domingo, 31 de março de 2013

Preso por embriaguez ao volante, vereador de Igaracy paga fiança e vai responder em liberdade


Parlamentar foi detido após se envolver em acidente no centro de Igaracy. Por Redação da Folha - O vereador de Igaracy, Geraldo Batista de Sousa, conhecido como Geraldo Regina, de 46 anos, foi autuado em flagrante no final da noite dessa sexta-feira, 29, por embriaguez ao volante pelo delegado plantonista Joáis Marques, mas pagou fiança de dois salários mínimos e vai responder ao processo em liberdade. Ele também sofrerá uma multa administrativa de quase dois mil reais.  Geraldo foi preso no começo da noite pela Policia Militar, minutos depois de bater o seu carro, um gol  prata, em outro veículo que se encontrava estacionado na praça central de Igaracy. O dono do carro atingido, o funcionário público estadual Joilton Herik Soares de Oliveira, de 33 anos, que é de Aguiar, acionou a polícia e acusou o vereador de ter deixado o local do acidente para tentar fugir de suas responsabilidades civis. Segundo os policiais militares, o parlamentar mirim, encontrado em outro local da cidade, apresentava sintomas de embriaguez e negou que tivesse provocado o acidente. Contrariado, ele também afirmou, conforme ainda o relatório da PM, que tem influência política junto ao governador e que iria transferir todos os PMs que estavam na ocorrência. "No correr da investigação, ele também poderá ser indiciado por ameaça contra os policiais", comentou o delegado. Levado à delegacia de Itaporanga, o vereador foi autuado, mas negou que tivesse bebido, no entanto, em um vídeo gravado pela PM, o parlamentar mirim confessa ter ingerido bebida alcoólica.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Coreia do Norte e Coreia do Sul em pé de guerra. "Salve-se quem puder"

A Coreia do Norte vai cortar o último canal de comunicação com o Sul porque uma guerra pode estourar "a qualquer momento", afirmou o país nesta quarta-feira, dias depois de advertir os Estados Unidos e a Coreia do Sul sobre um  ataque nuclear.  O movimento é o mais recente em uma série de ameaças belicosas da Coreia do Norte em resposta a novas sanções da ONU, impostas após um terceiro teste nuclear realizado em fevereiro, e de exercícios militares "hostis" entre os EUA e a Coreia do Sul.  O Norte já tinha parado de responder às chamadas em uma linha direta com o Exército norte-americano, que supervisiona a fortemente armada Zona Desmilitarizada (DMZ), e a linha da Cruz Vermelha, que era utilizada por governos de ambos os lados.   "Na situação em que uma guerra pode estourar a qualquer momento, não há nenhuma necessidade de manter comunicações militares entre o norte e o sul, que foram estabelecidas entre as Forças Armadas de ambos os lados", afirmou um porta-voz militar, segundo a agência de notícias norte-coreana KCNA.  Não existe nenhum canal de diálogo e meios de comunicação entre a República Popular da Coreia do Norte e os EUA e entre o norte e o sul."  As Coreias do Norte e Sul ainda estão tecnicamente em guerra, após o conflito civil entre 1950 e 1953 terminar com um armistício, e não um tratado. Recentemente, o Norte afirmou que suspendeu a validade do armistício.  O "canal de diálogo" é usado diariamente para registrar sul-coreanos que trabalham no projeto industrial Kaesong, onde 123 empresas sul-coreanas empregam mais de 50.000 norte-coreanos para produzir bens domésticos.  É o último projeto conjunto que resta em operação entre as Coreias, após o Sul cortar a maior parte da ajuda e do comércio em resposta à morte a tiros de um turista sul-coreano e o naufrágio de uma embarcação naval sul-coreano, que foram considerados de responsabilidade do Norte.

segunda-feira, 25 de março de 2013

TJPB determina pagamento de salários dos servidores municipais de Cacimba de Areia até o 5º dia útil.

A Quarta Câmara Cível do Tribunal de Justiça da Paraíba determinou, por unanimidade, que a Prefeitura de Cacimba de Areia efetue o pagamento dos salários dos servidores do município até o 5º dia útil subsequente ao mês trabalhado. Com a decisão, nesta segunda-feira (25), os membros do órgão fracionário mantiveram a sentença do juízo de primeiro grau, que havia concedido a segurança em favor do Sindicato dos Funcionários Públicos Municipais de Patos e Região (Sinfemp). O relator do processo nº 025.2011.003293-2/002 foi do desembargador João Alves da Silva. Em seu voto, o desembargador-relator afirmou que o município deve proporcionar aos servidores um critério razoável de pontualidade e certeza quanto ao pagamento do salário, considerando que a verba visa, unicamente, à sobrevivência do cidadão que, tendo seus proventos pagos em datas não determinadas, fica vulnerável e impossibilitado de garantir a manutenção adequada de seu sustento e de sua família. A retenção salarial constitui uma ilegalidade, já que o salário trata-se de verba de natureza alimentar, indispensável à sobrevivência dos servidores públicos, daí porque, impõe-se ao pagamento em período determinado, possibilitando sua utilização nos moldes do artigo 7º, IV, da Constituição Federal (moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social)”, disse o desembargador João Alves.  A Prefeitura de Cacimba de Areia alegou, em suas razões, que o ato de pagamento encontra-se na seara da discricionariedade administrativa do executivo municipal, estando proibida a ingerência do Judiciário. Para o relator, não há uma ingerência do Poder Judiciário na imposição de data limítrofe para o pagamento mensal dos salários, tampouco desrespeita o princípio constitucional da separação e harmonia entre os Poderes, visto que, pelo contrário, há um dever legal de cumprimento das obrigações pontualmente, especialmente no tocante aos proventos.

sábado, 23 de março de 2013

Evo Morales anuncia processo contra o Chile em Haia por acesso ao mar 13

La Paz, 23 mar (EFE).- O presidente da Bolívia, Evo Morales, anunciou neste sábado que nos próximos dias seu país apresentará na Corte de Haia um processo contra o Chile para buscar uma restituição da saída soberana ao mar perdida em uma guerra há 134 anos. "Decidi que nos próximos dias uma comissão viajará a Haia para apresentar um processo para retornar ao mar com soberania", disse Morales em seu discurso para lembrar a invasão do território litorâneo boliviano em 1879 e comemorar o Dia do Mar.  "Com a força da razão e com o calor da união do povo boliviano faremos valer perante o mundo nosso direito a ter um acesso soberano ao mar", acrescentou. O presidente explicou que a Bolívia, após fazer uma consideração "vigorosa e prudente da situação", decidiu iniciar as ações legais no tribunal internacional para resolver a controvérsia com o Chile por meio de mecanismos jurídicos para a solução pacífica.  Segundo Morales, a Assembleia Legislativa boliviana aprovará nesta semana uma lei para ratificar a integridade do Pacto de Bogotá de 1948, que reconhece a jurisdição da Corte de Haia, para definir o processo que será apresentado. 
Leia mais: 
O presidente criticou, ainda, que o Chile tenha ignorado durante 134 anos a reivindicação do povo boliviano de uma reintegração de sua saída para o Pacífico, perdida na guerra de 1879.   "Ao ignorar a reivindicação do povo boliviano, o Chile lhe nega a paz, a solidariedade e a irmandade e nega a integração latino-americana e destrói o sonho dos povos de viver em paz e harmonia, compartilhando benefícios mútuos", disse Morales.   A Bolívia, aliada ao Peru, entrou em guerra contra o Chile no final do século XIX, depois que tropas chilenas ocuparam o território litorâneo boliviano em seu departamento Litoral. A guerra do Pacífico custou à Bolívia 400 quilômetros de costa e 120 mil quilômetros quadrados de superfície.
 

quarta-feira, 20 de março de 2013

Sertanejo Hudson é detido em Limeira por porte ilegal de armas

O cantor Udson Cadorini, mais conhecido como Hudson, da dupla Edson e Hudson, foi detido na madrugada desta quarta-feira (20), em Limeira, por porte ilegal de armas, informou a polícia da cidade localizada no interior de São Paulo. O músico foi liberado após pagar fiança de R$ 6 mil. A assessoria de imprensa do cantor confirma a passagem dele pela polícia.
De acordo com o boletim de ocorrência, ao qual o UOL teve acesso, o cantor ligou para a ex-mulher, Giovana Higa, na madrugada e em tom de ameaça disse que passaria na casa dela para pegar o carro que pertence à filha dos dois, Letícia, de 21 anos. Assustada, a mulher acionou a polícia. Quando Hudson chegou ao local, policiais já esperavam pelo cantor em frente à casa da ex-mulher, localizada na Vila Claudia. Ao avistar a polícia, Hudson deu meia volta, mas foi seguido pelas autoridades. Ao ser abordado, foram encontradas no carro duas armas, uma pistola e um revólver calibre 38, um soco inglês e um canivete. De acordo com o delegado que atendeu o caso, José Henrique Ventura, o cantor tem o registro das armas, mas não tem autorização para tirá-las de casa.  À reportagem, o marido de Giovana, Paulo Sérgio de Oliveira, contou que Hudson mandou mensagens de celular com provocações durante toda a terça. Com isso, ele queria me ridicularizar, humilhar", contou Paulo Sérgio. À noite, Hudson mandou uma nova mensagem, dessa vez para o celular de Letícia Higa, filha de Hudson e Giovana. "Ele disse que iria até nossa casa para resolver o problema. Como sabemos que ele sempre anda armado, resolvi chamar a polícia", afirmou Paulo Sérgio. 
Outros problemas com a polícia:
Em janeiro de 2012, a Justiça de Limeira chegou a expedir um mandado de prisão a Hudson por falta de pagamento de pensão à filha, Letícia Higa da Silva. Hudson, no entanto, conseguiu evitar a prisão com um acordo e pagou cerca de R$ 90 mil.  Em dezembro de 2012,  outra  ex-mulher de Hudson, Larissa Lopes, morreu , também em Limeira. A assessoria de imprensa do 1º Distrito Policial de Limeira, onde o caso foi registrado, afirma que Larissa, de 26 anos, se suicidou com um tiro na cabeça. Um dia depois da morte, Hudson divulgou uma carta póstuma a sua ex-mulher. "Estou arrasado, moído e até agora não entendi nada", afirmou Hudson. Na carta, o cantor também exalta a seriedade da relação que teve com Larissa e diz que acreditava que ficariam juntos novamente.

Município não cumpre contrato e terá de pagar por serviços prestados no transporte de estudantes

A Quarta Câmara Cível do Tribunal de Justiça da Paraíba manteve, por unanimidade, sentença do Juízo de Primeiro grau que condenou a Prefeitura de Marcação a honrar contrato no valor de R$ 5 mil na ação de cobrança, em favor de Wilson Dantas, pelo descumprimento de pagamento de serviços efetivamente prestados. A apelação cível nº 058.2008.001110-7/001 foi julgada na manhã desta segunda-feira (18), durante sessão ordinária do órgão fracionário.  Ao desprover o recurso da municipalidade, o relator do processo, desembargador João Alves da Silva, afirmou que fora celebrado contrato entre as partes, tendo por objeto o transporte de estudantes da zona rural de Marcação para o município de Rio Tinto. “Havendo documentos nos autos que comprovam a efetiva prestação de serviço de transportes de estudantes pelo autor ao Município, e não tendo este demonstrado fato modificativo, impeditivo ou extinto do direito daquele, consoante previsto previsto no artigo 333, do CPC, deve ser mantida a sentença que condenou o Município a pagar o valor devido”, observou o relator.  O desembargador ressaltou também que a prefeitura de Marcação não apresentou um documento sequer a afastar sua alegação, limitando-se afirmar ter havido fraude na contratação, sem qualquer indício de prova. “Ainda que a prestação de serviços tivesse se dado de maneira irregular, tal fato, por ele apenas, não inviabilizaria o pagamento ao autor, eis que o Município não pode se valer de irregularidades para as quais ele mesmo concorreu para justificar o descumprimento de suas obrigações, sob pena de enriquecimento indevido”, disse.
O Município aduziu, no mérito, que o contrato firmado não poderia ter sido celebrado sem que houvesse licitação, haja vista seu valor superar o limite legal da dispensa licitatória.
Gecom – Marcus Vinícius Leite

domingo, 17 de março de 2013

O Campinense é o campeão do Nordeste

 
O Campinense é o campeão do Nordeste. Em partida emocionante, realizada na tarde deste domingo no Estádio Amigão, em Campina Grande, o time paraibano venceu o ASA por 2 a 0 e ficou com o título da Copa do Nordeste de 2013. Os gols da vitória saíram no segundo tempo do jogo e a conquista, a mais importante da história do futebol paraibano, fez com que mais de 20 mil torcedores rubro-negros que lotavam o estádio fizessem uma festa espetacular.  O time da Paraíba podia até perder por 1 a 0 que ainda assim seria campeão, devido a vantagem que conquistou ao vencer o jogo de ida em Arapiraca, no domingo anterior, por 2 a 1. Mas jogando melhor durante quase todo o jogo e com um goleiro Panteira extremamente seguro quando precisou, o time conseguiu mais uma vitória.
Primeiro tempo tenso.
O Campinense tinha a vantagem, mas não quis saber de retranca. Foi para cima nos primeiros minutos e tinha bem mais posse de bola. Chegava principalmente a partir das armações do meia Bismarck, que distribuía a bola para diferentes jogadores do setor ofensivo raposeiro. O primeiro deles foi Zé Paulo, que invadiu a área, mas foi desarmado pelo goleiro Gilson.  Na sequência, Jéfferson Maranhense teve a sua chance. Ele entrou na área pelo lado direito, dividiu com o zagueiro e caiu no chão. A torcida pediu pênalti, mas o árbitro nada marcou. O Campinense gostava do jogo e aos 14 minutos teve outra bela chance. Zé Paulo de fora da área chutou forte e a bola passou muito perto da trave adversária.   Aos poucos, contudo, o ASA começava a gostar do duelo. O primeiro bom lance do time de Arapiraca foi aos 16 minutos. Wanderson chutou forte e rasteiro. Pantera fez uma bonita defesa. Era o primeiro susto que a torcida raposeira, que lotava o estádio, levava.  Algum tempo depois, o ASA chegava mais uma vez. E mais uma vez com Wanderson. Ele avançou em velocidade, cortou do zagueiro e soltou uma bomba para outra difícil defesa de Pantera. Desta vez em dois tempos.  Nos minutos finais do primeiro tempo, a Raposa voltou a atacar com mais ferocidade. Zé Paulo, Bismarck, Panda e Jéfferson Maranhense começaram a tramar uma série de jogadas ofensivas, quase sempre pelo lado direito, e levavam bastante perigo ao gol de Gilson. Foram pelo menos três boas chances, mas a finalização insistia em sair errado.  Numa das oportunidades, Bismarck lançou Panda, que cruzou para Zé Paulo. A jogada foi muito rápida e por pouco não saiu o gol. Já nos acréscimos, mais uma vez Bismarck. Ele chutou a bola para Dedé. O volante deixou ela quicar uma vez no campo e soltou a bomba. Mais uma vez a bola passou muito perto.
Festa da Raposa no segundo tempo.
O treinador Oliveira Canindé não gostou nada do time no primeiro tempo. E no vestiário, gritou muito com os jogadores. Ainda assim ele voltou ao segundo tempo sem modificações. E ao que parece apenas os gritos foram suficientes.  Logo no primeiro minuto de segundo tempo, Zé Paulo partiu com extrema velocidade para o ataque. Ele entrou na área e passou para Jéfferson Maranhense fazer de peixinho 1 a 0. Festa no Estádio Amigão. Uma multidão gritava e comemorava a abertura do placar.  E o time do Campinense se empolgou com o gol. Bismarck cruzou na área e Edvânio quase amplia. Aos 13 minutos, outra boa chance de Zé Paulo. Sempre com muita velocidade ele venceu do zagueiro, chutou e obrigou Gilson a fazer bela defesa.  O ASA também atacava, mas já sem tanta efetividade. Num dos lances, Pedro Silva, que entrara pouco antes, chutou para fora. Aos 20, mais uma vez Pedro Silva. Esta passa mais perto, mas vai novamente para fora. Pouco depois, contudo, o time alagoano sofre um grave revés, quando Glaybson foi expulso ao fazer falta dura, parando o ataque raposeiro. Ele já tinha cartão amarelo, levou o segundo e foi para o vestiário sob vaias da torcida da casa.  Aos 26 minutos, o torcedor da Raposa já soltava gritos de “olé” e de “é campeão”, mas o ataque do Campinense queria mais. E com 34 minutos de jogo Danilo Portugal tocou para Dedé, que saiu em disparada. Ele entrou na área e até poderia chutar em gol. Mas ao invés disto passou para Ricardo Maranhão livre marcar e fazer 2 a 0.  Os dois times depois disto seguiram num jogo franco. O ASA teve mais uma chance de gol com Glaybson. E o Campinense também teve a sua oportunidade de ampliar. Mas o resto do jogo foi mesmo de posse de bola do Campinense, toques curtos entre um e outro até o apito final. 

sábado, 16 de março de 2013

Final da Copa do Nordeste, time da Série D é favorito contra o da B

Campinense e ASA de Arapiraca são duas zebras na final da Copa do Nordeste. Sem o favoritismo no início da competição, os dois times conseguiram  desbancar tradicionais clubes do futebol nacional como Sport, Fortaleza e Ceará.  Apesar de enfrentar um rival que está na Série B do Nacional, o Campinense venceu por 2 a 1, fora de casa, e leva a vantagem para o segundo duelo no Amigão, diante de sua torcida, neste domingo, às 16h.  Mesmo com o êxito no primeiro confronto na disputa do título, o técnico do Campinense, Oliveira Canindé, prega cautela contra o favoritismo. "Já estive dos dois lados. Com vantagem e com a desvantagem que o ASA está agora", ponderou o comandante em entrevista à TV oficial do clube. Canindé também comentou sobre o gol marcado pelo ASA no fim do jogo de ida, em Arapiraca. "É o gol dos pés no chão. É o gol que nos mantém sem acharmos que já ganhamos alguma coisa. Ainda não conseguimos nada. Faltam 90 minutos, outro jogo. É para ficarmos espertos e não darmos outra oportunidade ou ocasião ao adversário", disse.
HISTÓRIA. A história de fundação do Campinense é curiosa. O clube nasceu em 12 de abril de 1915, quando jovens empreendedores de Campina Grande decidiram criar uma sociedade dançante. Em 1917, o então presidente Arnaldo Albuquerque criou um Departamento de Esportes. O primeiro time de futebol durou poucos meses, foi desativado e só voltou às atividades em 12 de março de 1954.  Atualmente na série D do Campeonato Brasileiro, o time coleciona 19 títulos estaduais, sete a menos do que o maior vencedor do estado: o Botafogo-PB. O Campinense é o segundo clube mais laureado do estado, à frente do arquirrival municipal Treze.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Mizael pega 20 anos pela morte de Mércia

O policial reformado Mizael Bispo da Silva foi condenado nesta quinta-feira (14) a 20 anos de prisão pelo assassinato da ex-namorada, a advogada Mércia Nakashima, em 23 de maio de 2010. O corpo e o carro da advogada foram encontrados em uma represa na cidade de Nazaré Paulista, na Grande São Paulo. Mércia foi morta aos 28 anos. Na leitura da sentença, o juiz Leandro Bittencourt Cano descreveu os três agravantes aceitos pelo Conselho de Jurados ao analisar se o réu era inocente ou culpado.  Sobre o agravante de crime torpe, por exemplo --segundo a acusação, Mizael se sentia humilhado pelo fim do relacionamento --, o magistrado definiu: "Muitos crimes são cometidos em nome do amor, que mas que tipo de amor é esse?", indagou, para completar: ""Quando é amor o que se sente, não há o mínimo desejo de se livrar da pessoa amada", classificou.  Ao final, o juiz fez a leitura dos agradecimentos com a voz embargada. Ao todo, foram quatro dias de júri no Fórum de Guarulhos (Grande SP). Apos a leitura da sentença, Claudia Nakashima, irmã de Mércia que acompanhava o julgamento, gritou "Assassino maldito!" a Mizael, que deixará o prédio do fórum preso de volta ao presídio militar Romão Gomes, onde estava desde o ano passado.
A mãe de Mércia Nakashima, Janete (à direita), chega ao Fórum de Guarulhos, na Grande São Paulo, para o primeiro dia de julgamento do advogado e policial militar reformado Mizael Bispo de Souza, nesta segunda-feira (11). Durante o depoimento do filho Márcio, a primeira testemunha chamada pela acusação, Janete balançou a cabeça, chorou e chegou a fechar os olhos e apertar as mãos, como se fizesse uma oração Leia mais Diogo Moreira/Frame/Estadão Conteúdo. Mizael foi condenado por um júri de cinco mulheres e dois homens. Esse foi o primeiro júri do Estado –o segundo do Brasil, depois de um realizado em Rondônia –a ser todo transmitido em tempo real via rádio e internet.  Ao todo, os jurados analisaram seis quesitos para responder sim ou não e decidir se o policial reformado era ou não culpado pelo crime. Entre eles, figuraram, por exemplo, se o réu "concorreu para o crime", se "o jurado absolve o acusado?" e se o crime foi praticado "por motivo torpe, em razão da insatisfação com o rompimento" do relacionamento amoroso. Ainda foi questionado aos jurados se houve emprego de "meio cruel" à vítima. Eles se rreuniram para decidir às 16h25. Além do policial reformado, também é acusado pelo crime o vigia Evandro Bezerra da Silva, que está preso no presídio de Tremembé 2 e vai a júri popular em 29 de julho deste ano. Inicialmente, ele seria julgamento com Mizael, mas o júri foi desmembrado a pedido da defesa de Bezerra, que alegava tese conflitante entre os dois acusados.  Todos os jurados ouviram os depoimentos de nove testemunhas –cinco da acusação, três da defesa (que dispensou outras duas) e uma do juízo– e do réu, interrogado nessa quarta-feira (14) apenas pela defesa, uma vez que o promotor do caso, Rodrigo Merlin. Entre os depoimentos, se destacaram o de Márcio Nakashima, irmão da vítima, do delegado Antonio Assunção de Olim, responsável pela investigação do caso. Ambos foram arrolados pela acusação. Márcio, primeira testemunha a ser ouvida no júri, na última segunda-feira (11), chorou em vários momentos das cerca de quatro horas em que depôs e discutiu rispidamente com os advogados de Mizael, os quais acusou de macular a reputação da advogada, e acusou o réu de ter se "transformado" no segundo ano de namoro com a advogada. "Mizael era muito ciumento, possessivo e se transformou. Ele ligava várias vezes para a Mercia", afirmou Márcio, que, alegando medo, pediu para que Mizael fosse retirado do plenário durante o depoimento. Como é advogado e trabalha em sua própria defesa, o réu pediu para continuar na sala, mas o juiz negou. 
Relembre o caso Mércia. Delegado derruba álibi. Já o delegado do caso, ouvido na terça (12), derrubou a tese do réu de que teria se encontrado com uma prostituta no momento em que a advogada era assassinada em Nazaré Paulista.  Mizael alega que, na noite do crime, esteve por quatro horas com uma prostituta, dentro de um carro, em frente ao Hospital Geral de Guarulhos. "Ele não sabia o nome da mulher e, só depois de muita pressão, lembrou a cor do cabelo. Depois deu apenas R$ 20. Além do que, é estranho transar em um lugar de tanto movimento, sem chamar a atenção", disse o delegado, que foi taxativo aos jurados: "Eu não tenho dúvida nenhuma de que Mizael matou a Mércia", declarou. Depoimentos de peritos. Tanto defesa quanto acusação também lançaram mão de peritos para testemunhar em plenário.
O perito explicou que a terra encontrada no sapato de Mizael não era compatível com a encontrada na represa de Nazaré Paulista, onde o corpo de Mércia foi encontrado. "A quantidade de terra encontrada era pequena, mas dá para afirmar que não era compatível", disse Outro perito do caso, o biólogo Carlos Eduardo Bicudo, ouvido como testemunha no primeiro dia de julgamento, disse que algas não se fixam na terra, e sim, em um substrato. Por isso, a terra e a alga encontradas no sapato de Mizael podem ter vindo de locais diferentes.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Bruno confirma morte de Eliza e culpa Macarrão

Cabisbaixo, goleiro Bruno Fernandes ouve depoimentos no Salão do Júri do fórum de Contagem (MG). Em seu 3º dia de julgamento, o jogador negou ter sido o mandante da morte de sua amante, Eliza Samudio, mas admitiu parte de responsabilidade pelo crime. "Como mandante dos fatos, eu nego, mas, de certa forma, me sinto culpado", disse, referindo-se ao sequestro e morte de Eliza, bem como o sequestro do bebê.  Em interrogatório na tarde desta quarta-feira (6), o goleiro Bruno Fernandes culpou seu ex-assessor Luiz Henrique Romão, o Macarrão, pela morte de Eliza Samudio. De acordo com a versão de Bruno, a morte de Eliza ocorreu na sexta-feira, 11 de junho de 2010 a polícia diz que Eliza morreu em 10 de junho. O goleiro afirma que Eliza e o filho Bruninho Samudio deixaram o sítio com Luiz Henrique e Jorge Luiz Rosa, primo de Bruno, menor à época. O grupo teria deixado o local em um veículo EcoSport. Em novembro, Macarrão, 27, ,amigo de infância e ex-braço-direito do goleiro Bruno Souza, foi condenado pelo Tribunal do Júri de Contagem (região metropolitana de Belo Horizonte), a 15 anos pelo sequestro, cárcere privado e morte da modelo Eliza Samudio, ex-amante do atleta, além do sequestro e cárcere de seu filho Bruninho. Ele foi inocentado da acusação de ocultação do cadáver. Bruno, chorando muito durante o depoimento, afirmou que Eliza lhe disse que "iria para um ponto de táxi" porque tinha de ir para a capital paulista. "Ela disse que precisava de dinheiro para resolver problemas pessoais em São Paulo. Até então eu acreditava que seria aquilo ali."  Na mesma noite, entre 22h e 23h, segundo Bruno, retornaram Macarrão, Jorge e o filho dele com Eliza. "Desceram do carro o Jorge, muito assustado, e o Macarrão um pouco mais tranquilo que o Jorge, mas também assustado", disse Bruno, aos prantos. "Estranhei que a criança estava na mão dele, chorando, e perguntei a ele: "Poxa, cadê a Eliza? Pelo amor de Deus, o que vocês fizeram com ela?", disse Bruno em seu depoimento.  De acordo com Bruno, nesse momento Macarrão disse a ele. "Resolvi o problema que tanto te atormentava". "O Jorge me disse que o Macarrão ajudou a matar Eliza. Nesse momento eu fiquei desesperado, chorei muito. Eu disse: "Macarrão, o que você fez? Não tinha necessidade". Ele falou que tinha resolvido o problema", disse Bruno, chorando muito.  Bruno afirmou que Macarrão não contou a ele como Eliza teria sido morta e quem descreveu como ocorreu o crime foi o primo. "Jorge falou comigo que o Macarrão foi até próximo ao estádio Mineirão, foi ao orelhão, e falou com uma pessoa que não sabe quem era." 
LEIA MAIS:
De acordo com o goleiro, Jorge lhe relatou que ele e Macarrão começaram a seguir um homem em uma moto até a cidade de Vespasiano (MG), onde seria a casa do autor da morte de Eliza.  O goleiro descreveu como Eliza teria sido morta, a partir do relato que Jorge lhe deu, mas não citou quem foi a pessoa que matou Eliza. "O Macarrão chutou as pernas da Eliza. Isso foi o que o Jorge me falou. Ele ainda me falou que a pessoa esquartejou o corpo dela e tinha dado para os cachorros comerem", afirmou o goleiro. Após Jorge lhe relatar o crime, Bruno disse que repreendeu Luiz Henrique Romão. "Macarrão, o que você fez? Você acabou com a minha vida", disse o goleiro. Segundo Bruno, Macarrão não estava presente quando Jorge contou como Eliza foi morta. "O Luiz Henrique não confirmou a história e disse que Jorge estava louco."  Enquanto Bruno confessava a morte e esquartejamento de Eliza, a mãe da vítima, Sônia Moura tomava uma Coca-Cola em lata. Sônia Moura manteve-se impassível.

domingo, 3 de março de 2013

Campinense vence Fortaleza está na final da Copa do Nordeste

O Campinense escreveu mais um capítulo inédito na sua história ao vencer o Fortaleza, no estádio Amigão, em Campina Grande.Com gol de Zé Paulo, de pênalti, logo aos dois minutos do primeiro tempo, a Raposa derrotou o Leão pela primeira vez em jogos oficiais e ainda se classificou para a final da Copa do Nordeste, que será disputada contra o ASA, em duas partidas. No jogo de ida, o Campinense havia perdido por dois a um, na capital cearense.  Animado pela torcida que compareceu em massa ao estádio Amigão, o Campinense começou a partida com tudo, indo para cima do Fortaleza, tentando marcar o primeiro gol logo no início da partida. E o gol veio como havia sido planejado. Apesar do início desastroso, o Fortaleza foi para cima, dando trabalho ao Campinense que não se fez de rogado e não deu espaço ao adversário, procurando manter o resultado e, nos contra golpes tentar ampliar o placar até o final do segundo tempo. “Nós queríamos ampliar, mas como não deu, lutamos para evitar um gol do Fortaleza e assegurar nossa vitória que era o que importava”, disse Jefferson Maranhense. Num dos lances do primeiro tempo, o Fortaleza tentou alçar bolas na área do Campinense, mas zaga da Raposa estava atenta.
EMOÇÃO ATÉ O FIM.
Assizinho fez boa jogada individual pela esquerda, cruzou na área e a defesa do Campinense afastou. Apesar da pressão dos cearenses, o rubro-negro teve várias chances de fazer gol, mas perdeu as oportunidades pela forte marcação do adversário. Zé Paulo teve uma boa oportunidade de ampliar para o Campinense. Ele recebeu a bola em liberdade, entrou em alta velocidade, fez o drible em cima da marcação, mas chutou a bola na trave do goleiro do Fortaleza. Jefferson Maranhense também foi o nome do jogo, mas de forma negativa. Em um dos lances ele pegou a sobra, chutou, mas João Carlos defendeu. Jefferson perdeu um pênalti e a chance da Raposa ampliar o placar e ter mais tranquilidade para administrar o resultado.  De acordo com o técnico do Campinense, Oliveira Canindé, embora o time tenha perdido muitos gols, o resultado esperado foi alcançado e a equipe atuou motivada com o incentivo da torcida. “Nossa torcida foi fundamental com o incentivo que contagia e arrepia. Você tem que entrar e fazer. Eu ainda não consegui vencer na Paraíba, mas agora gostaríamos de conseguir este resultado positivo”.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Presidente paraguaio pede que Brasil devolva troféus de guerra

O canhão "Cristão", apreendido durante a guerra do Paraguaio, exposto no Museu Histórico Nacional no Rio. O presidente paraguaio, Federico Franco, voltou a pedir nesta sexta-feira que o Brasil devolva os troféus da Guerra do Paraguai (1864-70), travada entre o país e a Tríplice Aliança (Argentina, Brasil e Uruguai). O pedido foi feito durante um evento para marcar o 143º aniversário do confronto.  "Venho hoje ao altar da pátria para reivindicar e exigir a devolução do canhão cristão e do arquivo secreto da Tríplice Aliança que estão na República do Brasil", disse Franco, em discurso. "O canhão Cristão é propriedade do Paraguai. Os arquivos militares que estão no Rio de Janeiro também são propriedade do Estado paraguaio."  Franco disse que pedia "com respeito, mas com firmeza" à colega Dilma Rousseff "que restitua os troféus da guerra para que, de alguma maneira, traga paz à sociedade por aquele holocausto que significou a Tríplice Aliança para o país". Paraguai celebra no dia 1º de março de cada ano o Dia dos Heróis, como lembrança pela morte em 1870 do marechal Francisco Solano López, em Cerro Corá, pelas mãos das tropas brasileiras. A ocupação de Assunção se manteve até 1876.  A eliminação do condutor paraguaio do conflito colocou fim à guerra que devastou o país e reduziu em 10% a sua população masculina. Brasil, Argentina e Uruguai retiraram seus embaixadores de Assunção há oito meses, depois de classificarem de golpe a destituição do esquerdista Fernando Lugo e a substituição dele por Franco, que detinha o cargo de vice-presidente. O Congresso destituiu Lugo via julgamento político "por mau desempenho das funções".




Câmara Criminal do TJ nega recurso e mantém condenação a apresentador de rádio por crime de injuria e difamação

A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba, negou provimento ao recurso interposto por Alberto Vilar de Sousa, apresentador do programa de rádio “Os Segredos de Sumé”, em desfavor da sentença que o condenou por injúria e difamação contra o então prefeito da localidade Francisco Duarte da Silva Neto. O autor alega que o impetrado denegriu sua imagem perante a sociedade local. A Apelação Criminal de nº 045.2010.000653-0/001 teve como relator o desembargador João Benedito da Silva.
 Consta nos autos que o apresentador do programa “Os Segredos de Sumé”, veiculado na rádio Alternativa FM, fez comentários injuriosos contra sua pessoa e gestão. Citou trechos das gravações: “…mas ele liga pra lei? …a lei é ele! Ele faz o que ele quer! …ele não tá nem ligando para lei… a lei é ele… ele desmoraliza a justiça toda semana…” incidindo desta forma nas penas do art. 139 do Código Penal.   Em suas razões o apresentador alegou não ter tido a intenção de injuriar o ex-prefeito e que tudo não passou de uma injustificada animosidade política, gerando situações vexatórias para ambos. Afirmou ainda que não teve intenções em propagar sentimentos pessoais sobre uma eventual conduta ilícita praticada pelo gestor.  Para o relator, João Benedito da Silva, os argumentos da apelação não procedem, e conforme assinalado na sentença, a conduta do querelado consistiu em atingir a imagem do querelante: “O acusado, ao se dirigir a vítima através da rádio, se excedeu nos termos proferidos conta ele, atingindo sua honra subjetiva, o que parece ter sido prática corriqueira ao longo de vários anos”, explicou.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Suposto autor de disparo que matou torcedor boliviano falou ao Fantástico, da Rede Globo

O garoto de 17 anos, integrantes da Gaviões da Fiel, que assumirá a culpa pelo disparo de um sinalizador que matou o jovem Kevin Espada, 14, na última quarta-feira, em Oruro, falou ao Fantástico, programa da Rede Globo. O menor foi entrevistado pela equipe do programa neste domingo. O integrante da torcida organizada falou com os jornalistas ao lado da mãe. De acordo com o repórter responsável pela entrevista, Valmir Salaro, o jovem está muito amedrontado e afirmou que não tinha a intenção de matar. Ele alegará que teve dificuldades para acionar o sinalizador, o que acabou ocasionando uma explosão.  O jornalista disse ainda que o garoto é de uma família humilde de Guarulhos-SP e que sua mãe deu um depoimento surpreendente sobre o caso. Segundo ele, o menor que vai assumir a autoria do crime veio de ônibus da Bolívia para o Brasil e demorou quase quatro dias para chegar.  Nesta segunda-feira, ele se apresentará à Vara da Infância e da Juventude de Guarulhos. O jovem vai assumir que efetuou o disparo do sinalizador que matou a vítima. Ele dirá que não se entregou à polícia na Bolívia por determinação da Gaviões da Fiel, que era responsável pelo menor, com autorização assinada pela mãe dele. O incidente aconteceu no primeiro tempo da partida entre Corinthians e San José, da Bolívia. Desde quinta-feira, 12 torcedores corintianos se encontram detidos em Oruro. Dois foram apontados como responsáveis pelo disparos e os outros 10 foram indiciados como cúmplices.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Goleiro Bruno tem "boa" chance de voltar aos gramados

O ex-goleiro do Flamengo, Bruno Fernandes das Dores de Souza, de 28 anos, pode ser julgado em liberdade pelo sumiço da ex-amante Eliza Samudio. Um novo pedido de habeas corpus para tentar mudar os rumos da carreira do atleta será analisado, no próximo dia 27, pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). A ação está sustentada em uma proposta que o jogador recebeu para retornar aos gramados. O Boa Esporte Clube, de Varginha, no Sul de Minas, estaria interessado em contratar o jogador para disputar o Campeonato Mineiro e a Série B do Brasileirão 2013. O Hoje em Dia teve acesso, com exclusividade, à proposta que confirma o intenção da equipe em contratar Bruno. No documento, assinado no fim do ano passado pelo presidente do clube, Rone Moraes da Costa, o time de Varginha deixa explícito o interesse em firmar contrato de trabalho com o jogador. Diz ainda que vai integrar Bruno ao elenco de atletas profissionais, assumindo todas as responsabilidades, assim que o alvará de soltura for concedido.
Argumentações:
Segundo o advogado Lúcio Adolfo, que encabeça a defesa do atleta, o novo pedido de habeas corpus tem argumentos diferenciados dos anteriores, que pretendiam colocar o acusado em liberdade até o julgamento, previsto para o dia 4 de março. Dessa vez, a medida tem por objetivo conceder ao detento substituição de regime, que passaria de prisão preventiva para domiciliar. Nesse caso, Bruno não ficaria encarcerado. Além disso, ele se comprometeria a comparecer periodicamente em juízo, no prazo e nas condições determinados pela Justiça. 
Bons antecedentes:
O defensor diz ainda que o novo pedido tem grande possibilidade de ser concedido, pois o goleiro é réu primário, tem residência fixa e já entregou o passaporte, demonstrando que não pretende fugir do país.  Porém, o principal ponto da nova argumentação da defesa é o de que o réu é pai de três filhos e tem o direito de trabalhar para gerar o sustento da família.  O atleta está fora de atividade desde 2010, quando foi preso e acusado de ter comandado a trama que resultou no desaparecimento de Eliza Samudio, considerada morta pela Justiça.  
Diretor do clube nega ter assinado documento:
Embora o documento conseguido com exclusividade pelo Hoje em Dia comprove que Bruno recebeu uma proposta do Boa Esporte, o presidente da equipe de Varginha, Rone Moraes, afirma que não assinou nenhuma declaração.  
“Nunca dei, nem assinei nenhuma declaração para ninguém. Nem falada, muito menos escrita”, informou o mandatário, por meio de sua assessoria de imprensa.  Segundo ele, o Boa Esporte não tem interesse em contar com o ex-goleiro do Flamengo. “Não houve contato do Boa Esporte com o Bruno em nenhum momento”, completou.  No início da tarde deste sábado, a diretoria do clube divulgou uma nota de esclarecimento, assinada pelo mandatário do Boa, Rone Moraes, desmentindo o que havia sido dito anteriormente e confirmando o interesse na contratação do goleiro. Leia, abaixo, a íntegra da nota:  
"Considerando a repercussão da reportagem publicada na edição de hoje do Jornal “Hoje em Dia”, de Belo Horizonte, MG, o Boa Esporte Clube vem a público esclarecer que, ao contrário do que foi divulgado na matéria em questão – provavelmente por um erro de comunicação da assessoria e da diretoria do clube – tem sim interesse na contratação do atleta Bruno Fernandes das Dores de Souza, desde que, conforme já informado ao dr. Tiago Lenoir (advogado do atleta, que foi quem conduziu em nome do jogador, junto à diretoria e ao departamento jurídico do Boa Esporte Clube, as tratativas iniciais relativas a este assunto): (I) não exista óbice legal para tanto, em especial quanto à sua liberdade de ir e vir, imprescindível para os treinos, jogos, concentrações e viagens que fazem parte da rotina de trabalho de um atleta profissional de futebol e (II) obviamente haja acordo entre o jogador e o clube no que se refere às condições negociais do respectivo contrato de trabalho que deverá ser assinado e registrado junto à Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
Varginha, 23 de fevereiro de 2013.
Boa Esporte Clube -Rone Moraes da Costa - Presidente"
Prejuízo:
Bruno está preso desde julho de 2010. No fim do ano passado, seu contrato com o clube rubro-negro foi vencido e a equipe da Gávea, que até havia cogitado estender o vínculo, optou por não renová-lo. Na prática, Bruno não tinha mais ligação com o Flamengo há tempos. Isso porque o goleiro não recebia salários por estar impossibilitado de exercer a profissão, desde quando foi decretada a sua prisão.  As perdas do goleiro são consideráveis. Antes de ser preso, Bruno chegou a revelar que havia assinado um pré-contrato com o Milan, da Itália, com salários que poderiam chegar a R$ 500 mil, fora as luvas que receberia pela transferência, cujo valor chegaria a de R$ 4,2 milhões. 


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Assasinato agora a pouco em Igaracy.

O servidor público do municipio de Igaracy é alvejado com 4 tiros de arma de fogo em um bar no centro da cidade. O guarda Municipal Francieldo Militão conhecido popularmente por Militão foi atingido com 4 tiros de arma de fogo no bar do Castelo. Segundo informações o autor dos disparos foi o ex-vereador Zé Correia, a vitima foi socorrida  pelo samu, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu antes de chegar a Patos.
Materia do blog Igaracyverdade.

Após uma semana de júri, Gil Rugai é condenado a 33 anos e 9 meses pelas mortes do pai e da madrasta em SP




Quase nove anos após o crime, Gil Rugai foi condenado a 33 anos e nove meses de prisão nesta sexta-feira (22) pelas mortes do pai, Luiz 
Carlos Rugai, e da madrasta, Alessandra de Fátima Troitino, ocorridas em São Paulo no dia 28 de março de 2004. O julgamento durou uma semana. A sentença foi proferida pelo juiz Adilson Paukoski Simoni. A pena deve ser cumprida, inicialmente, em regime fechado por serem considerados crimes hediondos, porém, ele poderá recorrer em liberdade. O réu foi condenado por duplo homicídio qualificado. O crime de estelionato, pelo qual também era acusado, prescreveu, por isso não houve condenação. "O réu tem uma personalidade extremamente dissimulada e perigosa", disse o juiz durante a leitura.  Pela morte do pai, Gil Rugai foi condenado a 18 anos e nove meses de prisão; já pelo homicídio da madrasta, foram 15 anos de reclusão.  No entanto, a condenação foi divulgada antes da leitura da sentença pelo magistrado porque, logo após saírem da sala do Conselho de Sentença, o promotor do caso, Rogério Zagallo, e o assistente de acusação, Ubirajara Mangini, se abraçaram e comemoraram. 
Hoje deve ser o último dia do julgamento do ex-seminarista, acusado de matar o pai, Luiz Carlos Rugai, e a madrasta, Alessandra de Fátima Troitino, em 2004. Os 260 lugares disponíveis no plenário do júri foram ocupados enquanto o juiz proferia a sentença. Uma câmera transmitiu a leitura da pena ao vivo para todas as emissoras do país. Quatro jurados votaram pela condenação por duplo homicídio e três pela absolvição --os votos param de ser lidos quando já há maioria--, já o agravante de motivo torpe (supostamente por ter sido demitido da empresa do pai após desfalques) ficou em quatro a um. "Missão dada é missão cumprida", disse Zagallo. "Saiu a condenação merecida, justa e adequada. Foi feita justiça". 
Resumo do julgamento
A mãe do réu, Maristela Grego, e o irmão, Léo Rugai, que foi testemunha de defesa durante o julgamento que durou uma semana, deixaram o plenário chorando junto ao advogado Thiago Anastácio e se abraçaram sob aplausos do lado de fora do Fórum Criminal da Barra Funda.  Para a antropóloga Ana Lúcia Pastore Scheitzmeyer, que também foi testemunha arrolada pela defesa, a comemoração do promotor e do assistente de acusação logo após saírem da sala do Conselho de Sentença foi uma quebra de ritos. "Se eu fosse juíza, entraria com uma ação no Ministério Público".  Para a cientista, a atitude do promotor e do assistente, e das pessoas que aplaudiram, foi um desrespeito com todos da família. "Como se decide a vida de uma pessoa como se fosse um circo?", disse. 
Debates:
Durante a fase de debates, que antecede a decisão do Conselho de Sentença, o promotor Rogério Zagallo surpreendeu o plenário ao anunciar que não faria a réplica a que tinha direito. Ele não informou os motivos de ter abdicado da medida --que o daria uma hora a mais de discurso para tentar convencer os jurados da culpa do réu. Os debates entre acusação e defesa começaram na manhã de hoje. Cada uma das partes teve 1 hora e meia para falar diretamente com os jurados.  Em sua fala, Zagallo descreveu Gil Rugai como uma pessoa agressiva e de personalidade dupla, a ponto de beirar a psicopatia.  Já a defesa tentou dissociar a imagem do réu à da estudante Suzane Von Richthofen. "O caso Richthofen não é o caso do Gil", disse o advogado Thiago Anastácio.  Em 2006, Suzane foi condenada a 39 anos e seis meses de prisão pelo assassinato dos pais, Manfred e Marísia von Richthofen, ocorrido em 31 de outubro de 2002. 
Interrogatório do réu:
O réu foi interrogado por cerca de quatro horas e meia na quinta-feira (21) e negou que esteve na casa do pai no fim de semana do crime, ou que estava brigado com o empresário na época das mortes, no entanto, admitiu que gosta de munições e que chegou a fazer um curso de tiro, cuja arma usada foi uma pistola 380 --mesmo modelo usado nos assassinatos. Ele também não confirmou que teria desfalcado a empresa do pai, principal motivo apontado pela acusação para os assassinatos.  O réu também contou, durante o interrogatório, que não foi tratado de maneira "muito gentil" pelo delegado que investigou os homicídios, Rodolfo Chiareli. Além disso, uma das principais provas usadas pela promotoria para acusá-lo, a marca de pé na porta do cômodo onde supostamente Luiz Carlos Rugai tentou se esconder, e que uma lesão no pé de Gil Rugai seria compatível com um trauma deste tipo não foi explicada pelo réu. "Eu sei que eu não chutei aquela porta. Eu não estava lá. Como chegou a esta conclusão, eu não sei", disse.  Após 35 minutos de inquirição da promotoria, a defesa do réu o orientou a não mais responder as perguntas da acusação. No momento da interrupção, o réu era questionado se conhecia uma lista de pessoas colocada pelo promotor --entre elas, algumas testemunhas--, bem como se tinha algo contra ou a favor delas. "Não é o momento adequado de fazer seu discurso", disse o advogado Marcelo Feller ao promotor Rogério Zagallo.  O advogado de defesa Marcelo Feller, disse após o fim do interrogatório do réu, durante conversa com jornalistas, que o "verdadeiro suspeito" pela morte do pai e da madrasta do estudante é, na realidade, um assistente pessoal do empresário, Agnaldo Souza Silva. Ele havia sido demitido por Luiz Carlos cerca de um ano antes do assassinato. 
Testemunhas:
A primeira testemunha ouvida pelo júri foi o vigia da rua em que o casal assassinado morava, denominado apenas como Domingos. Ele afirmou ter "certeza absoluta" que o réu deixara a casa do empresário cerca de 20 minutos após ter ouvido barulho de tiros. Ele foi a única testemunha a relacionar o réu diretamente ao local e dia dos assassinatos. Posteriormente, Valeriano Rodrigues dos Santos, um outro vigia da rua, disse que não viu o ex-seminarista saindo do local do crime. Os advogados de defesa criticaram a maneira como as perícias foram conduzidas na residência do casal. "A acusação juntou no processo que os pés na porta [da sala onde Luiz Carlos foi morto] eram do Gil com base no depoimento de um sapateiro", disse. Peritos do IC (Instituto de Criminalística) de São Paulo, no entanto, afirmaram que a marca encontrada na sala "encaixa perfeitamente" na imagem sobreposta do pé do jovem. Já no segundo dia do julgamento, a defesa tentou desqualificar o depoimento do instrutor de voo Alberto Bazaia Neto, testemunha de acusação, que disse ter ouvido o pai de Rugai dizer que tinha "medo" do filho depois de descobrir supostos desvios de dinheiro na empresa. Os advogados do réu mostraram documentos indicando apreensão de drogas no Aeródromo de Itú (SP) --onde fica o aeroclube em que Bazaia Neto é instrutor de voo.
O delegado que investigou o crime em 2004, Rodolfo Chiareli, disse durante seu depoimento que não tem dúvidas de que Rugai foi o autor dos assassinatos, e que a principal evidência encontrada foi o desvio de dinheiro da empresa Referência Filmes, de propriedade de Luiz Rugai, relatado por diversas testemunhas. A hipótese, no entanto, não teve nenhuma prova pericial apresentada pelo delegado, que admitiu não ter pedido um laudo que comprovasse os desfalques na empresa.  O contador da empresa de Luiz Rugai, Edson Tadeu de Moura, depôs na quarta-feira (20), e também disse não ter como comprovar supostos desvios feitos pelo réu na empresa do pai.   O irmão de Gil Rugai, Léo Rugai, disse em depoimento não saber se havia ocorrido alguma briga entre o pai e o irmão próximo à data do crime, e afirmou que  "era bastante comum" o irmão ser demitido e readmitido pelo pai. Segundo ele, Gil é inocente.
No penúltimo dia do julgamento, o ex-sócio do réu, Rudi Otto, confirmou ter visto uma pistola com o jovem antes dos assassinatos. Segundo ele, a arma estava em uma pasta que Rugai chamava de "mala de fuga", onde guardava também dólares, veneno e facas.   Indagado pelo promotor sobre as razões para ter desconfiado de Rugai "de imediato" após o crime, a testemunha relatou que o então sócio "estava estranho" na semana anterior aos assassinatos.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Filho de Romário faz jus à fama do pai e admite ser mulherengo: "Gosto de curtir a noite"


Já dizia o ditado: filho de peixe, peixinho é. Se dentro de campo Romarinho ainda não repete o sucesso do pai famoso, fora dele, com as mulheres, a trajetória já é bem mais similar. Na semana passada, durante o Carnaval, o atacante do Brasiliense foi flagrado 'xavecando' a ginasta Gabriella Soares em um camarote da Sapucaí, durante os desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro, ao lado de Jade Barbosa. Em entrevista ao UOL Esporte, Romarinho, de 19 anos, riu da situação, disse que a ginasta é 'apenas uma amiga', mas admitiu: assim como o pai, é mulherengo e adora uma balada. A diferença, segundo ele, é que cumpre horários e mantém a disciplina de concentração dentro do clube. Romarinho conversa ao pé do ouvido com a ginasta Gabriella Soares durante desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro, na Sapucaí; atacante do Brasiliense admite fama de "mulherengo", como a do pai. Eu sou mulherengo sim, mas cumpro meus horários, tenho essa responsabilidade. Só vou para festa quando estou de folga, ou quando não atrapalha na programação. Meu pai era diferenciado, nem treinava. Eu gosto de curtir a noite, bagunçar, mas a diferença é que meu pai levava mulher para concentração, e eu estou longe disso. Estou ali todos os dias treinando, respeito tudo certinho", brincou o jovem de 19 anos.  Acostumado a lidar com o assédio por ser filho de um dos maiores craques do futebol mundial, o jovem atacante revela que, por frequentar bastante a noite, tem que tomar cuidado com as famosas 'marias-chuteira'. Romarinho se diz vacinado contra este tipo de mulher e prefere se afastar. Mas não descarta uma 'aventura de uma noite só' com elas. "Ah, eu não favoreço ninguém por ser quem eu sou. Posso pegar e depois largar, não é? Quem disse que eu preciso namorar com ela? De mim não tira nada não", brincou o atacante. "Eu sei com quem eu fico. Tem muita gente que faz isso, mas eu prefiro mesmo ficar mais longe. Mas sempre tem o interesse delas sim", completou o jogador, que diz que faz sucesso com a mulherada. Ao longo de sua carreira, Romário sempre foi apontado como um grande mulherengo. Recentemente, aliás, pouco após anunciar o fim de seu casamento com Isabella Bittencourt, ele foi ligado a um possível envolvimento com a modelo Cibelle Ribeiro, representante do Ceará no concurso Miss Bumbum 2012. Romário, aos 47 anos, foi casado três vezes e tem seis filhos com quatro mulheres diferentes. Ao longo da carreira, acumulou boatos de relacionamentos, além de conviver com a fama de que não gostava de treinar.  Quanto às comparações ao pai dentro de campo, Romarinho pede calma e diz que as características de ambos, aliás, são diferentes. Ele, porém, se diz bastante acostumado com as comparações e pressão por ser filho do ex-camisa 11.  "A pressão é muito grande, todo mundo tenta comparar a a gente, e eu me acostumei bem. As pessoas esperam um futebol igual ao dele, mas as características são diferentes até. Meu pai sabe que todo mundo quer comparar, e me cobra quando tem que cobrar. A história dele no futebol foi muito bonita. Se eu tiver uma história metade do que foi a dele, está muito bom", encerrou.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Veja por onde anda e o que faz França, ex jogador do São Paulo.

Malhadão, França curte baladas com bilionários no Japão e diz fazer sucesso com mulheres. Chamar os principais amigos durante a carreira e marcar um jogo de despedida. Se possível, encerrar no clube de coração. Depois, morar ao lado da família e tentar um emprego no esporte que te deu toda a condição financeira adquirida como profissional. Seja como técnico, dirigente, comentarista ou dono de escolinha. Se esse é o roteiro a ser seguido por um jogador de futebol aposentado, esqueceram de avisar Françoaldo Sena de Souza, o França, 36 anos, aquele mesmo que marcou época no São Paulo nas décadas de 90 e 2000 e foi até cotado para ser o camisa 9 da seleção brasileira no Mundial de 2002.   O atleta natural de Codó (MA)  encerrou a carreira em 2011 no Yokohama FC, do Japão, depois de passar sete temporadas no país. Conta ter recebido convites de Santos e Flamengo nesse meio tempo, mas não  quis voltar.  “Acabei parando naturalmente, sem nenhuma intenção. Não tinha intenção de voltar a jogar no Brasil, decidi não jogar mais, não ir atrás de clube. Aí acabei parando”, lembrou, em entrevista ao UOL Esporte. Eu voltei a fazer um esporte que eu gostava, que é musculação. Se você ver o meu corpo, não acredita. Está muito forte, definido. Não estou como um Cristiano Ronaldo, mas está bem definido. Acordo cedo, tenho alimentação balanceada com proteína, saladas e frango. Corro uma vez por semana." França decidiu permanecer no Japão e hoje vive sozinho em Tóquio.  Conta que se apaixonou pelo modo de vida do país asiático e que não tem planos próximos de voltar ao país de origem. Sentiu-se muito melhor em uma sociedade com índices de violência baixos e que o respeito prevalece. “Me apaixonei, me apaixonei mesmo. Não consegui deixar Tóquio . Eu gosto demais da segurança, de morar em um lugar em que ninguém usa armas. Existe educação no trânsito. É coisa de cinema”, falou. A vida solitária em um lugar distante é, segundo o ex-jogador, um momento de descanso da carreira e de problemas particulares. Também serve como reflexão para como conduzir sua vida no futuro. Seus pais e irmão vivem em São Paulo, assim como a filha de dez anos, fruto de um casamento encerrado em 2004 (ele vem de duas a três vezes por ano ao Brasil para acompanhar a filha), que o deixou muito triste naquele momento. “Estou fazendo coisas agora que não tive a chance de fazer antes. Com 17 anos, quando comecei no futebol, até os 34, 35 anos, não tive final de semana, tempo pra fazer aniversário e outros eventos sociais. São mais ou menos 18 anos jogando futebol direto. Estou fazendo essas coisas agora, ir pra clube, pra uma discoteca dançar... estou curtindo a minha vida agora, fazendo tudo que eu não fiz”, conta.  “Se eu ainda fosse casado, talvez estivesse mais acomodado. Ganhei mais liberdade de sair pra noite, conhecer pessoas, praticar meu inglês. Talvez casado eu ficasse dentro de casa e não teria conexões, conhecer as pessoas que conheço. Isso tudo ajudou a abrir mais aquele leque de conhecimento.”  França leva uma verdadeira vida de “bon vivant”. Usa parte do capital adquirido nos tempos de jogador para se divertir e aproveita para malhar e deixar seu corpo bem definido. Diz até que faz sucesso com as mulheres. “Eu voltei a fazer um esporte que eu gostava, que é musculação. Se você ver o meu corpo, não acredita. Está muito forte, definido. Não estou como um Cristiano Ronaldo, mas está bem definido.  Acordo cedo, tenho alimentação balanceada com proteína, saladas e frango. Corro uma vez por semana”, falou. “Essa musculação está me ajudando muito [a fazer sucesso na noite]. Mais fácil com o corpo do que com o rosto, né? A mulherada está gostando, só escuto elogio nas ruas.” A vida de aposentado de França fez com que fizesse amizade com gente da alta sociedade. França diz ser amigo de milionários japoneses e também estrangeiros. Gente que conheceu mediante o círculo social que passou a frequentar.  “Conheci amigos bilionários, donos de prédios famosos no Japão. Saio pra jantar com eles. Aqui é muito fácil de se conhecer as pessoas. Conheci um americano trilhardário, a empresa dele mexe com cartões de crédito. Cada pessoa no mundo que usar cartão de crédito paga taxa pra ele. É o  Andy Khawaja. Sempre que vem pra cá, ele me liga pra sair”, falou o ex-são-paulino.  Conhecer essas pessoas faz com que França pense mais no lado “business” como uma alternativa para seu futuro. Conta que faz reuniões e observa como atuam os investidores em encontros para quem sabe um dia poder, quando sentir segurança, se aventurar no mundo das aplicações e investimentos.  “Estou tentando entrar no business, investir o dinheiro que ganhei. Tóquio é um mercado muito bom. É uma coisa bem diferente do que jogador que faz quando para. Mas não tem nada decidido, só essa vontade.  É uma coisa que tem que ser muito bem estudada. Não posso perder dinheiro. Tenho que pensar muito bem. Mas tenho acompanhado meus amigos, feito reunidos e aprendido. Vamos ver, estou analisando tudo”, falou.  O perfil é diferente da maioria dos ex-jogadores, que querem se manter próximos do futebol. França descarta a hipótese. “Só tenho essa vontade de crescer em um outro lado. Sem isso de virar treinador, empresário”, falou. FRANÇA É O QUARTO MAIOR ARTILHEIRO DO SÃO PAULO. França tem 182 gols e é o quarto maior artilheiro do São Paulo. Deixou a equipe em 2002, mas não teve mais oportunidades de voltar para tentar o recorde. Amor pelo São Paulo.  França sempre deixou claro que gostaria de voltar ao São Paulo um dia para tentar marcar mais gols.  Ele é o quarto maior artilheiro da história do clube, com 182 gols. Serginho, o maior, tem 242. Mas nunca houve convite oficial para seu retorno. O ex-jogador, que ganhou pelo time do Morumbi dois Campeonatos Paulista e um Rio-São Paulo, disse que visita com frequência o CT da equipe e por diversas vezes encontrou dirigentes por lá. Mas que sempre as conversas foram amistosas e nunca houve uma proposta. Só mesmo Santos e Flamengo o procuraram. “Meu pensamento era de jogar no São Paulo e fazer os 61 gols para ser o maior da história, isso nunca saiu da minha cabeça. É difícil explicar o porque não consegui voltar. Mas sempre deixei claro que o clube que eu fui mais feliz jogando dentro de campo foi o São Paulo. Era emocionante jogar no São Paulo”, falou. “Era como se eles estivessem esperando eu tomar uma decisão e dizer : ´vocês querem?  Estou livre´. Senti que eles queriam isso. Não teve oportunidade. Mas o São Paulo sempre me atendeu muito bem.” Apesar da distância do futebol, França revelou que quando, mesmo de longe, assiste aos jogos do time tricolor, ainda balança. “Quando eu vejo jogo do São Paulo pela TV bate aquela coisa no coração, sabe...aquela saudade...mas tenho que ser forte. Tenho que ser forte e saber que já passou.”