sábado, 28 de dezembro de 2013

Número de emigrantes transforma Cuba na ilha do "adeus definitivo", diz blogueira Yoani Sánchez

Organizar a agenda de endereços é sempre uma tarefa ingrata. Todo ano tenho que checar a minha, página por página, para conferir os nomes e dados dos meus contatos pessoais e profissionais. É como se  estivesse na frente de uma tapeçaria, olhando os fios que ficaram e os que se perderam, só para perceber, com certo alarme, que a lista de nomes que tenho que riscar não para de crescer. Eu vivo, como muita gente, num país de fuga. Uma ilha da qual saímos rumo a todas as direções, com um adeus definitivo, uma nação cujo número de emigrantes é cada vez maior do que o daqueles que decidem voltar. "Volver" ("voltar") é um verbo conjugado por poucos aqui. Embora a rota de exílio geralmente leve aos EUA, os cubanos estão indo para todo lugar. Um dia me surpreendi ao receber um e-mail de um grupo de conterrâneos que leem meu blog na Papua Nova Guiné. Trocaram uma ilha por outra. Se eu tivesse um mapa na parede da minha sala com um alfinete vermelho marcando todos os lugares do mundo onde meus amigos estão morando, daria a impressão de que o planeta pegou sarampo.  E os cubanos, é claro, não são os únicos. Este ano a ONU anunciou que há mais gente vivendo fora de seus países de origem do que nunca. As razões são muitas, entre elas a guerra - como no Afeganistão e na Síria - as dificuldades econômicas e a opressão dos Estados totalitários. Alguns, como os mais de 300 africanos que morreram afogados na ilha de Lampedusa há poucos meses, fazem parte da mesma estatística dos cubanos que perderam a vida no Estreito da Flórida, aqueles que abandonaram tudo através de meios precários, mas nunca conquistaram a chance de recomeçar.  Quando falamos de imigração, quase sempre pensamos nas circunstâncias que a pessoa vai enfrentar no país novo: as dificuldades com o idioma, seu estabelecimento na cultura, a obtenção dos documentos para legalização de sua situação; geralmente minimizamos o efeito na família e nos amigos que ficam para trás e meio que ignoramos a eterna questão do "e se…?"
"E se o Pedro ainda estivesse aqui?"
"E se a Maritza não tivesse ido para Nova York (ou Berlim), o que será que estaria fazendo?"

Em um momento de lazer em Feira de Santana (BA), a blogueira cubana Yoani Sánchez, 37, caiu no forró na tarde de terça-feira (19). Yoani confirmou uma visita ao Congresso para falar de sua luta pela liberdade em Cuba.   Eu vivi em exílio sob ambas as perspectivas: a daqueles que partiram e a daqueles que se despediram dos que foram e ficaram no aeroporto -- e podem acreditar, as duas experiências são emocionais e difíceis. Sempre refutei a ideia de ser julgada em relação a detalhes sobre os quais não tenho nenhum controle: o fato de ser mulher, branca, baixinha, cubana e falar espanhol, por exemplo, mas foi minha a decisão de ser filóloga, de lançar um blog, de ter um filho, de aprender um pouco de alemão e até de voltar ao meu país dois anos depois de viver nas montanhas nevadas da Suíça.  À eventualidade de ter nascido em Cuba, agreguei minha decisão pessoal de viver aqui para ver meus netos crescerem nessas ruas e praças, mas há muita gente nesse mundo que tem a impressão de ter nascido no lugar errado. O dilema é antigo: ficar no lugar de nossa identidade, onde conhecemos os costumes profundamente? Ou ir para terras distantes e desconhecidas, com a esperança de alcançar grandes conquistas pessoais -- Frutos ou raízes? Parece que para os mais de 232 milhões de imigrantes que há no planeta no momento -- de acordo com a ONU, mais de 3% da população mundial -- a escolha são os frutos.  Em Cuba, ter um parente no exílio é muito mais útil que um diploma universitário. Uma brincadeira de duplo sentido muito comum no país é perguntar para alguém: "Você tem 'fé'?" sem, na verdade, querer saber a religião da outra pessoa, mas sim se ela tem "familia (en el) extranjero" ? ou "familiar no estrangeiro", cujas iniciais são FE, ou "fé" em espanhol. Quem tem pode comer um pouco melhor e se vestir com um pouco mais de estilo. Minha família teve "fé" durante os dois anos que morei na Suíça, país onde me estabeleci com a ideia de fugir do meu. Embora as separações sejam sempre difíceis, há também os benefícios. Eu me lembro de ter dividido todos os pertences que acumulei ao longo dos anos entre meus parentes e amigos. Os 22 quilos permitidos pela companhia aérea não me permitiam levar muita coisa, então comecei a distribuir parte das minhas roupas, sapatos, livros e até as plantas da minha sacada. Cada peça era recebida como uma benção naqueles anos de dificuldades econômicas. Ah, sim, a imigração também desatravanca sua casa -- seja para doar aquela cama em que outros podem dormir ou o computador de que tanto precisa o sobrinho, o primo ou o vizinho. 
Ao voltar do meu exílio autoimposto, fui recebida com alguns olhares tortos, como se aquelas pessoas temessem que fosse reclamar minhas coisas de volta. Foi assim que entendi que muitos daqueles que partem ajudam a família não só mandando dinheiro e presentes, mas também permitindo que quem ficou para trás aproveite tudo o que deixaram. Nenhum relatório de nenhuma organização internacional vai poder definir esse aspecto tão pessoal da imigração ? nem refletir a vida dupla, dividida em dois, com que aqueles que deixam seu país têm que lidar, sabendo que somente escolhendo os frutos para si é que poderão expandir suas raízes.  Eu chamo esse fenômeno de "síndrome da imigração", que se manifesta com mais força nos primeiros anos. Os meus sintomas se mostraram claramente, fazendo com que comparasse o tempo todo o que estava vivendo na minha cidade nova com o que meus familiares estavam sentindo naquele exato momento em Cuba. Sentar-me à frente de um prato farto e apetitoso era um dos momentos mais dolorosos do dia. O que será que a minha mãe estava comendo? Será que ela já tinha provado kiwi? Será que ia dormir de estômago vazio?
Nos meus devaneios diários, estabelecia um "câmbio permanente" que me fazia calcular o valor de cada franco suíço em termos de pesos cubanos -- e na minha obsessão, traduzia esse valor em horas de trabalho que meus familiares e conhecidos teriam que cumprir para ter o que eu tinha no "país do chocolate": uma cerveja, dois dias para o meu pai, engenheiro ferroviário; uma maçã, oito horas para o meu vizinho que era cinegrafista de TV; uma barra de Toblerone, uma semana inteira para a minha irmã, que era farmacêutica.  Os frutos estavam ao meu alcance, suculentos, atraentes -- mas tão doloroso foi o processo de transplante de minhas raízes que não conseguia aproveitar o que tinha conquistado. Fiz as malas e mais uma vez espremi minha vida em 22 quilos. No último dia, deixei um livro de T.S. Eliot, companheiro de mais de quinze anos, num dos bancos da estação de trem de Zurique.
Sim, eu sou uma das poucas a voltar para essa ilha de fuga onde vivo. (Só em 2012, 46.662 cubanos imigraram, de acordo com o relatório demográfico anual da Agência Nacional de Estatísticas.)  Em 2014, essa tendência de buscar novos horizontes -- do sul ao norte, ou mesmo do sul para o sul -- sem dúvida deve continuar e crescer. É da natureza humana, está no nosso código genético procurar horizontes mais amplos e não nos confinarmos aos limites estreitos a que ficamos sujeitos pelo destino: um país, um idioma, uma cor de pele, uns centímetros a mais ou a menos na estatura.  Aqueles que partem, porém, devem saber que deixam para trás sentimentos contraditórios: saudade, preocupação, alegria, alívio -- e um mar de gente com pontinhos vermelhos no mapa da parede, com as melhores roupas separadas para o dia em que a pessoa querida voltar; gente que, ao final de cada ano, tem que refazer seus cadernos de endereços e apagar, apagar, apagar.  *Yoani Sánchez é jornalista e autora do blog Generación Y. Tradutor: Mary Jo Porter

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Justiça Federal concede pensão à dona de casa de Igaracy que perdeu filho em acidente aos 18 anos

A dona de Cícera Maria Leite, residente em Igaracy, conseguiu na Justiça Federal o direito de receber a pensão por morte de seu filho mais velho Cícero Pereira Leite, falecido em acidente de moto quando contava com apenas 18 anos.  A genitora foi assistida pelo Advogado Manoel Nouzinho da Silva após ter o pedido negado junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que alegou a falta de comprovação de sua dependência financeira com o segurado. De acordo com o relato da genitora, que tem outros três filhos, o sustento da família era feito pelo seu primogênito. Para provar essa condição, durante a audiência, foram usadas como provas Certidão de Óbito onde consta o endereço do falecido como sendo o mesmo da parte autora, Certidão de Nascimento, Comprovante de residência em que evidenciam o domicilio comum e documentos pessoais do locador, Alvará judicial em nome da mãe para levantamento dos saldos das contas de PIS/PASEP e FGTS, Alvará judicial para levantamento de cotas do seguro desemprego, Contrato de locação entre o falecido e Ivanildo, Saque FGTS (CEF), Termo de Rescisão de contrato de trabalho, Guia Seguro Desemprego e Declaração Anual de Isento (IR), Extrato FGTS, Escritura do Imóvel Locado, Documentos pessoais do falecido e autora  e o depoimento do Senhor José Cândido, proprietário de uma loja de eletrodomésticos afirmando que o falecido mensalmente enviava dinheiro de São Paulo através de deposito bancário em seu nome para que repassasse a sua mãe para as compras da casa. Convencido da veracidade dessas informações, o INSS sugeriu um acordo, aceito pela genitora de concessão da pensão por morte. “O acordo judicial é muito importante, pois oportuniza às partes a resolução antecipada da demanda, evitando-se a continuidade do processo “, comenta o defensor, responsável pelo caso.

Parabéns a esse rapaz Kleverson Lopes

O jovem Kleverson Lopes decidiu dar um presente aos turistas que visitarem a cidade de Igaracy neste final de ano. Kleverson instalou um sistema wi fi na pracinha central que fica em frente à Igreja Matriz, um dos pontos mais visitados esta época, para aqueles que frequentarem o local possam ter acesso à internet sem fio de graça. Todo o equipamento foi comprado pelo próprio jovem, que inovou e surpreendeu todo mundo com a possibilidade de passear na pracinha e ao mesmo tempo poder acessar as redes sociais ou qualquer outro tipo de site pela internet. jovem ainda contou com o apoio da LGNET, que sempre apoia este tipo de ideia e está sempre a disposição quando o assunto é inovação e tecnologia a serviço de clientes, amigos e da comunidade em geral. O equipamento foi instalado no barraco de Kalunga Cd’s, próximo ao Pilotão, que é um marco no centro da cidade e claro, o blog hugoigaracy não poderia deixar de está junto nesta ação de recepção aos amigos que visitam cidade.
A menos de dois meses, esse mesmo jovem que este final de ano surpreende ao instalar do próprio bolso internet de graça para os filhos de Igaracy, ajudou na transmissão ao vivo das missas da Festa de Nossa Senhora dos Remédios pelo blog hugoigaracy, o que fez várias famílias que moram em outras cidades, reviverem a alegria de participar da festa da Padroeira mesmo de longe. Parabéns Kleverson pela atitude, audácia e por pensar grande, ao fazer isso mesmo sem nenhuma ajuda de qualquer órgão público.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Mundial resgata feito histórico do Atlético nos gramados gelados da Europa




Estreante no Mundial de Clubes, o Atlético-MG resgata com sua inédita participação no torneio organizado pela Fifa, feito histórico, ocorrido há 63 anos,e que está marcado até mesmo no hino oficial do clube. Jogando em terras estrangeiras e geladas, o alvinegro mineiro tornou-se o "campeão do gelo", façanha cantada com orgulho pelos torcedores atleticanos. Em 1950, o alvinegro mineiro foi a primeira equipe do Brasil a viajar para realizar um torneio na Europa, contra adversários tradicionais e temidos, enfrentando times como Munique 1860, Hamburgo, Werder Bremen, Schalke 04, todos da Alemanha, além de clubes da Áustria, Bélgica, França e um combinado de Luxemburgo. Curiosamente, o alvinegro mineiro não foi a primeira equipe convidada a participar da excursão. Entretanto, foi a única a aceitar viajar para países que viviam momentos difíceis e de reconstrução, cinco anos após o término da Segunda Guerra Mundial, em 1945. A excursão europeia, que tomou ares épicos pelas condições adversas enfrentadas, aconteceu de 1º de novembro a 7 de dezembro daquele ano, e foi batizada como campeonato de inverno, por causa da época do ano e das baixas temperaturas. Os países pelos quais o esquadrão alvinegro passou foram Alemanha, Áustria, Bélgica, Luxemburgo e França. Além da força das equipes europeias, o Atlético enfrentou o forte frio como obstáculo. As partidas aconteceram em gramados cobertos por camadas de gelo, situação que batizou o alvinegro mineiro de 'campeão do gelo'. Temperaturas como 12 e 15 graus negativos fizeram parte do dia a dia de treinos e jogos do time atleticano. "Lembro de ouvir relatos na época, de que os jogadores tinham de procurar formas para se esquentar, pois os pés ficavam quase congelados, as mãos. Os membros do Atlético esquentavam água para ajudar a evitar os problemas do forte frio", contou o engenheiro aposentado Sebastião Garcia Silva, 75 anos, torcedor atleticano e que tinha 12 anos na ocasião. O clube alvinegro estava pouco preparado para enfrentar o frio intenso que enfrentou na excursão. O grupo viajou com o uniforme que usava no Brasil, de algodão. Para tentar amenizar o clima adverso, os atletas passaram a jogar com agasalhos, mais de um par de meia e luvas de lã, artigos adquiridos na Europa. Lutar, Lutar, Lutar Pelos gramados do mundo pra vencer Clube Atlético Mineiro Uma vez até morrer. Nós somos Campeões do Gelo O nosso time é imortal Nós somos Campeões dos Campeões Somos o orgulho do esporte nacional. TRECHO DO HINO DO ATLÉTICO-MG AUTOR VICENTE MOTTA. Além das temperaturas baixas, os jogadores atleticanos conviveram ao longo da excursão, com boa presença de torcedores, que ainda viviam com temor da guerra, gramados em diferentes estados, como no duelo contra o Schalke 04, na Prússia, aonde o campo não possuía grama, com os atletas jogando em um campo de terra.  Foi contra o Stade Francais que o Atlético se sentiu mais em casa, mesmo com o frio intenso na França. Ao entrarem em campo, os jogadores logo escutaram o barulho de baterias músicas de samba e marchas de carnaval, tocado por estudantes brasileiros. O Atlético venceu por 2 a 1.  A campanha atleticana teve altos e baixos. Ao todo, foram dez jogos em pouco mais de 30 dias. O time mineiro venceu seis vezes, tendo o triunfo sobre o Hamburgo, por 4 a 0, como a maior goleada, duas derrotas, para o Werder Bremen e Rapid Viena e dois empates, com a seleção de Luxemburgo e Eintracht Braunschweig.  "O Atlético viajou desacreditado, muitos achavam que era loucura viajar para a Alemanha naquela época. Para muitos, o time iria apenas passear, ninguém acreditava em um sucesso do time, que era pouco conhecido", comentou Sebastião Silva. Kafunga, Mão de Onça; Afonso, Osvaldo, Juca, Moreno, Vicente, Zé do Monte, Haroldo, Barbatana, Vicente Perez e Márcio; Lucas, Lauro, Zezinho, Alvinho, Nívio, Vavá, Murilinho e Vaguinho participaram da excursão e dos jogos nos cinco países diferentes. Os artilheiros do time foram Vaguinho e Lucas, com 6 gols cada um. Vavá é o único dos 'heróis' atleticanos da campanha no gelo que está vivo.  De volta a uma competição internacional, desta vez no Marrocos, o time mineiro encontra situação diferente, longe do frio enfrentado na competição do gelo, mas curiosamente, podendo enfrentar um time alemão, o Bayern de Munique, em uma possível final do Mundial de Clubes.  "Mais de 60 anos depois e o Atlético volta a representar o Brasil fora do país. Hoje, todos terão a oportunidade de acompanhar o time, ver os jogos, ver Ronaldinho Gaúcho, Diego Tardelli. É uma situação muito diferente, mas de importância enorme para o Atlético", observou o ex-jogador do alvinegro mineiro, Paulo Isidoro.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

TRE determina afastamento da governadora do RN e posse de vice

Rosalba Ciarlini, do DEM, foi condenada por abuso do poder econômico e político após usar mais de 50 vezes avião do governo para apoiar aliada na eleição para a prefeitura de Mossoró. Prefeita foi cassada dez vezes apenas este ano e foi afastada semana passada do cargo. Apenas em setembro de 2012, Rosalba usou avião do estado 56 vezes para visitar Mossoró, onde apoiava Cláudia Regina. Por cinco votos a um, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio Grande do Norte decidiu, nesta tarde, afastar a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) do cargo por abuso de poder econômico e político na campanha eleitoral de 2012. A decisão do TRE prevê a notificação da Assembleia Legislativa para dar posse ao vice-governador, Robinson Faria (PSD), pai do deputado Fábio Faria (PSD-RN), logo após a publicação do acórdão. Mas ainda cabe recurso. Para o tribunal, ficou comprovado que Rosalba utilizou indevidamente a máquina do Estado para beneficiar a campanha da prefeita de Mossoró, Cláudia Regina (DEM), e seu vice, Wellington Filho (PMDB), em 2012. A governadora foi acusada de usar indiscriminadamente o avião oficial do governo potiguar para participar de atos de apoio à correligionária. Segundo dados do Departamento de Aviação Civil (DAC), a aeronave pousou 56 vezes no Aeroporto Dix-sept Rosado, em Mossoró, no mês que antecedeu a eleição de Cláudia Regina.  Aliada do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) e do líder do DEM no Senado, José Agripino (RN), a prefeita de Mossoró teve o mandato cassado dez vezes pela Justiça eleitoral somente neste ano por abuso do poder econômico e político e caixa dois. Mesmo assim, só foi afastada do cargo semana passada.  As acusações contra a prefeita afastada vão desde o uso de servidores da prefeitura na campanha até as dezenas de visitas da governadora à cidade durante o período eleitoral no avião do governo. Votaram pelo afastamento de Rosalba os juízes eleitorais Nilson Cavalcanti, Carlo Virgílio, Artur Cortez, Verlano Medeiros e o desembargador Virgílio Medeiros. A assessoria do governo do Rio Grande do Norte informa que só vai se manifestar sobre o assunto quando a governadora for notificada pela Justiça da decisão.  O mesmo julgamento manteve afastados da prefeitura de Mossoró a prefeita Cláudia Regina e o vice Wellington Filho. Pela segunda vez, eles tiveram rejeitado recurso para derrubada de decisão de primeiro grau. O TRE-RN confirmou a cassação, a inelegibilidade por oito anos e o afastamento do cargo dos dois.
Em família:
O grupo da governadora e de seu marido, o ex-deputado Carlos Augusto Rosado, ganha as eleições municipais de Mossoró desde 1996, quando Rosalba se elegeu prefeita. Ela já havia comandado o município entre 1988 e 1992. Em 2004, o casal venceu com Fafá Rosado, prima de Carlos Augusto. Fafá se reelegeu quatro anos depois.  Ex-chefe de gabinete de Rosalba e ex-secretária de Ação Social de Mossoró, Cláudia Regina foi eleita vice-prefeita em 2004 e vereadora em 2008, antes de alcançar a prefeitura no ano passado. Nas eleições de 2012, a candidata da governadora superou nas urnas a deputada estadual Larissa Rosado (PSB), filha da deputada federal Sandra Rosado (PSB) e também prima de Carlos Eduardo, o marido de Rosalba. Apesar de serem da mesma família, Sandra e Carlos Eduardo são adversários políticos.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

NOVA REVISÃO PARA OS APOSENTADOS POR INVALIDEZ

   
Uma revisão relativamente nova está agitando os segurados que recebem os benefícios de auxílio-doença, aposentadoria por invalidez ou pensão por morte. Trata-se da revisão do art. 29, II da Lei n.º 8.213/91, também, conhecida como revisão dos 80% maiores salários de contribuição do período contributivo. Pois bem, a grande reclamação dos segurados do INSS no Brasil é, sem dúvida alguma, a defasagem em seus benefícios previdenciários ao longo dos anos. A pessoa se aposenta com um determinado valor e, anos depois, está recebendo bem menos, se comparado ao salário mínimo vigente em ambas as épocas. Essa perda no valor do benefício, infelizmente, foi declarada constitucional pelo Supremo Tribunal Federal, em julgamento realizado no ano de 2003. Portanto, a absurda diferença de aumento, em porcentagem, no valor dado pelo Governo Federal, em abril de cada ano, para o salário mínimo e para quem ganha acima desse valor, está, segundo o STF, correto. Em resposta às reclamações dos milhões de segurados da Previdência, advogados têm defendido nos tribunais inúmeras teses de revisão dos benefícios, com objetos jurídicos diferenciados. Uma tese, relativamente nova, e que está pegando no momento, tanto é, que em Joinville, os procuradores do INSS estão propondo acordo, abrange as pessoas que recebem auxílio-doença, aposentadoria por invalidez ou pensão por morte, devendo cada caso ser analisado individualmente, pelo seu advogado de confiança, pois há segurados que tiveram o seu benefício calculado corretamente. Pois bem, para o cálculo do salário-de-benefício do auxílio-doença, o INSS utiliza todos os salários-de-contribuição, na forma do que estabelece o artigo 32, § 2º, do Decreto n.º 3.048/99, verbis:
“Art. 32. O salário-de-benefício consiste: (...) § 2º Nos casos de auxílio-doença e de aposentadoria por invalidez, contando o segurado com menos de cento e quarenta e quatro contribuições mensais no período contributivo, o salário-de-benefício corresponderá à soma dos salários-de-contribuição dividido pelo número de contribuições apurado.”
Todavia, a favor dos segurados, existe a regra do artigo 29, II, da Lei n.º 8.213/91, que estabelece:
“Art. 29. O salário-de-benefício consiste: (...) II – Para os benefícios de que tratam as alíneas a, d, e e h do inciso I do artigo 18, na médica aritmética simples dos maiores salários-de-contribuição correspondentes a oitenta por cento de todo o período contributivo.”
Dessa forma, analisando o estabelecido na Lei de Benefícios, conclui-se que o procedimento adotado pelo INSS não se mostra legítimo, tendo o Regulamento da Previdência Social extrapolado os limites de regulamentação da Lei de Benefícios. Não tendo calculado corretamente o salário-de-benefício do auxílio-doença que o Segurado vem percebendo, o INSS cometeu uma grande injustiça, como, aliás, já vem reconhecendo nossa e. Turma Recursal, conforme acórdão assim transcrito:
“O artigo 32, § 2º do Decreto 3.048/99, em sua redação original, continha disposição que se considera ilegal. Determinava que, nos casos de auxílio-doença e de aposentadoria por invalidez, contando o segurado com menos de cento e quarenta e quatro contribuições mensais no período contributivo, o salário-de-benefício corresponderia à soma dos salários-de-contribuição dividido pelo número de contribuições apurado. Revogado pelo Decreto nº 5.399, de 24/03/2005, idêntica determinação foi reintroduzida pelo Decreto nº 5.545, de 22/09/2005, ao acrescentar o § 2 no artigo 32 do RPS, podendo ainda ser questionada a sua legalidade. Essa forma de cálculo afronta diretamente a regra prevista no inciso II do artigo 29 da LB, com a redação dada pela Lei 9.876/99 e a regra transitória prevista no artigo 3º, caput, desta mesma lei, com a ressalva de que para concessão de aposentadoria por invalidez e auxílio-doença nunca vigorou aquela exigência, prevista no § 2º deste artigo 32, de o segurado contar com no mínimo sessenta por cento de contribuições correspondentes ao período decorrido entre julho de 1994 a da Data de Inicio do Benefício. Ainda que se utilize a expressão no mínimo contida no artigo 3º da Lei 9876/99 (...) não se chega àquelas 144 contribuições referidas no Decreto em questão, para todo e qualquer segurado, independentemente da data do deferimento do benefício, pois o período contributivo será diferente para cada caso. Tampouco se justificaria a adoção do parâmetro de 80% dos 180 meses de contribuição exigidos para concessão de aposentadoria por tempo de contribuição, idade ou especial, pois aqui se trata de auxílio-doença e aposentadoria por invalidez, para os quais se exige apenas 12 meses a título de carência. A norma administrativa (Decreto que regulamente a Previdência Social), neste caso, extrapolou o seu poder regulamentador previsto no artigo 84 da Constituição Federal. Isto posto, voto no sentido de dar provimento ao recurso da parte autora para determinar o recálculo da RMI de seu benefício nos termos do comando do art. 29, II, da Lei nº 8.213/91 (...).”
(Segunda Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais de Santa Catarina, Processo nº 2007.72.55.001037-4), Relator Juiz Ivori Luis da Silva Sheffer, Florianópolis/SC, 18 de Junho de 2007)

Desse modo, em tese, todas as pessoas que receberam ou recebem auxílio-doença, aposentaram por invalidez ou pensão por morte a partir da publicação da lei do favor previdenciário, em 28/11/1999, fazem jus à revisão de seu benefício, com a possibilidade, inclusive, de recebimento dos atrasados dos últimos 5 anos.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

GVT VIRA CASO DE POLICIA. Supervisor da GVT desaparece com TV de usuário.


Supervisor da GVT Oberdan Canuto de Araújo leva TV para conserto prometendo devolver em 03 (três) dias.  Passado mais de 40 dias, desde então nunca mais me fizeram contato. Passo parte do dia no telefone e internet em busca de solução. Lá na GVT a atendente não atende, o ouvidor não ouve e o técnico, sumiu, fugiu, escafedeu-se. Sou me restou registrar um boletim policial para em breve promover também uma Ação de Busca e Apreensão.
Veja Por que:
Sou mais uma vítima da GVT que chegou arrotando grandezas. São assaltantes dos nossos bolsos, pois cobram caríssimo por um serviço de péssima qualidade. A Anatel?  Outra porcaria que tem a obrigação de fiscalizar essas operadoras, no entanto, parece mais uma madrinha. No duro, mesmo, essas agências reguladoras mais parecem cabides de emprego para acomodar os afilhados de políticos. (Por fim a GVT é a prova de que o inferno existe e é aqui).
Dos Fatos:
Assinei recentemente com a GVT um plano que compreendia TV por assinatura + telefone + banda larga, achando que seria melhor que a desastrada NET. As duas se equivalem. Já no segundo dia de uso só tive problemas, prejuízos e decepções. Todos os dias os canais pagos saiam do ar, o ponto adicional que fica no meu quarto, logo de cara veio com defeito, pois dava panes frequentemente e o que é pior o cabo HDMI do decodificador rompeu e queimou minha TV LCD 42 - Marca AOC de 42 polegadas comprada há pouco mais de um ano.
Parece brincadeira mais é verdade, esta porcaria queimou minha TV pelo cabo HDMI. Liguei para reclamar e fui informado que se o aparelho tivesse queimado por minha culpa, eu teria de pagar a visita, mais se for confirmado que o aparelho que danificou minha TV eu seria ressarcido.
Pois bem o técnico de nome ALEX veio e viu que o problema foi uma descarga de superaquecimento no decodificador fez romper o cabo HDMI, queimando consequente a TV e que entrasse em contato com a OUVIDOIRIA para ser ressarcido.  O técnico também confidenciou que este É UM PROBLEMA CRÔNICO DA GVT e que a determinação da empresa é sempre colocar a culpa no usuário e caso o usuário persista com a reclamação, a GVT leva o aparelho em oficinas que tem parceria com a GVT, com o intuito de forçar laudos favoráveis a GVT e desfavorável ao usuário.
É ai que começa o verdadeiro inferno chamada GVT.  Primeiro o serviço de atendimento da OUVIDORIA não disponibiliza telefone 0800, qualquer contato tem que ser feito através do site e ainda assim nunca funciona. Já tentei diversas vezes entrar em contato pelo tal formulário da Ouvidoria, porém o site diz que está enviando a mensagem e fica eternamente carregando. Em fim, tive que deslocar a até a empresa localizada na Av. Epitácio Pessoa, e lá, depois de levar um chá de cadeira conseguiu falar com o Ilustre OUVIDOR.
Depois de todo aquele blá, blá, blá, disse que mandaria um supervisor técnico para fazer um relatório para que me fosse ressarcido meu aparelho de TV. Depois de esperar por mais de uma semana, em fim, apareceu o supervisor de nome Oberdan Canuto de Araújo.  Depois de toda aquela ladainha, confirmou com todas as letras que a causa realmente foi ocasionada por superaquecimento no decodificador queimando de imediato o cabo HDMI e consequentemente a TV.  Após todo esse procedimento pediu que lhe enviasse por Emil a nota fiscal da TV, e ainda levou consigo o decodificador e o cabo HDMI totalmente destruído e queimado, e que aguardasse o resultado que iria apresentar o relatório à empresa.  Passado dois dias, chego em casa meu filho me diz que o supervisor da GVT Oberdan Canuto de Araújo havia levado a  TV para o conserto e dentro de 3 dias devolveria.  Desde então nunca mais me fizeram contato. Passo parte do dia no telefone e internet em busca de solução. Mas lá na GVT a atendente não atende, o ouvidor não ouve e o técnico, sumiu, fugiu, escafedeu-se e aqui estou eu pagando por um serviço que não tenho, estou pagando para a GVT me causar estresse, transtorno, aborrecimentos, humilhação.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Com Flamengo campeão, briga por Libertadores aperta no Brasileiro

O título do Flamengo foi importante para definir que o Brasileiro terá mesmo um G-4 em relação às vagas para a Copa Libertadores 2014. Um G-4 que pode até ser um G-3, caso a Ponte Preta seja campeã da Sul-Americana. O segundo colocado vai direto para a Libertadores, junto com Cruzeiro, Flamengo e Atlético Mineiro. O terceiro colocado e, talvez, o quarto, vão para a Pré-Libertadores.  Só haverá um duelo direto, que é o deste fim de semana, entre Grêmio e Goiás. Grêmio e Atlético-PR podem até se garantir já entre os três primeiros, se vencerem seus jogos e o Botafogo não ganhar do Coritiba. Nesse caso, a briga única seria pelo quarto lugar. Uma briga que pode valer muito ou pode não valer nada, dependendo do que fizer a Ponte Preta.  
Quem vai se classificar para a Libertadores pelo Brasileirão?



Abaixo, um raio-X e a chave para cada um:
SITUAÇÃO CLUBE A CLUBE
Atlético-PR (61 pontos, 17 vitórias, saldo de +13)
Santos (f)
Vasco (c)
Pontos dos adversários: 92
Chave: Se vencer o Santos, já desinteressado, praticamente se garante no G-3. O último jogo é mais difícil, apesar de ser em casa, porque o Vasco estará jogando a vida. A chave mesmo é esquecer a Copa do Brasil, o Atlético tem tudo para ganhar os dois jogos e ser vice-campeão.
Grêmio (61 pontos, 17 vitórias, saldo de +6)
Goiás (c)
Portuguesa (f)
Pontos dos adversários: 103
Chave: O jogo direto contra o Goiás, em casa, é a chave. Ganhar é quase garantia de G-3, perder é um tropeço praticamente definitivo. Depois, pode pegar uma Portuguesa já salva – ou não. E definitivamente mordida pelo jogo do primeiro turno. O melhor cenário para o Grêmio é garantir tudo em casa na próxima rodada.
Goiás (59 pontos, 16 vitórias, saldo de +8)
Grêmio (f)
Santos (c)
Pontos dos adversários: 112
Chave: O campeonato brilhante vai superar qualquer expectativa em caso de vitória nos dois jogos. Se ganhar as duas, está na Libertadores. Se não ganhar do Grêmio, dificilmente acabará entre os quatro.
Botafogo (58 pontos, 16 vitórias, saldo de +12)
Coritiba (f)
Criciúma (c)
Pontos dos adversários: 85
Chave: Dois rivais desesperados, a famosa faca de dois gumes. O quarto lugar parece o objetivo mais realista para o Botafogo. Não há possibilidade de G-3 sem vencer as duas partidas.
Vitória (55 pontos, 15 vitórias, saldo de +4)
Flamengo (c)
Atlético-MG (f)
Pontos dos adversários: 103
Chave: É quem tem os dois jogos mais fáceis, contra times que não jogam por nada. Mas precisará que Goiás e Botafogo não vençam nenhuma. Missão quase impossível para o Vitória, outro que fez campanha muito acima do esperado.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Cada dia estou mais convencido dos motivos para entrar na Justiça com uma Ação Popular sobre a demolição da quadra. .

Do blog do Hugo. Jovem de Igaracy é selecionado para evento da Confederação de Handebol.

Foram definidos os atletas que irão participar da primeira edição de 2014 do Acampamento Nacional de Desenvolvimento e Melhoria Técnica de Handebol, promovido pela Confederação Brasileira de Handebol (CBHb), com o apoio do Ministério do Esporte. Os participantes são da categoria “Cadete” estarão reunidos de 21 a 30 de janeiro, no SESI-SC, em Blumenau (SC), sob o comando do técnico da Seleção Brasileira, o espanhol Jordi Ribera. Selecionados por meio da observação do treinador em Acampamentos Regionais, Jogos Escolares da Juventude e pela indicação das Federações Estaduais os atletas que estão na lista, são de estados como Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina e São Paulo, além do Distrito Federal. O jovem Igaracyense Vinicius Luiz Dantas Santos, foi um dos selecionados pela Confederação Brasileira de Handebol, para participar do acampamento nacional em Blumenau, Santa Catarina. Segundo informações de vários outros atletas, ele é um dos melhores do estado e foi destaque nos últimos jogos escolares. A cidade de Igaracy comemora junto ao jovem Vinicius sua acessão em nível nacional.

Preso no DF Dirceu foi contratado em hotel de Brasília por R$ 20 mil mensais

O ex-ministro José Dirceu, preso devido à condenação no processo do mensalão, foi contratado pelo hotel Saint Peter, em Brasília, como gerente administrativo, por um salário de R$ 20 mil mensais. A carteira de trabalho dele foi assinada no último dia 22.  Dirceu cumpre pena de 7 anos e 11 meses por corrupção ativa no regime semiaberto, o que lhe dá direito a sair durante o dia para trabalhar. A defesa dele entrou, então, com pedido no STF (Supremo Tribunal Federal) para que ele possa trabalhar durante o dia. O pedido também foi encaminhado à VEP (Vara de Execuções Penais). Segundo a assessoria de imprensa do Supremo, quem irá decidir será o juiz da VEP.  Os documentos de contratação de Dirceu constam do pedido entregue ao STF, disponível no andamento eletrônico do processo.  No pedido, a defesa ressalta que Dirceu "preenche todos os requisitos necessários para que lhe seja deferida a possibilidade trabalho externo. Além de estar cumprindo pena em regime no qual se admite tal medida, o requerente possui toda sua documentação pessoal em ordem", além de possuir "proposta concreta de trabalho", exigência legal para que seja concedido o benefício do trabalho externo. Diz que, inclusive, "já elaborou e assinou o competente contrato de trabalho e carimbou carteira de trabalho do requerente".  O pedido feito ao tribunal destaca que consta do contrato de trabalho que o hotel está ciente quanto às restrições de horário de Dirceu, uma vez que precisará passar as noites na cadeia. Segundo o contrato, o horário de trabalho dele será das 8h às 17h, com almoço de uma hora, das 12h às 13h. Na ficha de solicitação de emprego, Dirceu diz que está se candidatando à vaga por "necessidade e por apreciar hotelaria e área administrativa".   A mando da VEP, o pedido de Dirceu será encaminhado para a Seção Psicossocial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, formada por assistentes sociais e psicólogos, para avaliar a proposta de emprego e elaborar relatório que servirá de base para conceder autorização ou não para o trabalho externo. O Ministério Público também precisará se manifestar sobre o parecer.  Preso em 15 de novembro junto com outros réus do processo, Dirceu candidatou-se à gerência do hotel brasiliense três dias depois, em 18 de novembro. O estabelecimento fica na quadra 2 do Setor Hoteleiro Sul de Brasília, próximo à área central da capital, como a Esplanada dos Ministérios. O hotel diz em seu site que é "o maior da área central de Brasília", com 427 apartamentos, incluindo 16 quartos adaptados para portadores de necessidades especiais. A diária para um quarto "executivo single" sai por R$ 440. Também há salas de conferência e espaços para eventos.  Dirceu também foi condenado a dois anos e 11 meses de prisão pelo crime de formação de quadrilha, mas, como teve quatro votos favoráveis em sua condenação, será julgado novamente pelo STF no ano que vem. No julgamento, o STF considerou que Dirceu era o chefe da quadrilha do mensalão.


O julgamento do mensalão no STF200 fotos

Fachada do Hotel Saint Peter, que fica no setor hoteleiro sul, em Brasília, onde o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, um dos condenados pelo STF (Supremo Tribunal Federal) por envolvimento com o mensalão, foi contratado como gerente administrativo, por um salário de R$ 20 mil. A carteira de trabalho dele foi assinada no último dia 22. Dirceu cumpre pena de 7 anos e 11 meses por corrupção ativa no regime semiaberto, o que lhe dá direito a sair durante o dia para trabalhar. A defesa dele entrou, então, com pedido no STF (Supremo Tribunal Federal) para que ele possa trabalhar durante o dia Pedro Ladeira/Folhapress

domingo, 24 de novembro de 2013

Juiz de execução penal do mensalão é substituído

O juiz da VEP (Vara de Execuções Penais) de Brasília, Ademar Vasconcelos, não é mais o responsável pelo processo do mensalão. Em seu lugar ficará o substituto Bruno André Silva Ribeiro. A ida do ex-presidente do PT José Genoino, 67, para a casa de um familiar na manhã deste domingo (23) logo após receber alta do hospital em que estava internado já foi comandada por Ribeiro. Ele inclusive estabeleceu uma série de condicionantes para a permanência de Genoino em casa. 
Conforme a Folha apurou, Genoino não poderá sair nem dar entrevistas no período em que estiver na casa de familiares em Brasília. Ele deve permanecer no local até que a junta médica que o examinou dê um parecer ao STF (Supremo Tribunal Federal) e o presidente da corte, Joaquim Barbosa, decida se ele cumprirá pena na Papuda ou em prisão domiciliar. A substituição de Vasconcelos, de acordo com fontes do STF, teria acontecido ainda na sexta-feira (22). Isso porque, nos últimos dias, diversas ações do juiz teriam irritado Barbosa, que deixou clara sua insatisfação para o TJ-DF (Tribunal de Justiça do Distrito Federal). Desde o início das prisões, Vasconcelos já não havia recebido de Barbosa as determinações para comandar o processo. No dia anterior à expedição dos mandados, o presidente entrou em contato justamente com o juiz substituto Ribeiro, e enviou para ele os documentos relativos às prisões. Como estava em férias, Ribeiro tentou entregar a documentação para Vasconcelos. A Folha apurou que ele se negou a receber o material e isso teria criado um mal-estar dentro do TJ-DF.  Vasconcelos ainda chegou a dar entrevistas dizendo que não havia recebido o material e por diversas vezes destacou que este era um caso do STF. As declarações contrariaram Barbosa e foi preciso que o presidente do TJ-DF, Dácio Vieira, entrasse no circuito para que Vasconcelos iniciasse os procedimentos relativos à execução penal dos condenados. Após isso, com os sentenciados já presos e a situação de saúde do ex-presidente do PT sendo questionada, Vasconcelos informou Barbosa que não havia a necessidade de internação do preso. No dia seguinte, o próprio Vasconcelos entrou em contato com o presidente do Supremo para dizer que o caso era perigoso e que o melhor seria levar Genoino ao hospital.  No despacho que autorizou o tratamento fora da Papuda, Barbosa fez questão de destacar a situação, dizendo que havia recebido de Vasconcelos informações conflitantes sobre a saúde de Genoino. O despacho de Barbosa, conforme a Folha apurou, fez com que colegas de TJ de Vasconcelos também passassem a criticá-lo e a questionar sua permanência na execução penal do mensalão.  Outro fato que chamou a atenção de Barbosa foi a publicação de uma entrevista na revista "IstoÉ" com Genoino. Este tipo de procedimento só pode ser feito com autorização expressa da Justiça. Procurado, Vasconcelos disse que não daria entrevistas e que qualquer informação deveria ser solicitada à assessoria de comunicação do tribunal. A assessoria, por sua vez, disse desconhecer críticas à atuação de Vasconcelos e não esclareceu se a substituição por Ribeiro era temporária ou permanente.

domingo, 10 de novembro de 2013

Santos comemora 50 anos do bi mundial

Infográfico mostra como estão hoje jogadores que conquistaram o título do Mundial de Clubes em 1963
Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe. Quem não acompanhou o mais famoso quinteto da história do futebol brasileiro em campo provavelmente já ouviu a respeito nas histórias do pai, do tio ou do avô. Ninguém seria capaz de esquecer a linha de frente do maior time das Américas do século 20, segundo eleição promovida pela Fifa em 2000. E o maior do mundo para várias gerações de brasileiros. Na última quinta, o Memorial das Conquistas do Santos, que fica na Vila Belmiro, parou para receber os cinco. A convite da Folha, Dorval, 78, Mengálvio, 73, Coutinho, 70, Pelé, 73, e Pepe, 78, se reencontraram para comemorar os 50 anos do bicampeonato mundial de 1963.
 A reunião não se restringiu ao quinteto. Também voltaram a pisar no gramado da Vila Belmiro o ex-lateral esquerdo Dalmo, 81, o ex-volante Lima, 71, e o ex-lateral esquerdo Geraldino, 73. O reencontro só não foi completo pela ausência do ex-volante Zito, 81, que tinha compromissos em Taubaté (SP). O ex-zagueiro Joel, 67, e o ex-atacante Rossi, 76, não foram encontrados a tempo. São eles remanescentes do título que consagrou 20 jogadores. Já morreram Gylmar e Laércio (goleiros), Calvet, Haroldo e Mauro (zagueiros), Ismael (lateral direito), Almir, Batista e Toninho Guerreiro (atacantes). Assim como o técnico Lula. O encontro dos oito campeões virou festa. Dalmo, por exemplo, não via seus sete companheiros há pelo menos dez anos. Ainda assim, a amizade parecia intacta. Os antigos companheiros voltaram a chamar Dorval de Macalé devido a semelhança com o humorista Tião Macalé, que fez sucesso na TV entre as décadas de 60 e 80. Mais uma vez, os amigos se referiam a Mengálvio, por ser o mais tranquilo e relaxado da turma, como Pluto, o personagem da Disney.  "O convívio que a gente tinha foi preservado.  A alegria é permanente. A gente cantava, gozava um do outro. Isso ficou", disse Pelé. O maior de todos os craques, aliás, voltou a ser Júlio, apelido que carrega desde os anos 1960 devido à semelhança física com Julião, o então goleiro do Noroeste, time de Bauru (SP). "Nosso time era moleque. Só havia seriedade quando entrávamos em campo", completou Coutinho.
CHUVA E SOL NO MARACANÃ: Antes de se sagrar bicampeão mundial, o Santos já ostentava fama internacional. No entanto, para os jogadores que fizeram história diante do Milan, foi aquela conquista que sacramentou a chamada era Pelé. "Ganhamos um respeito maior. Até aquele momento, nenhum outro clube havia vencido duas vezes seguida o Mundial", lembrou Lima. Para ser campeão, o Santos disputou três jogos contra o Milan, campeão europeu daquele ano.Santos Bi-mundial.
Em pé, da esq. para a dir.: Mengálvio, Geraldino, Lima, Dalmo e Pepe; agachados, da esq. para a dir.: Dorval, Pelé e Coutinho. O rival tinha astros como o zagueiro Maldini e o volante Trapattoni, além do atacante brasileiro Amarildo. O primeiro duelo foi em Milão, em 16 de outubro. Anulado pelo rival, o Santos perdeu por 4 a 2. "Jogamos mal mesmo", contou Geraldino. Demorou quase um mês para o segundo jogo acontecer. Foi em 14 de novembro e agora no Brasil, mas não em Santos. O palco escolhido foi o Maracanã, no Rio. "O campo era maior, melhor para jogarmos, e o Santos tinha a simpatia do torcedor carioca", disse Pepe. Embora tenha se preparado intensamente, o Santos chegou ao dia do jogo em clima de preocupação. Devido a contusão, não puderam ser escalados Geraldino, Calvet, Zito e... Pelé. Foram substituídos, respectivamente, por Dalmo, Ismael, Haroldo e Almir. O primeiro tempo dessa segunda partida chegou ao fim com o Milan na frente, 2 a 0. Nesse instante, as águas desabaram sobre o Rio. "Conseguimos virar para 4 a 2 graças a uma tempestade que caiu já no intervalo", relembrou Pepe, autor de dois gols. Os santistas demonstraram mais facilidade em jogar no gramado encharcado. A vitória levou ao terceiro jogo que, como mandava o regulamento, aconteceu no Maracanã dois dias depois. O Santos repetiu a escalação, ainda sem Pelé, portanto. Mas havia Almir, que brilhou nos dois jogos. O juiz deu pênalti para o Santos quando, em disputa dentro da área, Maldini levantou a perna e atingiu a cabeça de Almir. Dalmo cobrou com pé direito no canto esquerdo do goleiro Balzarini. Dessa vez sob o sol carioca, o jogo acabou em 1 a 0. "Foi muito bonito ver mais de 100 mil pessoas festejarem a vitória do futebol brasileiro", relembrou Mengálvio.

domingo, 3 de novembro de 2013

Botafogo da Paraiba é campeão brasileiro

Botafogo conquista a Série D e é o primeiro paraibano campeão nacional. Diante de um Almeidão lotado, com mais de 20 mil torcedores. O clube de João Pessoa vence o Juventude e conquista o 1º título nacional da Paraíba. Foi emocionante. Foi arrepiante. Um teste para as torcidas dos dois times. Um jogo em que os dois clubes criou chances espetaculares para fazer gols e ser campeão. Mas estava escrito nos anais do futebol. O ano de 2013 era do Botafogo-PB, que neste domingo venceu o Juventude por 2 a 0 e foi campeão brasileiro da Série D. É o primeiro clube da Paraíba a conquistar um título nacional homologado pela CBF, justamente no ano que que a equipe de João Pessoa renasceu. Isto mesmo. O Botafogo-PB não era campeão paraibano desde 2003 e não participava de um Brasileirão desde 2006. Mas este era o ano de quebrar as escritas e voltar a ser grande. O Belo venceu o Estadual no primeiro semestre e neste final de semana conquistou o que nenhum outro paraibano tinha conquistado ainda. Já o Juventude saiu de campo com um vice-campeonato honroso. Ao longo de todos os 90 minutos o clube ficou perto do título. Atacou e buscou o gol. Esteve muito perto de conseguir isto. Quase marcaram nos acréscimos. Mas não deu. Os gaúchos, que no passado já foram campeões da Série B e da Copa do Brasil, desta vez ficaram em segundo lugar. Festa começa ainda no 1º tempo: O jogo começou com o Botafogo partindo para o ataque logo no início. Sempre pela esquerda, com boas participações de Celico. O clube de João Pessoa conseguiu três escanteios a seu favor. Num dos lances, Lenílson passou a bola para Fausto, que chutou forte em gol. O volante Possebon foi quem salvou o time gaúcho. E com o Belo no ataque, a festa da torcida botafoguense era grande. A massa empurrava o time da casa, que seguia no setor ofensivo. Só dava Belo. E aos 14 minutos o time esteve perto de abrir o placar. Em cobrança de escanteio de Pio, desviou no primeiro pau. A bola sobrou para Rafael Aidar, que desmarcado, perdeu um gol incrível. Seguia-se o jogo, com o gol do Belo cada vez mais perto de sair. Isto aconteceu aos 20 minutos, mais uma vez de cobrança de escanteio pela esquerda. Pio cobrou na cabeça do zagueiro uruguaio Mario Larramendi, que colocou com violência em gol. Festa do Belo. Festa no Almeidão. Com mais de 20 mil torcedores em festa. O título, contudo, não sairia sem muito sofrimento. Porque após o gol, o Juventude, que via a taça lhe escapar, resolver ser mais agressivo em campo. E o time que até então estava acuado foi para o ataque. Rogerinho e Zulu eram as duas principais referências ofensivas do clube gaúcho, que chegava com cada vez mais perigo ao gol de Rémerson. A melhor chance do Juventude no primeiro tempo, no entanto, só saiu aos 43 minutos. Rogerinho avançou até a intermediária, puxou mais para o meio e soltou uma bomba. A bola beliscou a trave e foi para fora. Jogo franco no segundo tempo: A etapa final do último jogo da Série D de 2013 foi espetacular. E um teste para as duas torcidas. Isto porque os dois times tiveram chances para marcar. O Belo para ampliar e ficar mais perto do título. O Juventude para empatar e para roubar a taça que a cada minuto ia ficando com os paraibanos. Mas os 10 primeiros minutos foi só do Juventude. Que atacava implacavelmente, enquanto os botafoguenses se resumia a defender da forma que conseguiam. Paulo Josué, que entrou no intervalo e já tinha marcado o gol da vitória do primeiro jogo, foi quem primeiro testou Rémerson. Douglas chegava com igual perigo alguns minutos depois. O Botafogo só melhorou aos 13 minutos, quando o técnico Marcelo Vilar tirou Fausto e colocou Warley. O ídolo botafoguense entrou em campo incendiando o jogo. Com fôlego renovado, ele entrou na área aos 16 e aos 17 minutos. No primeiro lance, ele ia marcar quando o goleiro Aírton saiu nos pés do atacante. Os botafoguenses pediram pênalti, mas o árbitro não deu nada. Já no segundo lance, a bola sobrou dentro dá área nos pés do jogador, que chutou mal.  O time de Caxias do Sul não estava morto. Respondeu aos 21 minutos. Rogerinho cruzou para Diogo, que finalizou de cabeça. Rémerson fez uma bonita defesa. Aos 26, Ermel chegava mais uma vez, mas a bola foi para fora. A resposta do Belo foi aos 36. O time resistia como podia e ainda avançava ao ataque. Lenílson tentou um primeiro chute. Errou. Na sequência, Doda chutou no ângulo. A bola saiu por muito pouco. Era emocionante. Era suado. Era angustiante. A qualquer momento, um ou outro poderia marcar. O Juventude esteve muito perto. Mas já nos acréscimos, quando o Juventude  estava no ataque, pressionava e estava muito perto do gol, quem marcou foi o Belo. Rafael Aidar saiu num contra-ataque fulminante e fez 2 a 0. O Almeidão naquele momento era uma festa só. O Botafogo já era o primeiro paraibano a ser campeão brasileiro.