segunda-feira, 27 de junho de 2011

ATENÇÃO! CUIDADO! Não alugue sua casa a Prefeitura de João Pessoa. Aluguei a minha. Levei um calote.

 
Ha 1 ano e 6 meses de inadimplência  E ainda usa, abusa, destrói, não reajusta não paga o aluguel e nem desocupa. É o calote   oficial. Viva o Prefeito Luciano Agra. Alugar um imóvel a Prefeitura Municipal de João Pessoa pode significar uma tremenda dor de cabeça para o proprietário. Foi o que aconteceu comigo. Passei a vida inteira pra comprar uma casa, aquela que agente considera como sendo a casa dos "seus sonhos". Isso aconteceu comigo, graças a Deus depois de 25 anos de muita luta consegui comprar. Mas o pior estava pra acontecer. Era o ano de 2006, dia 02 do mês de abril, por volta das 17 h, apareceu em minha residência um funcionário da Prefeitura de João Pessoa lotado na Secretaria de Saúde a procura de uma casa pra alugar com a finalidade de instalar o Distrito Sanitário II localizado no bairro do Cristo Redentor. Conversa vai conversa vem, em 05 dias estava me mudando com minha família para um apartamento alugado com aluguel que passaria a receber. Até ai tudo bem, porque com o aluguel que recebia da Prefeitura conseguia pagar o aluguel do apartamento. Foi a partir de então que passei a viver uma verdadeira “Via Crusis”. Veja Por que: 1 - Durante todo o período da locação desde (2006) a Prefeitura jamais pagou em dia uma vez sequer. Apesar de toda essa contumácia nos atrasos dos alugueis, nunca lhe foi cobrada multa nem juros. 2 - Afora isso ainda sou obrigado a pagar o IPTU e a TCR da própria residência locada. Quanto ao IPTU, tudo bem, é um imposto. Agora, quanto a TCR, é uma taxa a obrigação do pagamento dessa taxa seria daquele que produz o lixo, assim como a taxa de água e luz. 3 - Nas datas estabelecidas para o reajuste pelo índice oficial, a Prefeitura simplesmente não reajusta. 4 - Por fim, o mais grave é que a Prefeitura está dando um calote há 01 (um) ano e 06 (seis) meses, ou seja, no ano passado (2010) não pagou um mês sequer. 2011 continuam do mesmo jeito, não pagaram nadica de nada. Por diversas vezes procurei as autoridades a procura de uma solução amigável. Tudo em vão. Daí só me restou propor uma ação de despejo que tramitou na 7ª Vara da Fazenda Pública da Comarca desta Capital/PB julgada procedente, dando um prazo de 15 dias para a desocupação. Isso foi no mês de junho de 2010. Até agora a Prefeitura não cumprir a determinação judicial e não pretende cumprir. No mês seguinte, (julho de 2010) recebi um telefonema da Secretaria de Saúde me chamando para uma conversa amigável. Pediram para suspender a ação que em 48 horas efetuaria o pagamento. Já se passou um ano e até agora nada. O pior de tudo é que na residência durante esses 5 anos de ocupação, não passaram sequer uma mão de cal. A casa está desmoronando sem que a Prefeitura tome qualquer providencia. Segue em anexo uma foto da residência localizada na Rua – Olivia de Almeida – 50 - Cristo – João Pessoa. Valor do aluguel desde 2008 é 1.330,00.
                            Manoel Nouzinho da Silva
                                    Proprietário
                                Fone: 9662-0317

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Sinal da TV Correio é instalado em Igaracy

O sistema correio de TV já está operando aqui na cidade de Igaracy. Segundo as primeiras informações, o sistema de TV Correio da Paraíba afiliada da Rede Record já opera na cidade de Igaracy desde a ultima quinta-feira (16). O sinal de televisão é uma parceria da Correio com o empresário e dono da Arena Show Fernando Cersa. Fernando que é apaixonado por publicidade, aceitou fazer a doação do equipamento que trouxe o sinal da Tv aqui para Igaracy, segundo o próprio Fernando Cersa “o canal e a parceria servirá para levar o nome e as belezas de Igaracy para todo o estado”. É possível ver o canal pela TV com antenas analógicas e também pela parabólica, o que traz mais comodidade para quem tem antenas parabólicas já instaladas.

domingo, 19 de junho de 2011

Servidor público em licença médica para tratamento de doença grave é isento de IR

O servidor afastado do trabalho por doença grave tem direito a isenção no IR (Imposto de Renda) pelo período em que estiver fora. Esse é o entendimento do TRF-1 (Tribunal Regional Federal – 1ª Região), que, recentemente, julgou ação em que um juiz do trabalho licenciado para tratamento de cardiopatia grave requereu a revisão da cobrança do imposto sobre os rendimentos durante o prazo em que esteve afastado. O magistrado, aposentado por invalidez, argumenta no processo que, assim como no caso de trabalhadores submetidos ao regime da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), os rendimentos percebidos por pessoas físicas em tratamento de enfermidades previstas no rol de doenças graves especificadas pela RFB (Receita Federal do Brasil) estão isentos de IR. A União, por outro lado, sustentou que a isenção alcançaria tão somente os proventos de aposentadoria e que o benefício não poderia ser estendido ao período de licença-médica. No entanto, assim como o juiz de primeira instância, o Tribunal não só acatou a argumentação apresentada pelo réu como ampliou o período abrangido pelo direito à isenção. De acordo com o TRF-1, não devem sofrer incidência do tributo quaisquer rendimentos recebidos desde o diagnóstico médico e não apenas aqueles percebidos após laudo oficial emitido pela administração. A Diretoria de Assuntos Jurídicos do Sindifisco Nacional está analisando a decisão para definir que providências tomar com relação a filiados que se encaixam na situação avaliada pelo TRF-1. Em uma primeira análise, o Sindicato estuda uma ação coletiva para o ressarcimento do imposto nos casos aplicáveis.Fonte: Sindifisco Nacional.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

TJPB realiza mutirão nos juizados especiais da Capital a partir de julho para desafogar acúmulo de processos.



O    Tribunal de Justiça da Paraíba vai iniciar a partir do dia 1º de julho um grande mutirão na comarca de João Pessoa para reduzir o número de processos acumulados nos 2º e 4º Juizados Especiais Cíveis e no 2º Juizado Especial Misto de Mangabeira. A iniciativa foi do presidente da Corte, desembargador Abraham Lincoln da Cunha Ramos. A resolução que decreta o regime de jurisdição conjunta foi aprovada na manhã desta sexta-feira (17), por unanimidade, pelo Conselho da Magistratura. O mutirão deverá movimentar mais de 30 mil processos nos três juizados e vai se prolongar até o dia 15 de outubro. O desembargador Abraham Lincoln explicou que uma das prioridades de sua gestão é a celeridade processual e, segundo observou, não vai medir esforços, dentro das condições orçamentárias do TJ, para minimizar esse quadro. “Verificamos um elevado índice de acúmulo nessas unidades judiciárias e é inadimissível essa situação nos juízados, que têm como característica a rapidez nas soluções dos conflitos. Por isso, decidimos fazer esse regime de jurisdição conjunta”, justificou o magistrado, ao adiantar que outros mutirões serão realizados. Pelos dados levantados pelos coordenadores dos juizados e apresentados à Presidência do Tribunal, o acúmulo de processos é mais preocupante no 2º Juizado Especial Misto de Mangabeira. Naquela unidade a demanda chega a 16 mil processos e as audiências já estão sendo marcadas para o final do ano. No 2º Juizado Especial Cível o quadro não é menos preocupante, pois já tramitam quase 10 mil processos, mesma situação no 4º Juizado, onde a média chegou a 6 mil feitos, com audiências marcadas para os meses de setembro e outubro. O presidente do Tribunal considerou ainda, para decretar o regime de jurisdição conjunta, o atendimento às metas prioritárias definidas pelo CNJ, que têm como finalidade maior a concretização do preceito constitucional da “razoável duração do processo”, salvaguardando o direito fundamental do jurisdicionado, inscrito no art. 5º, LXXVIII, da CF. Especifica também a meta 03/2011 do Conselho, para que seja julgada no exercício quantidade igual a de processos de conhecimento distribuídos em 2011 e parcela de estoque, com acompanhamento mensal. O mutirão da Capital vai funcionar todas as sextas, no expediente da tarde, e nos sábados das 8h às 12h e das 14h às 18h. Para isso foram convocados cinco juízes de direito, mais cinco juízes leigos, três oficiais de justiça, 10 servidores e um assessor de juiz para cada juizado, ficando a coordenação dos trabalhos sob a responsabilidade do juiz titular do referido juizado. Estão convocados para o mutirão os juízes Luiz Eduardo Souto Cantalice, José Jackson Guimarães, Thana Michelle Carneiro Rodrigues, Maria Aparecida Sarmento Gadelha e Keops de Vasconcelos Vieira Pires, que vão trabalhar no 2º Juizado Especial, que tem como titular o juiz Geraldo Pontes. Para o 4º Juizado Especial, na titularidade do juiz Ricardo Freire, estão designados os magistrados Antônio Carneiro de Paiva Junior, Graziela Queiroga Gadelha de Sousa, Lua Yamaoka Mariz Maia Pitanga, Marcial Henriques Ferraz da Cruz e Virgínia de Lima Fernandes Moniz. Já para o 2º Juizado Especial Misto de Mangabeira foram selecionados os juízes Deborah Cavalcanti Figueiredo, Elza Bezerra da Silva Pedrosa, Hygina Josita Simões de A Bezerra, Juliana Duarte Maroja e Ritaura Rodrigues Santana. O titular do Juizado é o juiz José Edvaldo Albuquerque.

Juíza visitou goleiro Bruno em presídio durante a noite, diz deputado mineiro.


 O deputado estadual Durval Ângelo (PT), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia de Minas Gerais, disse nesta sexta-feira (17) que a juíza Maria José Starling, da comarca de Esmeraldas (MG), esteve por mais de uma vez com o goleiro Bruno Souza no presídio Nelson Hungria, em Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte. Os encontros teriam acontecido à noite na unidade prisional. A magistrada e o advogado Robson Melo são acusados pela dentista carioca Ingrid Oliveira, que se diz noiva do jogador, de tentativa de extorsão de R$ 1,5 milhão com a promessa de liberar o atleta, que é réu em processo sobre o sumiço da ex-amante Eliza Samudio. Tanto a juíza, por intermédio de seu advogado, quanto Melo negam as acusações. “Uma juíza, ao fazer isso, está claramente ferindo a lei orgânica da magistratura ao interferir em ato processual que não é da sua competência”, disse. O caso do sumiço de Eliza Samudio foi analisado no fórum de Contagem (MG). A juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues pronunciou Bruno e mais sete a júri popular, ainda sem data definida. O advogado Getúlio Barbosa de Queiroz, que representa a juíza, negou que ela tenha ido à unidade prisional. “É uma falácia desse deputado. Ele está tentando uma retaliação contra a juíza porque ele perdeu uma ação para ela por danos morais. Ela jamais fez isso (visitas a Bruno). Ela não se torce por dinheiro. E, por fim, o caso não é dela”, afirmou Queiroz, que pretende processar o deputado. Procurada pela reportagem do UOL Notícias, a Secretaria de Estado de Defesa Social de Minas Gerais (Seds) informou que a afirmação do deputado não procede. Segundo a assessoria de imprensa do órgão, parlamentares e magistrados têm livre acesso às unidades prisionais sob sua responsabilidade, mas precisam fazer um cadastro para ter a entrada franqueada às dependências dos locais.

Ausência de noiva de Bruno

Durval Ângelo presidiu sessão na manhã de hoje na Assembleia Legislativa, na qual havia a expectativa da presença da dentista carioca, mas ela não foi. A mulher era aguardada para dar prosseguimento a declarações dadas no último dia 10, quando fez as acusações contra a magistrada e contra o advogado. Ângelo informou que a família da dentista não permitiu a presença dela no local. Durante a sessão, seria mostrado um vídeo que, segundo o deputado, registrou a reunião de Robson Melo com outros advogados do goleiro, acontecida em 26 de fevereiro deste ano em um hotel da capital mineira. Na gravação, segundo o parlamentar, haveria indícios da tentativa de extorsão.No entanto, sob alegação de o áudio ter ficado incompreensível, o deputado prometeu enviar o material para a Polícia Federal, para ser analisado. Ângelo disse que, na próxima semana, ele e integrantes da comissão deverão ir ao presídio para tomar o depoimento do goleiro.

Reunião no Rio de Janeiro

O deputado ainda apresentou cópia de um suposto e-mail que teria sido enviado por Robson Melo a um procurador de Bruno no Rio de Janeiro. No documento, o advogado teria enviado fotos feitas por ele em uma reunião no Rio de janeiro, que não teve a data divulgada, na qual teriam comparecido jogadores de futebol amigos de Bruno. A intenção, conforme o deputado, era tentar levantar com os atletas o dinheiro supostamente pedido pelo advogado. Procurado pela reportagem do UOL Notícias, o advogado Melo não confirmou se houve a reunião e limitou-se a dizer que não poderia se pronunciar sobre um documento do qual não tinha conhecimento.

domingo, 12 de junho de 2011

Assinada a ordem de serviço para o asfaltamento da rodovia Piancó/Igaracy/Aguiar.

Em uma maratona administrativa que começou de manhã e caminhou noite adentro, o governador ouviu a população regional e anunciou diversas obras para o Vale. Final da tarde e começo da noite desse sábado, 11 de junho. Cerca de 1.200 pessoas de todos os municípios regionais lotaram o ginásio O Madrugão, em Itaporanga. Foram mais de quatro horas de reunião e incontáveis desejos e propostas de melhoras para o Vale expressos no papel do orçamento democrático e na fala dos 30 cidadãos regionais que passaram pelo microfone do plenário. Abastecimento d’água, passagem molhada, asfaltamento de estrada, casas populares, hospital infantil, esgotamento sanitário, melhoria dos hospitais gerais, campus universitário, escola profissionalizante, geração de emprego e muitas outras reivindicações foram ouvidas pelo governador, e, mais do que resposta, ele já trazia solução para algumas delas. O governador Ricardo Coutinho (PSB), que chegou a Itaporanga por volta das 17h, depois de passar por Coremas e Aguiar, entrou no ginásio de esporte O Madrugão, local do evento, com solução para muitas das demandas regionais: antecipou-se a reivindicação do povo, conforme apurou o www.folhadovali.com.br. Depois de assinar a ordem de serviço das obras de asfaltamento da estrada Piancó/Coremas; o recapeamento da via Coremas/São Bentinho; o asfaltamento da rodovia Piancó/Aguiar e Itaporanga/Serra Grande, obras há muito tempo sonhadas e que custarão 56 milhões de reais, o governador também anunciou para o Vale a implantação de um campus do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB), que oferece cursos de nível superior e técnico, e que vai ter sede em Itaporanga com extensão em Conceição. Uma escola técnico- profissionalizante estadual também foi anunciada e vai funcionar em Piancó. A obra de conclusão da adutora de Itaporanga será licitada no próximo mês, conforme o governador, e não precisará constar no orçamento do próximo ano, mas outras quatro cidades do Vale também reivindicaram abastecimento d’água: Conceição, Igaracy, Caiana e Coremas, obras que ficarão para 2012. Melhorias nos hospitais de Piancó, Conceição e Aguiar também foram anunciadas para os próximos meses. A regionalização do hospital distrital de Itaporanga também está nos planos do Estado, e Ricardo Coutinho ainda noticiou a liberação de 350 mil reais para cada município investir em cirurgias eletivas. Mas há outras reivindicações populares no campo da saúde: Diamante e Nova Olinda, por exemplo, cobraram maior investimento nas salas de maternidade regionais para evitar tantas mortes maternas e o deslocamento penoso de parturientes para Patos e Campina Grande. Com relação à construção e funcionamento de um hospital infantil regional, pleito defendido pela fundação humanitária José Francisco de Sousa, o governador mostrou-se sensibilizado com a questão e prometeu avaliar uma solução para o problema de 40 mil crianças regionais que hoje não têm um centro de saúde especializado. A luta por um hospital pediátrico no Vale foi reforçada por um ofício do vereador de Itaporanga, Herculano Pereira, entregue diretamente ao governador. O governador anunciou ainda a construção de casas populares em todos os municípios regionais, através da Cehap (Companhia Estadual de Habitação Popular) e a reforma em nove barragens regionais, incluindo Nova Olinda, cujos serviços já foram iniciados. Obras no campo do saneamento básico e da geração de renda, a exemplo de um centro de comercialização para Itaporanga, também foram anunciadas por Ricardo, que trouxe para a plenária grande parte dos seus secretários. Entre os prefeitos presentes na reunião orçamentária, Pedro Feitoza de Ibiara, e Tintin, de Aguiar. Vereadores da Câmara de Nova Olinda e do legislativo de Diamante também participaram do encontro regional. Em sua fala, o governado disse que acabou o tempo em que o Estado só tinha olhos para Campina e João Pessoa, e, a cada palavra dita e ato assinado, era efusivamente aplaudido pelo público. Fotos (www.folhadovali.com.br): plenária reuniu centenas de pessoas e autoridades.

Presidente do TJ prestigia inauguração de sala para o advogado.


Uiraúna(PB) - O Fórum “Juiz José Normando Fernandes”, da comarca de Uiraúna, de 1ª entrância, ganha mais um espaço para facilitar o trabalho dos advogados no âmbito da Justiça. Foi inaugurada, na manhã desta sexta-feira(10Junho2011), a Sala do Advogado “José Galdino Neto”, em solenidade que contou com a presença do presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba, desembargador Abraham Lincoln da Cunha Ramos, que prestigiou o evento ao lado do presidente da OAB/PB, Odon Bezerra e outras autoridades, entre elas o Diretor Especial do TJ, Robson de Lima Cananéa; da Conselheira Federal da Ordem, Ângela Abrantes e do presidente Subseção de Sousa, Cláudio Roberto Diniz. O presidente da OAB-PB, advogado Odon Bezerra, disse que a iniciativa do Judiciário, ao disponibiliza uma sala para os advogados que trabalham naquela unidade judiciária, é importante, no instante em que prestigia a categoria com melhores condições de trabalho. Com um espaço específico, o advogado poderá se preparar para uma defesa, redigir uma petição e tomar providências que somente seriam possíveis no seu escritório. Odon Bezerra agradeceu o apoio e a sensibilidade do desembargador Abraham Lincoln e destacou que as instituições que são partes no processo judicial também precisam acompanhar a modernização da Justiça e lembrou as ações que a OAB está fazendo para se integrar no processo de virtualização do processo judicial na Paraíba. O nome designado para a sala do advogado foi uma homenagem prestada pela OAB ao oficial de justiça da comarca de Uiraúna José Galdino Neto. “A homenagem que a OAB presta é justíssima”, disse o desembargador Abraham Lincoln.. Ele também ressaltou que “toda unidade judiciária deve ter uma sala do advogado, que possibilite a estes profissionais um espaço digno para o desenvolvimento de suas atividades enquanto estiverem no Fórum”.


quinta-feira, 9 de junho de 2011

Governo encerra primeira etapa do OD em Princesa Isabel e Itaporanga onde assinará ordens de serviços autorizando o início de obras de pavimentação de rodovias. Serão beneficiados os municípios de Aguiar e Igaracy.

Quinta-feira, 09 de junho de 2011 - 18h50.As duas últimas plenárias do primeiro ciclo de audiências públicas do Orçamento Democrático Estadual serão realizadas nesta sexta-feira (10) e sábado (11), em Princesa Isabel e Itaporanga, respectivamente. Na ocasião, o governador Ricardo Coutinho vai anunciar investimentos de R$ 55,7 milhões em obras de pavimentação e restauração de 154 km de rodovias na região do Sertão, com recursos provenientes do Tesouro do Estado e da CAF – Corporação Andina de Fomento. Ele ainda vai assinar protocolos de intenções da Companhia de Desenvolvimento da Paraíba – Cinep com a Prefeitura de Itaporanga e com o Banco do Nordeste.O chefe do executivo Estadual será acompanhado do secretário de Estado do Planejamento e Gestão, Gustavo Nogueira, da subsecretária do OD, Ana Paula Almeida, além de outros secretários de Estado, parlamentares e representantes de caravanas dos municípios polarizados. O OD é vinculado à Secretaria de Estado do Planejamento e Gestão (Seplag). Antes da audiência regional do OD em Princesa Isabel, o governador Ricardo Coutinho participa do Encontro de Governadores do Nordeste, em Fortaleza (CE), às 10h.A assembleia de Princesa Isabel (11ª Região Geoadministrativa), que ocorrerá nesta sexta-feira (10), será às 19h nas dependências do ginásio da Escola Estadual de Educação Básica Nossa Senhora do Bom Conselho, localizado na Praça Solon de Lucena, s/n – Centro. Os municípios polarizados por Princesa Isabel são: Água Branca, Imaculada, Juru, Manaíra, Princesa Isabel, São José de Princesa e Tavares. Já em Itaporanga (7ª Região), onde o evento acontece no sábado (11), às 16 horas, a plenária será realizada no auditório da Escola Estadual Adalgisa Teodoro da Fonseca, na Rua João Firmino Gomes, s/n – Centro. As cidades que compõem a 7ª Região Geoadministrativa são as seguintes: Aguiar, Boa Ventura, Conceição, Coremas, Curral Velho, Diamante, Ibiara, Igaracy, Itaporanga, Nova Olinda, Olho D’Água, Pedra Branca, Piancó, Santa Inês, Santana de Mangueira, Santana dos Garrotes, São José de Caiana e Serra Grande. Nas plenárias, governo e sociedade discutem, em conjunto, os benefícios que formarão a carteira prioritária de ações para cada região. O resultado desse diálogo entre o poder público e a comunidade subsidiará o Plano Plurianual (PPA) do triênio 2012 / 2015, bem como a Lei Orçamentária Anual (LOA).Mais estradas – No sábado, além da audiência em Itaporanga, o governador Ricardo Coutinho visita outros municípios da região, onde assinará ordens de serviços autorizando o início de obras de pavimentação de rodovias. Serão beneficiados os municípios de Aguiar, Igaracy, Piancó; Itaporanga, São José de Caiana, Serra Grande, São Bentinho, Cajazeirinhas, Piancó, Coremas, São José da Lagoa Tapada, Itaporanga e São José de Piranhas. O prazo médio para conclusão das obras é de 360 dias. Às 10h30, ele visitará o município de Coremas, onde anunciará a pavimentação da PB-366, no trecho São Bentinho/Coremas, numa extensão de 35 quilômetros. Serão investidos R$ 6.466.318,57. O ato acontecerá na Praça da Alimentação. Às 14h30, em solenidade no Ginásio Manoel Batista Guedes, no município de Aguiar, o governador assinará ordem de serviço para pavimentação da PB-366, ligando o entroncamento da BR-361/Aguiar e acesso a Igaracy, com 29 quilômetros de extensão, onde serão aplicados R$ 10.756.313,15.Às 16h, o governador Ricardo Coutinho participa da audiência do Orçamento Democrático no município de Itaporanga, onde assinará a ordem de serviço para pavimentação das rodovias PB – 372/382, interligando os municípios de Itaporanga, São José de Caiana e Serra Grande, numa extensão de 35 quilômetros. As obras prevêem investimentos da ordem de R$ 18.802.663,96.Durante sua visita ao Sertão, o governador vai inspecionar as obras de pavimentação da PB-342, nos 27 quilômetros do trecho Coremas/Piancó, com investimentos da ordem de R$ 11.122.760,32; e da PB-348/366, entre os municípios de São José da Lagoa Tapada e Coremas, com 28 quilômetros de extensão, onde estão sendo investidos R$ 8.574.016,25.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Escondido da Justiça e de pistoleiros, filho de camponês morto em Rondônia vive clandestino há 15 anos

IMAGENS DA DEVASTAÇÃODivulgação/PF

Foragido da Justiça e escondido de pistoleiros. É assim que Claudemir Gilberto Ramos, 38, resume como foi sua vida nos últimos 15 anos. Ele é um dos sobreviventes do massacre de Corumbiara (RO), ocorrido em 9 de agosto de 1995, e, desde então, se esconde perambulando país afora, sem emprego e residência fixa, ocultando sua identidade. A reportagem chegou até Claudemir por meio de um intermediário e só teve contato com o entrevistado no local e no momento da conversa. O entrevistado recebeu o UOL Notícias nesse domingo (5), em um momento tenso no meio rural brasileiro, com cinco camponeses mortos na região Norte nas últimas duas semanas (veja a entrevista na íntegra no vídeo abaixo).
Para o entrevistado, mais do que tenso, o momento é de dor: seu pai, Adelino Ramos, conhecido como Dinho, é um dos cinco camponeses mortos. Liderança do Movimento Camponês Corumbiara (MCC), surgido um ano após o massacre, ele foi assassinado no último dia 27, em Vista Alegre do Abunã (distrito de Porto Velho). Claudemir não via o pai há cerca de dez anos, assim como não vê as duas filhas há quatro. Com aparência cansada em razão da rotina soturna, antes de começar a entrevista Claudemir fez uma oração silenciosa, seguida por um longo suspiro. “É difícil”, foi a expressão mais repetida por ele ao longo da conversa, que durou mais de uma hora, em meio a momentos de choros e digressões. A versão de Claudemir para o massacre
O massacre de Corumbiara, no qual dez sem-terra e dois policiais militares morreram - embora os sem-terra falem em até 40 mortos -, é uma história pouco conhecida da maioria dos brasileiros, O resultado, porém, indica que, como nos massacres do Contestado, Canudos, Carandiru e Carajás, o aparato militar estatal agiu com excesso de truculência e despreparo. O conflito ocorreu na fazenda Santa Elina, que possuía 20 mil hectares e era considerada devoluta (terra pública, tomada por terceiros, em processo de devolução ao Estado). A área havia sido ocupada por mais de 600 famílias sem-terra 23 dias antes do massacre. Na versão de Claudemir, a matança foi ordenada por fazendeiros da região, que viam no sucesso da empreitada dos sem-terra um exemplo capaz de incentivar outras ocupações. A violência adotada pela polícia, na avaliação do entrevistado, foi motivada por vingança. Dias antes do massacre, durante uma tentativa de reintegração, os camponeses, armados com espingardas de caça, foices e motosserras, teriam forçado cerca de 20 PMs a se renderem, após um sem-terra ter sido atingido nas costas por um tiro disparado por um policial. “Não somos hipócritas, não. A gente tinha espingarda de caça, ferramentas de trabalho, foice... A gente tinha um grupo de vigília também. As armas que tínhamos foram distribuídas em um grupo de 150 homens que faziam a vigília para não receber ataques dos pistoleiros. Isso foi a salvação para não morrer mais gente antes do massacre”, diz. Os PMs foram liberados pelos sem-terra, mas, depois do episódio, intensificaram a perseguição e as provocações aos acampados, que ocorriam desde o início da ocupação, segundo Claudemir. Em paralelo, uma comissão de negociação formada por representantes do governo do Estado, Incra (Instituto de Colonização e Reforma Agrária) e parlamentares petistas de Rondônia tentava encontrar um final justo para a ocupação. 
LEIA MAIS
As intenções da comissão foram em vão. Claudemir afirma que na tarde de 8 de agosto dois policiais, aparentemente com boa vontade, foram até o acampamento com uma proposta vantajosa aos acampados. Empolgados, os sem-terra chegaram até a comemorar, acreditando que a terra seria desapropriada e entregue a eles.
De acordo com Claudemir, porém, a aparente disposição dos policiais era despiste para o ataque. “Eles trapacearam, nos iludiram”, afirmou. Por volta de 2h do dia 9, os sem-terra acordaram com uma chuva de balas sobre o acampamento, que havia sido montado sob a copa de árvores altas. Os camponeses revidaram os disparos, e o tiroteio terminou por volta de 7h, quando a munição dos sem-terra acabou. A partir daí, os quase 200 policiais militares, encapuzados ou com os rostos pintados, auxiliados, segundo Claudemir, por mais de 400 pistoleiros que estariam vestidos com fardas da polícia, invadiram o acampamento, destruíram os barracos e iniciaram as torturas e execuções contra os sem-terra. Uma das torturas consistia em obrigar os filhos dos camponeses pisotearem os pais, que estavam deitados no chão. “A gente ficou de bruços no chão. Quem olhasse para cima, tomava tiro na nuca. As crianças eles colocaram para correr em cima dos adultos. Inclusive, nessa ação mataram a menina Vanessa, de seis anos, porque ela saiu correndo, como se fosse fugir, e um fardado atirou nas costas dela. Essa cena eu vi. A criança morreu nos braços da mãe”, diz Claudemir, conhecido na região também como Pantera. “Eu apanhei muito. Fui muito torturado. Eles cortaram minha orelha com baioneta de fuzil. Meus dentes da frente foram todos quebrados. A última cena que eu vi foi minha mãe gritando ‘não mate meu filho’ e um fardado colocando a arma dentro da boca dela. Aí eu recebi uma paulada na cabeça e só fui acordar no hospital.” Segundo Claudemir, seus companheiros lhe relataram que seu corpo fora jogado dentro de um caminhão, onde os mortos estavam depositados, e levado até o necrotério de Colorado do Oeste (RO). Lá, ele teria sido salvo por representantes da Igreja e da CUT (Central Única dos Trabalhadores), que acompanhavam os desdobramentos do massacre. De lá, Claudemir foi levado para o hospital de Vilhena (RO), onde relata que quase foi morto duas vezes por policiais. À época, o camponês, que estava em uma cadeira de rodas, consequência das torturas que sofreu em Corumbiara, viajou para São Paulo, onde foi tratado no Hospital das Clínicas, e começou sua fuga, ajudado por sindicalistas. Na primeira visita à Rondônia após o massacre, em 1996, Claudemir conta que sofreu uma tentativa de homicídio quando trafegava por uma estrada com sua moto. O atirador errou o alvo, mas ao camponês valeu como aviso de que não era seguro ficar no Estado. Polícia Federal descobre "condomínio" de madeireiras ilegais em Rondônia. Enquanto fugia dos pistoleiros viajando pelo Brasil, Claudemir teve uma “companheira”, com a qual teve duas filhas, uma com nove anos e outra com 13. A mulher, no entanto, não suportou a pressão da vida clandestina. “Eu tive desavença com a minha ex-esposa e a gente se separou, mas também foi consequência da luta. A perseguição é demais. Não é fácil para uma mulher ter estrutura para aguentar a perseguição. Hoje eu tenho uma nova companheira, mas estou vendo que uma hora vou perdê-la. Eu quero construir minha vida, minha família, eu não sou bandido. Mas não é fácil”, afirma. Julgamento “preconceituoso” Em 2000, o Tribunal do Júri condenou Claudemir a oito anos e meio de prisão pela morte dos dois policiais militares e por cárcere privado dos sem-terra durante o massacre. Cícero Pereira Leite também foi condenado. A denúncia do Ministério Público, que culminou nas condenações, foi fundamentada em investigação da Polícia Civil, que, por sua vez, utilizou como referência apuração conduzida pela Polícia Militar. Em 2005, esgotaram-se os recursos de Claudemir. Relatório da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), integrante da Organização dos Estados Americanos (OEA), divulgado em 2004, concluiu que faltou independência, autonomia e imparcialidade no julgamento. Com base neste relatório, o Comitê Nacional de Solidariedade ao Movimento Camponês de Corumbiara atualmente reivindica ao governo federal esforços para que seja realizado um novo julgamento. “Meu julgamento foi preconceituoso. Se o corpo de jurados não era de fazendeiros, era orientado por eles. Por isso fui condenado. Eu não matei ninguém, eu não roubei”, reclama o camponês. “Olhem no meu processo se tem prova do que eu fui acusado, se tem prova que eu fui pego com arma. Ao contrário, fui torturado brutalmente.” Se preso, Claudemir deverá ser conduzido ao presídio Urso Branco, em Porto Velho, um dos campeões em rebeliões e chacinas entre as detenções do país. Ele sabe que lá não duraria muito. “A gente não sabe qual o fazendeiro, mas em Corumbiara e em Colorado corria o boato de que o ‘Claudemir, o Pantera seria assassinado’, e teria um preço de R$ 50 mil para quem fizesse a minha cabeça”, conta.Sepror-AM/DivulgaçãoO líder camponês Adelino Ramos, o Dinho, pai de Claudemir, morto em Rondônia no último dia 27. Morte do pai. Claudemir é um dos filhos de Adelino Ramos, natural do Paraná, que se mudou com os três filhos e a mulher para Rondônia. Antes de se tornar sindicalista e líder camponês, Adelino ganhava a vida como pequeno produtor, comercializando as verduras que produzia. Como ironia do destino, foi assassinado a tiros em frente às duas filhas e à segunda mulher, enquanto vendia as hortaliças. “Se é para entregar a vida para que as coisas melhorem, minha vida está a disposição da causa. Perder o pai, igual eu perdi, não é fácil, Meu pai chegou em Rondônia com nós e para nos sustentar vendia verdura. E ele morreu vendendo verdura para sustentar as duas filhas pequenas.” “Essa perseguição não é porque tinha um grupo de madeireiros querendo matar meu pai, é porque quer incriminar os movimentos sociais no país todo", opina. "Eu elogio o governo do Lula e o governo da Dilma. Muita coisa foi feita nas favelas, no Nordeste, mas e a reforma agrária? Os camponeses vão ter que morrer todos?”, questiona.