato com a Sociedade Mercantil Cubana Comercializadora de Serviços Médicos Cubanos, indicando que não houve acerto entre o Ministério da Saúde e a Opas (Organização Pan-Americana de Saúde), conforme o governo brasileiro informou. Ela alega ainda que ter sido enganada sobre a possibilidade de trazer seus familiares ao país.  A médica afirmou que já entrou em contato com sua filha, também médica, e disse que a família está muito preocupada com a sua situação. Ela disse temer também pela filha, que mora em Cuba.  A médica chegou ao Brasil em outubro. Ontem, ela passou a primeira noite no Congresso Nacional, na sala da liderança do DEM. Ela teria dormido em um sofá e não teria tomado banho. "Eu pretendo ficar aqui [no Brasil]. E pedi a proteção do deputado [Ronaldo Caiado, ex-líder do DEM], porque eu temo pela minha vida. Estou certa que, se neste momento vou para Cuba, vou estar presa. Fui enganada pelo governo cubano", disse a médica. Apesar de ter procurado a embaixada americana, a médica afirmou estar esperançosa para obter o asilo e poder continuar trabalhando como médica no Brasil e disse que faria o Revalida para poder atuar legalmente, mas fora do programa Mais Médicos. No início da tarde de hoje, líderes do DEM, que abrigam a cubana, vão ao Ministério da Justiça entregar o pedido de asilo. O ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) deve dar uma declaração à imprensa. Vitrine eleitoral da presidente Dilma Rousseff, o Mais Médicos tem o objetivo de aumentar a presença desses profissionais no interior do país, em postos de atenção básica, e para isso permite a atuação de médicos sem diploma revalidado em território nacional. Atualmente, cerca de 7.400 médicos cubanos estão selecionados para atuar no país, no universo de 9.549 médicos inscritos. 
NA VENEZUELA -  Médicos cubanos em missão na Venezuela também buscaram ajuda junto ao governo dos Estados Unidos. Há dez anos, Venezuela e Cuba firmaram convênio de cooperação para o envio desses profissionais, como parte do pagamento pelo petróleo venezuelano. Em entrevista à Folha no ano passado, o presidente da ONG Solidariedade Sem Fronteiras, Julio Cesar Alfonso, afirmou que cerca de 4 mil profissionais já haviam obtido o documento norte-americano. A entidade, sediada em Miami, reúne cubanos da área de saúde que deixaram as missões em diferentes países.  Desde 2006, os EUA oferecem um visto específico para esses profissionais. O chamado CMPP (Cuban Medical Professional Parole Program) é ofertado a todo médico cubano que esteja estudando ou trabalhando em uma missão num terceiro país e que não possua "quaisquer inelegibilidades que impediriam a admissão" nos Estados Unidos, segundo o site oficial do programa.  "O serviço de imigração dos Estados Unidos pode exercer sua autoridade discricionária para permitir que cidadãos cubanos possam vir para os Estados Unidos", informa o governo norte-americano. Além de médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e técnicos de laboratório, além de treinadores esportivos, também estão habilitados a solicitar o visto.





segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Em Igaracy, pedreiro arrotando grandeza, recebe antecipado e não termina o serviço.

Os desgastes causados por uma obra raramente se resumem à bagunça, sujeira e ao desconforto de ter que tirar tudo do lugar e depois ter que arrumar. Precisar lidar com pedreiros é, para muita gente, sinônimo de muita dor de cabeça. O caso: Voltei ontem (02/02/2014) pra João Pessoa depois ficar por 4 dias em Igaracy a espera do digníssimo pedreiro de nome Manoel Pereira  para terminar um serviço pago antecipadamente. Pois não é que o ilustre pedreiro não deu à mínima. Na contratação do serviço já chegou arrotando grandeza.  Dizendo que era o melhor pedreiro de Igaracy, não existia na cidade qualquer pedreiro que igualasse ao seu nível e que já tinha trabalhado em diversas obras, etc. e tal. No meu caso, além do serviço que ficou muito mal feito uma parte da parede teve quase toda cerâmica removida devido ao desalinhamento.  Depois deste inesperado prejuízo retornei de João Pessoa com o restante do material e daí passei a procurar o referido cidadão, quando consegui encontrar perguntei quando ele poderia vir terminar o serviço, ele disse que viria no dia seguinte e não apareceu, nem no primeiro, nem no segundo e muito menos no terceiro, quando fui obrigado a retornar a João Pessoa. Por isso estou divulgando o nome deste magnífico pedreiro para que não tenhamos mais vitimas e providências serão tomadas.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Da música à política: A vida de Zeca da Encarnação.

Os episódios da vida de José Honório de Sousa, melhor dizendo, Zeca da Encarnação (foto), não cabem em um jornal inteiro e dariam um bom livro, como ele próprio diz: “Eu vivi muito e tenho muitas histórias, umas posso contar e outras, não”, disse Zeca à reportagem da Folha no final da manhã do dia 21 de janeiro em seu gabinete na Câmara Municipal de Itaporanga, poder que começou a presidir dia primeiro aos 84 anos de idade, completados no último dia 15, o que o faz um dos presidentes legislativos mais idosos do país. Para começo de conversa, basta dizer que ele casou-se aos 16 anos com uma prima de 14 depois de apenas dois dias de namoro, e, claro, contra a vontade do pai dela, que só anos depois é que aceitou o matrimônio. “Eu ia para a cidade ser padrinho de um menino, então aproveitei a ocasião e perguntei se ela não queria se casar; ela aceitou e no mesmo dia nós casamos, e foi um casamento muito feliz”, comenta Zeca, que é pai de 18 filhos. Com a primeira esposa, Severina Leite de Sousa, de quem ficou viúvo uma década e meia depois do casamento, foram 5 filhos. Com a segunda mulher, Neuza Antas Barros, teve mais três; a terceira e atual mulher, Francisca Alves dos Santos, lhe deu uma dezena de herdeiros.  Zeca é itaporanguense do sítio Cafula. O nome Encarnação vem de sua mãe, Maria Antônia de Jesus, que era chamada de Encarnação. Seu pai, Honório Francisco da Silva, criou toda a família na roça. “A gente era nove irmãos, mas só eu, que era o caçula, estou vivo”, diz sorridente. Hoje todos conhecem Zeca pela política, mas quem primeiro lhe deu fama foi a sanfona. Com seu grupo Asa Branca percorreu o Sertão inteiro tocando festas: dos memoráveis forro de pé-de-serra aos grandes eventos urbanos. “A gente tocava de tudo: choro, forró, bolero e tudo mais, e ainda hoje, eu toco”, enfatiza Zeca, que em 1958 foi convidado por um hotel de Brasília, à época ainda em construção, para animar os candangos: “Eu passei nove meses lá e só voltei porque gostava muito da mulher e ela vivia chorando e mandando recado para eu voltar”, conta.  O gosto de Zeca pela música nasceu ainda na infância. Vivendo em uma área rural, que embora sendo município de Itaporanga, estava mais próximo de Igaracy, ele foi aluno do mestre Valfredo, contratado pelo prefeito igaraciense Clóvis Brasileiro para ensinar música aos jovens. Nessa época também iniciou na sanfona: aprendeu a tocar olhando um sanfoneiro do sítio onde morava. Passou a integrar o grupo musical do homem e, aos poucos, foi aprendendo a dominar o instrumento. “Nas festas, ele se embebedava e eu pegava a sanfona, e assim comecei a tocar e o povo foi gostando, até que eu comprei a sanfona dele e montei meu próprio grupo”, narra Zeca, que sofreu forte influência de Luiz Gonzaga, artista que conheceu pessoalmente “e até fui convidado por ele para acompanhá-lo, mas não aceitei porque gostava muito da mulher e não queria deixar ela”. Com a sanfona, Zeca criou a primeira família e chegou a construir um bom patrimônio: “nunca faltou festa para eu tocar, e cheguei a comprar casas e terras com o dinheiro que ganhei tocando”. 
Sai a sanfona; entra o fole.   
Zeca perdeu a conta de quantas festas tocou ao longo da vida, mas uma, em especial, guarda na memória pela angústia que lhe causou. Foi em Conceição: durante o forró, uma moça negou dança a um rapaz, o que, na época, era considerado uma afronta, principalmente se ela fosse dançar com outro.  Por causa disso, uma grande confusão formou-se e uma tragédia deu lugar à festa: foram dois mortos e muitos feridos. “Nesse dia, eu fiz uma prece para não tocar mais e vendi a sanfona”, conta ele.
O período que passou sem tocar dedicou-se à agricultura e à criação de gado: e uma das secas mais difíceis que passou foi a de 1942, quando as pessoas escaparam, conforme ele, “comendo batata de maniçoba, e outra grande seca foi em 32: eu era muito pequeno, mas ainda lembro: nesse tempo, o povo escapou comendo folha de bredo”. Foram 15 anos sem tocar, até que, um certo dia, um fole surgiu na sua vida: “uma mulher ganhou um fole de oito baixos em uma rifa e veio me oferecer: disse a ela que não queria, mas terminei comprando, então comecei de novo a tocar”, diz. Com o fole, reconquistou a fama de grande tocador: percorreu várias parte do país, conquistou prêmios, festivais e muitos aplausos. Recentemente foi convidado para uma apresentação em Patos e também esteve no Cariri. Apesar de tanto sucesso, nunca gravou um CD, o que pretende fazer este ano.
A política:
Zeca da Encarnação entrou na política na década de 60 com a emancipação do município de Igaracy: foi vereador por três legislaturas e lá também foi vice-prefeito na gestão de Djaci Brasileiro, hoje prefeito de Itaporanga.  Na década de 80 passou a residir em Itaporanga, onde já mantinha muitas relações de amizade e de negócio, e aqui sequenciou a carreira política: está no seu terceiro mandato e, em abril do ano passado, foi eleito presidente da Câmara para o biênio 2011/2012. Zeca sempre teve uma participação ativa na sociedade: além de político e músico popular, também teve o seu momento de desportista: presidiu o Mil Réis, quando o time participou da primeira divisão do campeonato paraibano.  Sempre foi um homem prestativo e atencioso, o que o levou a se tornar bem-sucedido na política: elegeu-se muitas vezes e foi decisivo na eleição de muitos amigos e familiares. “Política para mim é uma coisa que traz alegria, mas também muito aborrecimento e tristeza, mas não podemos desistir”, comenta.folhadovali.com.br 

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

GVT DE JOÃO PESSOA VIRA CASO DE POLICIA. Supervisor da GVT desaparece com TV de usuário.

Supervisor da GVT Oberdan Canuto de Araújo leva TV para conserto prometendo devolver em 03 (três) dias.  Passado mais de 70 dias, desde então nunca mais me fizeram contato. Passo parte do dia no telefone e internet em busca de solução. Lá na GVT a atendente não atende, o ouvidor não ouve e o técnico, sumiu, fugiu, escafedeu-se. Sou me restou registrar um boletim policial para em breve promover também uma Ação de Busca e Apreensão. 
Veja Por que:
Sou mais uma vítima da GVT que chegou arrotando grandezas. São assaltantes dos nossos bolsos, pois cobram caríssimo por um serviço de péssima qualidade. A Anatel?  Outra porcaria que tem a obrigação de fiscalizar essas operadoras, no entanto, parece mais uma madrinha. No duro, mesmo, essas agências reguladoras mais parecem cabides de emprego para acomodar os afilhados de políticos. (Por fim a GVT é a prova de que o inferno existe e é aqui). 
Dos Fatos:
Assinei recentemente com a GVT um plano que compreendia TV por assinatura + telefone + banda larga, achando que seria melhor que a desastrada NET. As duas se equivalem. Já no segundo dia de uso só tive problemas, prejuízos e decepções. Todos os dias os canais pagos saiam do ar, o ponto adicional que fica no meu quarto, logo de cara veio com defeito, pois dava panes frequentemente e o que é pior o cabo HDMI do decodificador rompeu e queimou minha TV LCD 42 - Marca AOC de 42 polegadas comprada há pouco mais de um ano. Parece brincadeira mais é verdade, esta porcaria queimou minha TV pelo cabo HDMI. Liguei para reclamar e fui informado que se o aparelho tivesse queimado por minha culpa, eu teria de pagar a visita, mais se for confirmado que o aparelho que danificou minha TV eu seria ressarcido. Pois bem o técnico de nome ALEX veio e viu que o problema foi uma descarga de superaquecimento no decodificador fez romper o cabo HDMI, queimando consequente a TV e que entrasse em contato com a OUVIDORIA para ser ressarcido.  O técnico também confidenciou que este É UM PROBLEMA CRÔNICO DA GVT e que a determinação da empresa é sempre colocar a culpa no usuário e caso o usuário persista com a reclamação, a GVT leva o aparelho em oficinas que tem parceria com a GVT, com o intuito de forçar laudos favoráveis a GVT e desfavorável ao usuário. É ai que começa o verdadeiro inferno chamada GVT.  Primeiro o serviço de atendimento da OUVIDORIA não disponibiliza telefone 0800, qualquer contato tem que ser feito através do site e ainda assim nunca funciona. Já tentei diversas vezes entrar em contato pelo tal formulário da Ouvidoria, porém o site diz que está enviando a mensagem e fica eternamente carregando. Em fim, tive que deslocar a até a empresa localizada na Av. Epitácio Pessoa, e lá, depois de levar um chá de cadeira conseguiu falar com o Ilustre OUVIDOR.  Depois de todo aquele blá, blá, blá, disse que mandaria um supervisor técnico para fazer um relatório para que me fosse ressarcido meu aparelho de TV. Depois de esperar por mais de uma semana, em fim, apareceu o supervisor de nome Oberdan Canuto de Araújo.  Depois de toda aquela ladainha, confirmou com todas as letras que a causa realmente foi ocasionada por superaquecimento no decodificador queimando de imediato o cabo HDMI e consequentemente a TV.  Após todo esse procedimento pediu que lhe enviasse por Emil a nota fiscal da TV, e ainda levou consigo o decodificador e o cabo HDMI totalmente destruído e queimado, e que aguardasse o resultado que iria apresentar o relatório à empresa.  Passado dois dias, chego em casa meu filho me diz que o supervisor da GVT Oberdan Canuto de Araújo havia levado a  TV para o conserto e dentro de 3 dias devolveria.  Desde então nunca mais me fizeram contato. Passo parte do dia no telefone e internet em busca de solução. Mas lá na GVT a atendente não atende, o ouvidor não ouve e o técnico, sumiu, fugiu, escafedeu-se e aqui estou eu pagando por um serviço que não tenho, estou pagando para a GVT me causar estresse, transtorno, aborrecimentos, humilhação.

OAB-PB lamenta morte do advogado Horácio Ramalho

A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Paraíba (OAB-PB), comunica, com profundo pesar, o falecimento do advogado José Horácio Ramalho Leite, 50 anos, ocorrido na manhã desta segunda-feira (27), em decorrência de um infarto. Segundo familiares, ele se sentiu mal durante o banho e morreu. Horácio Ramalho é irmão da juíza Maria de Fátima Gadelha. O advogado será velado na Central de Velório São João Batista, em João Pessoa, a partir das 12h00. Nesta terça-feira (28), o corpo será levado para São José de Piranhas, sua terra natal, onde será sepultado.  Ele era advogado militante em João Pessoa. Atuava como advogado do Bradesco, entre outras empresas. O presidente da OAB-PB, Odon Bezerra, lamentou a morte do advogado e colocou a Ordem a disposição da família neste momento de dor. “A Paraíba e em particular a nossa Seccional perdeu um grande advogado e excelente companheiro que durante sua atividade profissional engrandeceu a nossa categoria”, disse.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

10 dificuldades da rotina dos narradores que você talvez não suspeite

Assistir grande parte dos jogos in loco, sentir a vibração do público, a energia do local e transmitir isso para o telespectador.  Estar presente em momentos históricos do esporte, algo que tanto ama. Essas são algumas das principais motivações que os narradores esportivos da TV têm em sua longa, porém trabalhosa carreira. E ponha trabalho nisso.  Apesar de todos os pontos positivos, quem pensa que eles só têm regalias, ar condicionado e vida boa está enganado. Após consulta com profissionais de TVs como Band, ESPN, Sportv e BandSports, listamos aqui alguns dos principais perrengues vividos pelas vozes que levam o esporte para a sua tela.  Não faltam reclamações quanto alguns problemas que parecem comum para todos eles, principalmente a falta de educação de alguns torcedores nas arquibancadas, que costumam descarregar nestes profissionais as frustrações pela derrota de seu time.  
Veja abaixo dez problemas apontados por narradores em sua profissão:
1 - Intimidação e falta de educação de torcedores.
Em muitos estádios, principalmente os mais antigos, as cabines de imprensa ficam muito próximas à área onde transitam os torcedores. Isso gera não só abordagens simples, que atrapalham a transmissão, como também xingamentos e até intimidação se o tom de voz na narração do gol do time rival for muito forte. Ou, simplesmente ali vira um ponto de descarrego de xingamentos pela derrota.  “A reação da torcida piorou muito nos últimos tempos, está mais agressiva e sem respeito”, falou Téo José, da Band.
2 - Cabine pequena e logística falha até para ir ao banheiro.
Ter que narrar próximo aos torcedores é um problema. Mas ter que fazer isso em um espaço pequeno, com visibilidade ruim e falhas de saída para outros lugares é ainda pior. Narradores dizem que a maioria dos estádios têm cabines muito pequenas para todo o equipamento necessário, e sair para ir ao banheiro chega a ser uma aventura, muitas vezes tendo que passar no meio da torcida.
3 - Falta de estacionamento para os profissionais.
Câmeras, tripés, fios e várias caixas. Levar tudo isso para uma cabine não é fácil. E, não tendo nem onde parar o carro para transportar tudo isso, fica ainda pior. Sem estacionamento de imprensa na grande parte dos estádios, muitas vezes a solução é parar o carro na porta e descarregar tudo. O que atrapalha o trânsito se naquela porta de entrada estiver uma rua cheia de carros na hora de jogo. “Poucos são estádios que acomodam a imprensa e seus veículos'', falou Jota Júnior, do Sportv.
4 - Calor excessivo nas cabines.
Criticar a falta de ar condicionado pode parecer chatice por luxo desnecessário. Mas não é bem assim não. Imagine narrar um jogo neste verão, com sol a pino na cabeça, às 16 horas. Os profissionais da narração dizem que ficam em um verdadeiro forno e ensopados para  trabalhar onde não tem ar, e quase nenhum deles têm.
5 - Falta de policiamento na saída.
Os narradores, na grande maioria das vezes, saem muito depois do fim de uma partida. Horas depois. Quase sempre quanto tudo está escuro. E dizem que inexiste policiamento nesse horário, em que a torcida já se foi. Se a segurança para torcida já não é mais necessária ali, o risco de ladrões para roubar equipamentos não deixa de existir, o que deixa os profissionais apreensivos.
6 - Falta de sinal de telefone e internet.
O Pacaembu é quase unânime nessa crítica dos narradores, que dizem não existir sinal de telefone e internet para poderem fazer pesquisas na hora do jogo e falar com as bases de suas empresas.
7 - Começar a transmissão sem a escalação dos times.
Esse problema é apontado sobretudo em jogos de times pequenos da Copa Libertadores da América. Jornalistas dizem que não existe um serviço de assessoria de imprensa que confirma a escalação da equipe da casa, ninguém diz saber nada, e o narrador tem que começar o jogo torcendo para que o que está nos jornais e internet seja o que está em campo.
8 – Cadeiras e mesas improvisadas.
Narradores dizem que não existe material pronto e fixo para sentarem em alguns locais, sobretudo em jogos no interior. Cadeiras e mesas de plástico, e de ferro, são as soluções na maioria das vezes. Reclamar de mais? Passe de duas a quatro horas sentado em uma cadeira  dessas para trabalhar, argumentam os cronistas da TV.  “Já teve jogo que sentei até em mesinha de bar”, contou Hugo Botelho, da ESPN.
9 –  Esperar horas pelo link ao vivo e o sinal cai;
Depois das partidas, muitas das emissoras entram com seus programas de pós jogo em que passam pelas várias cidades para chamar os narradores para contar a história do jogo. Eles têm que ficar ali, em pé, aguardando para serem chamados ao vivo a qualquer momento. E, muitas vezes, o sinal cai e ficam frustrados. Isso não chega a ser um problema grande, mas é motivo de irritação.
10 – Não poder entrar com garrafa de água plástica em estádios.
Assim como os torcedores, os narradores também não podem entrar com garrafas de água de plástico nas arenas. Só que, nem todos estádios, segundo eles, entregam água com frequência para os profissionais trabalharem.

domingo, 26 de janeiro de 2014

Torcedores da Portuguesa mudam plano contra STJD e focam ações coletivas 74

A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) conseguiu cassar na última segunda-feira uma liminar que um torcedor do Flamengo havia obtido na 42ª Vara Cível de São Paulo e que exigia revisão em pena que o STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) havia determinado para o clube. Isso motivou uma mudança de estratégia para torcedores da Portuguesa que também contestam decisão do tribunal esportivo.  Depois de centenas de ações individuais, o movimento "Todos vamos à luta", que reúne torcedores da Portuguesa, resolveu procurar entidades de classe dispostas a processos coletivos. Eles já conseguiram adesões de instituições de Curitiba, Guarulhos, Limeira e São Paulo.  As ações serão apresentadas a tribunais dessas cidades na próxima semana. O grupo espera apenas o retorno de Daniel Neves, advogado que conseguiu liminar para um torcedor da Portuguesa na 42ª Vara Cível de São Paulo – ele está de férias e deve retomar o trabalho no início da próxima semana.  A mudança de estratégia do grupo (de ações individuais para coletivas) é uma resposta à reação da CBF. Para cassar a liminar obtida por um torcedor do Flamengo, a entidade questionou a legitimidade dele para defender interesses do clube.  Flamengo e Portuguesa foram punidos pelo STJD por terem escalado jogadores em situação irregular na última rodada do Campeonato Brasileiro de 2013. Cada time perdeu quatro pontos, e isso motivou o rebaixamento da equipe rubro-verde para a segunda divisão nacional. O que os torcedores contestam, porém, é o dispositivo usado para essas punições. Flamengo e Portuguesa receberam penas por terem infringido, de acordo com o STJD, o artigo 133 do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva). O problema é que, no entendimento do "Todos vamos à luta", esse dispositivo foi revogado em 2010 pelo Estatuto do Torcedor, que tem texto contraditório e é hierarquicamente superior. Portanto, o grupo avalia que a CBF infringiu uma lei federal. Inicialmente, os integrantes do coletivo apresentaram centenas de ações individuais com essa argumentação. O Juizado Especial Cível de São Paulo emitiu liminar favorável a um torcedor da Portuguesa, e a 42ª Vara Cível de São Paulo teve decisões similares em processos relacionados à equipe paulista e ao Flamengo. Até aqui, a CBF cassou apenas a decisão favorável ao torcedor do Flamengo. No entanto, a expectativa do próprio "Todos vamos à luta" é que a entidade use a mesma argumentação e consiga derrubar os processos de representantes da Portuguesa. Como a defesa da CBF tem sido totalmente focada em questionamentos sobre a legitimidade dos autores da ação, o "Todos vamos à luta" decidiu priorizar iniciativas coletivas. É aí que entram as entidades de classe.  A punição do STJD a Flamengo e Portuguesa também é alvo do Ministério Público de São Paulo. A Promotoria do Consumidor instaurou inquérito sobre o caso no início de janeiro, e a CBF foi chamada para uma reunião na próxima semana. O promotor Roberto Senise Lisboa disse que pedirá à entidade a assinatura de um termo de ajustamento de conduta. O teor exato desse documento ainda é uma incógnita, mas o jurista assegurou que exigirá a devolução dos pontos retirados das duas equipes.

sábado, 25 de janeiro de 2014

Onze réus denunciados pela Operação Squadre são condenados pela 7ª Vara Criminal da Capital

Onze acusados denunciados na “Operação Squadre”, realizada pela Polícia Federal e Ministério Público estadual, foram condenados pelo Juízo da 7ª Vara Criminal da Capital, pelos crimes de milícia privada; comércio ilegal de armas e munições; e porte ilegal de armas. A primeira sentença emitida analisou o caso de 13 réus, pertencentes ao Grupo 2 do processo, que foi priorizado pela Justiça por haver réus presos. Dois deles foram absolvidos. A sentença do Grupo 2 foi proferida e publicada no dia 19 de dezembro, véspera do recesso forense. As intimações estão sendo realizadas com a volta da vigência dos prazos processuais, que permaneceram suspensos até a última segunda-feira (20). De acordo com a sentença, as penas aplicadas variaram de 3 anos de reclusão (regime aberto) a 17 anos e seis meses (em regime fechado). No entanto ainda cabe recurso. O processo envolve 38 réus, acusados ainda de formação de quadrilha, corrupção passiva, lavagem de dinheiro, entre outros delitos. Devido à complexidade do caso, a denúncia oferecida pelo MP foi dividida em três grupos. Em relação ao Grupo 1, a assessoria da 7ª Vara Criminal informou que já foi encerrada a instrução, encontrando-se em fase de diligências. Em seguida, serão feitas as alegações finais e a sentença. Já as audiências de instrução do Grupo 3 terão início em março, com encerramento previsto para o mês de abril, conforme cronograma da 7ª Vara. Operação Squadre – Ação conjunta realizada no dia 9 de novembro de 2012 pelo Ministério Público Estadual e Polícia Federal que resultou na prisão de 40 pessoas, sendo 20 policiais militares e civis, entre eles um major da Polícia Militar e dois delegados da Polícia Civil. A ação aconteceu simultaneamente nas cidades de João Pessoa, Bayeux, Cabedelo, Santa Rita, Alhandra, Mari e Cajazeiras, na Paraíba, e ainda, em Recife e Petrolina, no estado de Pernambuco. O objetivo foi desarticular grupos milicianos acusados de praticar vários crimes na Paraíba, como tráfico e comércio ilegal de armas e munições, segurança privada armada clandestina, extorsão, corrupção, lavagem de dinheiro e extermínio de pessoas. Ao todo, foram expedidos 75 mandados, sendo 35 de prisão preventiva, dez de prisão temporária e buscas, 11 de condução coercitiva de pessoas e 19 de busca e apreensão de documentos.

domingo, 12 de janeiro de 2014

Praias paraibanas que você precisa conhecer

vista  Aérea de Coqueirinho
Finalmente o verão chegou, e se você é daqueles que tem o coração no mundo e o pé na estrada, não tem época melhor para conhecer boas praias por aqui pelo Nordeste. A Paraíba, estado vizinho a Pernambuco, dispõe de algumas praias paradisíacas a poucas horas de viagem. Pouco conhecidas pelos pernambucanos, elas são ótimos destinos para quem está à procura de um local diferenciado sem precisar se ausentar por dias. Fizemos uma seleção de praias entre Recife e João Pessoa que você precisa conhecer já! Todas ficam entre Recife e João Pessoa – e pra chegar lá, apenas duas horinhas de estrada indo pela BR 101.
Praia Bela
Praia Bela é daqueles destinos que fazem jus ao nome. Em meio a coqueiros e mata nativa preservada, a praia tem um visual único caracterizado pelo encontro entre o rio e o mar, que forma algumas ilhotas – e ainda icônicos guarda-sóis de palha (que dependendo da maré ficam dentro ou fora d’água). A praia possui estrutura de bares e restaurantes, além de pousadas próximas. Ah, e suas ondas são boas para praticantes de esportes como kitesurf! Depois de Praia Bela, o próximo destino é Coqueirinho. Entre falésias e corais, a praia tem um daqueles visuais de tirar o fôlego – e ainda uma ótima estrutura para receber turistas, com restaurantes na própria praia e pousadas próximas. Do lado norte da praia, uma enseada com quiosques e mata nativa. Do lado sul, um canyon formado por falésias e argila. Por lá, não deixe de tomar uma caipiroska de abacaxi no Canyon de Coqueirinho, o lugar é o verdadeiro oásis dentro do oásis, com ótima cozinha e ainda um ambiente super confortável com sofás e espreguiçadeiras à beira mar. Boa também para os praticantes de surf!  
Praia de Tabatinga
Em Tabatinga, logo após Coqueirinho, enormes falésias, um mar calmo e morno – ótimo para tomar banho – e ainda um belo Maceió à beira mar, formando um cenário bastante único. O lugar é muito utilizado para veraneio, com casas e pousadas com fácil acesso à praia (ótimo para quem quer passar mais de um dia). Por lá, você encontra o Bar dos Artista – um lugarzinho com cerveja gelada, redes, espreguiçadeiras e uma decoração super especial.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Homem iraniano está há 60 anos sem tomar banho

Um homem que mora no sul do Irã está há 60 anos sem tomar banho, segundo relatou a agência de notícias estatal Irna. Identificado como Amoo Hadji, 80, ele leva vida de forma primitiva, dormindo numa cabana construída por moradores do vilarejo de Dezhgah, na Província de Fars, situado próximo da área onde está instalado. Identificado como Amoo Hadji, tem 80 anos. Além da sujeira que forma grossas camadas de crosta em sua pele e barba, o homem também é conhecido na região por gostar de fumar charuto contendo esterco de animais que pastam na região. Hadji também fuma tabaco comum, principalmente em épocas de baixa temperatura, quando ele acende vários cigarros ao mesmo tempo para se esquentar. De acordo com a reportagem da Irna, Hadji se alimenta de pequenos animais e gosta de descansar num buraco no chão que se parece com uma cova. Não se sabe o que o levou a optar por esta vida.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Suprema Corte encerra investigação por morte de Allende e ratifica suicídio

A Suprema Corte chilena encerrou definitivamente a investigação sobre a morte do ex-presidente socialista Salvador Allende em 1973, estabelecendo que ele se suicidou no interior da casa de governo em meio à revolta militar liderada por Augusto Pinochet. Em uma decisão dividida datada de 6 de janeiro, a Sala Penal do máximo tribunal chileno indeferiu dois recursos de cassação (anulação) apresentados pelos autores da denúncia no caso, que declaravam que o ex-presidente poderia ter sido assassinado.
"Esta tese foi indeferida pericialmente, comprovando-se que a magnitude da energia cinética das lesões provocadas pelo tipo de arma usada explica os ferimentos à distância existentes nos tecidos moles da face", afirma a sentença dos juízes da Suprema Corte à qual a AFP teve acesso nesta terça-feira.
"O fato investigado não é constitutivo de crime, e por esse motivo o caso é julgado total e definitivamente improcedente", acrescenta a sentença.
Em setembro de 2012, o juiz titular do caso, Mario Carroza, estabeleceu por testemunhas, perícias e dados da indagação que o presidente socialista se suicidou com um tiro de fuzil no rosto.
Durante a investigação, Carroza ordenou a exumação do cadáver de Allende e submeteu seus restos à análise de uma comissão internacional de especialistas.
Em sua decisão, o juiz estabeleceu que na terça-feira, dia 11 de setembro de 1973, "às 11h50 ocorreu o ataque aéreo e terrestre (contra o palácio presidencial de La Moneda). O Presidente, depois de ordenar o abandono do local, se retira (...) e se dirige ao 'Salão Independência', fechando a porta. Uma vez em seu interior, se senta em um sofá, coloca o fuzil que segurava entre suas pernas e, apoiando-se em seu queixo, o aciona, falecendo de forma instantânea alvo do disparo recebido".
Advogados do movimento Socialista Allendista haviam pedido a anulação da decisão de Carroza e a realização de uma nova investigação, ao considerar que Allende poderia ter sido assassinado por militares que entraram na casa de governo naquele dia.
No dia 11 de setembro de 1973, quando Allende completava 1.000 dias no poder, as Forças Armadas chilenas - lideradas por Augusto Pinochet - se levantaram contra seu governo, bombardeando por ar e terra o palácio presidencial onde estava Allende, que resistia junto a um punhado de colaboradores.
O regime do general Augusto Pinochet, que foi instaurado neste mesmo dia - até 11 de março de 1990 - deixou mais de 3.200 mortos e desaparecidos.

domingo, 29 de dezembro de 2013

Procurado pela policia; cantor Belchior vive escondido de favor na casa de fãs e em total decadência

“No trevo, a 100 por hora” Edna Prometheu é o pseudônimo da produtora cultural Edna Assunção de Araújo, de 46 anos. Morena, de cabelos encaracolados e baixa estatura, não é uma mulher de beleza estonteante. Militante de organizações de extrema-esquerda, é definida por seus amigos como “idealista utópica”. No começo de 2005, ela estava em São Paulo, no ateliê do artista plástico cearense Aldemir Martins, já morto, quando entrou pela porta o músico Belchior. O cantor de “Paralelas” também pinta quadros e frequenta o ambiente artístico. Edna queria organizar uma exposição de Aldemir no Ceará. Belchior disse que tinha amigos por lá, poderia ajudar. Trocaram telefones.  Os dois acabaram organizando juntos a exposição em Fortaleza, naquele mesmo ano. Na volta, Edna ligou para um amigo e contou a novidade: “Estamos namorando”. A partir daí, a vida plácida de Belchior derrapou no trevo a 100 por hora, como diz a letra de “Paralelas”. Para ficar com Edna, ele abandonou a então mulher, Ângela, com quem estava casado havia 35 anos, mãe de dois dos quatro filhos que tem. Afastou-se dos amigos e foi gradativamente deixando de fazer shows, até sumir sem dar explicações, em 2009. “Essa figura nefasta está fazendo uma lavagem cerebral nele”, afirma Jackson Martins, ex-empresário de Belchior.
“Depois dela, sua vida só andou para trás”, diz o artista plástico cearense Tota, amigo de Belchior.  O desaparecimento de Belchior, há cinco anos, surpreendeu a todos, família e amigos. Ninguém poderia esperar tal atitude. Ele deixou para trás a agenda de shows e todo o patrimônio, incluindo roupas, documentos, quadros, automóveis e apartamento. O sumiço transformou Belchior  em figura cult. 
A pergunta “onde está Belchior?” ecoou na internet e teve até repercussão internacional. Surgiram blogs sobre o tema. Campanhas nas redes sociais pediram  a volta do músico. E apareceram montagens cômicas – “memes” – em que Belchior aparece em locais inusitados como a ilha do seriado Lost. Suas músicas no YouTube, que antes tinham 5 mil acessos diários, hoje batem 500 mil.  O sucesso no mundo virtual não trouxe nenhum benefício para o Belchior de carne e osso. Aos 67 anos, ele vive escondido com Edna em Porto Alegre. Não pode sair em público, pois é procurado pela polícia. Pesam contra Belchior dois mandados de prisão pelo não pagamento de pensões alimentícias. Uma devida à ex-mulher Ângela, com quem tem dois filhos já maiores de idade, e outra à mãe de uma filha de 19 anos que teve fora do casamento. Além das pensões, Belchior abandonou todos os demais compromissos e é cobrado na Justiça em processos que correm à revelia. O ex-secretário particular de Belchior, Célio Silva, ganhou um processo trabalhista contra ele no valor de R$ 1 milhão. Não há mais como recorrer. As contas de Belchior estão bloqueadas, e os imóveis que tinha comprometidos. Sem dinheiro, ele já se abrigou numa instituição de caridade no Rio Grande do Sul e morou de favor na casa de fãs que nem conhecia.  O mais intrigante na espantosa história de Belchior é que ele aparentemente não agiu movido por depressão, dívidas ou golpe publicitário, como se pensou no princípio. A influência da mulher é apontada pela maioria dos amigos como o motivo do seu comportamento. Ainda assim, não há unanimidade. 
“Edna não conseguiria sozinha virar a cabeça de alguém inteligente como Belchior. São dois sonhadores, juntaram suas utopias. Deixaram de acreditar neste mundo materialista, objetivo e mesquinho e partiram para um caminho de desapego”, diz o artista plástico José Roberto Aguilar, de 72 anos, amigo do casal. A história do cubano que viveu cinco meses no aeroporto de Guarulhos.  Belchior nasceu numa família simples no interior do Ceará. Foi o mais bem-sucedido entre 23 irmãos. Estudou medicina na capital. Abandonou o curso depois de quatro anos, para ingressar na carreira artística. Estourou nos festivais na década de 1970 e compôs músicas com letras poderosas, como “A palo seco”. Seus sucessos foram gravados por Elis Regina, Jair Rodrigues e Roberto Carlos. Belchior é um artista com vasta cultura, domina cinco idiomas, conhece filosofia e gosta de física quântica. Até os anos 2000, lançava em média um disco por ano. “Ele era uma máquina, chegava a fazer três shows por noite. Era uma pessoa completamente dedicada à carreira”, diz o parceiro e ex-sócio Jorge Mello.  Tudo isso ficou para trás. O sumiço de Belchior lembra o caso do escritor russo Liev Tolstói. Aos 82 anos, ele abandonou tudo para viver como camponês. Tolstói teve um fim trágico – morreu de pneumonia depois de viajar na terceira classe de um trem durante o inverno soviético. Belchior, quanto mais se afasta da vida em sociedade, mais se afunda em dificuldades mundanas.  Capítulo 2.
“Onde nada é eterno” Depois que conheceu Edna, Belchior percorreu uma trajetória descendente em que, aos poucos, se despojou de todos os bens e obrigações. No final de 2006, ainda com a carreira aquecida, pediu que o empresário Jackson Martins parasse de agendar novos shows. Pretendia passar um tempo se dedicando à pintura e à tradução do poema Divina comédia, de Dante Alighieri, para uma linguagem popular. No início do ano seguinte, deixou o apartamento em que vivia com Ângela, mas continuou morando em São Paulo com Edna, num flat alugado. Desde então, a família diz não ter mais notícias dele. Belchior não era um marido muito presente, ficava até dois meses sem aparecer em casa. Teve duas filhas fora do casamento. Uma delas com uma fã que morava em São Carlos, no interior de São Paulo, com quem saiu uma única vez. A outra era fruto de um caso com uma estudante de psicologia no Ceará. Belchior pagava pensão alimentícia para a primeira. A família da segunda menina, hoje com 16 anos, não o acionou na Justiça.  As complicações começaram a aparecer em 2008. Ângela cobrava na Justiça uma pensão mensal de R$ 7 mil. Belchior se recusou a pagar. Na época, deixou de pagar também a outra pensão. Seus amigos notaram uma diferença de comportamento.
“Ele parecia estranho. Me ligou perguntando sobre amigos que não vemos há 30 anos, num tom de voz que não era o seu”, diz Jorge Mello. Em outubro daquele ano, abandonou um carro no estacionamento do aeroporto de Congonhas, em São Paulo.  Belchior continuou em São Paulo até março de 2009, quando deixou o flat sem quitar os últimos meses de aluguel. Na garagem, ele largou um segundo carro, e em seu apartamento ficaram roupas, rascunhos de música, cartões de crédito e o passaporte. Belchior também abandonou tudo na casa alugada onde funcionava seu escritório: coleção de quadros, discos, documentos e o computador onde estava parte da tradução da Divina comédia, projeto que lhe consumira três anos. Seu secretário, Célio Silva, continuou abrindo o escritório, na esperança de que retornasse. 
ele ficou hospedado. viajara com Edna para o Uruguai, onde descansava num vilarejo. Foi processado por Célio e por todos os credores que ficaram em São Paulo. Não se defendeu. Foi representado por defensores públicos até nos processos de pensão alimentícia. Como consequência, suas contas foram bloqueadas, e apareceram dois mandados de prisão contra ele, já que não pagar pensão é um crime passível de cadeia.
“Como não tive contato com ele, a defesa ficou restrita a questões formais”, diz a defensora Claudia Tannuri, escolhida para defendê-lo no processo movido pela ex-mulher Ângela. Belchior nem sequer se importou com o destino de seus pertences. As roupas que estavam no flat foram doadas à caridade. A filha mais velha recolheu os documentos. Os carros foram levados para depósitos públicos. A dívida com os estacionamentos já ultrapassava seu valor. O proprietário do imóvel onde funcionava o escritório lacrou o lugar e recolheu os pertences. Seus quadros se perderam com a umidade.  Como na música “Divina comédia humana”, “em que nada é eterno”, Belchior e Edna perambularam durante todo esse período de hotel em hotel – várias vezes, sem pagar a conta. Amigos culpam Edna pela iniciativa. O primeiro hotel em que isso aconteceu foi o Gran Marquise, em Fortaleza. Os dois ficaram hospedados ali ainda em 2006. Saíram sem pagar dois meses de estadia, no valor de R$ 8 mil. Depois, repetiram a prática em pelo menos quatro locais. No Icaraí Praia Hotel, em Niterói, deixaram uma conta de R$ 4 mil. “Alguns funcionários tiveram de arcar com parte da dívida, já que permitiram que ele ficasse hospedado mais de uma semana sem pagar a conta”, diz o atual gerente, Germano Lopes.
No Royal Jardins Boutique, em São Paulo, a conta pendurada foi de R$ 12 mil. “Eles deixaram um cheque caução, mas não tinha fundos”, diz Elly Shimasaki, gerente na ocasião.  
O caso mais recente foi no hotel Cassino, na cidade de Artigas, no Uruguai, onde o casal se hospedou entre julho de 2011 e novembro de 2012. Os últimos meses ficaram sem pagamento, restando uma dívida de R$ 35 mil. Lá, Belchior deixou para trás roupas e um laptop. 
“É uma lástima que um artista brasileiro dessa importância tenha agido assim”, diz o gerente uruguaio Ricardo Rodrigues. O hotel entrou com uma queixa criminal contra o casal.
Capítulo 3. “Sou apenas um rapaz latino-americano sem dinheiro no banco”  Nos últimos anos, Belchior se manteve à distância de qualquer atividade remunerada. Em 2009, quando o desaparecimento ganhou repercussão nacional, a montadora General Motors ofereceu um cachê milionário para ele aparecer num comercial. Belchior deveria dizer que, com o novo carro da GM, até ele voltava. Belchior recusou o convite e ficou bastante chateado com o teor da proposta. O empresário Jackson Martins diz que recebe constantes pedidos para shows, mas não consegue localizá-lo desde 2007.
“Pago as dívidas dele se ele voltar”, diz. Outro empresário que trabalhou com Belchior por quase 30 anos, Hélio Rodrigues, diz que o desaparecimento fez aumentar o interesse do público.
“Depois do escândalo, ele consegue lotar qualquer casa de espetáculo. Com dois shows em São Paulo, eliminaria as dívidas”, diz. Hoje, a maior pendência de Belchior é o processo trabalhista ganho pelo secretário Célio, no valor de R$ 1 milhão. A causa está julgada. Um apartamento de propriedade do músico em São Paulo está em execução. A dívida da pensão para a ex-mulher Ângela soma cerca de R$ 300 mil. Mas cresce a cada dia, já que Belchior continua obrigado a pagar R$ 7 mil por mês.
“O sumiço só agravou a situação dele. Se não tem dinheiro, deveria enfrentar juridicamente o processo, argumentando que não pode pagar”, diz Paulo Sato, advogado de Ângela. A pensão atrasada da filha que mora em São Carlos gira em torno de R$ 90 mil. As dívidas com hotéis cobradas na Justiça somam R$ 47 mil. Não são impagáveis, desde que Belchior volte a se apresentar.  A derradeira fonte de renda de Belchior eram os direitos autorais de suas músicas. Segundo o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), nos últimos cinco anos foram depositados R$ 367 mil referentes à execução pública de suas obras. Parte do dinheiro ficou retida quando as contas bancárias foram bloqueadas. Desde então, Belchior não contou com nenhum outro tipo de renda.
Capítulo 4. “Saia do meu caminho, eu prefiro andar sozinho”  Em janeiro deste ano, Edna e Belchior procuraram a Defensoria Pública em Porto Alegre. A história ganhou ingredientes ainda mais estranhos. Os dois alegavam que o bloqueio das contas e os mandados de prisão impediam que ele trabalhasse e voltasse a ganhar dinheiro para pagar as dívidas. Belchior aparentemente estava disposto a voltar. Mas o comportamento do casal era confuso. Edna falava desbragadamente, enquanto Belchior ficava quase sempre calado.
“Durante um mês, me informei sobre os processos que tramitam em São Paulo. Fizemos um pedido judicial para a suspensão da execução, até que ele conseguisse se restabelecer. Nesse meio-tempo, Belchior sumiu”, diz a defensora pública Luciana Kern, que o atendeu. 
Nesse mesmo período, Edna ligou para o jornalista gaúcho Juremir Machado, que não conhecia. Disse que Belchior estava escondido na cidade e precisava de ajuda. Ela queria que Juremir os levasse à sede regional da TV Record para fazer uma denúncia delirante. Juremir notou algo de incomum no casal. Eles se escondiam atrás de pilastras e ficavam olhando a movimentação nas ruas antes de entrar em algum lugar, como se fossem seguidos. Na retransmissora da TV, Edna afirmou ter um dossiê contra a TV Globo. 
O programa Fantástico noticiara o desaparecimento de Belchior em 2009 e a fuga do hotel uruguaio, em 2012. 
“Ela dizia que Belchior era difamado pela Globo e queria justiça. Falou até que havia uma tentativa de matá-lo”, diz a jornalista Vânia Lain, que recebeu os dois. 
Eles disseram que voltariam na semana seguinte trazendo os documentos, mas desapareceram.em hotel no Uruguai Belchior e Edna ficaram inicialmente hospedados num hotel simples no centro, pago com ajuda dos funcionários do Tribunal de Justiça, primeira porta em que o casal bateu quando chegou à capital gaúcha. Depois, foram abrigados no Centro Infantojuvenil Luiz Itamar, instituição de caridade na região metropolitana.
Dali, foram levados ao advogado Aramis Nacif, ex-desembargador do Estado, que poderia ajudar Belchior com os processos. “Ele dizia que um agente apareceria, mas nunca apareceu”, diz Nacif. 
Durante um mês, o casal ficou abrigado na casa de praia do filho dele. “Eles não tinham dinheiro algum. Edna apresentava um sentimento de perseguição muito grande, parecia ter algum distúrbio psicológico”, diz. 
Foi nesse momento que Belchior conheceu o advogado Jorge Cabral, na casa de quem se hospedou por quatro meses.  Cabral tomou um susto ao perceber que um músico importante como Belchior estava ali. E os convidou para ir a um sítio de sua propriedade, em Guaíba, local mais agradável. Belchior e Edna continuavam sem dinheiro. Nesse período, o advogado levou mantimentos, roupas, itens de higiene pessoal e até tintura para Belchior pintar os bigodes de preto.  No sítio de Cabral, Belchior não bebia nem comia carne vermelha. Passava os dias tomando chá, caminhando e cuidando das ovelhas. Fazia muitas anotações em papéis, que escondia numa pasta. Durante esse período, gastou duas canetas inteiras. Leu cerca de 40 livros. Não apresentava sinais de depressão. Parecia, segundo Cabral, alheio aos problemas que o cercavam. “Eu imaginava que ele era apenas um compositor nordestino, mas encontrei um artista plástico, um pensador, um filósofo”, diz Cabral. 
Ele pretende escrever um livro sobre a experiência.  Belchior só não gostava de falar sobre sua situação. Recusava-se a tocar violão e cantar. Edna impedia que ele fosse fotografado. O casal também não tomava nenhuma providência para resolver os problemas jurídicos. “A gente esperava que a situação se resolvesse, mas não acontecia nada. E aquilo não condizia com um homem lúcido, com memória fantástica, que fala várias línguas e tem uma quantidade enorme de músicas gravadas”, diz Jorge Cabral.
“Esse tempo que ele falou que daria na carreira já está longo demais. Só queremos notícias dele”, diz a irmã, Ângela Belchior. Belchior não apareceu nem no enterro da mãe, que morreu em 2011. Por telefone, a ex-mulher Ângela soa reticente. Não gosta de falar sobre um assunto tão delicado com a imprensa. Ela conta que, desde 2007, Belchior não entra em contato nem com os filhos. “Não entendo. Os empresários dele não entendem”, diz.  Em julho deste ano, Cabral pediu que o casal saísse, dado que Belchior e Edna não davam sinal de acabar com aquela situação de total dependência. Ele os deixou na porta da sede regional da União Brasileira de Compositores, com R$ 50 no bolso. Na União, Belchior tentou desbloquear o pagamento de seus direitos autorais, comprometido pelos processos na Justiça. Não conseguiu. Belchior foi visto pela última vez na entrada do prédio, um edifício moderno num bairro de classe média de Porto Alegre, em frente a uma avenida bastante movimentada. Carregava uma pequena mala nas mãos e material de pintura debaixo do braço. Belchior – na belíssima letra de “Comentário a respeito de John”, ele cantava “eu prefiro andar sozinho” – estava, como sempre, ao lado de Edna.